Lost Angel
8 Uma breve conversa e um tour pela cidade
Notas iniciais
Pov Austin
—Você?
—Então, será que você poderia sair de cima de mim?
—Ah claro, desculpa...
—Tudo bem. — Fala se levantando.
—Oi, quem é você? – Pergunta o Dez
—E ai, sou Ally Dawson.
—Oi Ally! Sou o Dez, essa é a Trish e esse é o...
—Austin? É, eu já conheço esse indivíduo.
—Hum...
Pov Ally
—Hum...
Então ele faz uma cara maliciosa para nós dois e o Austin fica com vergonha.
—Então, tá frio né... acho melhor eu pegar meu café e ir a uma biblioteca. O que provavelmente vá demorar porque eu quebrei minha perna então é melhor eu ir logo. Até mais pessoal!
—Até Ally... – respondem
Quando estava pra atravessar a rua resolvo chamar um deles:
—Dez!
—Oi?
—Pode vir aqui um instante? Vai ser rapidinho...
Ele fala com os amigos e vem na minha direção.
—Oi moça...
—Diz para o seu amigo que eu vou pensar no papel que ele me deu mais cedo no hospital. E que desejo boa sorte para o tio dele. Vejo vocês por aí...
Então atravesso a rua e entro no Starbucks.
Pov Austin
Então ela coloca seus braços dentro do seu moletom da GAP, dá um sorriso e atravessa a rua. O vento soprando seus cabelos e o clima deixando sua pele um pouco mais clara que o normal a deixam tão bonita. E o jeito desengonçado pela perna quebrada deixa o ar com um pouco de graça também hahaha...
—Acorda aí filho!
— Hum? O que?
—Acorda! Está que nem um bobão olhando para a Ally assim. A garota vai terminar quebrando a outra perna se ficar olhando demais.
—Eu não tava... eu... claro que... Então Dez, o que ela queria? — falo soltando um pigarro.
—Ah... ela desejou boa sorte com o seu tio e disse que talvez aceite o que tinha escrito em um papel. O que isso quer dizer?
Então eles me encaram com uma sobrancelha erguida.
—Eu apenas dei o nome de um fisioterapeuta gente, calminha aí!
—Tudo bem, Está frio. Quiero ir a casa antes de que mi madre me mata.
—De novo com esse espanhol barato, Trish?
De novo não.
—Olha aqui cenourinha podre, eu sou latina! Quer que eu fale o que?
—Nada, quero apenas que fique calada.
—Olha aqui seu...
Pego os dois pela mão e começo a arrastá-los pela rua. Se eu não fizer isso não vamos chegar em casa nunca!
(...)
Pov Ally
É, até que eles não são chatos ou coisa parecida. Ou talvez sejam, não os conheço ainda...
—Olá, bom dia!
—Bom dia, gostaria de fazer o seu pedido?
—Claro. Me vê o número 7 por favor?
—Claro. Mas alguma coisa?
—Hum... me vê um muffin de banana com canela!
—Claro, é pra já...
Sento em uma mesa próxima a janela, com um pouco de dificuldade claro e observo o local.
Computadores no final da sala, uma grande prateleira cheia de livros que eu vou chutar serem de mistério ou aventura. Mesas e cadeiras rústicas que deixam o ambiente mais bonito e... um palco? Tá ai, essa é nova.
—Impressionada com o local? — Fala o funcionário me assustando.
—Oi? Ah, desculpa! Não vi que tinha chegado.
—Tudo bem. Impressionada?
—Estou sim, aqui é bem grande. Mas e o palco?
—Toda sexta, sábado e alguns domingos as pessoas vem para tocar. Sabe, deixar um pouco mais animado!
—Ah sim... legal isso, gostei. – Falo tomando um gole
Fecho os olhos e aprecio minha bebida.
—É nova aqui? digo, na cidade...
—Digamos que sou e não sou... passei muito tempo sem sair de casa por umas coisas, e como bônus eu já ganhei uma perna quebrada.
—Sinto muito hahaha...
—Tudo bem, não dói tanto. Mas qual o seu nome?
—Ah, me desculpa! Meu nome é Trevor... Trevor Jackson!
—Prazer, Ally Dawson.
—Muito prazer Ally.
—Bom, se me permite eu tenho que ir. Tenho um longo caminho a percorrer hoje. Sabe, gosto de espiar os lugares onde moro.
—Tudo bem, até mais! E boa sorte, aqui é bem movimentado. Você sabe... sua perna e tal...
Dou um sorriso e um breve aceno. É legal fazer amigos...
Saio com meu muffin no saquinho e meu café na mão direita.
Olho para o grande parque e flagro duas amigas conversando e rindo.
—Poderia ser a gente, mas você não está mais aqui não é?
Então eu apenas dou meia volta e vou espiar um pouco mais da cidade.
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