Losing my Humanity

25 Cap. 24 — It's not a date


Notas iniciais
Oi povo lindo do meu coração!! Deixe-me pedir desculpas pela demora pra postar, encarei um bloqueio criativo muito divertido ~sqn ~ e tive zilhoes de ideias para fanfics,mas pra essa ue é bom, nada nada. E uando eu parava pra escrever tava ficando ó uma coisa linda ¬¬ E aí que terminou aindo isso aí, se decepcionei vcs sinto uito, vou tentar compensar no proximo cap :*

Encaro o copo de café parcialmente cheio à minha frente. Estou tentando me concentrar no ensaio sore a segunda guerra mundial que tenho de entregar até sexta, mas apenas não consigo. Por pouco não contei a Stiles toda à verdade, e agora as hipóteses e a culpa ficam me seguindo por todo lugar que vou. Acho que libertei a Julie Consciência.

***

Flash Back on:

— Pode guardar um segredo?

Stiles franze as sobrancelhas e inclina a cabeça levemente para a esquerda, como ele costuma fazer quando está confuso e/ou curioso.

─ É ─ ele se senta perto de mim, permitindo que se hálito cheirando a cupcakes de baunilha chegue até meu nariz ─ Julie, vamos lá, sabe que pode confiar em mim.

─ Eu sei. É só... ─ minha voz falha. Será que ele ainda olharia pra mim desse jeito se lhe contasse a verdade? Conhecendo bem Stiles, eu diria que é capaz de ele ainda ser compreensivo, me consolar, tentar achar uma solução. Mas não tenho certeza sobre os outros, nem sobre mi mesma. Talvez contando para alguém, meus crimes se tornariam mais reais, impossíveis de esquecer, sem falar que eu teria de lidar com as consequências de meus atos. Apenas não posso, não hoje.

─ Ei, está tudo bem. ─ ele garante ─ Sabe que não vou te julgar.

─ É só que eu pareço estar bem, tentando animar todo mundo, distribuindo conselhos, mas ─ luto contra o nó que se forma em minha garganta ─ não estou bem, não estou nem perto disso.

Stiles me lança um olhar gentil, mas percebo que ele não entende o que estou dizendo.

─ Quero dizer ─ continuo, encarando minhas mãos ─ A cabana na floresta, meu sequestro. Todo o tempo que fiquei presa, apenas dormindo e esperando o pior. O rapaz que estava comigo foi morto, e o quão perto eu mesma estive de morrer? Sei que todos têm seus problemas, mas se eu fechar os olhos e deixar a mente vaguear apenas um pouco, ainda posso ver os rostos.

─ Que rostos? ─ ele pergunta, tão baixo que quase posso sentir sua vergonha por estar curioso.

─ Carter, o rapaz que ficou comigo, o cara que nos sequestrou... ─ “O homem do beco, a garota do canivete, Allison, Aiden”, penso, mas não menciono.

Ficamos em silencio por um bom tempo, olhando para o nada. Penso que há muito mais que quero dizer, mas continuo calada. Stiles está se esforçando para me dizer algo confortante, mas o impeço antes mesmo de tentar.

─ Obrigada por me escutar, mas não precisa dizer nada. Eu só precisava desabafar.

─ Mas sinto eu devia te dizer alguma coisa, pra te fazer sentir melhor ─ ele põe a mão em meu ombro.

─ Não acho que essa “coisa” exista, pelo menos não no momento.

Nos entreolhamos e eu suspiro pesadamente, me sentindo culpada por ter deixado o ambiente mais deprimente do que já estava. Sorrio fracamente, e tentando parecer descontraída, digo:

─ Sem drama.

Flash back off .

***

Meus pensamentos são interrompidos pela chegada de Parrish, que sorri abertamente e tira qualquer concentração que eu poderia ter.

─ Senhorita Starter ─ ele se senta ao meu lado e se inclina em minha direção, depositado um beijo em minha bochecha.

─Oi ─ respondo, sentindo o estomago gelar ao toque breve ─ Tudo bem?

─ Claro, melhor impossível. Exceto talvez que, como primeiro encontro eu tinha em mente um lugar melhor que um café da esquina.

─ Isso não é um encontro ─ digo, tentando soar fria e objetiva, mas falhando grandemente.

─ Ótimo! ─ ele responde, parecendo um pouco surpreso ─ Então deixe que eu te leve em um, um de verdade, com restaurante e cinema.

A ideia faz meu coração acelerar, e me obriga a controlar minha respiração. Mas quando meus olhos se encontram com o verde encantador dos dele, tudo que consigo pensar é que ele é um policial, e eu uma assassina.

Ainda que por necessidade, eu matei pessoas, e meu corpo continua a pedir por mais. O café que tenho nas mãos é apenas um disfarce, e é impossível não pensar no efeito que a verdade poderia causar nele, se ele a soubesse.

─ Não posso ─ respondo, lutando contra todas as minhas vontades.

─ Por que não? ─ ele parece confuso

─ Você não me conhece, Parrish. Minha vida é complicada demais, eu sou problemática demais. Quero dizer, seria muito legal se nós... Não importa, e eu sinto muito, mas não dá.

Ele desvia o olhar por um momento, e pergunta:

─ Então se arrepende do que aconteceu?

─ Não, eu... ─ encaro meu copo, sentindo o calor do café em minhas mãos ─ Eu só não quero te magoar.

─ Eu deveria poder escolher, não? ─ ele toca minha mão direita, fazendo com que eu volte a encara-lo ─ Vamos sair, e se você for tão horrível como diz ser, então eu mesmo saio correndo e nunca mais vai me ver.

Rio, sentindo um arrepio correr pela nuca. Não posso dizer não sem o aborrecer, e me partiria o coração afasta-lo. Queria poder dizer todos os motivos pelos quase não deveríamos nos aproximar, mas só consigo pensar em como eu o quero por perto.

─ Está bem então, tentei te avisar. ─ digo suspirando e sorrindo por fim ─ O que você tem em mente?

Parrish sorri, e chega mais perto, acertando todos os detalhes do nosso primeiro encontro.

***

─ Lydia, preciso de orientação. ─ digo, me encostando junto a seu armário.

─ A sala da orientadora é virando o corredor, à esquerda.

─ Estou falando sério. Por favor!

─ Está bem ─ ela se vira em minha direção ─ Em que posso ajudar?

─ Bem ─ começo, surpresa por não precisar de argumentos ─ Tem esse cara e...

─ Não ─ ela me interrompe, pondo a mão direita quase sobre meus lábios ─ Não vou te dar conselhos românticos. Você sabe que os últimos dois caras que eu namorei morreram, certo?

─ O que? ─ tento me fazer de desentendida, me sentindo culpada por um momento ─ Não ia te pedir um conselho.

Ela me encara, sobrancelhas arqueadas em deboche, lábios apertados um contra o outro, as mãos dispostas sobre a cintura.

─ Tudo bem, eu ia te pedir um conselho.

─ Foi o que eu pensei ─ ela responde, fechando a porta do armário e começando a andar pelo corredor lotado.

─ Tudo bem, então me dê um conselho de moda ─ corro até ela e me ponho em sua frente, fazendo uma cara de súplica.

─ Está bem, está na cara que disso você precisa muito.

Notas finais
Diz aí, eu trollei ou não vcs? Ces acharam que Julie ia contar pro Stiles né? muhahahahah , sou má mesmo u-u até mais amores :*