Lost Girl
2 Goodbye mother!
Notas iniciais
Larguei minha mochila no chão e corri até a ambulância, ela estava cheia de tubos com 2 enfermeiros do seu lado.
- Não pode entrar mochinha. — O motorista da ambulancia me alertou.
- Eu tenho que entrar la — Disse ainda olhando para a ela.
- Mas não pode. — Ele veio até mim e me arrastou pra longe da ambulância.
- Você não esta entendendo, é a minha mãe que ta la. — Berrei enquanto ele me arrastava.
- Não pode entrar la e pronto garota. — O cara disse sério e me deixou no chão. Segui a ambulância praticamente correndo, e quando eles chegaram no hospital fui diretamente para a recepção.
- Onde esta o quarto da Margaretti Andreatta? — Perguntei ofegante.
- Está no 132, é filha dela? — Ela perguntou.
- Sim, posso ir vê-la?
- Aguarde ali, logo o médico dira quando você podera vê-la — Ela disse apontando para a sala de espera, fui la e fiquei esperando um tempo.
(...)
-Alice Parker? — Ouvi uma voz vindo, olhei para o lado e vi que era o médico.
- Sim? — Me levantei e o encarei.
- É acompanhante de Margaretti Andreatta? — Ele perguntou olhando para uma ficha.
- Sim, posso ir vê-la? — Perguntei inquieta.
- Claro, me acompanhe. — Fomos até o quarto dela e, hospital particularmente, não era um lugar que eu gostava, aquele corredor era meio escuro, e enquanto passava pelos quartos dos outros pacientes, eu os via doentes e desanimados, e aquilo me deixava triste pensando se a minha mãe estava assim. Ele me deixou um tempo a sós com ela.
- Esta bem? — Sussurrei olhando para ela que estava cheia de tubos.
- Um pouco. — Ela disse fraca e pegando minha mão. — Se daqui a algumas horas eu não estiver aqui, quero que você continue do jeito que é; alegre e feliz, apesar de tudo, eu quero que você fique de pé e não caia nunca e... — Eu a interrompi.
- Que papo é esse? Você não vai morrer. — Disse me contentando com as lágrimas.
- Pare de ser ingênua Alice, você sabe que a minha saude é péssima, sera impossivel eu continuar viva. — Ela me mostrou a realidade, eu sabia o queela tinha dito era verdade, mas eu não queria que fosse. — Apenas fique de pé, apesar de tudo. — Sua voz foi enfraquecendo e ela fechou os olhos soltando minha mão, aquele aparelho apitou, eu a vi morrendo na minha frente, não, não podia ser verdade, ela não podia me deixar. As lágrimas quentes começaram a rolar sobre meu rosto frio, aquilo não estava certo. Uma enfermeira veio me puxando e me deixou na sala de espera, eles estavam tentando reanima-la. Meu rosto estava sem expressão, estava palida, eu estava chorando porém meu rosto não demonstrava nenhum sentimento qualquer, eu estava em choque, eu tinha acabado de presenciar a morte de uma das pessoas mais queridas de toda a minha vida; minha mãe.
- Chorar não vai trazer ela de volta. — Ouvi uma voz feminina conhecida do meu lado, olhei para cima e ela a Paula.
- Cala... a... sua boca. — Disse sem reação empurrando ela para que a mesma pudesse sair do meu caminho.
- Você mesa esta sendo tão idiota, tão ridicula, aprendeu com aquela velha gorda inutil. — Paula prosseguiu fria, o que fez com que, por um impulso, eu metesse a mão na cara dela.
- Não fala assim dela sua vadia! Ela me criou, você nunca teve nem coragem de me chamar de filha, sabia que existe uma coisa chamada camisinha? Assim, você sua puta, poderia se previnir e não me ter, seria tão facil mas acho que você é ingênua demais pra pensar nisso. — Gritei sem ao menos pensar no que estava falando, eu sabia que era errado, mas eu tinha que fazer de tudo para defender a minha mãe.
- Você é nojenta, despresível e inutil como ela. — Ela disse fria que fez com que eu voasse no pescoço dela, eu acho que tinha feito vinte minutos para que os seguranças me tirassem de cima dela.
Fui para a casa e fiquei trancada la, fiquei pensando por um bom tempo, peguei meu violão e uns salgadinhos no armário e fui para a rua, podia acontecer qualquer coisa comigo, mas de jeito nenhum eu ficaria naquela casa.
Não estava muito tarde, era 16:40 da tarde, fui para alguma calçada a cinco quadras da minha casa e fiquei la olhando para o céu que, naquele dia, estava nublado e frio.
- Você ta ai? — Comecei falando em alguma intenção de Margaretti estar me ouvindo. — Por que teve que ir? Eu sei que você não estava bem, mas , por que agora? — Abaixei a cabeça deixando as lágrimas cair. — Não faz muito tempo mas.. sinto sua falta e muito, vou ficar aqui por um bom tempo, não quero voltar para aquela casa, não mesmo. Eai como é? Deve ser muito melhor do que aqui; sem brigas, sem chuvas, sem pessoas idiotas...- Abaixei a cabeça e vi algumas pessoas passando por mim e cochichando, eu realmente não estava ligando para nada, só queria que ela estivesse aqui. Deixei algumas lágrimas cairem por alguns minutos e depois retornei a olhar para o céu. — Eu só queria que você soubesse, que sua memória vai ser muito importante para mim, e eu vou sentir sua falta sempre, e queria dizer novamente que sinto sua falta e te amo muito. Eu te amo mãe. — Me desabei em lágrimas, tentando fazer com que aquilo tentasse fazer algum sentido, queria que tudo o que estava acontecendo fizesse sentido, afinal, eu não ia conseguir acreditar que ela não estava mais comigo, minha vida ia mudar tanto sem ela.
Teria que começar a me virar, sozinha.
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