Lost Drams

10 Capítulo 10


Acordei dando um pulo da cama e correndo para o banheiro. Acabei batendo na mesa e derrubando os cadernos no chão fazendo um barulho alto e acordando as meninas, mas não liguei. Corri para o banheiro e vomitei tudo o que tinha no estomago. Eu simplesmente odiava isso. Quando terminei, me levantei e limpei a boca. Quando olhei para a porta vi as meninas paradas ali. Elas estavam com cara de nojo, mas não liguei. Apenas peguei minha escova e comecei a escovar os dentes. Quando terminei, passei água no rosto e sair indo procurar uma roupa.

— É sempre assim? – Carla perguntou.

— Não. Mas geralmente é. – falei olhando para elas. – Passei dois dias sem vomitar, e uma semana vomitando sem parar. Mas tenho que agradecer por ser apenas de manhã. Imagine se vomitasse no meio da aula?

— Não quero imaginar. – Mika disse fazendo uma cara de nojo. Fazendo com que a gente desse risada.

Nos arrumando enquanto conversávamos sobre as aulas. Colocamos nosso uniforme, arrumamos nossos cabelos. As meninas queriam que eu passasse maquiagem, mas não quis. Meus pais nunca gostaram disso e já teria muito o que falar de mim na escola. Não precisava colocar mais nada. Descemos as escadas e deparamos com meu pai que estava tomando o café dele.

— Bom dia. – falamos nos sentando.

— Bom dia. – meu pai respondeu sem tirar os olhos do jornal.

— Bom dia, meninas. – minha mãe disse entrando na cozinha.

— Bom dia. – falamos novamente.

Tomamos nosso café em silêncio. Eu olhava para a comida na minha frente sem realmente querer comer. Aquilo estava com um cheiro horrível. Mexi com a colher e fiz uma careta.

— Não tem outra coisa para comer? – perguntei olhando para minha mãe.

— O que tem de errado com seu café? – meu pai perguntou rudemente. – Não tem nada de errado com o café. Sua mãe não vai fazer outro.

— O cheiro está ruim. – falei sem olhar para ele. – Se não tem outra coisa, fico sem comer. Mas não vou conseguir comer isso. Se não quer que eu coma, era só me avisar que eu comprava comida com o dinheiro que minha avó deixou.

— Não precisa ser mal educada. – meu pai disse olhando para mim. – Se não estivesse gravida, não estaria enjoada. Não sou obrigado a sustentar essa criança.

— Sabe, demorou para você dizer isso. Se não quer que eu coma da sua comida, por que estou gravida e não quer sustentar essa coisa como você mesmo chamou o bebê, apenas me diga. Eu tenho dinheiro e posso compra coisas para comer. Não precisa se senti obrigado a sustentar essa criança. Por que o senhor mesmo fez questão de obrigar o pai dela a se casar comigo, apenas para não comentarem que a filha do xerife está gravida e será mãe solteira. Então não sei por que está tão preocupado com isso.

Levantei e levei o prato para a pia. Joguei a comida fora e sair da cozinha. Subi as escadas e fui para meu quarto. Peguei minha mochila e meus livros que tinha deixado em cima da mesa e coloquei dentro da mochila e sair do quarto respirando fundo para não chorar. Desci as escadas e estava indo para a cozinha ver se as meninas tinham terminado alguém tocou a campainha. Suspirando fui até a porta.

— Bom dia. – Rick disse assim que abri a porta.

— Bom dia. Entra. – falei dando espaço para ele.

— Ia tomar café? – ele perguntou quando fechei a porta.

— Não. Não vou comer. – falei me encostando na porta. – Vomitei quando acordei e o café não está com um cheiro bom. Como qualquer coisa quando chegar na escola.

— Você não pode ficar sem comer. Pode passar mal. – ele disse preocupado enquanto olhava para a minha barriga.

— Eu estou bem, Rick. Venha. Meus pais estão na cozinha.

Fomos andando para a cozinha. Assim que chegamos lá, meu pai olhou para Rick e sorriu. Ás vezes, acho que meu pai me culpa por te engravidado do Rick. Mas não culpa Rick por te me engravidado. Assim que respirei senti o cheiro da gordura do ovo e meu estomago empulhar. Joguei a mochila no chão assustando todos e corri para o banheiro. Abri a porta com força e me ajoelhei ao lado da batente. Comecei a vomitar. Eu não sabia ao certo o que estava vomitando, já que já tinha vomitado e não tinha tomado café. Senti quando Rick se ajoelhou atrás de mim e segurou meu cabelo, já que ele estava quase caindo dentro da privada. Quando terminei me sentei no chão e encostei na parede. Fechei os olhos e passei a mão na boca.

— Está melhor? – Rick perguntou quando abri os olhos.

— Isso depende. – falei secando o suor da testa. – Se quer saber o enjoou, sim, melhorou. Mas estou me sentindo fraca.

— O médico não passou nenhum remédio para enjoou? – ele perguntou agachado na minha frente.

— Eu não sei. Meu pai me entregou apenas as vitaminas. – disse fechando os olhos. – Estou com sono.

— Por que não volta para a cama?

— Tenho que ir para a escola. Já sair cedo ontem. As provas estão chegando, não posso ficar faltando. – disse me levantando. – Volta para a cozinha. Você nem precisava ter vindo. Não precisa ver isso.

— Você está bem? – ele perguntou me olhando desconfiado.

— Sim. Vou apenas vou escovar os dentes. – disse apontando para a pia.

— Certo.

Rick saiu do banheiro e me deixou sozinha. Escovei os dentes, arrumei meu cabelo novamente e sair do banheiro. Quando cheguei na sala, meus pais estavam sentados no sofá, as meninas em pé perto da porta e Rick parado perto do sofá conversando com meu pai.

— Bom, estamos indo se não vamos perde o ônibus. – falei indo até as meninas.

— Vai vim direto para a casa depois da escola? – Minha mãe perguntou quando abri a porta.

— Vou, por que?

— Vamos começar a arrumar suas coisas. – minha mãe disse sem olhar para mim.

— Certo. – falei e sair fechando a porta.

— Amiga...

— Estou bem, Carla. Vamos logo antes que percamos o ônibus.

A gente tivemos que correr, por que assim que chegamos ao ponto o ônibus já estava lá. Por sorte conseguimos pegar o ônibus. Assim que entrei todos olharam para mim. Sabia o que estavam pensando. Ignorando todos, me sentei ao lado de Carla.

— Ally? – Clarisse chamou parando ao nosso lado.

— O que você quer aqui? – Ester perguntou sem dá a chance de mim falar. – Já não chega o que você fez?

— Eu queria me desculpa. Camilie me disse que não contaria para ninguém. – ela tentou dizer.

— Sai daqui. Ally não precisa disso. – Mika disse se levantando. – Ela não precisa de amiga traíra.

— Meninas, chega. – falei fechando os olhos enquanto encostava a cabeça no banco. – Tem como vocês me deixarem em paz? Estou com dor de cabeça.

Elas ficaram em silêncio. Na verdade, eu não estava com dor, apenas um leve incomodo. Fiquei quieta até chegamos na escola. Assim que desci do ônibus notei que todos olharam para mim. Passei por eles sem dá atenção. Fui para a cantina e comprei uma maça. Comi minha maça e fui para a sala. Já tinham se passado três aulas. Em todas escutei piadinhas, ou senti algum papel batendo em minha cabeça. Ou algum aviãozinho pousava na minha mesa. Ignorei tudo. Sabia que era melhor fingir que não estava acontecendo nada. As meninas estavam com raiva, mas eu não dava a mínima. Sabia que nada do que fizesse ia mudar isso. Eles iam falar e iam me provocar e eu teria que aceitar. Mais uma aula acabou. O professor pediu para falar comigo, então as meninas saíram falando que me encontravam no refeitório.

— Oi. – falei quando estávamos apenas os dois na sala.

— Eu apenas queria saber se você está realmente gravida e se estiver, se já avisou ao diretor.

— Sim para ambas as perguntas. Assim que contei para meus pais eles dividiram que deveriam contar na escola. Deixar avisado para não ter qualquer problema.

— Era apenas isso. E acho que devo lhe dá meus parabéns. – ele disse desconfortável. – Espero que isso não lhe prejudique. E quando digo isso, não estou me referindo ao bebê e sim a toda essa situação.

— Eu vou tentar fazer o meu melhor. Não quero repeti de ano. E obrigada, professor.

— De nada. Pode ir.

Acenei para ele e peguei minhas coisas. Sair da sala e fui andando para o refeitório. Durante todo o dia não saia da minha cabeça que eu teria que começar a arrumar minhas coisas assim que chegasse em casa. Sabia que não levaria muita coisa. Apenas minhas roupas e livros.

— Olha se não é a nova mamãe. – Camilie disse assim que entrei no refeitório.

— O que quer, Camilie? – perguntei olhando para ela.

— Nada. Apenas saber quem é o papai. Ou não vai falar por que ele te deixou. Ai, Deus, vai criar o bebê sozinha? Seus pais não te expulsaram de casa? Por que seu pai sempre foi tão rígido, penso só como ele deve estar. Tipo, ele deve ter te dado uma bela surra. Mas isso não faria mal para o bebê?

— Não te interessa nada da minha vida. – falei curta e grossa. – Se vou criar meu filho, sozinha ou não. Isso só importa para mim. Se meus pais me expulsaram de casa, não te importa.

— Deve ser difícil ficar sozinha, não?

— Me deixa em paz.

— Volta aqui. – Camilie disse segurando meu braço quando me virei para sair de perto dela. – Eu quero saber. Sei que todos querem.

— Ainda moro com meus pais, o pai do bebê vai assumir e meus pais decidiram que era melhor eu me casar. – falei de saco cheio. – Agora tem como me deixar ir comer, por que como você me fez questão de dizer para todos estou gravida e com fome. E se não me soltar agora sou capaz de comer você.

Puxei meu braço e me afastei dela. Fui para a fila, comprei meu lance e me sentei com as meninas. Sabia que elas se seguraram para não irem lá, mas sabiam que eu gostava de lutar minhas próprias batalhas.

— Tudo bem? – Carla perguntou preocupada.

— Sim.

Comemos em silêncio. O que era bem estranho para a gente. Quando terminamos fomos para a próxima aula. Assim que o último sinal bateu, eu quase sair pulando de alegria pela sala. Mas não fiz nada. Apenas peguei minhas coisas e fui em direção ao ônibus com as meninas. O caminho até em casa foi tranquilo.

— Tem certeza que não quer que eu vá com você? – Carla perguntou quando descemos no nosso ponto.

— Tenho. Minha mãe deve querer me falar alguma coisa. – falei sem olhar para ela. – Ela não me chamaria para arrumar as coisas agora se não tivemos mais alguma coisa nessa história.

— Certo. – ela disse me abraçando.

Me despedir dela e fui para casa. Assim que cheguei em casa vi minha mãe estava sentada no sofá folheando revistas. Não precisava olhar para saber que era alguma coisa que ela ia comprar para a casa do Rick.

— Oi, mãe. – falei colocando minha mochila no sofá.

— Oi, filha. – ela disse me olhando. – Como foi na escola?

— Bem. – falei dando de ombros. – O que está vendo?

— Algumas roupas de cama. Rick disse que tem poucas, ele quase não para em casa. – ela disse olhando para a revista. – Amanhã podemos ir ao shopping e compra tudo o que falta. Peguei dinheiro com seu pai e...

— Não. Eu vou pagar. – falei a cortando. – Meu pai não quer ter nada com esse bebê e nem comigo. Ele deixou bem claro isso hoje de manhã. Afinal, não posso comer nada além do que a senhora fizer pro café. – me levantei. – Vou para meu quarto guarda minhas roupas.

Peguei minha mochila e subi para meu quarto. Joguei a mochila na cadeira e olhou para meu guarda-roupas. Tinha muitas coisas para fazer. Troquei de roupa, liguei meu rádio e fui arrumar minhas coisas.

Notas finais
Oi, gente. Obrigada pelos comentários. Eu quero pedir desculpa se demorar um pouco para responde. Estou agendando as postagens para não me perde. Então demoro um pouquinho para responder e nunca sei o que falar. Mas vou tentar melhorar isso. Eu tenho uma duvida, Rick e Marcus devem sair no bata por causa de Ally? Vou fazer eles brigarem, mas não sei se devo ir ao estremo, o que vocês acham? Lyne