Lost In Paradise

30 Desligamento


Notas iniciais
Acho que atualizei mais rápido que antes (ou não q). Bem, eu fiz o capítulo tão rápido que nem achei que ia ficar "grande" dsjksdjk mas não sei se isso é bom ou ruim, as vezes acho que se eu fizer um capítulo maior vocês possam achar cansativo... De qualquer modo, espero que gostem, e se tiver algo escrito errado não reparem, é que como eu disse, tive que escrever bem rápido e não cheguei a revisar direito ^^

L passou a noite inteira assistindo com atenção cada movimento, ou falta dele, na prisão de Misa e Tsuki. A loira certamente estava mais abalada, mas insistia em não confessar nada. Com Tsuki, era a mesma coisa. Mas por serem confinamentos diferentes, ela não aguentava tanta pressão quanto Misa, mesmo sendo difícil passar por isolamento. Por hora, puxava assunto com ela, mas sempre era cuidadosa em respondê-lo, não teve grande progresso. Porém, mantivera sua esperança, afinal, era só o início, ainda conseguiria encontrar uma maneira de fazê-las falar. Depois de muito tempo se dedicando na monitoração acabou cochilando na mesma posição em que se sentara, sempre atento. Teve meros minutos de sono, mas que pra ele que não dormia a dias, já ajudava em alguma coisa, e Watari continuou monitorando enquanto ele descansava.

Pediu para que Watari o trouxesse um café, e o bebericou enquanto voltara a assistir pela televisão. Manteve sua atenção em Tsuki, que ainda estava sentada no chão, sem a menor vontade de pegar no sono, diferente de Misa que nem se deitar era possível.

No período da manhã finalmente os policiais começaram a chegar, sendo Matsuda, o primeiro. Talvez fosse apenas uma birra do detetive, mas pelo comportamento atrapalhado do rapaz, não conseguia ver nele o mesmo potencial dos outros investigadores, ele era descuidado e confiaria no primeiro que passasse.

— Senhor tarado. — Ouviu Amane chamar, o surpreendendo. — Isso é ilegal, você tem que parar. Vamos, por favor. — Pedia em meio aos choros.

— Ela está agindo assim desde que recobrou a consciência... — Comentou Aizawa.

L afastou o dedo que mantivera em seu lábio inferior e estendeu sua mão para Matsuda.

— Matsuda, liga pro Mogi pra mim.

— Ahn? — Disse confuso, pegando o celular. — Só um segundo. — Discou o número, entregando para ele.

— Senhor Mogi, quando prendeu Misa Amane deixou claro que ela era uma suspeita, certo?

— Sim, como você me mandou. — Respondeu Mogi calmamente. — Primeiro eu coloque a venda nos olhos e tampei sua boca, disse que sabíamos que ela era o segundo Kira. Sei que ela me ouviu bem. Ela não lutou quando coloquei a venda e as algemas, foi como se tivesse aceitado...

— Entendo... — Desligou, a encarando na tela.

Nós fizemos tanto progresso com ela...eu achei mesmo que ela ia falar...por que de repente está falando de um tarado?

— Misa Amane? — A chamou, usando a voz artificial.

— O que é, tarado? Está planejando me soltar?

— Antes de desmaiar você mal falava, e até pediu que eu a matasse. E agora está fingindo que não me entende?

— Eu não entendo, afinal foi você que me apagou e trouxe pra cá, lembra? — Abaixou o tom de voz. — Espera aí, já sei! Isso é um tipo de interrogatório de mentira pra Misa Amane, não é?

Os policiais se entreolharam, confusos.

— Você sabe porquê está detida aqui? Deve ter alguma ideia.

— Como assim? Por que sou uma celebridade, é claro. Mas você é o primeiro tarado que foi tão longe assim e está começando a me assustar...

Matsuda irritado tomou o microfone de L, protestando.

— Amane, ninguém tá acreditando então para.

— O que está havendo? — Perguntou com a voz trêmula. — Isso é assustador...eu não aguento mais isso, por favor me solta. Por favor! — Gritava.

Eles continuaram a discutir, enquanto Misa tentava pedir pra ir ao banheiro e novamente o chamava de tarado.

— Eu sou...o tarado? — Murmurou L.

A perguntou sobre Raito e sem nenhum protesto, ela afirmou que ele era seu namorado. Era estranho, pois antes ela estava completamente reservada quanto a isso, qual o objetivo de admitir abertamente depois de tanto tempo confinada?

Antes de dar continuidade as perguntas, seu celular começou a tocar, retirando o aparelho de seu bolso.

— Ótima hora, é o Raito. Por favor, desliguem o áudio e o vídeo. — Pediu, em seguida atendendo. — Sim? Sim, eu entendo. Esperamos você na sala K-28015. — Terminou a ligação, ouvindo Soichiro se pronunciar.

— Está dizendo que meu filho vem aqui?

— Sim.

Matsuda saiu, encontrando Raito que logo chegou até o quarto que L descreveu.

— Ryuzaki, como eu disse no telefone...eu posso ser o Kira. — Fechou os olhos, mantendo uma falsa expressão tristonha.

Seu pai, completamente assustado, correu até Raito balançando seus ombros.

— Não, Raito! Do que você está falando?! Por que você diria uma coisa dessas? Por quê?

Não há provas reais de que Raito Yagami é o Kira, então por que vir aqui anunciar que pode ser o Kira? É uma representação...não existe "pode ser" você é o Kira. — Pensava o moreno, assistindo a cena. — O que pretende conseguir com isso?

— Desculpa pai. Se Ryuzaki é o L, podemos dizer que ele é o melhor detetive do mundo. E agora ele parece ter muita certeza de que eu sou o Kira, e sabemos que o L nunca errou.

— O que está dizendo Raito? Para com isso!

— E o agente do FBI? Ele estava me investigando antes de morrer. E eu estava em Aoyama no dia 22, e fui a primeira pessoa na região de Kanto de que Misa, o pretenso segunda Kira, se aproximou. Tudo foi comigo! Se eu estivesse no lugar de L chegaria a mesma conclusão...Sabe, no meu subconsciente eu posso ser o Kira, e se esse for o caso, eu posso ser ele e nem saber.

— Não, Raito... — Dizia abismado.

— Eu não tenho mais certeza de nada, Ryuzaki. Eu nunca mataria alguém mas...inconscientemente quem sabe o que eu sou capaz? Outro de mim pode estar matando as pessoas enquanto durmo.

— Acho que não é possível.

— Não é possível? Como assim?

— Eu nunca disse isso a você, mas houve um momento em que teve câmeras de segurança instaladas em seu quarto por cinco dias.

— Câmeras? — Fingiu estar surpreso.

— É. E todas as noites você dormiu normalmente. Criminosos com os nomes transmitidos ainda morreram, mesmo não tendo como você saber dele, mas isso não provou sua inocência. Só provou que, se você é o Kira, câmera alguma vai revelar esse fato.

— Eu tenho que admitir, eu já andei pensando que alguns criminosos mereciam morrer...Se eu posso pensar como Kira, como posso ter certeza de que eu não sou mesmo ele?

Enquanto os policiais comentavam o que achavam a respeito, segurando a xícara L continuou a encará-lo. Não era coincidência ele ter escolhido fazer isso justo agora, mas ele faria exatamente como Raito pensou, o prenderia como fez com Misa e Tsuki para ver como ele provaria sua inocência.

— Sinceramente eu não gosto do jeito que isso vai. — Comentou L, decisivo. — Mas que escolha eu tenho? Vamos fazer isso! Eu preciso que prendam Raito Yagami e ponham ele numa solitária.

— Então...você quer mesmo prender ele?! — Perguntou Matsuda.

— Se vamos fazer isso vai ter que ser imediatamente. De agora em diante você não poderá ir a lugar nenhum onde eu não veja.

— Mas isso é loucura, não tem como meu filho ser o Kira...

— Tá tudo bem, pai.

— Para com isso, Raito.

— Escuta: alguma coisa precisa ser feita. Se eu estou com essas duvidas, eu não posso mais trabalhar com vocês para pegar o Kira. Mas Ryuzaki, me prometa uma coisa: enquanto não souber com toda a certeza que não sou o Kira, não me solte. Não importa o que eu diga ou em que condição eu esteja.

— Tem minha palavra. — Prometeu. — Senhor Yagami, tem uma desculpa da ausência do Raito? Algo para dizer a sua família...faça isso agora, por favor.

— Mas isso é tão repentino, o que eu vou dizer? Eu não vejo motivo para ele estar preso.

— Deixa, pai. Se eu não fizer isso, não vou pode conviver comigo mesmo.

— Está falando sério, meu filho?

— Estou. Acredito que abrindo a mão da minha liberdade, vou vencer esse medo de que Kira se esconda em mim.

E com isso, Aizawa o vendou e colocou as algemas em suas mãos, levando Raito para sua cela.

{...}

Tsuki já estava começando a se cansar. Seus olhos inchados começavam a ganhar um tom cinza, realçando suas olheiras. Por um momento até zoou si mesma pensando que nesse ritmo logo estaria se igualando à Ryuzaki, mas no geral estava pensando no que Raito havia planejado. A essa altura Remu já tinha se encontrado com ele, e provavelmente, seguindo suas ordens. Duvidava muito que Raito fosse aceitar completamente a ideia de que ela estivesse realmente livre de suas lembranças do Death Note, então teria uma carta na manga para seu plano prosseguir, mas não demoraria até ele ser preso também, mas a questão principal era: Ele determinou futuras mortes para provar sua inocência enquanto estivesse preso? Mesmo se fosse o caso, alguém poderia assumir a posse do caderno, e não haveria alguma forma de recuperá-lo. Raito estava com o caderno de Misa e o seu...seria possível que ele tivesse entregado para outra pessoa?

— Tsuki. — Chamou L, interrompendo seu raciocínio.

— Sim?

— Quero novamente fazer algumas perguntas.

Ele era realmente insistente, já havia perdido as contas de quantas vezes ele entrou em contato com ela perguntando as mesmas coisas.

— Pergunte. — Respirou fundo.

— Você me contou a história de seu pai. Por algum motivo, fez isso justamente depois de ser presa. Você deixou claro que já adquiriu repulsa à mim, e afirma que hoje não me culpa. Me diz, se esse ódio ainda existisse e você estivesse em meu lugar nessa investigação, o que pensaria?

Restringiu o olhar.

— No seu lugar, pensaria que eu estaria colaborando com Kira em busca de vingança por você ter me feito perder um ente querido.

— Correto. Não seria o primeiro exemplo de revolta, não acha?

— Onde quer chegar com isso, L?

— Eu sei que você está recebendo ordens de Kira, que não está fazendo isso sozinha, está o defendendo porque não quer ficar mal diante dele. Estou certo? — Perguntou friamente.

— Do que você está falando, Ryuzaki?!

— O fato de você estar na defensiva só prova que está mantendo sigilo para protegê-lo e se vingar por eu ter permitido que um homem inocente, seu pai, fosse para a cadeia.

Estava começando a se irritar, quando arregalou os olhos, surpresa. Era isso. L não estava a atacando verbalmente, estava tentando adquirir uma resposta jogando seu ego contra ela mesma. Ryuzaki está tentando deixá-la inferior, como se apenas recebesse ordens de Kira. Com isso, a maioria das pessoas se revoltariam ao ponto de confessar tudo apenas pra esfregar na cara da pessoa que nada disso que ela falou era realmente verdade. Ele citou seu pai para fazê-la se sentir vulnerável, e praticamente assumiu a culpa para que, caso ela o desprezasse, assumisse isso descontando sua raiva e confessando que ainda achava que a culpa da morte do pai caía sobre ele. L a acusou. Queria provocá-la para arrancar dela alguma confissão, mas por sorte, percebeu isso antes de dar um passo em falso. Com Misa isso daria certo...mas por sorte ela não tinha suas lembranças do caderno, então não havia como ser pega de surpresa.

— Talvez você esteja certo, L. Ou talvez não. — Respondeu, calma.

O moreno entendeu que ela havia descobrido. Ao invés de defender o uso em vão do nome de seu amado pai, ela aumentou as suspeitas sobre si mesma mantendo o mistério em sua resposta. Era tão simples irritar alguém com seu ego ferido. Se a pessoa por um momento pensasse que alguém o vê como um fraco que faz tudo que seu superior manda, logo confessaria e ainda se orgulharia do feito. Mas ela não se preocupou com isso, e ao mesmo tempo que admirou, se sentiu um pouco entediado por mais uma vez não ter conseguido nenhuma confissão dela, que a essa altura parecia saber mais do Misa.

Algumas horas depois, como o próprio L já havia prevido, Soichiro veio até ele pedindo que o prendesse também até o fim do confinamento de seu filho. O lado sentimental dele possivelmente atrapalharia o andamento do caso, era melhor que também fosse preso, mas obviamente, com mais privilégios que os demais suspeitos. Os policiais protestaram, e ficaram com pena de seu chefe, mas assim foi feito.

Conforme as semanas se passaram, o comportamento deles mudou por completo. Raito começou a pedir para ser solto. Era completamente diferente de como Yagami, ou até mesmo Kira, agiria. Mas algo parecia errado...seu olhar, estava completamente mudado, a forma com que ele falava e sua expressão corporal...parecia estar falando a verdade, mas como? Até então nenhum criminoso foi morto, não havia porquê solta-lo com tanto progresso, e mesmo não gostando disso, ele continuou preso. Misa chegou a um ponto em que nem mesmo conseguia interagir, seu corpo estava completamente largado e apenas um banho quente parecia ser o suficiente pra alegrá-la nessa altura. Tsuki continuara quieta, mas sua aparência também estava cansada. Algumas noites, principalmente as de chuva, a via acordar assustada com alguns pesadelos, porém não puxou assunto, apenas assistiu. Com certeza era por ela que mais lamentava por ter que fazê-la passar por isso. Primeiro seu pai foi pra cadeia por sua culpa, e agora a menina tinha que aguentar aquilo para o progresso da investigação. Mesmo ela não se importando tanto com isso, ele sabia que estava na hora de partir pra uma nova ação, eles não aguentariam tanto tempo então o daria no máximo uma semana para que efetuasse um novo plano, tendo certeza se são ou não culpados.

Alguns dias depois, e L continuou em sua poltrona, tendo a imagem de Tsuki, Raito, Misa e Soichiro completamente exaustos diante dele. Ia tentar acalmar o senhor Yagami novamente, quando ouviu Matsuda correndo pelos corredores, entrando apressadamente na sala segurando um jornal.

— O que tá havendo? Criminosos de duas semanas foram mortos todos de uma vez. Aconteceu ontem!

— É, Kira voltou...

— Vocês já contaram pro chefe?

— Não, ainda não.

Matsuda foi até o microfone de L, entrando imediatamente em contato com Yagami.

— Advinha só chefe, Kira começou a matar de novo. Parece que Kira só estava descansando. — Sorria abertamente.

— É verdade Matsuda? — Perguntou, surpreso. — Quer dizer que meu filho é inocente...espera, conhecendo Ryuzaki isso não vai ser suficiente...

Matsuda e Aizawa o encararam, aguardando uma resposta de sua parte.

— Bom...ele ainda é suspeito.

— Ouviu o que ele disse chefe?!

— É...é bem melhor que ser culpado. Graças a Deus.

— Acho que agora ele está prestes a ser inocentado. — Disse animado. — Vou contar pro Raito. — Levou sua mão até o microfone do meio.

— Matsuda! — Protestou L, dando um tapa ardente na mão do policial sem qualquer gentiliza. — Não, senhor Matsuda.

— Por que não? — Perguntou com a outra mão sobre a área atingida.

— Não devemos contar nada ao Raito. — Voltou a falar com o rapaz pelo microfone. — Raito, você está aqui há mais de duas semanas e nenhum criminoso novo foi punido. Por que dificultar mais as coisas? Está pronto pra confessar?

— Não seja ridículo! — Encarou a câmera, raivoso. — Eu estou dizendo que está enganado. Eu entendo que esteja assim, mas mesmo que as evidências apontarem pra mim eu juro que eu não sou o Kira. Isso é armação! Eu não sou o Kira!

Conforme os criminosos foram sendo mortos, Aizawa e Matsuda começaram a reclamar e querer procurar o "verdadeiro" Kira. A situação evoluiu tanto que não podia culpá-los, mas para soltar os três, teria que ter certeza. Olhou por uma última vez Tsuki deitada no chão, com os cabelos oleosos e os olhos fundos, aquilo foi o suficiente para ter certeza que precisaria agir o quanto antes. Pediu para que Soichiro o encontrasse e com isso explicou em detalhes seu plano, querendo que ele agisse não só como policial, mas como pai de Raito.

Tsuki não sabia até quando aguentaria, nem ao menos imaginou que teria conseguido chegar tão longe depois de tudo. Sua preocupação com Misa aumentava, pois ela provavelmente estaria em condições piores. Não parava de se perguntar qual seria o próximo passo de L...

— Tsuki. — Falou Aizawa, abrindo a cela.

— O que foi? — Perguntou com sua voz fraca e baixa.

— Tenho que te levar.

— Serei liberta?

— Pode se dizer que sim. — A ajudou a se levantar, guiando-a para fora.

Atravessaram um corredor escuro até encontrarem um carro onde ao invés de entrarem, ficaram esperando do lado de fora. Não chegou a perguntar o porquê para o policial, apenas ficou o encarando esperando que algo acontecesse, não estava entendendo nada. Depois de alguns minutos de espera, um veículo parecido se aproximou, e logo reconheceu no volante o pai de Raito, com uma expressão séria.

Quando saiu do carro, abriu a porta de trás, onde Misa saiu usando uma roupa branca igual a que ela trajava. Para sua surpresa, a loira a abraçou por algum motivo. Sem entender, apenas retribuiu.

— Uki, eu senti tanto a sua falta.

— Sentiu?!

Aquilo foi tão inesperado que quase perguntou à Misa se ela estava passando bem, mas tratou de ficar observando-a enquanto os policiais conversavam um pouco afastados.

— Claro que senti. — Abriu um longo sorriso. — Eu sei que tivemos alguns problemas, mas eu te perdoo, Raito me explicou que foi só um mal entendido aquele beijo.

— Raito disse isso é? — Arqueou a sobrancelha, desconfiada.

— Sim. Uki me desculpa? — Juntou suas mãos perto de suas bochechas cruzando os dedos, meiga . — Eu fui muito má com você, mas você sabe como eu sou né? Me desculpa...

— Tudo bem Misa. — Sorriu.

Misa não estava só diferente por Raito ter a dito aquilo, mas também por ter perdido as lembranças do caderno, ela era uma pessoa diferente antes de encontrá-lo, e a pessoa à sua frente era sua verdadeira amiga. Mas, antes de prosseguir, tratou de ter certeza que ela perdeu toda a memória do Death Note, mas teria que ser sutil, então...

— Misa. — Sussurrou.

— O que é? — Se aproximou, cochichando.

— Você já percebeu que todos estão achando que você é o segundo Kira, não é?

Tsuki tinha que ser discreta com os policias por perto, então fez uma pergunta simples mas que revelaria se ela perdeu ou não as lembranças. Era simples: desde que conheceu Misa e queria fazê-la a contar algo, usava o método da paranoia. Se Misa achasse que todos à sua volta suspeitavam dela, passaria a achar que realmente sabiam que ela era o segundo Kira, e o nervosismo seria inevitável. E assim sempre colocou a ideia na cabeça da garota, até que ela viesse até ela a pedindo ajuda para sair daquela situação. Mas algo diferente aconteceu em sua resposta...

— É mesmo? Então eles realmente estão suspeitando de mim? Mas eu não fiz nada, eu não sou o segundo Kira.

Ao olhar nos olhos dela, teve certeza absoluta que não estava mentindo. Mesmo sendo uma atriz, era fácil saber quando Misa distorcia a verdade.

— Você acredita em mim, não é Uki?

— Acredito, Misa.

— Ai que legal. — A abraçou forte, fazendo-a rir baixo.

Essa é a Misa que conheci... — Pensava. — Mas não justifica o fato de Raito ter me defendido e feito a Misa me perdoar...isso não é a cara do Raito.

Continua...