Lost Blood! Paafekuto Haamonii.
1 Capítulo 1 - Saiba o seu lugar, Megumi.
Notas iniciais
– Você vai ter que dar um fim nisso.
– Não sei do que está falando, Ichigo...
– Você sabe. Consigo ler a sua mente. Não tente me enganar, será pior. — Passou a mão no rosto dela e apertou-lhe o queixo. — Não vou ser piedoso com você, caso não tome alguma atitude, princesa.
Ichigo, um homem com a mesma expressão facial de sempre, cansada e maléfica. Ele saiu andando e deixou a garota sozinha, no quarto escuro, onde a única luz era a da lua, que transparecia pela janela. A garota, se chamava Megumi Oshiota, tinha pele branca como a neve e bochechas coradas em rosa. Seus cabelos, longos e castanhos e olhos claros. Deu alguns passos até a a janela e se pôs a observar a lua, como sempre fazia naquele horário. Não sabia o que fazer, realmente seria uma decisão difícil. Passou segundos, minutos e horas na frente daquela janela, sem movimentar-se, e apenas cobriu a janela com ambas as cortinas quando notou que já era cedo, quatro horas da manhã. Deu três passos e jogou-se na cama, adormecendo (...)
– Já decidiu o que vai fazer, Ichigo? — Perguntou Haruka, a mulher de cabelos negros. — Você não vai jogar toda a responsabilidade em cima dela, não é?
– Quem vai ter que decidir é ela. — Afirmou. — Eu não vou me ocupar com essas bobagens. Não agora.
– Pretende deixar ela resolver tudo sozinha mesmo? Não vai ser tão fácil morder aquele garoto.
– Sim.
Haruka torceu os lábios e fez uma cara de desaprovação. Deu um tapa nas costas de Ichigo, e disse:
– Você que sabe. Só não vá se arrepender depois...
Ichigo ignorou as palavras da morena e se retirou do local, em passos lentos e seguros. Haruka virou-se para a porta ao mesmo tempo que escutou ele a fechar, em um grunhido alto. Passou a mão pelos próprios cabelos e encostou-se na parede gélida, arrepiando-se mas não saindo do local, permanecendo ali e olhando para o teto, pensativa.
O dia amanheceu e a primeira a acordar, foi a garota Oshiota, encostou os pés no chão e esfregou os olhos, levantou-se da cama e saiu do quarto, sem bater a porta. Percorreu todo o corredor até chegar na sala do local, amarrou o cabelo em uma mexa só, com uma fita rosa claro. A sala estava vazia, provavelmente todos estariam dormindo. Sentou-se em uma das cadeiras que ficavam envoltas à mesa e parou ali, observando o local como se o não conhecesse. Mas era a paisagem que ela mais estava acostumada a ver. Escutou algo batendo no vidro e olhou-o assustada, mas percebeu que era o jovem de cabelos castanhos e olhos cristal, sorrindo por vê-la, por trás da janela. Ele acenou e ela acenou de volta, um pouco constrangida. Caminhou até a janela e levantou o vidro, se deparando frente à frente com o garoto.
– Ohayo, Yohei. — Sorriu, tímida.
– Ohayoooo, Megu-chan. Dormiu bem? Parece pálida. Eu ia invadir aqui e te fazer uma surpresa no quarto. — Mostrou o bolo que estava em uma de suas mãos. — Parabéns.
Ela riu, sem jeito, ficando emocionada pelo garoto ter lembrado de seu aniversário.
– Estou bem, Yohei... Uhn... — Olhou para os lados. — Obrigado, mesmo... Por lembrar... E pelo bolo, deve estar bom...
– Bom?! — Disse, indignado. — Está maravilhoso, eu que fiz.
– Etto... — \"Aí é que está o problema\" Pensou. Mas logo deu risada e roubou o bolo da mão dele e o segurou com ambas as mãos. — Vou colocá-lo na mesa e abrir a porta para que você entre.
– Não posso entrar por aqui?
– Não... — Disse, sem muita audácia. Colocando o bolo em cima da mesa e caminhando até a porta. — Vou abrir, já.
Ela girou a maçaneta e a porta se abriu, ficou alguns segundos parada em frente a porta e o garoto entrou logo em seguida, abraçando-a e sendo correspondido com o abraço.
– Vai querer velas para o bolo? Eu não consegui achar... — Disse, desanimado. — Desculpe.
Megumi balançou a cabeça negativamente.
– Não precisa. Já é de bom tamanho o bolo, obrigado, Yohei. — Perguntou enquanto já sentava em uma das cadeiras.
– Não precisa agradecer. Cade o resto do pessoal?
– Estão dormindo...
– Não, não estamos. — Ichigo parecia mais mal humorado do que o normal, ao ver Yohei. — Acho que não é hora pra você estar aqui, não é, garoto?
– Não precisa falar assim com ele, Ichigo, só veio me dar os parabéns... — Disse Megumi, sem graça.
– Isso não interessa. Que ele te dê parabéns outra hora. Saia daqui, garoto.
O mesmo tempo, Yohei olhou para Megumi de modo triste e se retirou do local. Megumi encarou Ichigo e disse:
– Qual é o seu problema?! Ele só veio me dar parabéns! Quer que eu esteja na missão 24hrs por dia? — Disse em tom alto de voz.
– Você só existe pra isso, garota. Espero que saiba o seu lugar... Ele não pode ser seu amiguinho, namoradinho... Seja lá o que for, a sua única missão é aprisioná-lo. Não crie correntes com ele, você entendeu, verme?
Megumi mordeu o lábio inferior ao ouvir as dolorosas palavras de Ichigo, mas resolveu não retrucá-lo. Apenas abaixou a cabeça e saiu do local, deixando as lágrimas escorregarem a sua face com violência e atingindo o chão com rapidez. Ichigo observou a garota sair da sala e apenas ouviu os passos dela, perturbadores, no corredor. Não se atingiu com o sentimento da garota e apenas ficou a observar o céu, como mania.
A garota entrou em seu quarto e fechou a porta, deitando em sua cama com a barriga pra baixo. Choros e soluços escutavam vindo do quarto dela. A porta do quarto da garota abriu e ela olhou para trás, avistando Ichigo, com o seu bolo de aniversário nas mãos. Ele parou, ao ver que ela estava o observando, mas logo voltou a caminhar e colocou o bolo na cama, ao lado do corpo dela. Ela ficou parada por alguns segundos e depois sentou-se na beira da cama, ficando de frente com Ichigo, que agachou a cabeça, aproveitando para dar um beijo na testa da doce garota.
– Só penso no melhor para você. Acredite. Parabéns... — E sumiu.
\"Eu não entendo Ichigo... Ele parece tão indiferente mas pareceu se preocupar comigo agora, realmente... Não sei, eu não sei de mais nada... Ele, sempre está me confundindo.\"
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