Losing Grip
32 Eu consigo!
Notas iniciais
P.O.V – Elsa
Assim que Jack caiu, notei que sua respiração estava calma, quase imperceptível, respirei fundo e me virei para Norte, que me olhava severo.
– Vai ficar tudo bem Norte, confie em mim… — Eu disse ao parar na sua frente.
– Eu confio Elsa… E espero que o que você planeja dê certo. – Norte disse apenas movendo os lábios, sem emitir som algum.
Saber que alguém confiava em mim me deu esperança. Sorri de canto e encostei minha mão em seu rosto, vi os olhos de Norte se revirar e ele caiu em um sofá.
– Nós te ajudamos! E é assim que você agradece?! – Fada berrava me olhando como sempre me olhou, mas agora ela tinha motivos.
– Cale a boca. – Pitch disse, e como seu poder estava no máximo pude ver os olhos de Fada brilhar com medo, e então a mesma se calou.
Aproximei-me de Coelhão e o mesmo já se adiantou.
– Espero que saiba o que estava fazendo Elsa.
– Eu também… — Disse num tom de voz baixo e em seguida coloquei Coelhão deitado em uma poltrona de veludo vermelha.
– Você vai me entender Fada… — Eu disse e antes que a mesma pudesse ofender-me encostei minha mão em seu pulso e ela caiu deitada. – Pronto Pitch. – Eu disse me aproximando dele por trás.
– Eu sabia que você faria a escolha certa pequena, eu tinha certeza… — Ele disse ainda observando o globo. – Hoje à noite te farei livre, mas antes, deixe-me aproveitar um mundo sem nenhum guardião.
Elsa olhou para trás, seus amigos e seu namorado estavam todos deitados, brancos como a neve, seus rostos não imitiam qualquer traço de vida e aparentavam não estar respirando. Elsa respirou fundo, ela iria acabar com Pitch, do jeito dela e sozinha, mas iria.
P.O.V. – Jack
Como ela pode fazer aquilo? Mata-lo daquele modo? Depois de tudo! Olhei em volta, era tudo preto, não havia luz, nem som, e eu estava ficando louco ali dentro. Muito raramente dava para ouvir a risada de Elsa ecoar em algum lugar muito longe.
– Eu vou enlouquecer! – Berrei e minha voz ecoou. – Se eu morri porque estou aqui?!
– Porque você não morreu… — Uma voz ecoou atrás de mim.
– Anna? – Perguntei ao ver os cabelos castanhos avermelhados e logo depois os olhos azuis.
– Olá Jack. – Ela disse e sorriu, usava um vestido branco bem simples e estava descalça.
– Olá Anna… Você disse que eu… Que eu não morri, mas… Sem ofensas… Se eu não morri o que você esta fazendo aqui? – Perguntei meio sem jeito e ela riu, uma risada contagiante como a de Elsa, porem bem diferente.
– Vim apenas te avisar que você não está morto, Elsa não matou nenhum de vocês e nem nunca mataria… — Ela respirou fundo e então começou a irradiar luz.
Quando não pude mais olhar coloquei os braços na frente dos olhos na esperança de tapar a forte luz que saia de Anna.
– Pode abrir os olhos, bobinho. – Anna disse com um ar brincalhão.
Quando abri os olhos eu estava ao lado de uma grande arvore no topo de uma colina, a grama era de um verde intenso e bonito, a árvore tinha um tronco escuro que se estendia dividindo-se em galhos bem altos com folhas verdes também escuras. Mais ao longe varias flores amarelas dançavam com a brisa, o céu extremamente azul com poucas nuvens brancas me lembrava de velhos tempos, quando eu não era guardião.
– Amostra grátis do paraíso? – Perguntei me sentando.
– Há há. Nem de longe. – Ela disse sentando-se ao meu lado. – Seu machucado não dói mais não é?
Apenas quando ela me lembrou do machucado que eu lembrei que ele existia.
– Não…
– Elsa é esperta… Acredite nela Jack… Ela sabe o que está fazendo.
P.O.V – Elsa
Eu estava em um quarto ainda no Polo, não acreditava no que estava prestes a fazer, se algo desse errado… Eu estaria frita, assim como Jack e todos os outros.
– Respire fundo Elsa. Você pode por um fim nisso. – Eu disse olhando-me no espelho.
Usando magia mudei meu vestido para um preto antigo, destaque meus olhos cinza com um delineador preto, mudei a cor dos meus cabelos para o preto, de algum jeito havia conseguido controlar a mudança. Pitch me pediu para jantar com ele, comemorar a vitoria, e depois do jantar ele me daria o que prometeu.
– Senhorita Elsa? – Alguém bateu na porta.
– Diga. – Respondi fria, como costumava a fazer quando Anna batia em minha porta.
– O jantar… Está servido. – Pude sentir uma pontada de medo na voz de quem quer que seja.
– Já vou. – Me virei para o espelho novamente. – Eu consigo, por Anna, por Jack… Por mim.
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