Losing my Humanity

19 Cap.18 -- Come to darkness


Notas iniciais
Pessoinhas do meu core,quanto tempo eu não posto dois dias seguidos hein? Só queria agradecer aos comentários, vcs me motivam muuuito a escrever,mesmo que só comentem uma vez ou outra...

Eu não sou tão má. Não a ponto de ser considerada um monstro, certo?!Porque, oras, eu mato pra sobreviver, não por prazer .E só mato que me ataca. Como durante essa madrugada...

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Flash Back on:

Eu estava tentando tirar um cochilo, mas meu estômago roncava tão alto que não me permitia dormir. Tudo bem, eu tinha me prometo sair pra caçar esta noite, mas estava relutante.

“A primeira vez foi só sorte”, eu pensava, “Não posso sair por aí atacado pessoas inocentes na calada da noite, tenho que achar algum tipo de alternativa!”.

Mas simplesmente, não conseguia pensar na tal alternativa. Pensei em atacar o pequeno necrotério da cidade ,mas acreditava que com certeza não acabaria bem ,seria muito arriscado. Pensei em ir até o hospital, pegar um membro amputado antes de ele ser incinerado, mas eu nunca ia conseguir entrar e sair sem ser descoberta.

“Então se não vou comer nada, pelo menos devo me distrair um pouco”.

Saio pela janela do meu quarto, e pulo da sacada. A queda já se tornou familiar pra mim e não sinto mais dor alguma quando caio. Assim que alcanço o calçamento da rua, dou uma arrumada no meu conjunto de moletom e começo a correr, colocando toda minha velocidade à prova. A sensação é ainda mais gostosa que durante o dia. Agora me sinto mais livre, com o vento frio que bate contra meu rosto, o impacto dos pés no chão gelado, a pequena névoa que sai da minha boca quando expiro.

Percorro três quarteirões em muito pouco tempo, talvez uns dez minutos. Chegando aos fundos de um pequeno restaurante italiano que já havia fechado, começo a desacelerar, e olho pros céus estrelados ,me sentindo pequena em comparação com a imensidão. Minha mente vagueia e me lembra do que Parrish me disse mais cedo:

“Sei que somos apenas conhecidos, mas pode conversar comigo se quiser. Um amigo nunca é demais, não é?”

Eu sabia que ele tinha razão. Não só na parte de eu querer conversar com ele e me aproximar, mas também o que ele disse sobre amigos. Eu precisava dos meus amigos, e eles precisavam de mim. Eu sentia falta de nossos momentos juntos, e principalmente de poder confiar em alguém.

Suspiro por um momento, e observo as formas que minha respiração tomam na noite escura. Durante alguns minutos, fico apenas encarando o nada, sem pensamentos definidos, enquanto massageio os dedos das mãos. Sinto uma mão agarrar meu ombro, e me viro bruscamente.

A figura que me encara é da minha estatura, e tem olhos azuis brilhantes escondidos por uma mascara de hallowen. Tenho certeza que é uma mulher, apesar de suas curvas estarem bem escondidas debaixo de um casaco masculino bem folgado. Ela tem os olhos bem abertos ,e segura um canivete na direção da minha barriga.

─ Passa tudo! ─ ela diz numa voz abafada enquanto aproxima mais o projétil do meu corpo.

─Calminha aí─ digo, com as mãos pra cima, respirando devagar ─ Não tenho nada comigo.

─ Mentira!─ ela fala, alterada ─ Passa tudo! Anda!

─ Mas eu já disse, não tenho nada!

A garota grunhe e tenta me acertar. Desvio rápido o movimento e dou um soco forte em seu rosto, que faz sua mascara amassada cair, revelando uma aparência selvagem, provavelmente drogada , de uma garota não muito mais velha que eu.

Ela tenta correr quando se recupera, mas eu a seguro, e deixo minha raiva tomar conta. Começo chutando suas pernas até que ela caia, e então, me abaixo e soco seu rosto, até seus olhos incharem. Ela tenta desviar e revida alguns golpes, mas eu prevaleço.

Quando vou dar o golpe final, na direção de seu pescoço, a garota começa a chorar, e implora:

─ Não, por favor, não!

Imagino que essas devem ter sido as últimas palavras de muitas pessoas, talvez até mesmo de Carter. O pensamento me para, fazendo com que eu levante e coloque a garota de pé. Ela põe a mão na direção das costelas, e percebo eu fiz um grande estrago. Ela chora, com a cabeça baixa, e eu devolvo seu canivete, dizendo:

─ Isso é uma ferramenta! Agora, fuja, e nunca mais faça algo parecido.

A garota me olha confusa, mas pega o canivete e se vira, pra começar a caminhar. Mas ela parece mudar de ideia, e se volta pra mim, tentando me acertar mais uma vez com o canivete.

Dessa vez ela consegue, me atingindo no ombro, e depois no peito. Demoro pra reagir por conta da surpresa ,e da dor que invade meu corpo, mas agarro sua mão, e a viro ,fazendo com que ela se espete com a própria arma .A facada é bem no pescoço, e sangue começa a jorrar imediatamente.

O cheiro é tão bom, que colo minha boca no ferimento, sugando o líquido quente, enquanto a garota agoniza em meus braços. Quando ela finalmente para de se mexer, chamo meus dentes afiados, que respondem imediatamente , e começo a comer .Sempre evitando o rosto, eu rasgo o que outrora foram as roupas dela, e me farto completamente ,fazendo ruídos e gemendo de satisfação.

Quando termino ,percebo que há sangue por toda parte ,sem falar dos restos mortais da garota. Vou ate a lata de lixo mais próxima, e fico remexendo, até encontrar um saco mais vazio. Despejo seu conteúdo na lata, e coloco os restos dentro do saco. No fundo da loja convenientemente tem uma torneira, que uso pra pegar e lavar o chão sujo o máximo que posso. Depois, faço meu caminho ate a floresta e enterro o saco o mais fundo que consigo. Dessa vez, não enterro minhas roupas junto.

Volto pra casa, andando devagar, e lavo minhas roupas no porão, tentando ao máximo não fazer barulho. Depois, volto a meu quarto, tomo um banho quente e me deito, ainda enrolada na toalha.

Flash Back off.

...

Agora, estou tentando me convencer de que não sou uma má pessoa. Se eu realmente fosse, será que eu seria capaz de fazer amigos? Ou será que eu seria uma boa filha?

Eu não matei Carter. Apesar do que aconteceu comigo, não fui eu que trouxe o fim à sua vida. E mesmo assim, me sinto culpada todos os minutos de todos os dias.

Mas quanto á garota de hoje, ou o cara da primeira vez, isso foi diferente, certo?! Eles me atacaram, iam me fazer mal, e eu só me defendi. E mesmo antes , eu havia dado uma chance da garota ir embora, não dei?!

─ Eu não sou tão má ─ repetia pra mim mesma num tom baixo, apertando minhas têmporas.

Pego no sono desse jeito, e o pesadelo começa.

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Dream on:

Estou num lugar escuro, onde não consigo enxergar nada ─ Nenhum feixe de luz, nem minhas próprias mãos, apenas a completa escuridão. De repente vozes sinistras começam a sussurrar, e parecem vir de todas as direções.

“Venha, venha, venha, venha”.

─ Quem está aí?! ─ grito, com voz tremula.

“Venha Julie, venha!”

─Onde? Pra onde? Onde vocês estão? ─pergunto, sentindo o coração disparado, e a respiração agitada.

”Venha pequena luz

Venha até a escuridão

Na sombra da noite, viremos procurar por você

Venha, pequena luz

Venha até a escuridão

Até aqueles encarregados de levar a cabo

Estamos te chamando

Estamos indo te buscar”

Começo a chorar, e levo as mãos aos ouvidos,tentando abafar as vozes,mas elas falam mais alto,e um ar quente preenche minhas orelhas

“Venha, pequeno cordeiro

Venha até a água

Doe-se para que possamos viver renovados

Venha, pequeno cordeiro

Venha até o abate

Até aqueles encarregados de levar isso a cabo

Estamos te chamando

Estamos indo te buscar”

─Não! Não! ─ tento gritar, mas minha voz sai baixa e esganiçada. Sinto corpos se aproximarem de mim ,tocando em minha pele, com mãos ásperas e macias, que acariciam meu cabelo , e passam os dedos pelos meus lábios ─ Se afastem!

Tento me transformar ,mas aparentemente no sonho eu sou só a Julie humana .As vozes continuam:

“Venha, pequeno cordeiro

Venha até a água

Até os braços que aguardam somente por você

Venha, pequeno cordeiro

Venha até o abate

Até aqueles encarregados de levar isso a cabo

Estamos te chamando

Estamos indo te buscar

Estamos indo te buscar

Estamos indo te buscar”

Choro sem parar, desorientada, querendo me agachar e ficar encolhida até as vozes se calarem, mas estou imóvel. Sinto lábios se aproximarem da minha orelha esquerda ,e logo depois sinto uma leve mordida na mesma .Meu corpo se tenciona, e imediatamente ouço um grito, tão alto quanto de uma banshee.

Dream off

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Acordo com lágrimas encharcando meu rosto, e estou agarrada ao colchão. Tento me controlar ,mas por muito tempo não obtenho resultado.

Depois de algum tempo lembrando das vozes, eu chego à conclusão:

“Não preciso ir até a escuridão .Já estou nela”.

Notas finais
E aí, gostaram? Tenho que dizer que, pessoalmente eu aaaamo escrever as cenas mais violentas,tipo quando ela se morde,ou sai pra caçar,mas não faço muitas cenas assim pq acho q ia ficar meio nojento e sem sentido, o q vcs acham? eu tbm tô tentando tirar mais o drama da histórria,mas fica meio difícil,se tratando de uma fic de TW. e ñ se preocupem,os personagens da serie vão aparecer logo :3 PS: o que as vozes ficam falando, são partes de uma música, essa aqui ó http://www.vagalume.com.br/maroon-5/come-away-to-the-water-feat-rozzi-crane-traducao.html