Lost In Paradise
19 19 - She.
Notas iniciais

Lost In Paradise
19 – She.
Suspirou cansada enquanto seguia em passos rápidos pelo corredor inter-escolar. Deixara o Sawada frente à sala de comissão de disciplina enquanto retornava a enfermaria para pegar suas luvas que havia esquecido quando as tirara para aplicar os socorros nos ferimentos do moreno.
Seguia calma pelos corredores vazios, a pouco vira Enma passar apressado – pensou em chamá-lo e repreendê-lo pela correria, mas se Tsunayoshi o esperasse muito poderia acabar sendo pego por Kyoya e mordido até a morte... Destruindo os curativos que a Suzuki fizera com tanto sacrilégio.
E só de pensar na desgraça que o prefeito poderia fazer caso visse o pequeno jovem Vongola fora de sala a aquele horário, a morena tratara de apressar o passo. Dobrando a esquina do corredor que levava a sala do Hibari, Adel não pode deixar de avistar a mesma garota que vira outro dia na residência de Kyoya, a única diferença é que desta vez a garota trajava um uniforme escolar – e a purificadora tinha plena certeza que tal uniforme não pertencia a Nami-Chuu.
Mais o que realmente surpreendera a purificadora – e até mesmo a fizera segurar uma gargalhada – era o fato de que a garota, Miwa Izune, estava sendo escoltada por Tetsuya Kusakabe para, provavelmente, fora do campus. Logo quando passou pela morena e por Tetsuya, Adelheid pode avistar Hibari encarando um tremulo Sawada.
– Kyoya. – chamou, caminhando em direção aos rapazes.
– Por que está fora de sala Tsunayoshi? – ouviu o prefeito rosnar ao menor, que se encolhia mais e mais enquanto gaguejava palavras que a Suzuki se quer conseguia compreender.
– Hibari, fui eu quem o trouxe para cá. – informou a mulher parando frente ao castanho, este que se encolhera mais diante da presença esmagadora que ambos os disciplinadores exalavam. O Hibari ergueu a sobrancelha numa delicadeza e curiosidade mal contida. – Ele estava sendo intimidado por valentões, eles estavam praticando bully nele e tenho certeza de que isso é contra as regras.
Rapidamente a face do prefeito fechara-se numa carranca horrenda e cruel, e a Suzuki quase sentiu pena das pobres almas que haviam atormentado o pequeno Vongola.
– Quais eram os nomes deles? – fora tudo o que o moreno questionara. E quando a morena virou-se a fim de fitar o castanho mal notou a centelha de fascínio que brilhara nas orbes metálicas do disciplinador ao vê-la fazer tão simplório movimento onde os fios negros longos dançaram sob os ombros e escorreram de volta a seu lugar enquanto a teimosa madeixa escura escorria ondulada frente a face de pura seriedade.
Foi por um misero segundo, mas Tsuna notou, ele viu o brilho incomum nos olhos profundos de seu precioso Guardião e ficava feliz pela felicidade do mesmo. Engoliu o sorriso que quase lhe viera aos lábios enquanto mexia nos dedos trêmulos.
– S-Sempai disse... Que se e-eu contasse a alg-guém ele me d-daria uma surra q-que eu nunca esq-queceria... – choramingou. Os olhos achocolatados fitaram o chão, envergonhados, e tal ato quase fizera a Suzuki estapear o menor, claro que a mesma controlara-se de forma surpreendente.
– Sawada se não nos disser por bem, será por mal. – informou-a fazendo com que as orbes castanhas do menor se arregalassem de forma surpreendente.
Ao ouvir os gaguejos de Tsunayoshi, a mulher sorriu e fora um sorriso que descompassara o coração da distante Nuvem.
Era mais que obvio que estava sendo impossível não admirar aquela mulher tão surpreendentemente selvagem e sexy.
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