Lost Girl

22 Capítulo 21: Blame


Notas iniciais
Oi geente !! Obrigada pelos revews !!
Eu to triste pelo final da Lost Girl, porque é minha primeira fic e tal Minha filha !! kkkkk
Bem vindas leitoras novas, muito obrigada por mandarem um review para dizer o que acharam da história até agora !!
Então, eu quero agradecer muito a todas que comentam a fic e me dão força para continuar escrevendo.
Obrigada também as lindas que recomendaram Hanna e Miwa_Mazur
E, a MayShadows que virou stalker e é a primeira a comentar desde o capítulo 14 até o último que eu postei. kkk
Esse é o penúltimo capítulo, um tanto quanto dramático, mas espero que gostem.

Agora era enfrentar a maldita conversa bomba que seria, e eu ali no meio de vadia dos dois. É, não é uma posição legal, mas é a minha atualmente.

Os segundos que se passaram, congelaram meu corpo de dentro para fora, Matt encarando Brian com fúria, e o outro calmo e um tanto confuso.

– Vocês não acham que deviam limpar esses cortes antes de voltarem a brigar? — Perguntei hesitante tentando adiar a conversa

– Nós não vamos morrer de hemorragia Mel. — Brian disse sorrindo de canto e eu vi Matt apertar os punhos. — Então, me responde ai. Por que você veio todo “macho da Mellanie” para cima de mim?

– E você finge que não sabe.

– Não sei. Existem algumas possibilidades, na verdade.

– Possibilidades? — Matt perguntou entredentes

– É. Pensa bem… Você já anda me odiando porque eu passo tempo de mais com sua amada amiguinha. Também pode ser porque, eu tenho certeza que ela já te contou, nós dormimos juntos. Ou porque eu estava com a Larissa. E existe a possibilidade de você ter surtado por tudo isso junto. — Disse calmo e sorrindo, como se para provocar Matt mais ainda

– Como você pode dizer isso nessa calma toda?

– Fácil, eu não sou um louco que gosta de bater nos outros. E também, não estou apaixonado por uma mesma garota desde sempre, para depois vê-la preferir ficar com outro cara, várias vezes.

Eu estava quase enfiando alguma coisa garganta abaixo daquele garoto, só podia estar querendo apanhar, ele praticamente pedia!

– Escuta aqui Brian, você não tem o direito de fazer o que fez com a Mel.

– Mesmo? — Perguntou erguendo uma sobrancelha — E o que eu fiz com ela? — Matt abriu a boca para responder e Brian riu — Nada. Além de transar claro. Mas ela é maior de idade e queria, pode perguntar. Enquanto você… Mentiu para a garota Shadz, que feio.

– Cala a boca! Você não é ninguém para julgar aqui!

– E você é?

– Parem de brigar, por favor?

Eles me ignoraram e continuaram se encarando. — Eu não fiz nada para ela Matt, e também não enganei a garota. Ela sabe que não sou namorado dela, ela sempre soube disso. E outra, amizade colorida, vocês dois também tem, e eu não estou chifrando ninguém no meio disso tudo.

Matt avançou um pouco, mas o puxei de volta e ele deixou o ataque físico de lado.

– Tudo bem Brian, quer saber? Eu até te entendo. Porque você não é capaz de gostar de uma pessoa, claro que não. Porque transar com o máximo de garotas possível é o mais perto de alguma coisa que você vai ter.

– Ah, apelando para o sentimental. Tão Matt Sanders.

– Fica aí com suas putas, mas não mete a Mellanie no meio.

– Nem se ela quiser?

– Escuta Brian, nós somos amigos e eu não quero acabar te batendo de novo.

Ele sorriu e concordou com a cabeça — Só preciso que você diga Matt, já falei isso uma vez. Suas ameaças não dão certo, falar que a garota é pura, não da certo… Eu te disse aquele dia, custa falar sério?

– Quer saber? Ok então! Se eu sou apaixonado por ela? Sou! Então para de me encher o saco!

Brian sorriu e piscou com um olho — Toda sua.

Ok, foi até mais fácil e menos complicado do que eu pensei, mas estou me sentindo um brinquedo entre duas crianças.

Ele se virou para sair, mas uma coisa ainda martelava na minha cabeça.

– Hey Syn? — Chamei e ele se virou para mim

– Oi Mel.

– Como… Como você sabia que…

Ele riu pelo nariz — Mel, Mel… Suas atitudes revelam muito mais do que você imagina, eu já achava que você não era mais virgem desde o hospital. Mas eu dormi com você, lembra? E convenhamos, se não tinha sido eu, tinha que ser o Shadows. — Disse e deu de ombros, então ele deu as costas para nós e saiu andando pela praia.

Esse cara é estranho, sempre pensei nisso e hoje eu tenho uma certeza absoluta.

Soltei Matt e comecei a andar para casa, ele me seguiu e segurou meus braços, me virando para si.

– Mel… — Começou e parou. Nenhum de nós tinha palavras a trocar

– Eu devia ir para casa Matt.

Ele concordou com a cabeça e eu fui andando lentamente todo o caminho, olhando para baixo e sentindo o vento bater no meu cabelo e atrapalhá-lo.

Pensei em como as coisas eram no início de tudo…

Flashback on

Eu estava sentada na grama brincando com Matt, minha mãe nos chamou para o almoço, sentamos juntos e rindo, enquanto ela nos servia.

Quando terminamos de comer, fomos caminhar na praia, prometendo a minha mãe que não entraríamos no mar.

Estávamos cantando músicas idiotas de desenhos animados e correndo pela areia, quando eu caí e cortei a mão em uma garrafa quebrada.

Comecei a chorar copiosamente, ele voltou correndo até aonde eu estava, pegando minha mão e beijando o local, mesmo estando ensanguentado e sujo de areia.

– Vou te levar para casa, vem! — Disse me puxando

– Mamãe me ensinou a lavar. — Eu disse fazendo bico e ele me levou a uma ducha que tinha lá.

– Ta bom, vamos lavar aqui e em casa você lava direito.

Ele lavou minha mão com cuidado, tirando toda a areia e depois apertando-a forte.

– Aí! — Reclamei e ele sorriu, exibindo as lindas covinhas.

– Tem que estancar!

Continuei fazendo bico e ele beijou meus lábios, me assustei e ele riu mais ainda.

– O que está fazendo Mattie?

– Estou dando um beijo para você sarar mais rápido.

– Não tinha que ser na mão?

– Eu já dei o beijo da mão. — Ri e ele também. — Agora vem.

Começamos a correr de mãos dadas pela rua, o sangue fazia com que elas escorregassem, mas ele só apertava mais minha mão, me impedindo de soltá-lo.

Chegamos a minha casa e vi o carro de papai, corri para dentro feliz, ele ia me dar uma bala, como fazia todos os dias quando chegava. Ele sempre trazia balas para mim, Matt e Ann.

Mas quando entrei em casa, mamãe estava chorando abraçada ao chefe dela.

– Eu trouxe o carro, ele não aguentou.

– Quem não aguentou? — Perguntei confusa

Mamãe me olhou com os olhos fundos e veio me abraçar, Matt não soltou minha mão, ficou nos encarando confuso.

– Seu pai estava doente, se lembra filha?

– Lembro sim, mas ele me disse que ia ficar melhor. Cadê ele?

– Ele não ficou melhor filha. Ele… Ele foi ficar junto com seus avós lá no céu.

Meus olhos se encheram d’água, minha mão ferida foi puxada gentilmente por Matt, que me abraçou, ainda sem soltar nossas mãos.

– Vou ficar com você até se sentir melhor. — Disse com a voz embargada.

Matt chorou comigo a morte de meu pai, mas depois parou de chorar e me apoiou, enquanto eu precisei.

FalshBack off

Cheguei em casa e fui para o meu quarto, sentei na cama e abracei um travesseiro, liguei a música e fiquei pensando.

Em retrospectiva, Matt tem razão em dizer que foi burrice eu não ter percebido. Mas eu sinceramente não tinha.

Levantei da cama e saí andando pela rua, era uma caminhada longa, mas era necessária.

Bati na porta de madeira escura e logo ele abriu, parecendo surpreso e confuso.

– Precisa de ajuda para limpar esses cortes? — Perguntei sorrindo

– Você andou até aqui para dar uma de enfermeira?

– Não vou mentir, gostava mais de quando você era meu vizinho.

Ele deu de ombros sorrindo e saiu da frente, me dando passagem para entrar.

– Já que você é uma boa enfermeira, vem ajudar seu paciente. — Disse pegando minha mão e me levando para cima, me largou em sue quarto e pegou um kit de primeiros socorros no banheiro, sentou na própria cama, me entregando o kit.

Peguei o algodão e espirrei aquele negócio para machucados, limpei o da sobrancelha e depois o da boca. Joguei o algodão fora e voltei ao quarto.

Ele ainda estava sentado, sorrindo como uma criancinha. Beijei seu corte na sobrancelha, depois o da boca.

Matt pareceu um pouco confuso — Beijo para você sarar mais rápido.

– Achei que você queria acabar com essa tradição.

– Tradições são tradições. Não se deve acabar com elas.

Ele concordou com a cabeça e eu sorri. Saí de perto dele, andando para perto das fotos que estavam na escrivaninha.

– Mel…

– Mh? — Perguntei sem prestar muita atenção, vendo uma foto de nós dois no aniversário de 15 anos dele. Foi um desastre completo.

– Eu terminei com a Val de novo. De vez.

Me virei e franzi a testa — Por?

– Nós não damos certo.

Concordei com a cabeça e cruzei os braços — Não quero ser a culpada dos seus relacionamentos não darem certo.

– Como assim?

– Vocês estavam indo bem quando nós estávamos separados. Não estavam?

– Acho que sim. Mas isso é porque era o início do namoro… As coisas são sempre melhores.

Respirei fundo, sentindo uma dor imensa na garganta. — Eu acho… Que talvez possa ser melhor para você se…

– Mel… Não viaja!

– Matt, eu não gosto de saber que você fica triste por minha causa.

– Então não faz isso! — Ele disse se levantando da cama e agarrando meus braços. — Não faz isso Mel. Não afasta a gente de novo.

– Matt… Vai ser melhor para você.

– E você? Como você vai ficar? Com quem vai conversar quando sua mãe surtar?

– Liz.

– Não é a mesma coisa e você sabe.

– Matt, eu te amo… Mas eu não sei se posso pensar em você como algo além de meu amigo.

– Eu não me importo. A vida toda foi assim. Eu não me importo Mel!

Sacudi a cabeça em negativa — Nós vamos entrar nas férias de inverno…

– Não! Mellanie, não começa!

– Vai ser melhor…

Ele apertou meus braços e eu senti as lágrimas descerem.

– Mel…

– Desculpa por tudo.

– Mellanie.

Selei nossos lábios uma última vez — Te vejo um outro dia, quem sabe você se acerta com a Val.

– Você a odeia.

– Mas você não. E nós dois já aprendemos que você é melhor do que eu em julgar os outros.

Ele sentou na cama e apoiou a testa nas mãos. — Isso não está certo, e você sabe!

– Não custa tentar.

– Custa Mel! Custa e você sabe!

– Tchau Matt. — Eu disse saindo de seu quarto.

Corri a volta para casa, deixando grossas lágrimas caírem do meu rosto, eu era a pior pessoa da face da terra, mas eu podia tentar concertar.

Abri a porta e vi minha mãe sentada no sofá, anotando algumas coisas que via na TV, ela ergueu o olhar para mim e fez uma cara estranha, entre preocupada e compreensiva.

– O que aconteceu filha?

– Eu sou um monstro. — Disse fechando a porta, ela se levantou e veio até mim, me abraçando.

– Não Mel, você é linda, é um anjo.

– Não sou mãe. Eu faço todos sofrerem, eu sou uma maldita.

– Eu sei que não temos muita relação mãe/filha, mas você sabe que eu quero consertar isso.

Concordei com a cabeça — Desculpe mãe.

– Tudo bem filha. A errada sou eu.

– Matt me disse algumas coisas no dia que eu briguei com você.

– E o que ele disse? — Perguntou doce.

– Disse que eu não era a única que tinha perdido alguém, disse que você não queria me ignorar, mas que estava sofrendo tanto quanto eu, mas não tinha ninguém em quem se apoiar. Disse que eu sou muito parecida com meu pai e isso devia te machucar.

Ela beijou meu cabelo — Ele é um garoto inteligente e doce. Sinto muito pelo que eu disse dele. Só estava tentando te proteger.

– Eu sei.

– Sinto muito pelo que quer que tenha acontecido filha.

Concordei com a cabeça e ela beijou minha testa — Obrigada mãe.

– Quer me contar?

Pensei um pouco e concordei, sentamos no sofá e eu contei tudo o que tinha acontecido a ela, que por incrível que pareça, não disse nada até o final.

Ela sorriu e abriu os braços, me acolhendo entre eles. — Tenho que concordar que foi burrice não perceber que ele era apaixonado por você Mel.

– Eu não sabia ok?

– Então aquele garoto não é seu namorado?

– Não.

– Pena, eu gostava dele, era bonito e cuidadoso com você.

– Não mais cuidadoso que o Matt.

– Sim Mel, mas as pessoas erram. Eu errei, ele errou e você também. Se acha que é melhor ficar um tempo longe dele, eu posso cooperar com você. Posso te mandar para a casa da sua tia nas férias para evitar de se encontrarem.

– Obrigada mãe.

– Mas isso não significa que eu concorde. Correr dos seus problemas não da certo Mel. Eu já tentei.

– Posso pelo menos tirar férias deles?

– Pode.

Sorri e subi as escadas para arrumar minhas malas, sairia no dia seguinte para Nova York.

Notas finais
Espero que tenham gostado !!
Lembram que eu falei que ia postar outra fic ??
Então, eu começei a escrever com a Hanna [ou Nin] que escreve Give it Up, When it all Falls apart e Pink and Black... Com esse tanto de fic boa vocês devem saber quem ela é...
Enfim, o nome da fic é Naive e tem o primeiro capítulo postado, com o ponto de vista da personagem dela, o meu vai ser o segundo...
Link: https://www.fanfiction.com.br/historia/191896/Naive
Nos vemos nos reviews ??
Lembrando que só tem mais um capítulo !!