Losing my Humanity

12 Cap. 11 — Demons


Notas iniciais
Oi pessoas... Então, dei piti, chilique, chamem como quiserem... excluí o antigo cap.,postei esse no lugar, blz? se liguem nas notas finais pfvr

Dizem que é o que você faz
Eu digo que depende do destino
Está enrolada na minha alma
Tenho que deixar você ir
Seus olhos, eles brilham tanto
Quero guardar esta luz
Não posso fugir agora
A menos que você me mostre como

Quando você sentir o meu calor
Olhe nos meu olhos
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem
Não se aproxime muito
É escuro aqui dentro
É onde meus demônios se escondem
É onde meus demônios se escondem

Mando uma mensagem pra Stiles perguntando se está tudo bem. Não recebo nenhuma resposta, e não faço ideia do que posso fazer.Me sinto de volta ao primeiro ano: sem saber de nada que vinha acontecendo com eles.Eu tento não manter ressentimentos sobre o fato de meus dois melhores amigos terem escondido de mim o maior segredo que eu poderia imaginar.Mas no fundo, eu me sentia sim excluída, e tentava desde então ser participativa na resolução de todos os seus problemas, em parte pra mostrar que eles podiam confiar em mim, em parte, porque eu queria me sentir útil.

Mas eu já nem sei mais se posso eu mesma confiar em alguém. Não que o mundo tivesse mudado de alguma forma, mas eu estava mudando. Caminhando pra casa, com a perna latejando, eu fico pensando em como eu posso ter me tornado uma wendigo em potencial. Não faz sentido, por que nas lendas , tanto do Dr. Deaton quanto as da internet dizem que você precisa perpetuar rituais canibais por algum tempo antes de você se tornar o monstro. E tudo que eu havia recebido foi uma mordida. Uma puta mordida na perna, mas ainda sim, apenas uma mordida.

Penso um pouco em como as coisas foram com Scott. Eu também pesquisei na internet sobre ele, mas 90% das pesquisas eram besteiras inúteis, e eu aprendi que não dá pra saber tudo sobre lobisomens, principalmente ,só se informando pela internet.Então eu acredito que a mordida tenha sim sido a forma daquele desgraçado ter passado sua maldição pra mim.

Eu entro em casa, sentindo minha respiração rápida, feroz, carregada de ódio. Eu tento me controlar, mas sinto que se qualquer coisa viva aparecer na minha frente agora, eu posso estraçalha-lo sem problemas de consciência.Largo minha jaqueta no chão ,e subo as escadas quase correndo, o que faz minha perna vacilar, me fazendo cair.Bato o rosto no chão e urro,mas de raiva que de dor.Soco e chuto os degraus, como se eu pudesse me vingar deles de alguma forma.Minha visão fica diferente, como se eu pudesse enxergar mais longe, de forma mais detalhada.Percebo todos os detalhes na madeira, da poeira do chão e até posso ver pequenas marcas dos meus socos.Não sinto necessidade de piscar, e continuo desferindo socos e chutes, no corrimão, nas paredes, na porta do meu quarto.

Entro no cômodo, e começo a tirar a roupa, ficando apenas de roupa íntima. Arranco a camisa tão violentamente que ela rasga na manga esquerda. Atiro os tênis contra a porta do meu banheiro.Minha garganta esta abafando um grito profundo de agonia.Minha cabeça lateja e eu puxo os cobertores da cama para cima de mim.Estou me balançando pra frente e pra trás de uma forma doentia,com os cobertores pressionados contra meu rosto. Levanto-me, usando a cama como apoio, e encaro o espelho da minha penteadeira, no lado oposto do quarto.

Encaro meus olhos por um momento.

Estão brancos, completamente brancos, e meu rosto fica assustador. Sinto minha gengiva se cortando por dentro, e percebo duas fileiras de dentes afiados crescerem em minha boca. Eles são muito afiados, com uma cor meio dourada, e sinto gosto de sangue na boca, devido aos cortes feitos pelos mesmos. Minha respiração é rápida e faz um ruído estranho.Me encarar daquele jeito no espelho é assustador.Tento voltar ao normal, me concentrando um tempo nas minhas feições humanas, mas não parece funcionar a princípio.

Tento fechar a boca, mas os grandes dentes afiados me impedem. Fecho meus olhos, e os aperto, numa tentativa ineficiente de fazê-los retornar a sua forma normal. Finalmente, num ato de desespero, cravo os dentes em meu próprio braço. O gosto do sangue e a dor lacerante que invadem meu corpo me fazem relaxar.

Sinto meus dentes se retraindo, deixando apenas uma fileira de dentes humanos normais em minha gengiva. Encaro-me no espelho: sou a Julie novamente.

Observo o sangue que se espalha pelo meu braço pálido. Começo a lambê-lo violentamente e não evito soltar um gemido . O gosto é reconfortante e a dor chega a ser gostosa.Com o braço ainda na boca, entro no banheiro, e com a luz apagada eu termino de tirar a roupa.Continuo forçando a saída de sangue no meu branco e espalho o líquido vermelho pelo meu corpo. Começo a passar a mão entre os fios do meu cabelo, e arranco alguns tufos, o que desperta uma dor incrivelmente prazerosa, os gemidos saem da minha garganta inevitavelmente. Entro na minha apertada banheira e continuo sugando o sangue que agora, está coagulando no meu braço. Meus olhos se reviram e me sinto excitada.Minhas mãos estão cobertas com meu sangue, fico passando os dedos em meu cabelo, dando pequenos puxões, que me fazem contorcer no apertado espaço.Eu poderia continuar a fazer isso o dia todo,mas uma voz me traz de volta á realidade.

— Julie?! — ouço minha mãe chamar, provavelmente subindo as escadas.

Entro em pânico e me levanto num salto, correndo e trancando a porta do banheiro. Ela bate na porta do meu quarto , e logo depois, ouço seu passos.

— Está tudo bem filha?— percebo seu tom preocupado, e com um pigarro, eu respondo:

— Oi mãe, tô tomando banho — digo, ligando o chuveiro e começando a esfregar meu rosto violentamente.

— O que aconteceu com seu quarto? — ela pergunta, seu tom de voz transparecendo confusão e preocupação.

— Eu tive um pesadelo, acordei no chão.Desculpe, vou arrumar tudo — grito de volta e por um momento, não obtenho resposta.

— Você tem certeza que está bem?— ela pergunta no mesmo tom anterior — Sabe que pode me contar qualquer coisa, não sabe?

Eu engulo em seco. É claro que não posso contar qualquer coisa.No mínimo ela ia surtar, e me colocar numa instituição mental .Esfregando o sabonete contra minha pele manchada eu grito de volta:

— Tudo bem comigo mãe. Sério mesmo...

—Ok, eu vou descer e pedir o jantar, você quer alguma coisa em especial? — ela pergunta em meio a um suspiro

“Eu adoraria devorar o entregador”, penso, mas respondo:

— Pizza, por favor.

Ela não diz nada, apenas ouço seus passos pra fora do meu quarto. Lavo meu cabelo, sentindo a carne viva nos lugares que arranquei os pequenos montes de cabelo,mas a dor ainda não me incomoda, apesar de não me proporcionar mais prazer.Termino de tomar banho e me enrolo na toalha. Percebo como a situação do meu braço está feia, mas parece que ele está se curando. Fico perplexa ao notar o quão rápido a vermelhidão dos cortes vão desaparecendo.Também noto, que estou com menos fome.Ainda uma pequena queimação no fundo do estômago,mas suportável.

Por algum motivo, a voz do Dr. Deaton vem à minha mente, e posso quase escutá-lo com clareza.

“Após perpetuar atos canibais por muito tempo, acaba se tornando este monstro...”.

Eu não entendo muito bem o que acabei de fazer, mas tenho certeza que foi uma ato canibal... Estou me tornando um wendigo, e acredito que não posso controlar .

Notas finais
o texto é um trecho da musica demons do imagine dragons ................................ Ó gente, eu ia deletar a história pq eu achei realmente que ñ tinha ngm acompanhando,mas viu que vcs sabem escrever quando querem?! hehehehe brincadeirinha. Agora sério, relaxem que ñ vou ficar fazendo essas chantagens o tempo todo ñ flw? Agora que eu sei que tem gente lendo, eu vou tentar continuar a história ESpero que tenham gostado do cap :*