Lost Drams

5 Capítulo 5


Meu pai estava parado olhando para mim em choque. Apenas quando dei um passo para frente notei que ele estava em estado de choque. Minha mãe ainda estava no chão. Sem saber ao certo o que fazer, fiquei alguns segundos parada. Meus pensamentos estavam a mil. Eles iam me expulsar de casa e iam fingir que nunca tiveram uma filha. Mesmo sem saber o que fazer, fui até minha mãe e comecei a balançar ela. Será que deveria pegar alguma coisa com o cheiro forte para ela cheira?

— Pai? Não vai ajuda a mamãe? – perguntei balançando minha mãe.

Quando escutou minha voz, meu pai saiu do estado de choque. Ele caminhou até a gente e pegou minha mãe no colo sem olhar para mim. Ela a levou para a sala e a colocou deitada no sofá. Ele foi até a bolsa da minha mãe e pegou o perfume dela. Depois de passar aquilo debaixo no nariz dela, mamãe começou a recobra a consciência.

— O que aconteceu? – ela perguntou olhando para meu pai.

— Você desmaiou. – ele respondeu fechando o perfume.

— Eu tive um sonho estranho. – ela disse se sentando. – Sonhei que Ally disse que estava gravida.

— Não foi um sonho. – meu pai disse finalmente olhando para mim que estava parada entre a cozinha e a sala. – Mas espero que seja uma brincadeira de muito mal gosto.

— Me fale que isso é mentira. Me fale que você não está gravida. – minha mãe disse se levantando. – Pelo amor de Deus, Ally. Me diga que isso é mentira. Você é apenas uma criança. Me fale que perdeu alguma aposta e que tinha que falar isso. Que tem alguma coisa gravando isso, ou que suas amigas estão escondidas em algum lugar escutando. – minha mãe começou a chorar. – Você está gravida. – não foi uma pergunta. Foi uma afirmação.

— Eu sinto muito. – falei abaixando a cabeça.

— Quem é o pai? Vamos, me diga. Quem foi o desgraçado que fez isso com você. – pulei quando meu pai gritou. – Me responda, Ally. Eu quero saber quem fez isso com você. Me responda, garota.

— Não importa quem ele é. – falei em um fio de voz.

— Como assim não importa? Eu preciso saber quem é esse moleque e dá uma lição nele. – meu pai gritou vindo para cima de mim. – Não importa ou você não sabe quem é o pai? Ou se deitou com tantos que não sabe quem pode ser o pai disso?

— Eu sei quem é o pai. E me deitei apenas com ele, mas não vou falar. – disse sentindo como se suas palavras tivessem me cortando por dentro.

— Você vai. – meu pai agarrou meus braços e me sacudiu. – Você vai me falar quem é o desgraçado e eu vou ter uma conversinha com ele. Me dê um nome agora. Me diga para que eu posso ir até a casa dele e o matar com minhas próprias mãos.

Não falei nada. Não podia mentir para ele e se eu falasse qualquer coisa, acabaria chorando mais do que já estava. Me assustei quando senti o tapa que meu pai me deu.

— Pablo. – minha mãe gritou, mas meu pai me deu outro tapa.

— Quem é o pai? – ele gritou novamente. – Quem é o pai dessa coisa?

Ele me deu outro tapa e me chacoalhava com força. Minha mãe pedia para ele me soltar mas de nada adiantava. Meu pai parecia que estava possuído. As palavras deles tinham me machucado mais do que os tapas.

Abaixei a cabeça novamente e não disse nada. Meu pai me soltou com raiva e se virou pegando a chave do carro. Quando me vi livre do aperto do meu pai cai de joelho no chão chorando. Podia escutar meus pais discutindo, com minha mãe falando que ele não deveria ter feito isso e que não deveria sair daquele jeito. E depois um carro saindo em alta velocidade. Escutei os saltos da minha mãe pela sala e olhei para cima.

— Como você pode ser tão descuidada? – ela perguntou parando na minha frente. – Depois do que aconteceu comigo. Depois de te ter falar tanto sobre gravidez na adolescência. Como você me aparece gravida?

— Eu sinto muito. – falei abraçando a mim mesma. – Eu não queria isso. Eu não queria que vocês me odiassem. Sinto muito.

Me levantei e subi as escadas correndo. Me tranquei em meu quarto e chorei até pegar no sono. Acordei no dia seguinte com um som chato vindo de longe. Me sentei na cama confusa e vi que era meu celular. Olhei e vi que tinha dez chamadas perdidas. Além que tinha perdido a hora da aula. Já era quase dez da manhã. Uma de cada uma das meninas, uma do celular do meu pai, duas do da minha mãe e três daqui de casa. Passei a mão no rosto e fui tomar banho. Demorei um pouco, querendo que a água levasse embora tudo o que tinha acontecido. Quando sair do quarto dez minutos depois, vi uma bandeja na porta do meu quarto com comida. Apesar de não ter vomitado, eu não estava com fome, por isso, apenas peguei a bandeja e desci as escadas. Assim que cheguei a cozinha, vi meus pais sentados na mesa em silêncio. Diferente de todos os dias, meu pai não estava fardado. Estava com roupas civis. Os dois estavam com os olhos vermelhos e inchados. E pareciam que não tinham dormido noite passada.

Eu levei a bandeja até a pia e a coloquei ali. Não sabia se falava alguma coisa ou simplesmente saia e deixava eles sozinhos. Decidi que se eles não falaram nada, é que não queriam falar comigo.

— Você tem que comer. – minha mãe disse quando estava quase saindo da cozinha, sem olhar para mim.

— Estou sem fome. – fale saindo da cozinha.

Estava quase na escada quando alguém bateu na porta. Dei meia volta e fui atender. Desejei que não tivesse feito. Ali, parado, estava Rick. Por um momento pensei em fechar a porta, mas escutei meu pai se aproximando.

— Olá, Ally. – Rick me cumprimentou.

— Oi.

— Vá para seu quarto. – meu pai disse friamente.

Concordei com a cabeça e fui novamente em direção a escada. Não sei se foi por causa do nervosismo que tinha passado na noite passada, se foi por causa da gravidez, ou se foi o fato de Rick está ali depois de tudo o que aconteceu. Apenas sei que assim que pisei no primeiro degrau, tudo escureceu.

Acordei escutando um bip irritante. Abri os olhos apenas para fechar novamente por causa da claridade. Esperei alguns segundos antes de abri os olhos novamente e esperar que eles se acostumassem com a claridade do local. Olhei em volta e notei que estava em um quarto de hospital. Tentei me lembra do que tinha acontecido. Meus pais em casa, alguém na porta, bebê, Rick e tudo ficando escuro. Me sentei na cama preocupada com meu bebê. Estava quase apertando o botão para chamar a enfermeira quando a porta foi aberta e Rick entrou. Me surpreendi por ver ele, e não meu pai ou minha mãe.

— Como está se sentindo? – ele perguntou se sentando ao meu lado.

Olhei para ele por um tempo sem saber o que dizer. Enquanto o analisava, notei que ele estava com um olho roxo. Não tinha notado isso quando abri a porta de casa.

— Bem. Apenas um pouco confusa. O que aconteceu?

— Você desmaiou depois de ter uma queda de pressão. – ele respondeu passando a mão nervosamente pelo rosto. – Seu pai tentou te acorda, mas não adiantou. Então te trouxemos para o hospital. O médico disse que isso é normal no seu estado e que está tudo bem com você.

— Onde estão meus pais? – perguntei olhando para minhas mãos.

Rick suspirou e olhou para mim por um tempo antes de responder.

— Sua mãe saiu com seu pai depois que ele foi expulso do hospital. – Rick disse sem tiras os olhos de mim.

— O que aconteceu? Por que expulsaram ele?

— Porque ele começou a me bater. – olhei para ele com os olhos arregalados. – Quando você não acordou, seus pais decidiram te trazer para cá. Como ambos estavam muito nervosos, disse que eu dirigiria. Quando chegamos aqui, sua mãe foi fazer sua ficha e eu fiquei com seu pai. Foi quando ele disse que a culpa de você ter desmaiado era dele. Que no seu estado o que ele tinha feito ontem poderia ser perigoso. Eu perguntei o que ele queria dizer com isso e ele me disse que você está gravida. – Quando ele disse isso, meu batimento cardíaco disparou. – Quando ele me disse isso eu simplesmente soube. Então, eu perguntei quem era o pai do bebê e ele me disse que você não quis contar. Então eu falei que você não queria contar por eu estamos namorando escondido e você queria falar para mim primeiro.

— Você o que? – perguntou quase gritando.

— Ally, se acalme. Daqui a pouco algum médico entra aqui por causa do seu batimento cardíaco. Eu sei que você era virgem. Eu vi o sangue e se você está gravida, eu sou o pai desse bebê. Eu sei que você deve me odiar e que não quer me ver nem pintado de ouro, mas eu não vou te deixar sozinha nisso. Eu não posso simplesmente falar para seu pai que estávamos bêbados e transamos. Se seu pai já quase quebrou meu nariz se pensa que estamos namorando, ele me mataria se contasse a verdade para ele.

Ficamos em silêncio. Eu ainda estava tentando assimilar. Eu estou gravida do Rick, e meus pais sabem disso. Meu pai surtou comigo e com Rick. Estou em uma cama de hospital conversando com Rick enquanto, meu pai está em algum lugar espumando de raiva.

— E o bebê? – perguntei de repente. – Ele está bem?

— Sim. Está. Como disse foi apenas uma queda de pressão.

Olhei para a janela e fiquei em silêncio.

— Você não ia me contar, não é?

— Você tem sua vida, Rick. Eu não poderia simplesmente aparece na sua porta e falar. “Rick, sabe aquela noite em que bêbedos e acabamos dormindo juntos? Então, ela deu frutos e eu estou gravida”. – disse ironicamente. – Claro, eu ia falar isso com toda a naturalidade.

— Não precisava ser natural, mas você deveria ter me contado. Assim me prepararia para os socos de seu pai.

— Não era para você saber disso. Não era para meu pai saber que você é o pai. – falei olhando para ele. – Eu tenho algum dinheiro guardado vou pode me sustentar por um tempo. Posso encontra um emprego. Vou dá meu jeito.

— Não precisa fazer isso sozinha. Eu vou te ajudar. – Rick pegou minha mão e sorriu para mim. – Eu vou conversar com seus pais, vou fazer o que for melhor para nós dois e para o bebê.

— Bom, acho que você deve espera um pouco até meu pai se acalmar.

— Não precisa se preocupar com ele. Eu cuido disso.

Notas finais
Oi, gente. Estou pensando em posta três vezes na semana ao invés de duas. O que acham? Lyne