Lost In Paradise
14 14 – He.
Notas iniciais

Lost In Paradise
14 – He.
Indubitavelmente, Kyoya não esperava aquilo.
Parado frente ao arco de entrada que seguia por um corredor de lojinhas que vendia comidas típicas e atípicas da região, o moreno podia ver bem ao centro de uma devassa praça, um tipo de arena montada para que lutadores de todos os cantos competissem por um prêmio, ou apenas por pura fama; claro que havia aqueles – como Kyoya e, talvez, Adelheid, que ansiavam apenas por um adversário digno de todo o seu poder de batalha; apesar de que o único, ou melhor, única capaz de fazê-lo dar tudo de si, em ambos os sentidos da palavra, era a Rainha de Gelo.
Não podia negar que gostara daquilo. Adelheid sabia mesmo como o surpreender e agradar, afinal quando lhe fora dito sobre tal “festival”, Hibari não pode deixar de pensar que seria um lugar típico para aglomeração de herbívoros fracos e irritantes.
E era certo que havia herbívoros – talvez onívoros também — ali, mas havia carnívoros também, estes que estavam a batalhar na arena montada mais ao longe quando as hordas fracas apostavam pelo campeão.
– Pelo seu silêncio e pela forma como está a fitar intensamente a arena, deduzo que gostou daqui. – concluiu a Suzuki, sorrindo para Kyoya, cujo limitara-se a um sorriso de canto; este que, definitivamente, fizera Adelheid corar, mesmo que de forma mínima.
Adentraram no espaço, seguindo por entre as lojas de petiscos até que, enfim, chegaram ao centro onde a arena se encontrava, claro que ao lado da mesma havia três juízes – estes que antes não haviam entrado no campo de visão do moreno – onde eram feitas as inscrições, um pouco afastado dos mesmos uma placa grande informava sobre algumas permissões e restrições.
– Sem armas? – murmurou o moreno erguendo uma sobrancelha. – Isso está começando a ficar interessante...
Fora a vez da morena sorrir enquanto seguia o “Namorado”.
– Não esqueça que temos que conversar ainda. – murmurou-a, atraindo a atenção de Kyoya. O moreno não tardou em virar-se para está, esperando que desse inicio a o que quer que queira conversar consigo. – Claro que conversaremos depois das lutas por que não quero que lute contra mim usando isso como empecilho. – ao fim sorriu charmosamente para o acompanhando que limitara-se a bufar.
Assim o silencio fez-se presente de forma fria e comum, claro que a primeira devido à brisa noturna que, naquele dia em especial, parecia mais fria que o normal. Não que isso incomodasse o Disciplinador ou a Purificadora, afinal, ambos eram tão frios – a Suzuki principalmente, mas Kyoya podia muito bem discordar disso quando estavam juntos na cama.
E quando apenas os passos e as conversas aleatórias rondavam o casal, Kyoya atreveu-se a roubar um olhar da morena próxima a si e, claro, que não pode deixar de contemplar as orbes vermelhas refletirem o brilho da lua que abençoava aquele festival. Desviou o olhar da moça apenas para fitar a esfera prateada nos céus, está que não possuía uma nuvem traiçoeira para lhe ocultar.
E então, poucos segundos após o rapaz buscar a bela visão da mulher, um dos possíveis juízes chamou a atenção – através de um gongo – dos competidores e não tardou em informar quem lutaria a primeira batalha.
Assim o sorriso na face da rainha de gelo se estendeu de uma forma bela e cruel.
– Fique atento, Kyoya, podemos ser chamados a qualquer momento. – murmurou-a.
O moreno alargou seu sorriso sádico no exato momento em que lhe fora informado aquilo, mas não atreveu-se a proclamar nada enquanto cruzava os braços e fixava seu olhar na luta de punhos que acontecia.
E assim os minutos correram. Batalhas e mais batalhas foram travadas. O casal já havia sido chamado, claro que não batalharam um contra o outro – afinal seria um espetáculo grande demais para o inicio da noite.
Quando a meia noite caiu apenas Kyoya e Adelheid – esta sendo uma das poucas mulheres que lutaram – haviam sobrado, assim sendo que deveriam enfrentar-se para provar quem era o melhor, e, claro, ambos não perdendo a oportunidade para uma, não tão saudável, aposta.
– Vamos apostar. – sorriu à morena, fazendo seus passos ao redor da arena enquanto fitava o companheiro e, naquele momento, adversário. – Você sempre foi meu rival de qualquer forma. – Hibari sorriu por aquilo, concordando singularmente com o que lhe fora dito. Era obvio que, apesar de varias vezes terem se entregado um aos braços do outro, eles ainda nutriam um saudável sentimento de rivalidade.
O moreno cessou os passos fitando a purificadora fazer o mesmo há bons dois metros a sua frente.
– Se eu ganhar você será meu escravo por uma semana. – informou-a sorrindo abertamente enquanto erguia os punhos.
– Digo que o mesmo vale para mim. – e assim investiram um contra um outro.
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