Lost Blue

21 Capítulo 21 - O retorno de Dominic


Notas iniciais
Olá meus amores *-* Desta vez eu devo desculpas pela demora em postar, algumas coisas vem me atrapalhando justo nos momentos em que posso escrever durante a semana. Mas de qualquer forma, estou tentando contornar isso para trazer mais capítulos quentinhos para vocês ♥ Espero que gostem do que preparei! Apreciem a leitura ♥

Zachary estava se sentindo tão cansado. Apenas… tudo aquilo estava sendo demais para ele suportar.

Apressou-se em pegar sua bombinha de ar em seu bolso, mas a deixou cair e agachou-se para pegá-la de volta. Quando se levantou novamente, inalando com mais facilidade, sua mãe estava bem ali ao seu lado, seus braços cruzados abaixo dos seios, olhando seriamente através do vidro.

— Eles disseram como ele está?

— Estável. — Respondeu Zachary, guardando sua bombinha no bolso novamente. — A cirurgia vai acontecer daqui uma hora. Eles só precisam estabelecer o sistema de Dominic, senão pode ser comprometido ao retirarem o chip. Só espero que não haja sequelas. — Zack encostou a testa contra o vidro e as mãos, olhando para Dominic naquela maca. Ele parecia mais pálido do que quando chegou. Zack estava tão preocupado que não sabia se seu coração era capaz de aguentar.

A mão de sua mãe apertou seu ombro e Zack olhou para ela, agradecido.

— Vai ficar tudo bem, filho. Dominic vai se sair bem e logo poderemos fazer os preparativos para o casamento! — Ela disse com convicção.

Zachary ergueu uma sobrancelha para ela, depois riu. Ele tinha conhecido Dominic há alguns meses, eles estavam namorando, mas não tinha pensado em casamento ainda e não era seu objetivo fazer isso tão cedo. Mas ele não quis contrariar sua mãe, ela estava tentando trazer um pouco de humor para aliviar seu coração deprimido.

Abraçou-a com carinho, sendo respondido quando foi esmagado pelos braços musculosos dela e seus seios fartos.

— Ei, Zack, Morgana. — Trey os cumprimentou quando chegou a sala de espera ao lado da enfermaria. A nave Margosha era tão grandiosa que precisava de um centro médico especializado para lidar com toda a tripulação. Zack não sabia quantos trabalhadores haviam ao todo, mas ele suspeitava que ultrapassassem os mil.

— Ele vai fazer a cirurgia em uma hora. — Disse Morgana para o comandante da Imperatriz.

Trey assentiu, seu semblante preocupado.

— Gavrel me assegurou que seus homens são confiáveis se estiverem sob as ordens dele. Dominic vai receber o melhor tratamento.

— Assim espero. — Zack respondeu baixinho, voltando a olhar através do vidro. Vê-lo daquela forma o fez pensar que talvez não estivesse dando o valor que Dominic merecia. Zack de repente pensou que a ideia de se casar não parecia tão assustadora assim, embora não queria que acontecesse tão cedo, mas desejava fazer Dominic feliz.

Pela primeira vez na vida gostaria de constituir uma família.

— Ei, Trey.

Seu comandante se aproximou e segurou seu ombro e o de Morgana.

— Acha que encontraremos Lost Blue logo? -- Perguntou Zack.

— Nós vamos encontrar. Não sei quanto tempo vai demorar, mas temos que ter esperança. Quando chegarmos lá, deixaremos de ser caçadores de recompensa, vamos esquecer que a Federação um dia existiu e vamos construir uma casa para morarmos todos juntos, como a família que somos.

Zachary não pode conter o sorriso. Seu coração se encheu com esperança com as palavras de seu comandante. Morgana estava fungando.

— Seu discurso foi emocionante, Trey. — Ela disse entre soluços. — É uma pena que tive que deixar meus cães para trás. Mas eles estão em boas mãos com a vizinha.

— Não sente falta de sua casa? — Trey perguntou para ela.

— Um pouco. Mas são apenas bens materiais. Eu iria para qualquer lugar que Zack me chamasse.

Trey sorriu para ambos.

— Vocês são minha família. — Ele disse entre os dentes, seus olhos brilhando. — E aquele carinha ali… — Apontou para Dominic. — Também faz parte dela. Ele vai passar por essa e vai conosco.

Zack envolveu um braço na cintura de Trey e seu comandante envolveu seus ombros o trazendo para perto. Morgana era muito maior do que eles, por isso os puxou para um abraço de mamãe ursa.

— Meus meninos. — Ela disse emocionada. — Vocês são meu maior tesouro.

—*-*-

É noite, considerando o relógio universal, quando eles se reúnem para jantar com Gavrel. Austin pensou que iriam comer em um grande salão, onde poderiam encontrar todos os outros tripulantes, mas estava enganado. Tratava-se de uma única sala de jantar próxima da ala dos dormitórios onde estavam hospedados.

— Mandei trazerem a comida aqui. — Gavrel informou quando sentou-se na cadeira principal e os demais ao redor dele. — Normalmente como junto com os demais tripulantes, mas hoje pedi que montassem um menu especial para os convidados. Por favor, sirvam-se à vontade.

Austin se sentou ao lado de Sully, que agora usava muletas. Ele teve seus ossos restaurados de forma indolor, mas até que voltasse completamente ao normal, precisava usar as muletas. Pelo menos ele já podia caminhar.

Aquantis estava a sua frente, Trey ao lado dele, Morgana e… onde estava Zachary? Austin adivinhou que ele estava com Dominic depois de sua cirurgia para remover o chip danificado.

— Obrigado pela refeição. — Disse Trey com um aceno de cabeça.

— É uma simples cortesia, vocês são meus convidados nesta nave pelo tempo que quiserem ficar. — Disse Gavrel.

Askell, o cara de moicano verde, sentou-se do outro lado de Sully. Ele tinha um sorriso de merda e Austin não gostava dele.

— Antes de comermos, tenho um pedido a fazer. — Disse Aquantis quando ninguém esperava.

O silêncio foi palpável e todos os olhos estavam sobre o menino Blue, que de tão envergonhado, olhava fixamente para o seu prato, seu rosto completamente escarlate. Austin trocou olhares curiosos com Trey.

— Sim, é claro. — Gavrel acatou, colocando seu garfo e faca para baixo.

— Quero que Keesa venha comer conosco. — Aquantis ergueu o rosto, olhando determinado para o comandante da nave pirata.

— Mas Aquantis… — Trey tentou dizer, porém recebeu um olhar afiado do Blue.

— Não me importo que ele seja um pet. Na verdade, esse título me enoja. Se ele não vir comer conosco, não vejo motivos para desfrutar da companhia e posso muito bem levar meu prato comigo para comer em meu quarto.

Gavrel levantou uma mão e tossiu.

— Não há necessidade disso, Blue. Há cadeiras vazias, não há qualquer problema de ele vir comer conosco. Askell, vá e traga-o aqui. Menos os gêmeos.

Askell olhou com surpresa, mas assentiu com um sorrisinho e saiu.

— Está bom agora?

— Com certeza. — Aquantis se endireitou, escondendo um sorriso. — Muito obrigado.

Gavrel sorriu, ainda que minimamente. Austin, como era muito observador, pensou que Gavrel talvez tivesse gostado desse lado de Aquantis. Normalmente era muito deselegante haver um escravo sexual por perto durante o jantar, exceto se fosse uma demonstração que seus donos fizessem para mostrar valor e riqueza.

Quanto mais bonito fosse o pet, mais dinheiro seu dono possuía.

Austin não sabia quem era Keesa, nem o tinha visto.

Surpreendeu-se quando um rapaz entrou acompanhando Askell e obedientemente se sentou do outro lado de Trey, parecendo muito tímido.

Ele era gracioso, cabelos castanhos com cachos que pareciam muito macios. Mesmo seus olhos marrons eram grandes e expressivos. Ele tinha algumas sardas no rosto e sua pele era clara. Parecia um… humano comum.

— Keesa é um ser humano. — Gavrel comentou depois de engolir, adivinhando o que Austin estava pensando. — Um raro ser humano de sangue puro.

Todos na mesa inalaram surpresos, olhando para o pet que era servido por Aquantis. Trey ajudou colocando o prato a frente dele, tão cheio, quase transbordando. Keesa agradeceu suavemente.

— Ele é muito gentil. Nos tornamos amigos. — Aquantis falou em seguida e Gavrel olhou para ele com uma sobrancelha levantada.

— Amigos?

— Sim. Ele é muito inteligente, me contou sobre a colônia em que vivia na Via Láctea, foi uma história incrível.

Gavrel parecia uma mistura entre surpreso e curioso. Na mesa com eles, ele não parecia perigoso e irredutível, parecia mais humano, mais fácil de lidar.

— Ele é uma gracinha. Adoro levá-lo para passear todos os dias como um cachorrinho. — Askell falou entre risos e todos o olharam como se houvesse uma segunda cabeça em seus ombros.

— Cale-se, Askell. Keesa não é um cão. — Gavrel ditou e o punk resmungou, voltando a comer uma grande e gorda coxa de ave.

— Ele é a sua bolsa de sangue. — Sully comentou, alfinetando-o. — O que você é?

— Que desrespeitoso, Sully. — Austin o alertou e Sully olhou para ele com raiva.

— Deixe-o. — Gavrel limpou os lábios com um guardanapo. — Não o chamo de bolsa de sangue, é deselegante. Keesa me fornece sangue, mas não são todos os dias. Como um Valius, uma raça que hoje em dia está extinta, exceto se alguém mais sobreviveu além de mim, preciso de sangue de qualidade para continuar vivendo. O sangue de Keesa é importante para mim, de alguma forma ele consegue acalmar a minha natureza.

— Se não me engano, sua espécie foi conhecida por ser… violenta? — Comentou Morgana de boca cheia.

Gavrel assentiu.

— Não é sempre. Em algumas situações se torna difícil de controlar e isso pode levar ao colapso.

Austin tinha certeza que havia mais na história, mas ele não quis perguntar nada.

— Como está a comida? — Austin resolveu perguntar a Keesa.

Ele pareceu surpreso que a pergunta foi direcionada a ele.

— Está muito saborosa, senhor.

Austin sorriu e sentiu o olhar de Sully sobre ele. Quando o retornou, Sully estava olhando com muito interesse para o seu prato.

— Coma bastante, Keesa. Ainda haverá sobremesa. — Gavrel afirmou. Keesa olhou para ele com um sorriso e assentiu.

Sentiu-se aliviado de ver que o pet era bem tratado pelo mestre. Embora Austin tinha feito de Sully o seu pet antes, não foi dessa forma, foi mais como… uma punição que não deu certo e acabou que ele tinha se tornado o pet infeliz.

—*-*-

— Vai demorar uma semana para consertarem a Imperatriz, dá para imaginar isso? — Comentou Trey assim que entrou em seu quarto depois do jantar. Aquantis sentou-se na cama flutuante.

— É muito tempo? — Perguntou o Blue.

— Não. Eu estava esperando que demorassem meses, mas o prazo que Gavrel me deu é muito curto.

— O que ele disse a você sobre o meu trabalho? Desculpe não ter participado da reunião, eu estava cansado e aquela conversa toda estava me dando dor de cabeça.

Trey assentiu com um sorriso. Ele retirou a jaqueta pesada de couro e a jogou em um canto qualquer antes de sentar-se ao lado de Aquantis, puxando-o para perto.

— Ele disse que está esperando um especialista chegar, para que possam trabalhar seus poderes. Ele disse que o processo pode levar uns quinze dias, mas ficaremos o tempo que for preciso.

Aquantis assentiu e se aninhou em seu peito, abraçando-o de lado.

— Me pergunto se sou realmente capaz de aprender a controlar isso dentro de mim. Não quero mais fazer mal a ninguém.

— Vai ficar tudo bem, Aqua. — Trey o abraçou com carinho, beijando o topo de sua cabeça. — Espere um momento, é uma ligação.

Aquantis olhou para cima, vendo Trey clicar no dispositivo em sua orelha esquerda.

— Sim? — Ele olhou para Aquantis, então assentiu como se a pessoa do outro lado pudesse ver. — Aquantis está aqui comigo, já vamos até aí.

Ele desligou e Aquantis se afastou, curioso.

— Quem era?

— Foi Zack. Dominic acordou. Ele chamou por você.

— Por mim? — Indagou confuso.

Eles foram até a ala da enfermaria. Todos da Imperatriz já estavam na sala de espera e apenas Zack estava dentro do quarto onde Dominic estava sendo mantido.

— Ele está bem? — Trey perguntou a Morgana.

— Sim. Disseram que a cirurgia se saiu melhor do que esperavam, mas que ele pode ter um pouco de confusão mental nos próximos dias, que pode melhorar com o tempo.

Trey e Aquantis assentiram juntos.

— Ele chamou por você, Aquantis. — Zack falou quando deixou o quarto, apontando sobre o ombro. — O médico disse que hoje precisa ser um por vez no quarto.

— Oh. — Aquantis olhou para Trey e então entrou no quarto de Dominic.

Ele não estava mais envolvido por máquinas e nem todo perfurado, apenas um braço estava com uma agulha ligada a uma bolsa pendurada com medicação. Ele estava pálido, mas acordado. Seus olhos piscaram meio nublados na direção de Aquantis. Seu cabelo muito longo e negro estava em uma trança do lado oposto onde tinha feito a cirurgia. Uma área atrás de sua orelha esquerda estava raspada e com uma bandagem por cima.

— Dominic, é bom vê-lo acordado. Está se sentindo melhor?

— Sim. — Ele comentou e lhe deu um sorriso preguiçoso. — Dormi tanto e ainda sinto sono. Só… estou vendo tudo meio engraçado.

Aquantis sentou-se no banco perto da cama.

— Zack disse que me chamou.

— Sim. — Dominic engoliu em seco e apontou para a mesa ao lado. Aquantis pegou um pouco de água e lhe deu. Ele bebeu tudo avidamente e lhe entregou. Notou que ele não estava virando muito a cabeça, provavelmente doía ou lhe dava vertigens.

— Sabe, Aqua, enquanto eu estava sob controle do chip, lembro-me de algumas coisas. Ouvi um chiado as vezes, como se pessoas que não conhecesse conversassem ao fundo da minha mente. E lembro-me que diziam o seu nome, mas falavam em outra língua.

— Outra língua?

— Sim. Eles não são boas pessoas, estavam sempre gritando e… — Seus olhos se encheram com lágrimas. — Ouvi gritos de dor e sofrimento.

Aquantis engoliu em seco.

— Acha que estão atrás de mim?

— Eu ouvi eles dizerem “Exórdio”. Podem ser clientes daquele lugar.

— É provável. — Aquantis olhou para as mãos, lembrando-se de quando aqueles homens que não conhecia o sequestraram da Federação e o levaram para este lugar com o nome estranho. — Mas não pense em nada disso agora, Dominic. Estamos seguros aqui. Ninguém nos encontrará na nave Margosha.

Dominic lhe deu um fraco sorriso.

— Zack me disse a mesma coisa. Obrigado por cuidarem de mim. Vocês são tudo o que tenho. — Ele pegou a mão de Aquantis, que a apertou de volta. — Você é meu amigo Aqua, é como um irmão.

— Sim, eu sou. — Ele pegou a mão de Dominic e a beijou. — Nós vamos para Lost Blue, sabia?

Dominic riu.

— Austin me falou isso, Zack e Morgana também. Parece que todos estão muito animados.

— Com certeza estamos. Não sei como chegaremos lá, mas algo me diz que vai dar certo.

Aquantis ia se levantar quando Dominic voltou a apertar sua mão.

— E Aqua…

— Sim?

— Eu quero destruir a Federação.

— Eu também.

— Como faremos isso?

— Nós vamos pensar em um jeito, eu prometo. — Aquantis se inclinou sobre Dominic e beijou seu rosto que foi minimamente tingido com algum tom de vermelho.

—*-*-

Sully entrou em seu quarto atrás de Austin. A porta se fechou atrás dele com um baque que o assustou. A coisa era de metal pesado, era claro que fazia barulho.

As cortinas estavam recolhidas, por isso ele caminhou dificultosamente com as muletas até a parede de vidro, observando o espaço e as milhares de estrelas. Algumas mais perto, outras mais longe, fornecendo luz para dentro do quarto. Alguns planetas apareceram e Sully tinha certeza de nunca os ter visto antes. Embora estivesse viajando por obrigação, já que sua intenção era encontrar Aquantis, admitia que amava conhecer lugares novos e curiosos, descobrir culturas diferentes e detalhes em planetas que não haviam no seu.

Isso o fez pensar em quanta falta sentia de seu lar.

Queria muito ver seus pais. Sentia profunda saudade deles, de seus amigos e todo o restante de sua família. Seu progenitor estava doente e o único meio que imaginou que pudesse salvá-lo seria levar Aquantis até ele. Seu problema não era físico, mas era psicológico. Os médicos lhe disseram que Someya Vegan, assim que perdeu Aquantis, teve um sofrimento tão terrível que fechou-se dentro dele, de forma que não conseguia mais sair. Hoje, seu pai Cody cuidava dele e o alimentava, mas todos estavam muito preocupados e tinham medo que Someya não resistisse. Sua depressão era tão profunda que podia levá-lo à morte.

Sully suspirou e fechou os olhos com força.

Isso não iria acontecer. Ele levaria Aquantis para casa. Mas primeiro precisava se curar e… ele ainda não sabia o que aconteceria com os demais. Não tinha mais sua própria nave e pelo que parecia, não voltaria mais para encontrá-la. Estavam caçando cada um deles lá fora.

— Você parece tão profundamente pensativo aí. Algum problema? — Austin perguntou depois de sair do banheiro. Ele não usava nada menos que uma toalha pequena demais para os seus quadris e outra toalha com a qual enxugava seus cabelos loiros.

Sully piscou atordoado ao vê-lo, então tirou do bolso a coleira e a jogou sobre a cama.

— Coloque isto.

Austin olhou para a coleira sobre a cama e com um sorriso de escárnio a pegou, envolvendo-a em seu pescoço e fechando o feixo.

Sully sentou-se na cama, colocando as muletas de lado. Austin se afastou.

— Aonde vai?

— Colocar minhas roupas. — Ele respondeu com humor, mas ao ver que Sully não estava rindo, ficou sério. — Okay. O que quer que eu faça? Que eu fique nu?

— Sim. — Sully sentiu-se enrubescer. Estava sendo tão ousado. — Venha aqui. Deixe-me tirar isso.

Austin hesitou por um momento, então se aproximou, ficando em frente de Sully.

Há tempos que o Blue tinha feito sexo ou qualquer coisa parecida. Sequer beijado alguém. Ele olhou para cima encontrando os olhos azuis de Austin que de repente escureceram.

As mãos de Sully tocaram lentamente a toalha minúscula cobrindo-lhe a intimidade. Viu com emoção quando uma pequena tenda foi se formando.

Sully se inclinou e tocou seu rosto sobre o pênis coberto, esfregando sua bochecha lá. Um pequeno gemido deixou a garganta do uraniano e foi como uma carícia ao seu ego.

— Você está ficando tão grande. Quero muito ver o que essa toalha está escondendo. — Ele mordeu o lábio inferior e afastou-se, puxando a toalha lentamente para fora, liberando a intimidade de Austin.

Sua boca salivou e ele teve que engolir um pouco mais duro vendo o tamanho da ereção. Austin era realmente bonito até mesmo lá.

Ele olhou para cima, vendo os olhos do outro brilharem com expectativa.

— Você vai fazer tudo o que eu mandar, não vai?

— Claro, mestre. — Austin respondeu roucamente e Sully lambeu os lábios, inclinando-se e deliciando-se com o cheiro da pele do homem recém banhado. Ele era tão maravilhoso. Ser chamado de mestre fez coisas inexplicáveis em seu interior e ele sentiu uma estranha necessidade de agradá-lo por isso.

Sully inclinou-se para frente e lambeu a ponta. Sua língua se arrastou por todo o comprimento até a base e acariciou lentamente seus testículos.. Austin ofegou alto e então se apoiou na cabeceira da cama flutuante.

— Venha aqui. — Sully se deitou na cama, auxiliando Austin a subir, uma perna de cada lado de seu peito, mãos sobre a cabeceira e o pênis começando a vazar pré-sêmen bem a frente de seus lábios.

Sully se apoiou em um braço e se lançou para frente sugando-o tudo de uma vez.

Pelos céus, ele era enorme. Mal cabia em sua boca. Precisou relaxar a garganta para levá-lo um pouco mais profundo.

Austin gemeu, seu gemido era lindo, rouco, tão masculino.

Ele continuou a chupá-lo e a senti-lo endurecer mais e mais. Afastou-se quando achou que era suficiente. O ganido de decepção de seu pet o divertiu.

Ele o empurrou para se deitar ao lado dele e subiu em seu corpo.

— O que vai fazer? — Austin perguntou ofegante.

Sully lhe deu um sorriso conhecedor, mas não respondeu. Ele retirou a blusa de lã que usava e a camiseta que estava por baixo, revelando seu peito liso, seus mamilos rosados apertados em pequenos picos durinhos pela ansiedade. Ele abaixou a braguilha e tirou o cinto da calça, então precisou se deitar ao lado dele para arrancar o resto das roupas.

— É bom finalmente ter minhas pernas de volta. Estou tão duro, Austin. — Ofegou quando finalmente estava nu. Os olhos do uraniano eram enormes olhando para ele. Sully gostou do que viu lá e por um momento quis acreditar que Austin estivesse feliz com ele, mas então... lembrou-se que ele o estava obrigando.

Agora não. Não queria pensar nessas coisas. Sully sentou-se sobre o abdômen de Austin, pernas bem abertas, e como ele havia dito, estava tão duro que poderia perfurar uma parede.

Austin o olhou com admiração.

— Uau. — Ele tocou apenas com o indicador a ponta do pênis de Sully, que vazou livremente e pingou sobre o umbigo dele.

Sully pegou debaixo do travesseiro o lubrificante e despejou uma boa quantidade em sua mão.

— Você será meu esta noite, Austin. Vou fazê-lo gemer só para mim. — Disse entrecortado enquanto penetrava um dedo em si mesmo. — Agora que é o meu pet, seu corpo é somente meu e responderá somente a mim. Está entendido?

Austin assentiu avidamente. Seus olhos ainda enormes.

Sully penetrou um segundo dedo em si mesmo e se inclinou para frente, apoiado em apenas um braço. Seus olhos se encontraram.

Apenas o corpo de Austin era dele, mas não o coração.

Ele fechou os olhos com força.

— Você está bem? — O uraniano perguntou com preocupação.

— Eu estou. — Respondeu ríspido e não conseguiu interromper uma lágrima de deslizar pelo seu rosto.

Sem mais, ele retirou os dedos mesmo sem estar tão pronto quanto gostaria, queria apenas acabar logo com isso. Queria reivindicar Austin, queria que ele fosse seu, mesmo da forma mais difícil.

Sully se alinhou em seu pênis e se afundou de uma única vez, seu corpo arqueando-se no ato, assim como o de Austin. Doeu muito, mas ele não se importou. Lembrou-se do que Aqua disse mais cedo, que o título de pet lhe enojava...

Ele já não sabia que Sully era seu irmão, e se descobrisse quão canalha ele poderia ser, o odiaria. Sully não conseguiu frear as lágrimas que lhe chegavam aos olhos. Odiava ser tão fraco e sensível. Mas ele começou a mover sem qualquer cuidado, tentando esquecer seus pensamentos destrutivos. E pelo olhar assustado no rosto de Austin, seus poderes estavam começando a emergir.

Continua...

Notas finais
Obrigada por ler Lost Blue ♥ Em breve tem mais!