Notas iniciais
Esse capítulo :') Cheguei a conclusão de que eu estava super gay quando resolvi escrevê-lo. MAS PRA QUEM SHIPPA LxTSUKI ACHO QUE DEVE SER BOM (ou não né, vai saber). E sim, Raito aparecerá mais vezes daqui em diante - é até estranho fazer a versão boa dele, já que me acostumei nele como o Kira mesmo :v enfim. Perdoem-me a demora e tals, espero que tenham gostado, e qualquer coisa é só falar.

Raito apoiava seus braços contra a janela, assistindo o nascer do sol em sua divisão. Com o cenho cerrado e um ar pensativo formulava novas perguntas em sua mente. Desde que esteve analisando o comportamento de Kira, achou seus ideais assustadoramente parecidos com os seus. Não que devesse fazer essa comparação, Kira era um assassino, e mesmo Ryuzaki ponderando que Kira pudesse ter o manipulado antes de sua prisão, ainda não aceitava o fato de ser comparado à ele. Não, definitivamente ele não era o Kira, isso era impossível. Mas era uma razão a mais para incentivá-lo a encontrar o verdadeiro culpado, provando sua inocência de uma vez por todas. Quem sabe assim fizesse L se calar.

— Yagami? — A voz feminina gerou ecos pelo terraço, atraindo a atenção do jovem pensativo.

— Tsuki? — Perguntou Raito. — O que faz aqui?

Deu de ombros. — Nada de mais, só estava dando uma volta e te encontrei por aqui... Espero não estar incomodando.

— Não precisa se preocupar. — Disse com suavidade. — Acho que somos os únicos acordados há essa hora. — Comentou, tentando parecer simpático, apesar de seu desanimo.

— Sim, tirando Ryuzaki claro, esse nunca dorme. — Riu. Apesar de sua empatia com Raito, estava conversando com um garoto inocente agora, um garoto sem instintos assassinos como Kira, um garoto que tentava provar sua inocência... Sim, ele era bem diferente do Raito que ela conheceu meses atrás, esse era alguém com quem ela fosse capaz de dialogar, embora não conseguisse esquecer de como ele agia antes de perder a memória, e isso com certeza a deixava pé atrás na hora de se aproximar dele.

— É, isso é verdade. — Rira, sustentando um sorriso de lado. — Ele é esforçado, admiro isso.

Com certeza isso não seria algo que o Raito antigo diria... — Admira?

— Sim. — Afirmou, colocando a mão no queixo enquanto firmava o olhar em direção à vista que tinha pela janela. — Pense em como os líderes mundiais devem cobrar dele — e de outras mentes brilhantes — grande desempenho em seus deveres. A preservação da identidade de L sempre foi uma prioridade, tendo em mente que sua segurança e a "paz mundial" estariam no mesmo nível. Mesmo assim, no caso Kira ele se empenhou ao ponto de revelar sua identidade até mesmo pra mim que considera como principal suspeito, tudo para garantir que leve Kira para a justiça, mas claro que foi uma jogada ariscada da parte dele.

Um silêncio momentâneo caiu sobre eles, até Tsuki resolver mudar de assunto, mesmo ainda tendo L como foco principal. — Falando nisso, achei um tanto curioso Ryuzaki permitir que você ande por aí sem as algemas. Já foi uma surpresa pra mim saber que ele te livrou, mas ver que te deixou andar pelo edifício já me parece difícil de acreditar.

— Sim, também me surpreendeu. Mas não é tão simples... — Suspirou. — ele ainda mantém câmeras por todos os cômodos e faz questão de colocar micro escutas em minhas roupas, proibindo minhas saídas do prédio.

— É, imaginei que ele fosse fazer isso...mas ainda assim, fico surpresa com uma ação como essa vinda dele. Parece até que ele está cedendo. — Soltou um riso abafado. Como se fosse possível fazer o L desistir de alguma coisa...

Raito olhou o céu de relance, parecendo não saber do que se tratava. — Na verdade acho que ele está cuidando de outros assuntos, não acho que vá mencionar pra nós ou pros outros detetives. — Respirou fundo, mexendo sua cabeleira castanha. —A proposito, imagino a reação dele nesse exato momento se estiver acompanhando nossa conversa pelas câmeras. — Falou com uma ponta de humor em seu comentário, recebendo dela um sorriso debochado.

— Concordo. — Riu baixo. — Mas não é nenhuma surpresa para ele nos ver curiosos e buscando novas informações.

— Até porque, Ryuzaki já é curioso por natureza, tal como nós. — Fechou os olhos abrindo um pequeno sorriso, com seus braços cruzados e expressão desinteressada. — São ossos do ofício.

— Talvez seja. Ou talvez seja mera distração pra ele.

— É uma possibilidade. De qualquer modo, eu estaria satisfeito em trabalhar com ele em qualquer situação, exceto essa, obviamente.

— Imagino que seja difícil ser o principal suspeito...

— Não há nada que me ligue aos crimes mais, mesmo assim, é fácil saber que as suspeitas de Ryuzaki não diminuíram ao meu respeito. Por isso tive minha privacidade invadida, mas não perdoarei Kira por fazer isso conosco. — Se virou, colocando as mãos sobre os ombros da garota, sem avisos. — Tsuki, você me conhece bem antes das ondas de assassinatos, sabe que não sou o culpado por isso. Eu sou inocente, não sou? Mesmo se Kira já tivesse me usado, não há dúvidas que eu nunca seria capaz de matar alguém. Não é simplesmente a verdade?

Havia algo diferente no olhar de Raito, algo que percebeu desde que pôs os olhos nele depois que ele perdeu a posse do Death Note. Seus olhos estavam límpidos e gentis, haviam neles um brilho que quando se tornou Kira já havia desaparecido. — Sim, Raito... — Concordou intimidada. Não queria atormentá-lo com isso, Raito foi só um garoto normal, que foi completamente destruído pelo caderno. Enquanto ele estivesse assim, era melhor aproveitar e valorizar seu verdadeiro eu.

Aspirou, mais aliviado por hora. — Obrigado, é bom ter com quem conversar. — A abraçou brevemente, suspirando pesadamente em seu ombro antes de se afastar. — Tenho que ir. — Bagunçou o cabelo dela levemente, como se fossem velhos amigos. Nem mesmo ela sabia de onde ele tirou tamanha intimidade, mas dessa personalidade de Yagami ela gostava, e até mesmo admirava. O viu se retirando, provavelmente à procura de L. Ele não era o único a querer passar mais tempo com o rapaz. Nos últimos dias tem sido difícil conseguir um tempo livre para conversar com ele distante de todos os agentes. Ele parecia estar a evitando...mas não era certo pensar nisso, já que sabia que ele estava dando o seu melhor no caso.

Coçou o olho, sentindo a luz solar atingir seu rosto. Ainda estava sonolenta por estar tendo que acordar mais cedo e dormir mais tarde na maioria dos dias, até mesmo fins de semana. Seu horário nunca esteve tão desregulado, e Misa fazia questão de ir vê-la e ficar conversando na hora em que ela deveria estar dormindo — mas não reclamara, já que por fim mesmo se Misa não estivesse ali, não conseguiria pegar no sono.

Ironicamente sua melhor companhia no momento era Bey, um gato. Isso soava bem deprimente, mas não estava se preocupando. A verdade é que precisava ver Lawliet mais vezes, conversar até mesmo sobre assuntos aleatórios se ele assim desejar, esse afastamento estava a preocupando, já fazia dias em que ele não dava as caras ou pedia sua ajuda para algo na investigação. Mas a única escolha ao seu alcance era permitir que ele assim fizesse, talvez seja apenas uma tensão passageira...

Adentrou a sala, vendo o moreno sentado no sofá, com as bochechas cheias de doce que com um pouco de dificuldade mastigara. — Ah, oi Raito. — Cumprimentou, com a boca cheia, sem qualquer postura.

— O que faz aqui, Ryuzaki? — Olhou em volta, vendo apenas um computador ligado, na mesa que ficava afastada do sofá onde L estava.

— Estou comendo. — Respondeu espontaneamente. — Servido? — Ofereceu erguendo o prato.

Balançou a cabeça negativamente. — Não, obrigado. — Completou, sentando-se no sofá à frente enquanto o observava lamber entre os dedos, retirando o doce que ali ficara. Por impulso, voltou a encarar a tela de computador, vendo que se tratava das imagens de algumas das câmeras, tendo a tela dividida em quatro partes, cada uma revelando um cômodo diferente. — Não é difícil deduzir que você esteve observando minha conversa com Tsuki, sabia?

— É mesmo? Esteve conversando com ela? — Perguntou ele, com uma ponta de sarcasmo.

— Não sou ingênuo, Ryuzaki. — Rebatia Raito, tentando afastar a ira reprimida em seus olhos.

— Não tenho o que dizer sobre essa conversa, Raito.

Isso não era bem o que ele esperava ouvir... — O que quer dizer com isso? — Alarmou-se, confuso.

— Não vejo problema em estar conversando com ela, afinal, já eram amigos antes de se envolverem nessa situação, não é? — Mentiu. A verdade é que aquilo o incomodava e muito, principalmente quando ele a abraçou sem mais nem menos. Parecia verossímil Raito querer se aproximar dela apenas com a intensão de recuperar sua amizade, mas se o plano dele ainda era fazer o poder de Kira voltar até ele, então ela seria um mero fantoche nas mãos de Raito.

— Corta essa, Ryuzaki! Nós dois sabemos que isso o incomoda e muito. — Protestava Raito. — Se é ciúmes ou medo não sei dizer, mas não tente me enganar com sua falsa compreensão.

— Não estou tentando lhe enganar, você melhor do que ninguém deve saber o que pretendo fazer por aqui.

— Você está se referindo à investigação, mas eu não. Estou me referindo com sua atitude em relação à Tsuki.

— Seja mais especifico. — Disse entendiado, com o dedo entre os dentes.

— O que acha que pretendo fazer com ela?! Está claro que não confia em mim. Ainda acha que eu sou o Kira?!

— Não, você deixou de ser o Kira. Mas é possível que logo volte a ser. — Coçava a cabeça, se levantando. — Se quer um aviso mais direto de minha parte, então assim farei: — Lançou um sutil olhar de desdém, antes de ameaçá-lo diretamente. — Se pretende usá-la em seu plano e descartá-la como fará com Amane, sugiro que crie um plano B, pois ela pode ser uma adversária maior do que pensa, e acima disso você ainda me tem como inimigo, e se feri-la você conhecerá o meu pior lado como competidor.

Mesmo surpreso com a atitude do detetive, seus olhos estreitavam conforme absorvia cada informação vinda dele. — Entendo. — Encarou. — Então isso é uma ameaça?

— É um aviso.

Raito se controlava para não voltar a discutir ou acabar em socos com o homem à sua frente. — Um aviso... — Resmungou. — Isso é ridículo. Eu não sou o Kira, mesmo você não acreditando em minha palavra, continuo não sendo. Não quero o mal dela assim como você, e seria capaz do mesmo se ela se ferisse, assim como temo que Misa acabe machucada. Mas isso é inútil, Ryuzaki. Pense bem...deveríamos estar nos dedicando a encontrar o verdadeiro culpado, não atacando um ao outro.

L espreguiçou-se, andando até a porta em passos lentos. Três passos à frente se viu ao lado de Raito, o encarando de perto, sentindo certo receio da parte de seu suspeito. — Você deve ter razão. — Concordou, deixando-o na dúvida do que realmente rodeava a mente do misterioso e indecifrável investigador. Mesmo quando L parecia concordar com ele, sabia que no fundo ele era um mentiroso muito habilidoso com suas palavras, e muitas delas poderiam ser sua sentença de morte.

[...]

Saía do banho com roupas limpas e confortáveis, secando seus cabelos com a toalha que levara na cabeça. Um perfume adocicado se desprendia de sua pele arrepiada devido ao vento que invadia o quarto pela janela aberta, causando-a leves calafrios mas que aos poucos se acostumou com o clima. A temperatura sempre esteve assim, mesmo em dias mais ensolarados nunca foi um calor agoniante, o tempo sempre esteve do vento frio à chuva.

Bey estava deitado ao carpete, dormindo com o corpo relaxado e inquieto. A vida dele era bem mais simples, quem dera ela tivesse a oportunidade de relaxar como seu gatinho, que por sinal não tinha encontrado os donos. Talvez fosse melhor mesmo levá-lo à Sayu, mesmo já se apegando à ele, não poderia dá-lo o carinho que precisava. Se agachou acariciando atrás de sua orelha, ouvindo-o ronronar ainda dormindo.

A porta do quarto foi aberta e L entrou, com a típica expressão de "tanto faz, pouco importa". Com os ombros baixos e uma das mãos no bolso, como costumava fazer. Fechou a abertura em seguida, indo até ela, olhando de relance para o gato preguiçoso e confortável dormindo. Parou ao lado dela, que pretendia se deitar para cochilar um pouco, antes da chegada inesperada dele.

— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou preocupada, fitando-o atentamente.

— Nem sempre que venho aqui é para anunciar uma tragédia. — Disse em escárnio, vendo-a rir aliviada. — Vim ver como estava. — Explicou, calmo.

Ela deu meio sorriso. — Estou bem. — Mesmo desanimada tentou parecer satisfeita com a visita dele, mesmo achando que logo ele iria voltar para seus afazeres e novamente não teriam tempo para conversar. — Ryuzaki, sobre aquele dia... — Tentou falar sobre o dia em que ele revelou seu nome à ela, mas assim como das outras vezes, ele a interrompeu antes que pudesse terminar seu raciocínio.

— Vamos deixar esse assunto para depois, está bem? — Tentou parecer espontâneo, mas na verdade ela detestava ser interrompida tão grosseiramente, principalmente dele com quem não conversava a certo tempo, parecia que L tentava ignorar tudo o que já tinha acontecido e planejar uma nova linha de pensamento.

Suspirou levemente, desconfortável. — Como queira...

— Tem certeza que está bem? Você parece meio confusa ultimamente.

— Quem me parece confuso é você.

— Eu? — Colocou o dedo na boca, atento.

— É, você. — Bufou de leve, se sentando na cama. — Você parece estar criando novos planos, adiando a investigação, me escondendo fatos...eu não estou entendendo o que pretende fazer, Ryuzaki. Sinceramente, isso me preocupa. Seu afastamento me preocupa.

— Entendo... — Murmurou, sentando-se ao lado da garota. — Eu imaginei que você fosse ter essa impressão sobre mim.

— Diga-me L...você não confia mais em mim?

— Claro que confio. — Respondeu no mesmo instante.

— Então por que está me escondendo tantas informações sobre o caso? Você quase não fez comentários sobre o grupo Yotsuba. — Estreitou o olhar, desconfiada.

— Por que não tinha nada de novo pra contar.

— Sei...

Mexeu no cabelo dela, enterrando seus dedos e os deslizando até chegarem nas pontas. — Não se preocupe com isso.

— Eu tento...

— Nesse caso, tente um pouco mais. — Continuou, enunciando devagar. — Sabe, eu gostaria de viver mais, mas sinto que pouco tempo me resta. Tenho em mente que devo usar esse tempo para algo produtivo, para deixar meu legado e proteger coisas importantes para mim. Como você.

Corou, tentando não desviar o olhar dele. — Não fale assim. Você ainda tem muito o que viver, Lawliet. — Dizia. Não sabia se estava tentando confortá-lo, ou confortar ela mesma. Só de pensar que ele poderia acabar morto já dava um aperto muito grande, era impossível pra ela aceitar esse fim.

— Gostaria de pensar assim. — Lamentou. — Mas tem muitas coisas em jogo, será muito difícil pra mim se outras pessoas morrerem por minha causa, eu nunca irei me perdoar.

— Eu entendo. Mas não se preocupe comigo, sei me cuidar...

— Com certeza você sabe, mas não quero correr nenhum risco.

Engraçado. L tentava protegê-la quando na verdade ela estava mais no alcance de fazer isso, talvez por saber mais sobre tudo o que estivava acontecendo. Lawliet travara uma nova batalha, esquecendo-se de proteger a si mesmo, mas fazendo pelos outros, como um bom e velho justiceiro que era. Mas quando se quer desesperadamente proteger alguém, você tende a cair, assim como ela estava fazendo, mesmo não se importando com o que acontecesse a si. L tinha seu plano, ela tinha o seu, e Raito esperava o momento certo para utilizar o que já estava guardando. Mas no final, isso seria mais que um jogo, era a vida e a morte entre os jogadores, e isso sim a preocupava.

Ele respirou fundo, com seu jeito afanado de sempre. — Sabe, acho que me afastei de você por puro orgulho. Eu tento protegê-la mas ao mesmo tempo percebo que faço isso porque se algo acontecesse à você, me afetaria. É um pensamento extremamente egoísta.

— Tudo bem L...só ando agoniada por preocupação mesmo, nunca sei o que pretende fazer, mas sei que costuma ir longe demais, e é por isso que fico tão preocupada quanto você se afasta sem dar notícias.

L não respondeu, apenas ficou a olhando. Ele sempre notava como ela ficava envergonhada cada vez que ele a encarava fixamente, mas gostava de ver os traços de seu rosto, as cores de seus olhos em sintonia com seus cabelos, e quando suas bochechas coravam parecia dar um ar novo a seu rosto.

A garota não aguentou muito tempo e o abraçou. Tanto para esconder seu rosto avermelhado, tanto para se aproximar dele, algo que não fazia há muito tempo. Suas mãos pausaram nas costas dele, e as dele enrolaram em sua cintura enquanto o aroma suave dos cabelos úmidos dela atingiam suas narinas. Mas aquilo não parecia o suficiente, pelo menos não para ela. Seus dedos enterraram-se na cabeleira do moreno, a puxando delicadamente enquanto afastava-se ficando com o rosto próximo ao dele. Lawliet sempre ficava quieto, apenas esperando atento, enquanto olhava para seus olhos ou em sua boca. Não demorou muito até suas respirações se fundirem, e uma tensão se estabelecer pelo corpo de ambos na espera de seus lábios se tocarem de uma vez, sem demora. Quando o beijo enfim aconteceu, L a surpreendeu o intensificando antes mesmo de começar oficialmente, prendendo seus braços contra ela e a deixando ainda mais perto de si. Tanto tempo afastados só fez com que esse momento se tornasse melhor e mais bem aproveitado para os dois. Os lábios dele antes frios, tornaram-se quentes em poucos segundos, e mesmo com a falta de ar que não tardara em chegar, se afastar tornou-se um desafio, o ritmo estava cada vez mais rápido e a intensão era elevar essa velocidade. Até que...

— Ei, Uki. — Chamava Misa, batendo na porta como costumava fazer nesse horário.

Ela quebrou o beijo, bufando baixo. Parecia que quando ela e L ficavam a sós qualquer ser vivo do mundo poderia aparecer para interrompê-los, era impressionante isso! — Já vou, Misa. — Avisou, sem muito entusiasmo, na verdade isso a revoltava.

Encarou L antes de fazer qualquer coisa, ele contornou sua boca com o dedo, se levantando em seguida e dando um sinal para que ela fosse atender Misa. Ele estava calmo como antes, mesmo depois de ser interrompido. Parecia quase estar dizendo indiretamente, que na hora certa ninguém os interromperia.

Continua...