Lost Drams

1 Capítulo 1


Estava entediada. Odiava essas festas que era obrigada a ir por causa dos compromissos do meu pai. Ser filha única do xerife da cidade, era uma merda. Não podia fazer nada que os adolescentes normais podiam fazer. Já que meu pai estava sempre em cima de mim. Sou Ally Menson, tenho quinze anos e tenho uma vida normal. Moro em uma pequena cidade chamada King County e não era de sair muito. Junto, com minhas três melhores amigas passava a maior parte do tempo no parque da cidade conversando e discutindo sobre garotos e moda. Bom, eu queria que minhas amigas estivessem aqui. O que me conforma é saber que não ficarei sozinha por muito tempo.

Enquanto via aquelas pessoas andando e sorrindo umas para as outras pensava em minha vida. Ser a filha do xerife da cidade era um saco. Eu não podia fazer nada de divertido, ou remotamente preocupante. Minha festa de quinze anos, foi simples e sem muitos convidados, e a maioria eram familiares. Eu sabia que meus pais tinham medo de que eu repetisse os erros deles. Quando minha mãe fez quinze anos, ela engravidou. Meus pais se casaram, mas ela perdeu o bebê. Eles pensaram em se separar, mas meus avós proibirão. Depois de alguns anos minha mãe engravidou novamente de mim e não tentou ter mais filhos. Para ela um já era mais do que o suficiente. Apesar do modo controlador dos meus pais, eu não podia reclamar de nada. Era bem tratada e meus pais me amavam. Mesmo com suas regras e horários, eu tinha certa liberdade que não chegava nem na metade que eles tiveram, mas tinha alguma coisa.

Suspirei e olhei para os policiais à minha frente. A maioria deles eram casados e bem mais velho do que eu. Mas tinha alguns novos, que não davam atenção para a filha de quinze anos do chefe. Estava olhando para a porta quando o vi entrando. Um dos policiais que meu pai mais falava em casa. Rick Grimes. Secretamente tinha uma paixonite por ele. Ninguém, além das minhas amigas sabiam disso. Ele trabalhava com meu pai desce que saiu da academia de polícia a três anos atrás. Há um ano e meio ele começou a namora Lori. Eu a odiava. Ela era metida e se achava toda da delegacia apenas por que namorava um dos policias. Estranhamente, ele estava sozinho hoje à noite. Geralmente, ela vinha com ele para marca território.

Suspirei e olhei novamente para a porta e vi Clarisse entrando. Ela era a única das minhas amigas que o pai também trabalhava na delegacia. E por isso eu não fico sozinha a noite toda.

- Ally. – Clarisse disse me abraçando com força. – Você nem vai acreditar no que descobri.

Clarisse era assim mesmo. Ela nunca cumprimentava as pessoas, já chegava querendo contar todas as fofocas da cidade. E acredite, ela sabia de todas as fofocas da cidade.

- Oi, Clarisse. O que não vou acreditar? – perguntei me afastando dela.

- Ester vai fazer uma festa tope amanhã e nós vamos. – ela disse dando pulinhos na minha frente.

- Como assim, nós vamos? – perguntei rindo. – Sabe que meu pai nunca deixaria eu ir em uma festa de adolescente. Lembra do que ele falou quando pedi uma festa de debutante? Você é muito nova para ter ou ir em uma festa assim.

- Eu sei. Por isso pedi para meu pai conversar com ele. – ela disse rolando os olhos. – Eu sei que meu vai conseguir convencer seu pai. Papai está me devendo por causa da dura que ele deu em Peter quando ele foi pedir para mim ajudar ele com suas notas de matemática. Ele me prometeu que faria seu pai deixar você ir.

- Claro que ele vai. – falei e olhei para Rick que conversava animadamente com meu pai. – Meu pai não quer deixar nem eu ir na viagem de fim de ano com a turma.

- O que? Eu não acredito. Os professores vão, alguns pais vão, como assim ele não quer deixar?

- Ele disse que sou muito nova. Que vou acabar fazendo alguma coisa que vou me arrepender depois. E que terá muitos meninos, posso muito bem ir para a cama com algum deles. E que provavelmente eu vou engravidar e ele terá que assumir o bebê e eu. – suspirei. – Ele nunca me deixa fazer nada. Tenho que ser o exemplo.

- Isso é um saco. Mas sei que meu pai vai convencer o seu. – ela me abraçou com força. – Cara, finalmente tem uns policiais gatinhos.

- O que? Está cega?

- Querida, se parar de olhar para o senhor Grimes, veria aqueles bonitinhos que estão entrando agora mesmo. – ela disse virando meu rosto para a porta. – Eles são umas gracinhas. Será que dão atenção para a gente?

- Eles não são policiais. – falei pegando meu copo com refrigerante. – São recrutas. Vão para a academia em quatro dias.

- Como sabe disso?

- Eles vão jantar lá em casa na segunda. – bebi um pouco do meu suco. – Papai disse que seria hoje, mas como o prefeito decidiu fazer essa festa para comemorar a baixa das ocorrências, papai adiou para segunda, já que sabia que eles vão querer se diverti no sábado e domingo.

- Uma pena. Eles são tão bonitinhos. – ela disse fazendo bico. – Eu vou pode jantar lá?

- Não sei. Vou falar com meus pais. Talvez você e as meninas possam ir.

- É. Quem sabe não encontre um namorado. – ela disse mais animada que antes.

- Quem sabe.

O resto da festa correu normalmente. Eu tentava ao máximo me esconder dos policiais mais velhos. Era muito constrangedor eles ficarem contando de coisas que eu fazia na delegacia quando visitava meu pai quando era menor. Quando meus pais finalmente decidiram ir embora, estava cansada demais para presta atenção no que eles falavam. Assim que chegamos em casa, subi para meu quarto e tomei um banho. Estava quase me deitando quando escutei duas batidinhas na porta.

- Filha, posso entra?

- Claro, pai. – falei me arrumando na cama.

- Oi, querida. – ele disse se sentando ao meu lado. – Tenho que falar com você sobre uma coisa.

- O que foi?

- John falou comigo hoje. Ele disse que uma das suas amigas vai fazer uma festa e que para bem dizer toda a sua turma vai. – papai começou olhando para as mãos. – Ele disse que Clarisse também ia e que queria que você fosse. Eu não vou mentir para você. Não gosto disso, mas como ele me disse que não tinha perigo, que os pais da menina estariam em casa, eu não queria deixar por que você sabe que a mamãe e eu vamos para a casa dos meus pais amanhã, mas mesmo assim eu deixei. Ele disse que vai levar e buscar vocês. Depois você vai dormi na casa deles.

- Serio? Eu vou poder ir mesmo?

- Sim. Mas tem um pequeno detalhe. Quero você na casa dele. É de lá para a festa, da festa para lá. Nada de ir para casa de outros amigos.

- Obrigada. – falei abraçando o pescoço dele. – Obrigada.

- De nada, querida. – ele disse colocando as mãos nas minhas costas. – Você merece um descanso.

- Que horas o senhor e a mamãe vão sair amanhã?

- As sete. Vamos trancar tudo e não vamos acorda você. Pode dormi a vontade, depois vai para a casa deles. Voltaremos no domingo à noite.

- Obrigada, pai. – agradeci mais uma vez enquanto vi ele indo para a porta.

- De nada. Boa noite, querida.

- Boa noite.

Assim que a porta foi fechada, comecei a pular na cama como uma doida. Era a primeira festa que eu ai. E mal podia esperar.