Lost Blue

24 Capítulo 24 - Seu mundo


Notas iniciais
Olá meus amores! Olha só quem está de volta hahaha Este capítulo/retorno de Lost Blue é um presente meu de aniversário para vocês ♥ nem creio que fiz 1/4 de século... Vamos começar, segue algumas considerações: — Primeiro, me perdoem pelo hiatus. Passei por uma fase complicada da minha vida, juntando meu trabalho, em seguida perder o emprego, faculdade, um monte de estresse e problemas na família... eu estava arrancando meus cabelos fora, mas enfim, deu uma melhoradinha agora kkkk. — Segundo, atualizei todos os capítulos de Lost Blue com novas correções da minha última revisão. Esta história passou por todo um processo de releitura e revisão por mim, por isso estou completamente apta a continuar hahaha. — Terceiro, não fiz um resumo da história porque essa semana foi bastante corrida, mas se vocês desejarem, me falem nos comentários ou me mandem uma mensagem. Sem mais delongas chatas, vamos ao que realmente importa! Espero que gostem do capítulo e se aqueçam com umas ceninhas hot ♥ Obrigada por não desistirem desta história, apreciem a leitura!

A nave Imperatriz estava sendo mantida em um galpão que servia apenas para a manutenção das naves de combate e naves comuns da Margosha. Era um lugar imenso com maquinários por toda volta e trabalhadores por toda parte. Ouvia-se o barulho alto das vozes, das máquinas trabalhando e também do motor da nave-mãe que estava próximo dali.

Aquantis estava sobre a ponte, um caminho com um corrimão de aço que tomava metade da única janela daquele lugar. Era um vitral em forma oval que tomava parte do casco da nave. Era incrível.

Era possível ver as constelações brilhantes das mais variadas cores. Planetas estranhos orbitavam uma estrela maior e asteroides flutuavam ao redor sem representarem ameaça.

No entanto, apesar de estar com a testa e mãos coladas contra o vidro, sua mente estava perdida em outro lugar.

As alucinações que teve naquele dia em Epsulum38.

Foi horrível contemplar as feições malignas da Rainha, pois se pudesse, desejava esquecer o seu rosto. Descobrir que na verdade sabia como eram os seus pais, foi uma surpresa bem grande, pois não se lembrava em nada da sua família ou o que houve antes de ser levado para a Federação quando criança. Mas a imagem clara deles sendo mortos na sua frente trouxe um pânico diferente de tudo o que já sentiu para dentro dele, o fez tremer e seu estômago se contorcer.

Eles estavam vivos. Tinha que acreditar nisso. Não importa o que acontecesse, os encontraria e os protegeria.

Não, primeiro teria que destruir a Federação, porque… e se fossem para Lost Blue e a Federação encontrasse uma maneira de segui-los até lá? Não queria arriscar perder ninguém e muito menos levar a ameaça até onde o seu povo estava vivendo.

Eles… realmente viviam em paz?

— Você parece profundamente pensativo, Blue. — A voz de barítono do comandante Gavrel o assustou.

— Comandante.

— Suas alucinações te deixaram aflito, não é? — Ele voltou a dizer. — As minhas também não foram as melhores, não saem da minha mente. — Ele fez uma pausa para olhar para ele com aquele único olho dourado, o outro coberto pelo tapa-olho. Então fez a coisa mais estranha, descobriu o outro olho que tinha uma tonalidade diferente, mais escura, e um estranho brilho, sem falar das cicatrizes em torno dele que levavam a testa e a bochecha. — Está surpreso?

— Um pouco. — Queria perguntar o que tinha lhe acontecido para gerar aquelas cicatrizes e um olho estranho, mas era melhor se calar. Gavrel tinha a reputação de ser temido, portanto confrontá-lo em seu território não seria nada inteligente, por mais simples que o assunto parecesse.

— Esse olho me garante ver se o seu coração é sincero enquanto me responde.

— Mas por que o esconde?

— Por que você acha? — Ele ergueu uma sobrancelha e Aquantis encolheu os ombros. — Mantê-lo escondido me faz mais… normal. Se eu sempre ver o que há no coração de quem está ao meu redor, estaria decepcionado o tempo todo. — Ele suspirou. Suas palavras lhe chamaram a atenção.

— E o que sobre mim?

— Sobre você? — Um sorriso medonho repuxou seus lábios quando ele colocou de volta o tapa-olho. — Seu coração lembra um pouco o de Keesa, é sincero, cheio de sentimentos bons, mas também carrega um peso enorme que é quase insuportável. O peso de um passado ruim. — Ele voltou a observar o espaço.

— Por isso que você trata o Keesa bem? Porque ele é sincero quando está com você?

Gavrel lhe deu um olhar e o desviou novamente para o espaço, sem responder.

— Sabe… — Aquantis não queria dizer… mas sua língua estava coçando para dar sua opinião. — Você deveria dar mais valor a ele e não tratá-lo como um escravo.

— Mas é isso o que ele é. Eu o comprei em Exórdio não tem muito tempo.

— Eu acho isso horrível. Comprar pessoas… não é humano fazer isso.

Gavrel riu de uma maneira que o irritou.

— Nem eu ou você somos humanos, esqueceu disso?

Exasperado, Aquantis o encarou querendo retrucar algo que não sabia como responder. Maldito. Tentou se acalmar, se irritar com o comandante mais temido dos piratas intergaláticos não era um bom caminho. O que ele estava pensando em questionar as decisões dele? De qualquer forma, não podia parar a si mesmo.

— Esqueça isso. — Quem era ele para dizer qualquer coisa, afinal, suas opiniões não serviriam para nada. — Com licença. — Saiu para atravessar a ponte, com o intuito de voltar para o seu quarto, mas algo o fez parar e voltar para Gavrel.

O comandante se virou para observá-lo curioso.

— Eu vou dizer de qualquer jeito: Keesa não merece ser um escravo, ele gosta de você e sei que gosta dele de volta, por que não lhe dá a liberdade? Tenho certeza que ele iria querer ser fiel a você e trabalhar para você. Ou talvez… — Já estava dizendo bobagens, Aqua passou uma mão sobre o rosto e os cabelos, irritado. — É que ele se tornou um bom amigo para mim, só quero que ele tenha um bom destino depois que eu for embora. E eu sei… sinto que você também tem um bom coração, então…

A mão de Gavrel lhe tocou o ombro. Ela era pesada e quase o entortou, já seu olhar era enigmático, não dava para saber o que estava pensando.

— Você teve um dia cheio, Blue. É melhor que vá dormir. Sobre Keesa… ele vai ficar bem, eu cuidarei dele adequadamente por você, não tem que se preocupar.

Mesmo que ele não disse exatamente que faria de Keesa um ser humano livre, Aquantis se acalmou e se sentiu satisfeito de algum modo. Gavrel não era como as pessoas diziam que era. Ele não dava medo a Aquantis.

Caminhou de volta, tentando lembrar o caminho para a ala dos hóspedes. Estava começando a se sentir exausto após um dia tão fatídico. Seu treinamento em Epsulum38 tinha se mostrado produtivo em questão de usar seus poderes, mas era mentalmente e fisicamente desgastante. Mesmo seu coração doía e tinha medo de como seriam os próximos dias.

O corredor estava vazio, exceto por uma silhueta que reconheceria em qualquer lugar. Tentou segurar o sorriso que queria repuxar seus lábios, mas foi difícil. Trey estava lá, encostado à parede olhando algo em seu tablet. Quando notou que estava sendo observado, olhou para ele com espanto e depois sorriu, aquele sorriso que fazia suas entranhas se derreterem.

Ele era tão bonito com aquelas covinhas nas bochechas, o cabelo negro até os ombros com algumas mechas loiras nas pontas, os olhos dourados que lhe fitavam de uma forma única, como uma janela para a alma, confessando tudo o que sentia. Mesmo seus ombros largos, peito forte e cintura fina eram um deleite para a visão inocente de Aquantis.

Ele nunca se interessou por alguém antes, nunca sequer olhou e contemplou a beleza de um homem, não até conhecer Trey Scarlet.

Mas é claro que não foi por isso que se apaixonou por ele. Foi muito mais do que a aparência, pois seus amigos também eram bonitos, mas não faziam nada para o seu interior. Trey foi o único que realmente se importou, o único que conhecia seu coração.

Além, é claro, de Gavrel que tinha acabado de ler tudo o que sentia.

Não deu atenção a isso e correu para abraçar seu homem.

— Opa! Sentiu minha falta, é? — Trey o abraçou apertado.

— Sim. — Aquantis afundou seu rosto no peito dele, sentindo seu calor mesmo que ele usasse uma jaqueta de couro fechada. — Estava me esperando? — Olhou para cima.

Trey coçou atrás da cabeça, um pouco sem jeito.

— Eu esperei dentro do quarto, mas você estava demorando… eu quase saí para te procurar.

Aquantis se sentiu um pouco culpado. Precisou sair antes para pensar, um dos raros momentos em que quis ficar sozinho. Mas agora tudo o que queria era ficar com Trey e poder abraçá-lo muito e…

Fazer algumas coisas que os casais faziam, como beijá-lo.

— É melhor a gente entrar. — Trey falou. — Se Austin e Zack nos verem aqui, falarão disso por dias. Eles já zombam de mim o bastante.

Aquantis riu e o seguiu para o quarto, fechando a porta de metal atrás dele, Trey se inclinou em suas costas e trancou a trava. Ele aproveitou o gesto para abraçá-lo por trás. Foi um pouco estranha aquela aproximação, sentir o calor do peito dele em suas costas, a respiração contra sua orelha e os braços dele em torno de sua cintura.

Aquantis ficou quietinho apenas sentindo os batimentos cardíacos de Trey em suas costas.

— Eu quis fazer isso o dia todo. — A voz dele em seu ouvido o fez tremer e engolir em seco. — Está tudo bem?

— Hum… sim.

— Ficou quieto. Você não gosta de ser abraçado assim?

— E-Eu gosto. — Gaguejou. — É que… estou nervoso.

— Por quê? — Trey parecia tão confiante e um pouco divertido, enquanto o interior de Aquantis estava uma bagunça. — Eu até já fiz você gozar antes. — Ele disse em um murmúrio, o que o fez tremer e quase se sacudir como um cão encharcado. O riso de Trey o relaxou e Aquantis riu também se virando no abraço para olhar para ele.

Tocou suavemente o peito de Trey, mesmo sobre as roupas, e olhou para cima, para os olhos dourados. Foi um olhar demorado e cheio de carinho, palavra nenhuma precisava ser dita para mostrar o quanto se gostavam e queriam estar perto.

Aquantis subiu suas mãos para tocar o rosto de Trey, embalando-o em suas palmas e o puxando suavemente para um beijo. Ele ainda era um pouco inexperiente nisso, não é como se tivessem tido muitas oportunidades de aproveitarem da companhia um do outro assim. Trey o respeitava muito e nunca tinha feito nada para envergonhá-lo em público, já que Aquantis era tímido.

Ele estava deixando-o beijá-lo de forma singela, suave e simples, e quis continuar experimentando. Era uma sensação gostosa. Poderia fazer aquilo o dia todo.

Sem nem mesmo notar, estavam se movendo para a cama flutuante de Trey próxima da janela. Trey sentou-se à beira dela e puxou Aquantis para sentar de frente em seu colo.

— T-Trey!

— O quê? — Ele perguntou confuso. Aquantis sentiu seu rosto em chamas, até suas orelhas.

— Isso é tão…

— Tão?

— Estranho. — Na verdade, não sabia o que dizer. Por baixo dele Trey estava duro, e Aquantis também.

— Vamos deixar uma coisa bem clara. — Disse Trey tocando seu rosto com as costas da mão. — Não precisa se sentir envergonhado comigo, porque nós namoramos, e além disso somos melhores amigos. Quero saber tudo sobre você, assim como você pode saber tudo sobre mim. Você pode fazer o que quiser comigo e vice-e-versa, entende? Sem temer.

Aquantis sorriu para ele e o beijou.

— Tem como ser namorados e melhores amigos também?

— Uma mistura dos dois, sim. — Trey sorriu de um jeito divertido e suas mãos apalparam suas coxas. — Agora eu quero te mostrar uma coisa. Você confia em mim?

Aquantis assentiu, mesmo que um pouco hesitante.

— Eu vou fazer você se sentir bem. — Ele voltou a beijá-lo, mas dessa vez decretando o ritmo. Aquantis o deixou assumir o beijo e estremeceu quando ele fez aquela coisa de enfiar a língua em sua boca e tocar a sua. Era inebriante e sempre que ele fazia isso, todos os pensamentos de Aquantis desvaneciam, permanecendo apenas um grande nada, como se o seu coração comandasse tudo. Era um sentimento bem diferente do que estava acostumado, mas era bom, muito bom.

Os beijos foram para sua mandíbula, e quando chegou ao seu pescoço, Aquantis sentiu-se tremer e ficar quente. Trey ergueu a bainha de sua blusa e precisou se afastar para retirá-la. Fez o mesmo com a regata por baixo dela e então foi para o cós de sua calça.

— Vamos tirar isso também.

Aquantis se levantou e deixou que Trey abrisse suas calças e as abaixasse, apenas deixando a cueca boxer nele. O olhar aquecido percorrendo seu corpo quase se sentia como mãos firmes contra sua pele.

— Venha, volte a sentar aqui. — Trey o puxou para o seu colo.

— E as suas roupas?

— Depois. Primeiro vamos nos concentrar em você.

Aquantis se remexeu no colo de Trey quando sentiu os dedos dele percorreram suas costas e subirem por sua espinha. Deu-lhe arrepios e Aquantis envolveu os ombros dele para abraçá-lo.

— I-Isso dá cócegas.

— É mesmo? — Trey passou a beijar seu ombro e pescoço, fazendo-o suspirar. — Sua pele é tão macia, Aqua… gosto de beijar você… por toda parte.

Sentiu as mãos dele tocarem sua cintura, seu ventre, seu peito, até beliscar seus mamilos. Aquantis mordeu o lábio inferior para não gemer, sendo quase impossível fazer isso. Trey parecia saber exatamente onde tocar em seu corpo. E sua boca desceu em seu peito para lamber um mamilo, provocando uma onda de estremecimento por toda parte.

— Gosta disso? — Ele perguntou contra a sua pele, assoprando.

Tudo o que fez foi assentir, observando com interesse Trey chupar um mamilo e depois o outro, molestando-os, até que estavam vermelhos e brilhando com saliva, apontando para ele como dois picos duros.

— Sua boca é gostosa, Trey. — Disse baixinho, recebendo um sorriso faminto do outro.

As mãos grandes caíram sobre sua bunda apertando-a firmemente quando ele voltou a beijar seu peito e seus ombros.

— É excitante ter você nu no meu colo enquanto estou vestido. Só algo que não dá certo é essa peça aqui. — Ele puxou o elástico da sua cueca e o soltou fazendo-o pular em seu colo. Ardeu. — Levante-se.

Aquantis o obedeceu e Trey se ajoelhou na frente dele. — Fique parado. — Ele tocou a borda de sua boxer como se estivesse tentando fazer o momento durar mais tempo, e lentamente abaixou o tecido até seu pau se erguer duro para o alto, meio pendendo para a direita. A expressão de Trey era demais, ele olhou para o seu corpo como se Aquantis fosse a coisa mais bonita que já tinha visto, desejando possuí-lo. A fome em seus olhos era demasiada óbvia e deixou Aquantis sem fôlego.

— Você é lindo. — Ele disse. — Vamos até o final hoje?

Respirando fundo, assentiu.

— Eu confio em você.

— Sim. — Trey puxou a peça íntima todo o caminho até o pés, jogando-a para longe. Então se inclinou e descansou a bochecha contra a virilha de Aquantis, fechando os olhos. — Me sinto como um selvagem. Sabe o que estou pensando agora mesmo?

— Hum? — Aquantis não tinha certeza se poderia articular qualquer coisa sem gaguejar, seu coração estava batendo muito rápido no peito. A visão de Trey abraçando seus quadris nus era demais para suportar. Assistiu seu pênis se mover sozinho, se erguendo mais duro e ficando úmido na ponta.

— Que eu poderia simplesmente jogá-lo na cama, separar suas pernas e entrar dentro de você até que grite o meu nome bem alto. E então, faríamos isso a noite inteira, até você desmaiar. É demais?

Aquantis estava de queixo caído. Ele não tinha feito isso uma vez sequer para saber se era capaz de suportar.

— E-Eu não sei.

Trey sorriu de um jeito muito malicioso, suas mãos apertando sua bunda e então abrindo-a. Sentiu o ar tocando seu íntimo e então um dedo muito ousado tocar seu ânus.

— Está tremendo aqui… e é tão apertado. — Trey falou isso como se sentisse dor. Aquantis mordeu o lábio inferior com a sensação estranha de ser tocado lá. Então Trey o empurrou para cama. Caiu sobre o colchão, afundando na maciez e assistiu com admiração e expectativa Trey tirar sua jaqueta, camiseta, as botas e o restante das roupas.

Quando tinha visto o pênis dele pela primeira vez já tinha ficado boquiaberto com o tamanho e a espessura daquilo, e naquele instante não era diferente.

Trey subiu na cama ao lado dele e tocou seu rosto, inclinando-se para beijá-lo apaixonadamente. Sua língua na dele fazia seu corpo aquecer e se contorcer, era muito bom. A mão de Trey desceu em seu peito, provocando arrepios por onde passava até envolver seus dedos no pênis de Aquantis. A carícia ousada o fez se afastar do beijo para gemer e logo foi beijado novamente.

Trey desceu beijos quentes como lava por seu peito até seu baixo ventre. Ver a boca dele tão perto de sua intimidade fez Aquantis ofegar alto e olhar tal cena com a esperança de que ele…

— Oh! — Contorceu-se, suas costas saindo da cama quando Trey beijou seu pênis sensível e tão duro que doía. Pré-sêmen saiu imediatamente revestindo a ponta e sendo saboreado pela língua morna de Trey.

A partir daí, Aquantis esqueceu de ao menos tentar abafar sua voz. Gemidos escapavam sem ao menos se dar conta e tudo o que podia se concentrar era na boca maravilhosa de seu amante, nos lábios apertados em torno dele e da sensação molhada e quente de seu interior.

Sentia-se tão bem… tão gostoso.

Tinha certeza que estava dizendo tais palavras em voz alta.

Trey incentivou suas pernas a se abrirem e alisou a pele sensível do interior das coxas, nunca deixando de chupá-lo, levando-o até a base e subindo para sugar a ponta.

— T-Trey… — Gemeu baixinho. — Pa-Pare com isso… senão eu vou…

Ele não parou e até intensificou o que estava fazendo. Tocou seus testículos apertando e acariciando suavemente enquanto continuava a sugá-lo até a garganta.

Os dedos dos pés de Aquantis se abriram, assim como suas mãos agarraram com força os lençóis da cama, seus olhos não podiam se fechar, assistindo entreabertos a coisa mais quente e erótica que já tinha visto. Estava pingando suor da testa e sua respiração era afoita misturada com os gemidos que ecoavam pelo quarto, além dos sons molhados da boca de Trey em seu pau.

Tocou o cabelo dele recebendo um sorriso no olhar que dizia saber exatamente como levar Aquantis à loucura. Seu orgasmo veio um segundo depois, vibrando todo o seu interior e se transformando em prazer líquido, vertendo na garganta de Trey. Seu corpo se contorceu completamente e seus músculos se apertaram por toda parte. Um gemido arrastado saiu como um lamento alto e Aquantis caiu como gelatina na cama. Arfando pesado como se tivesse acabado de voltar de uma corrida.

Trey se deitou ao seu lado lambendo os lábios e depois sorrindo satisfeito.

— Estava preparado para isso?

Aquantis balançou a cabeça freneticamente.

Queria elogiá-lo e perguntar como diabos ele aprendeu a ser tão bom, mas sua voz não saía.

— Bem, nós ainda não terminamos. — Trey se ergueu sobre o seu corpo, o olhando divertido.

— Não?

Ele balançou a cabeça e o beijou.

— Agora que está relaxado, vem a melhor parte.

—*-*-

Trey tirou de debaixo do travesseiro um tubo de lubrificante. Depois que o pai de Austin ficou grávido, Trey ficou em dúvida se Aquantis não poderia engravidar também. Ele não sabia muita coisa sobre os Blue, assim como seu amante. E para evitar o risco, tomou uma pílula que duraria um mês em seu organismo e era bastante eficaz, evitaria usar outros métodos contraceptivos.

— Você guardou embaixo do travesseiro? — Aquantis parecia surpreso por isso, sua expressão era fofa.

— Mas é claro. Eu já esperava tê-lo na minha cama.

Ele sorriu. Aquele sorriso lindo que fazia coisas para o seu ser. Trey precisou lhe dar um beijo apaixonado.

— O que vai fazer? — Aquantis olhou curioso para o lubrificante.

— Preparar você. Não quero que se machuque, mas que apenas se sinta bem.

— Okay. — Ele respondeu isso com a voz trêmula, ficando nervoso de novo.

Trey tentou acalmá-lo beijando seu rosto, se posicionando entre as pernas dele e erguendo seus joelhos. — Segure assim, desse jeito. — Mostrou e Aqua obedeceu.

Ele revestiu a mão com lubrificante e tocou gentilmente o ânus de Aquantis, sentindo os músculos ao redor tremerem e seu buraco apertar. Era uma visão bastante tentadora. Estava bem duro e ansioso para entrar nele.

Conforme Trey começou a dedilhá-lo, penetrando um dedo, Aquantis fez uma careta de desconforto. Trey procurou ver todos os sinais de dor e abrandar seus movimentos. Ele nunca tinha feito aquilo com alguém virgem antes, era… praticamente raro encontrar alguém sem qualquer experiência em sexo. Ainda mais nos lugares em que costumava frequentar. Era mais fácil encontrar gente assim em Exórdio.

Não quis nem pensar nisso.

— Você está bem?

Aquantis assentiu, ofegante. Seu pau estava endurecendo de novo e era isso o que Trey queria. Ele beijou o peito de Aquantis, lambeu uma trilha em seu pescoço até a orelha e sussurrou. — Aqui embaixo é tão apertado… olha como suga meus dedos, parece que quer me engolir.

Aquantis envolveu os braços em torno de seus ombros e o puxou mais para perto.

— Faça logo, antes que eu enlouqueça.

Foi inevitável não sorrir.

Trey liberou os dedos e aplicou bastante lubrificante em seu pau, antes de se posicionar e entrar lentamente até a metade. Aquantis enrolou as pernas em torno de sua cintura e o puxou. Naquele único empurrão, Trey entrou completamente e cerrou a mandíbula com força para evitar um alto gemido sair, não tinha conseguido se controlar, droga. Um som estrangulado saiu de Aquantis e sua face estava contorcida com desconforto. Trey permaneceu quieto, sem mover um músculo, esperando que ele se ajustasse.

Os olhos verde-água de Aquantis continham um brilho entre lágrimas não derramadas e suas mãos alisavam as costas de Trey.

— Você é gostoso. — Ele disse baixinho contra seu rosto, beijando sua bochecha. — Pensei que iria doer mais.

— Você está bem? — Isso não era normal, pensou Trey, mas Aquantis assentiu.

— Estou... — Ele acariciava seu rosto. — É você dentro de mim… isso é tão… especial.

Trey nunca tinha dado tanta importância ao sexo antes. Era apenas uma coisa que ele tinha que fazer porque seu corpo implorava por isso, como implorava por alimento. Ele fez tudo o que pode com qualquer um e nunca, nunca pensou que fosse especial.

Exceto que naquele momento sentiu que era sim, muito especial. E que Aquantis era tudo para ele.

Abraçou-o forte, se movendo vagarosamente, beijando onde era possível, seu rosto, suas orelhas, seu pescoço, ombros. Acariciando por toda parte, seus braços, seu peito, provocando seus mamilos. Aquantis enfiou os dedos em seus cabelos, afagando-os conforme o puxava para mais um beijo apaixonado.

Ele era tão incrível. Estar dentro dele era tão gostoso, apertado, molhado e macio, tudo ao mesmo tempo. E seu coração não parava de bater freneticamente, seu corpo estremecendo conforme suas investidas foram se intensificando.

Eles quebraram o beijo para respirar. Os gemidos de seu amante eram os mais doces e lindos que ele já tinha ouvido. Queria tratá-lo com todo o carinho do mundo e todo o seu amor. Queria dar tudo a ele e sua principal tarefa era fazê-lo se sentir bem. Consequentemente, fazer isso também o fez se sentir igual.

Envolveu uma mão ao redor do pênis do Blue, amando como ele reagiu como se desesperado pelo contato. Assistiu-o chegar ao ápice pela segunda vez, o que desencadeou seu próprio orgasmo. Encheu-o e sentiu transbordar como se fizesse séculos que não gozasse. Aquantis virou uma bagunça pegajosa e seu rostinho satisfeito era a coisa mais linda.

Trey deslizou para fora e caiu ao lado dele, puxando-o para os seus braços e beijando sua testa. Foi um momento de contemplação e Trey fez algo que não costumava se importar em fazer, elogiar um amante. Ele naturalmente fez isso com Aquantis, queria beijá-lo por toda parte e sussurrar para ele quão lindo era e o quanto o queria.

Parece que ele estava mais perdido por esse pequeno Blue do que imaginava.

Em tão pouco tempo, Aquantis havia se tornado o seu mundo.

Continua...

Notas finais
Obrigada por ler Lost Blue ♥ Agora vem cá, o que você espera para o próximo capítulo? Quer tentar adivinhar? Estou prestes a postar esta história no Wattpad também, em breve postarei o link por aqui e no face. Beijinhos e até semana que vem!