Lost Blood
1 The Beginning Despair ( O Desespero Começando )
-Lucy, a diretora está te chamando, ela disse que está relacionado ao seu certificado médico. –Dizia o monitor.
-Já estou indo, deixa eu pegar ele aqui. –Fui em direção à minha carteira e peguei minha bolsa, dentro dela havia muito lixo e estava toda desorganizada, mas consegui encontrar rapidamente o certificado. Saí da sala e atravessei o corredor, depois cheguei no pátio e vi o porteiro conversando com o segurança, bem tanto faz.
Após isso fui para a secretaria e segui para a sala da diretora, dei uma leve batida na porta e esperei seu aviso para que pudesse entrar, a secretária como sempre estava cheia, era desconfortante ficar lá ,logo, a diretora gritou “pode entrar”. Já dentro da sala fui em direção à cadeira e sentei, ela estava digitando no computador, inclinei a cabeça a fim de ver o que era, mas ela virou a tela e me deu um olhar reprovando.
-Bem, vamos ao que interessa, trouxe o certificado médico?
-Sim, está aqui. –Disse enquanto dava o certificado para ela.
-Humm... você está mesmo boa? Não queremos te forçar, além do mais por ter sido um acidente de carro. – Quando escutei as palavras “acidente de carro” olhei fixamente para baixo, eu tinha perdido meus pais e meu irmão mais velho no acidente, como eu estava no carro também fui atingida.
-E-Eu estou bem.
-Então, está tudo certo, pode voltar para sala de aula. – Levantei da cadeira e fui em direção à porta, depois que saí da sala encostei a porta e comecei seguir para a sala.
O acidente aconteceu à 5 meses, em que um caminhão vinha em nossa direção desgovernado, quando ia bater lembro de meus pais virando para trás e dizendo : “Eu amo vocês”, meu irmão se jogou em cima de mim para me proteger e acabou só eu viva. Meu pai e minha mãe morreram na mesma hora, já meu irmão ficou internado em estado grave, ele ficou destruído com o acidente, eu fiquei no mesmo quarto que ele no hospital, mas meu caso era poucos ferimentos graves e a maioria leve.
Toda semana ia ao hospital gente da nossa família, uma vez que eu estava voltando do banheiro e meu irmão estava dormindo, eu escutei a seguinte frase: “Seria melhor que ele morresse logo, ficar sofrendo desse jeito, não vai agüentar muito tempo”, o meu rosto abriu um sorriso e eu entrei no quarto olhando diretamente quem tinha falado:
- “Sabe algo interessante? Ele está assim porque me protegeu, vocês não deviam visitar as pessoas no hospital e dizer coisas desse tipo, vão embora agora! E não voltem mais, mesmo que um de nós entre em estado de emergência, não queremos vocês aqui!” – Quando eu disse isso eu estava furiosa, eles foram embora na mesma hora, depois de três minutos cai no chão e comecei a chorar bastante.
- “Lucy? É você?” – Dizia meu irmão enquanto tirava a máscara de oxigênio, eu levantei e fui correndo para ele, cheguei perto e o abracei. – “Não se culpe Lucy, eu fiz aquilo porque te amo, não se abale”.
“Você escutou?” – Eu falava enquanto ele enxugava minhas lágrimas, ele fez com sim com a cabeça. – “Josh...”
- “Lucy eu não vou te abandonar, não se preocupe, ta bom?” – Dizia com um sorriso de lado. Bem ele em duas semanas depois não agüentou e faleceu.
- Bem, é melhor eu não pensar nisso. – Suspira – Mas o que está acontecendo? – Olho para o lado e quando vejo a portaria, percebo que estava acontecendo algo estranho, parei de andar na mesma hora e fiquei olhando para saber o que era.
- Mas o que está acontecendo? – Virei para o lado para ver quem era. – Será que é uma briga?
-Deve ser, mas não tem porque alguém brigar com o segurança e o porteiro. – Era o Noah, um garoto da minha sala que rotularam como esquisito e anti-social.
- Espera!
- O que? – Disse olhando para ele, ele começou a tremer, eu fui para frente dele e disse: — O que foi? Você está tremendo.
- Aquele cara ele mordeu o segurança! – Me virei para vê se era isso mesmo, o segurança estava sendo devorado, canibalismo! O porteiro foi tirar o segurança do chão enquanto aquele homem devorava seu braço, ele conseguiu arrastar o segurança, mas o braço se desprendeu ficando com o – Isso não é nada bom. – De repente o segurança puxou o porteiro e mordeu seu pescoço.
- O-o que??!! Ele mordeu... –E começou a devorá-lo, não estou entendendo.
- Lucy acho melhor a gente sair daqui, essa coisa pode chegar à gente. – Ele disse me puxando, eu parei e ele fica sem entender. – Anda! Temos que sair daqui, não é hora de parar.
- A Angel está na sala, temos que ir buscar ela!
-Então vamos, rápido. – Disse me puxando para a sala, quando a gente chegou lá Noah abriu a porta e ela bateu com força. – Angel vem! – Todos ficaram sem entender e de repente começaram a rir, eu fui até Angel.
-Angel, sério temos que ir agora. – Ela ficou sem entender, o professor estava reclamando de alguma coisa só que não o dei ouvidos.
- Como assim ?
-Só venha, estava tendo uma briga lá fora e de repente um cara teve um surto de canibalismo, isso começou a ser contagioso.
- Lucy, você e Noah estão vendo muito filme, para de besteira garota. – Dizia Sue.
-Eu não estou falando com vo- Uma voz começou a falar no som de alto-falante da escola.
- Repito, nada de pânico, todos fechem a sala e esperem, não vão para fora das salas. – De repente algo parou o locutor de falar, na mesma hora todos entraram em desespero, peguei a mão da Angel e saímos de lá.
- Noah, você sabe algum lugar seguro que essas coisas não cheguem na gente? – Ele fez que sim com a cabeça e começamos a seguir ele, até uma hora que chegamos no depósito da escola, entramos e ele ligou a luz, logo depois trancou a porta.
- Porque você tem a chave daqui? – Perguntou a Angel.
- Aqui é aconchegante e ninguém fica me perturbando.
-Hum... Gente eu ainda não entendo, o que está acontecendo? – Quando Angel perguntou isso eu e Noah nos olhamos e hesitamos.
-Canibalismo.
- Zumbi. – Noah falou ao mesmo tempo em que eu.
- Claro que não, essas coisas não existem, é só de filmes e jogos. – Discordei.
- É mesmo? Então me explica o que está acontecendo, porque está igualzinho à uma epidemia zumbi. Além do mais, canibalismo não é contagioso ou é possível uma pessoa morta andar, porque o segurança estava morto e mesmo assim agarrou o porteiro.
- Não pode ser isso!
- E-eh, desculpa Lucy, mas eu concordo com o Noah, mesmo parecendo maluquice.
- Angel você não vale, porque também joga jogos de zumbi e vê filmes. – Ela riu sem graça. — Ta, tanto faz, agora como vamos passar por essas coisas?
- Podemos usar essas vassouras e esfregões aqui do depósito, quebramos uma parte deixando uma ponta, o que acha? – Fiz cara que concordei, quebramos a ponta delas e transformamos em uma estaca praticamente.
- Então, em um, dois, TRÊS!
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