Lose Control
2 Taking Control
Notas iniciais
Imagens dela invadem meus pensamentos, sei que a matei, sei que não me arrependi, mas ela era minha Julieta, apesar de tudo, fomos feitos um para o outro.
Toda noite em que sento na sala, que costumava ser nossa, eu sinto sua presença e vejo seus contornos na parede.
- Ah Deus, como sinto sua falta — murmuro para o nada e vejo seus contornos tremularem. Ela some, mas logo está ali outra vez, — Será possível abraçar uma sombra ou beijar uma silhueta?
O som do nada me perturba, o silêncio é constrangedor.
- Estou acreditando em fantasmas ou será que estou fazendo pedidos impossíveis a uma estrela qualquer? Por que não posso estar junto de você, meu amor? Por que desejo tanto você aqui junto de mim? Eu sei que está aqui, consigo sentir seus olhos duvidosos tocando minha pele. — digo para as paredes.
Acho que estou enlouquecendo. Os flashes sobre o homicídio de minha amada invadem minha cabeça, Sinto a faca cortando sua pele, ouço seus sussurros dizendo que me ama apesar de tudo, que iriamos nos encontrar novamente, vejo o choque e o amor em seus olhos, ouço suas últimas palavras que diziam que me amava, vejo o sangue. Uma lágrima escorre de meus olhos e luto para afastar as lembranças.
- Como seria se a morte e o amor se abraçassem?
Então peguei minha arma, coloquei uma única bala no tambor. Faço isso todas as noites nas quais não consigo suportar meu passado. Giro o tambor, preparo a arma e coloco-a em minha têmpora.
- I love you — eu canto — and you are crushing my heart, I need you, please, take me into your arms.
E aperto o gatilho. Ouço minha Julieta continuando a música com sua voz doce e delicada.
- When love and death embrace.
- Por que você não me deixa morrer? Por que você sempre impede que a bala saia dessa arma e estoure meus miolos? Deixe-me estar junto de você. Deixe a morte me abençoar. Eu te amo. Oh Deus, o quanto eu te amo. Eu me arrependo de ter tirado sua vida. Apenas deixe-me morrer! — Eu gritava com a arma apontada para minha cabeça. — Todos merecem perdão, por favor, me perdoe — eu estava chorando. — Essa vida não vale a pena ser vivida, não sem você. Deixe-me te encontrar.
- Baby, join me in death — ouvi seu doce sussurro novamente.
Apertei o gatilho.
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