Losing Grip
21 Sozinha no castelo.
Notas iniciais
P.O.V – Elsa
Já haviam se passado duas semanas desde que Jack e eu começamos a namorar. Ele é o namorado mais fofo do mundo! Hoje ele havia saído novamente para o Polo, me disse algo sobre Pitch estar começando a atacar, perguntei se podia ir com ele, talvez eu pudesse ajudar. A resposta? Um não bem lindo e um beijo na testa, depois disso ele saiu voando porta a fora.
Olaf e Marshmallow tinha tirado o dia para visitar Arendell e Kristoff. Não pensei duas vezes em recusar e dizer que estava com dor de cabeça. Só voltaria a Arendell com Jack, para que um dia, eu reassumisse meu trono.
Olaf havia deixado comida pronta, e como já estava chegando a hora do almoço, subi tomei um belo de um banho e sentei-me a frente da penteadeira. Meus cabelos agora estavam quase totalmente platinados, e os olhos agora eram azuis com traços cinza. Prendi o cabelo em uma trança embutida, peguei o primeiro vestido preto que vi, e desci para almoçar.
Era realmente estranho comer sozinha, geralmente Jack e Olaf estão rindo e Marshmallow reclamando de ser excluído das guerras de neve.
O dia passou devagar, Jack não havia voltado ainda, mas tinha pedido para o vento me avisar que estava bem, e estava com os guardiões atrás de Pitch.
Logo havia escurecido e o tempo lá fora estava agitado, uma tempestade de neve se formava, criando pequenos redemoinhos de flocos de neve. Tentei fazer parar, mas não conseguia.
Andando pelo castelo ouvi uma risada fina, passando por trás de mim, e depois um sussurro. Respirei fundo, não teria mais pesadelos daquele tipo, embora nem me lembrasse de ter pego no sono. Então uma sombra passou rapidamente pra minha direita. Desci agitada para o salão principal. E então novamente a risada.
– Quem está ai!? – Perguntei inutilmente. – Mostre-se!
Mais risadas, a sombra estava no teto, parada olhando para mim. E então, nas minhas costas ouvi o barulho de uma besta sendo carregada. Virei-me rapidamente de costas, e criei uma parede de gelo impedindo da flecha me atingir na altura do estomago.
Mais risadas e sussurros. E então a sombra moveu-se rapidamente para a parede da direita.
– Você errou Elsa. Errou feio. Você devia continuar sentindo medo. O medo não é seu inimigo Elsa. – Não conseguia identificar a voz, ela estava distorcida.
A sombra moveu-se mais devagar, e eu pude ver, um par de asas, asas batendo muito rapidamente.
– Eu que errei? Você que veio no meu castelo, me ameaçar… Fada. – Eu disse observando a sobra que parou bruscamente seu trajeto.
– Ora, parece que alguém descobriu meu disfarce. – Fada disse saindo da sombra e se materializando perto do teto. – Eu cheguei primeiro Elsa, tenho mais direito a ele que você!
Ao dizer isso Fada fez um movimento com a mão direita e a besta apareceu em sua mão, mas ela estava diferente, parecia ser feita com uma areia negra.
– Já que você não vai sair do meu caminho querida, eu mesma te tiro! – Ela disse alto fazendo sua voz ecoar pelo salão vazio.
– É o que veremos… Querida. – Eu não podia acreditar que estava fazendo aquilo, sempre fui contra usar meus poderes para machucar, mas Fada estava me dando nos nervos há certo tempo.
Então a besta se carregara sozinha e Fada voara rapidamente de um lado para o outro não me deixando ter uma boa mira sobre ela. Logo estava nevando na sala, e a tempestade lá fora parecia invadir o salão, já que ela gostava tanto de ficar no ar, vamos fazê-la brincar com o ar.
Uma rajada de vento muito forte fez Fada voar em direção à parede esquerda. Senti meus olhos arderem como no dia em que eles ficaram cinza, Fada estava presa contra a parede, a pressão do vento não a deixava sair.
Senti meu sangue esquentar, olhei para Fada com ódio, um sentimento que, segundo Jack, eu não deveria sentir nunca mais. Mas aquele sentimento não vinha de mim, não fluía em mim, e sim em meus poderes.
– O que vai fazer agora Rainha do Gelo? Matar-me?! – Fada debochava.
– Seria fácil de mais. – Eu disse esboçando um sorriso, o que a fez berrarde raiva.
– Você atrapalhou meus planos! – Fada tentava levantar a besta. – Não era para ser assim! Maldita hora que você apareceu!
E então ela atirou contra mim, em um minuto de distração fiz a pressão do ar diminuir o suficiente para que Fada viesse em minha direção. Os ventos dentro do castelo estavam muito fortes, porem aquilo nunca havia me incomodando.
Fada lançou-se em minha direção gritando, mas bem nessa hora meus poderes saíram do controle a uma parede de gelo se formou entre nós duas, porem a parede estava cheia de pontas afiadas de gelo. E assim que Fada bateu nas pontas, ela se desfez em pó negro.
Cai cansada, meus poderes estavam ah mil, sentei-me no chão, abraçada com os joelhos, não conseguia processar o que havia acontecido ali. Só sabia que algo estava errado.
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