Notas iniciais
Olá. Estranhamente demorei, sei lá é que encontrei umas fanfics tão maravilhosas e incriveis para ler no FF.net que me empolguei, sorry. Mas enfim, boa leitura.

Lost In Paradise

16 – He.

Quando acordou a primeira coisa com a qual o moreno deparou-se foram os fios negros longos do cabelo de Adelheid. A morena em si encontrava-se deitada sobre o peito de Kyoya enquanto este, por sua vez, acariciava-lhe a cintura apenas, talvez, por um reflexo.

Podia sentir o braço da purificadora sobre seu abdômen e, da mesma forma, sentia as pernas da mesma enroscarem-se nas suas.

Involuntariamente sorriu para aquilo.

Estava tão ridiculamente acostumado a abandoná-la todas as manhas que, involuntariamente, o corpo da mesma se agarrava a si no ímpeto de impedi-lo de se afastar.

Movendo-se com lentidão e destreza o moreno pode, enfim, contemplar a face calma e serena da mulher sob si. As pálpebras cobriam o carmim que ele tanto amava naqueles olhos afiados. Os lábios fechados, estes que tantas e tantas vezes pronunciaram seu nome entre gemidos de prazer, eram tão doces e tentadores.

Kyoya mal conseguia se contar enquanto firmava um aperto sob a cintura fina e, diante de tal ato, pode ver um sorriso se formar nos lábios macios.

– Desse jeito irá deixar mais uma marca. – murmurou-a, suave. – Não que eu me importe, é claro. – continuou, encolhendo-se nos braços calorosos do disciplinador.

– Estamos atrasados. – reclamou o Hibari disfarçando o fato de que anteriormente sorria apenas por e para Adelheid. – Culpa sua.

– Culpa minha é...? – ronronou-a manhosa, definitivamente Kyoya não conhecia aquele lado da mulher. E antes que se desse conta a Suzuki já encontrava-se sobre si prensando suas mãos contra o colchão ignorando o fato de que nenhum dos dois trajava uma peça de roupa se quer. – Por que não me conta quem era aquela garota na sua casa ontem e então eu decido se me desculpo com você, ou não, por termos nos atrasado... Hm?

E antes mesmo de o moreno poder responder a mulher curvou-se sobre si, avançando contra a pele nua do pescoço do rapaz onde alguns poucos fios negros curtos embolavam-se. A língua traçava seu caminho sob a pele desprotegida causando arrepios no prefeito. Depois de tanto tempo saciando os desejos um do outro, era mais que obvio que Adelheid saberia exatamente como estimular do parceiro.

As mãos e os lábios do rapaz tremeram em excitação. E por duas vezes teve de engolir em seco para não gaguejar no que diria. Já era humilhante ter-se dominado, não daria a Ela o prazer e o gostinho de vê-lo entre gaguejos; mesmo que fosse difícil até para si evitar isso quando aquela mulher encontrava-se sobre si o estimulando a atos luxuriosos.

– Seu nome... É Izune... – e mais uma vez seu corpo se arrepiou quando os lábios macios beijaram e chuparam levemente a pele em seu pescoço. De alguma forma Kyoya tinha a impressão de que ficaria uma marca ali... Ainda mais por ele ter um tom de pele mais claro que o normal. E assim continuou suas palavras. – Miwa Izune.

– Hmm... — ronronou a purificadora ao pé do ouvido do Hibari antes de, convenientemente, morder o lóbulo da orelha do mesmo arrancando-lhe um gemido prazeroso. – Continue.

E não tardou para outro gemido vir do rapaz, claro que Kyoya garantiria um troco muito bem pago para a moça em questão depois.

– Chega de conversa! – rugiu, invertendo as posições. A Suzuki sorriu envolvendo as pernas na cintura do disciplinador. – Vou lhe morder até a morte pelo que fez!

E antes que Adelheid pudesse pronunciar qualquer outra coisa contra, os lábios, firmes e frios, chocaram-se contra os seus lhe arrebatando o ar e qualquer palavra que pudesse usar contra sua delicioso rival.

Suspiros e gemidos ecoavam pelo quarto. Os toques inflamavam a pele por mais uma vez. E antes que se dessem conta, um ato que havia sido iniciado na cama tinha continuidade no chuveiro.

A água lavava seus corpos quentes que com cada vez mais destreza e velocidade se movimentavam.

E aquela era uma relação que poucos entenderiam, não era só sexo, era algo mais, algo muito maior, mais poderoso e ainda mais belo.

Mas isso não importava, por que no fim as nuvens são as únicas capazes de abraçar os picos das mais belas geleiras existentes. E essas mesmas geleiras eram as únicas que tinham a completa capacidade de chegar o coração de uma nuvem, por mais densa que essa possa ser.

Notas finais
Então, eu meio que acho que me empolguei nesse capitulo em particular... sei la, so acho. Espero que tenham gostado. Jya'ne.