Lorienos Na Escola!

11 Treinamento Pesado - Parte 2


Notas iniciais
Desculpem a demora! Sei que prometi chuva de capítulo, mas é que eu meio que fiquei sem inspiração. Mas agora ela voltou =) Aproveitem!

POV JOHN

.

Agora era a minha vez no treino. Me preparei e, logo quando o apito soou, acendi uma bola de fogo em cada mão e corri. Cinco robôs armados com espadas apareceram. Eliminei os dois primeiros com minhas chamas, e os outros três não me deram trabalho.

Então mais seis robôs apareceram, mas havia algo diferente neles. Sem perder tempo, lancei bolas de fogo no primeiro, que me surpreendeu ao ficar completamente em chamas e continuar inteiro. Todos eles tinham espadas. Então usei minha telecinese para arrancar uma das espadas de um deles. Consegui cortar a cabeça do que ficou em chamas. Cortei os outros quatro ao meio e dei um gancho forte no último que atravessou sua cabeça. Minha mão ficou sangrando um pouco, mas logo a curei com meu Legado.

Então Henri e Crayton apareceram. Sorri e usei meu lúmen para ficar em chamas completamente, e logo lancei bolas de fogo na direção dos dois, mas eles desviaram delas sem dificuldade. Então Henri pegou uma arma do chão e deu três disparos em minha direção, mas consegui fazer as balas de borracha pararem no ar alguns metros diante de mim. Henri deu um sorriso impressionado e sorri de volta. Mas não vi quando Crayton “apagou meu fogo” com um balde enorme de água.

Quando fiquei completamente apagado, Crayton sorriu e me jogou no chão pela cintura, como um jogador de futebol americano. Ele acertou um soco em meu nariz e outro do lado esquerdo do meu rosto, próximo ao olho. Então levantei minha guarda e consegui empurrá-lo para longe, mas Henri logo veio e me derrubou de novo. Mas dessa vez já estava mais preparado e consegui inverter nossas posições, ficando por cima dele.

Como eu não queria causar acidentes graves, dei logo um soco em seu maxilar, apagando-o. Como já estava ficando cansado, apenas joguei Crayton para o outro lado da Sala com telecinese e voltei a correr.

Quando eu estava chegando, senti alguma coisa afiada cortar meu ombro direito de raspão. Me virei para trás e vi mais oito robôs, aproximadamente. Metade tinha armas e a outra metade se dividia entre adagas e espadas. Exceto um, que estava desarmado depois de lançar sua adaga em meu ombro.

Com meu Legado de cura, curei meu ombro rapidamente e puxei a adaga de um robô para mim. Atirei-a em um dos robôs armados. Um já foi. Lancei uma bola de fogo em outros dois, mas apenas um se desfez, o outro começou a pegar fogo. Tenho que descobrir quais são normais e quais são imunes ao fogo.

Então percebi: os imunes ao fogo tinham um pequeno dispositivo no pescoço que ativava algum mecanismo que os deixavam imunes quando o fogo os atingiam. As balas de borracha começaram a ser disparadas em minha direção, mas arranquei logo as armas dos robôs. Um dos tiros acertou minha coxa, mas não liguei muito para isso. Então, com telecinese, arranquei os pequenos dispositivos do pescoço dos robôs que os tinham, o que deixou tudo muito mais fácil para mim e pude destruir todos rapidamente depois. Então corri o restante do caminho que me faltava até o final da Sala.

– Muito bem, John! Ótimo. – Disse Henri, dando um tapinha nas minhas costas.

– Agora Sarah e Sam. – Anuncia Crayton. – Vocês irão juntos.

Os dois se entreolharam e foram juntos até o início do “curcuito”. Cada um já começava com uma arma. Bom, uma pistola com dois cartuchos, para ser mais exato.

Crayton apitou e Sam e Sarah saíram correndo juntos, mas logo surgiram alguns Mogadorianos de papel do chão e tiros de bala de borracha começaram a sair das paredes. Cada um se escondeu atrás de dois pilares que surgiram do chão. Juntos eles começaram a atirar nos Mogs. Logo todos foram acertados. Os tiros se cessaram e os dois continuaram a correr.

Alguns obstáculos começavam a sair do chão, tornando o caminho deles mais difícil. Pilares surgiam do nada, rampas, paredes... Sam, inclusive, deu de nariz em um dos pilares. Foi uma cena engraçada, pelo menos para nós, que estávamos assistindo.

Logo no finalzinho do circuito, cerca de vinte Mogs de papel os cercaram e tiros eram disparados. Os dois ficaram juntos e trocaram suas pistolas por armas que eles encontraram no chão. Eles se esconderam atrás de uma das paredes e começaram a atirar na direção dos Mogs. Eles tinham uma mira melhor do que eu pensava...

Em poucos minutos, os tiros foram se cessando e os Mogs de papel foram “morrendo”, deixando o caminho deles livre. Eu achei um treino fácil, mas Henri me disse que no dia seguinte eles iriam treinar bastante. Não discuti.

– Muito bem, muito bem. – Crayton disse. – Oito, sua vez agora.

Oito sorriu e se preparou.

.

POV OITO

.

Esse treino vai ser fácil. Com meus Legados de teletransporte e de morfização, nada pode me parar.

Ouvi o apito soar e saí correndo. Assim como no treino de Sam e Sarah, obstáculos surgiam do chão, mas eu desviava de todos com meu teletransporte. Então uns robôs gigantes começaram a surgir, metade armada com armas e a outra metade com espadas. Com telecinese roubei a espada de um dos robôs com facilidade e fui me teleportando perto dos outros robôs e cortando-os com a espada agilmente. Quando acabei com todos, continuei correndo.

Então, um wild Bernie Kosar surge na minha frente e se transforma em uma besta imensa. Então penso: se eu posso me transformar em qualquer animal, por que não em um dinossauro? E é isso o que eu faço. Mentalizo um tiranossauro rex e, por incrível que pareça, começo a virar um.

O único problema são os bracinhos pequeninos.

Fui em direção ao BK e o mordi em um dos seus braços de monstro. BK grita, ou ruge, sei lá, e crava duas de suas garras imensas em minha barriga. Urro de dor também, mas continuo me focando em minha forma de dinossauro. Dou uma cabeçada em BK, para ganhar um pouco de espaço e recuperar o fôlego, e mordo seu ombro. Mas antes que ele pudesse contra-atacar, me transformo em um passarinho miúdo e vou para trás dele. Então me transformo em uma jibóia bem grande e me enrolo nele, imobilizando-o. Quando BK começa a voltar a sua forma de beagle, viro o Oito novamente e continuo correndo.

Então Crayton e Henri aparecem na minha frente. Sorrio. Corro na direção deles e eles correm em minha direção. Antes que Henri conseguisse desferir o primeiro golpe em mim, me teleporto para trás dele e chuto suas costas. Meus reflexos me ajudam a desviar do golpe que Crayton iria me acertar. Tento desferir um gancho nele, mas ele segura meus braços e me imobiliza. Então viro um urso e o empurro para longe.

Quando vejo que os dois já estão se recuperando e estão vindo em minha direção, viro um guepardo (o felino mais rápido do mundo, caso não saibam) e corro. Descubro que é incrível ser um guepardo. É como se eu voasse no chão. Nossa, isso não fez o menor sentido, me ignorem.

Depois de ter me transformado em guepardo, uns poucos robôs surgem no finalzinho do circuito. Tiros começam a ser disparados, então me transformo em uma minúscula e feia mosca. Eu poderia me teleportar para o outro lado, mas quis observar a paisagem. Os robôs não me viram e as balas não me acertavam. Então, quando chego ao outro lado, volto a ser o Oito.

E percebo que estou sangrando. Muito.

Marina e John vêm correndo até mim e me curam rapidamente.

– Muito bem, Oito. – Henri diz.

Marina me dá um beijo na bochecha quando termina de me curar. Sorrio para ela, que retribui.

– Nove, agora é sua vez. – Diz Crayton.

– Finalmente! Já estava demorando... – Nove diz. Rimos.

.

POV NOVE

.

Eu já estava inquieto esperando minha vez. Antes de ir até a largada, olho para Seis e digo:

– Um beijo de boa sorte cairia super bem agora, não acha? – E dou uma piscadela.

Seis dá uma risadinha e revira os olhos. Os outros pareceram bem surpresos quando ela começou a se aproximar de mim. Quando estávamos prestes a nos beijar ela diz:

– Não.

Então se afasta, com um sorriso no rosto. Os outros pareceram tranquilos depois disso, como se a Seis tivesse voltado a ser a Seis novamente. Então eles começaram a se afastar. Mas antes, quando todos estavam de costas, Seis diz baixinho para mim:

– Quem sabe se você me surpreender nesse treino. – E se afasta. Sorrio e vou até a largada.

Ouço o apito e uso minha supervelocidade. Mas sou surpreendido com uma parede enorme surgindo na minha frente. Não tenho tempo de desacelerar e acabo batendo, atravessando-a com o impacto. Cara, doeu...

Alguns robôs gigantes surgiram. Uso meu Legado de antigravidade para passar por eles, mas sou surpreendido quando os robôs vão para o teto também. Sorrio novamente. Uso telecinese para puxar uma de suas espadas e saio cortando todos sem dificuldade.

Volto para o chão e continuo correndo. Então Crayton, Henri e BK aparecem na minha frente. BK se transformou na mesma fera do treinamento de Oito. Joguei os Cêpans para o lado com minha telecinese e fui para cima de BK. Com a ajuda de meu Legado de antigravidade, subo em suas costas. Me seguro firme em seus pelos com uma mão e dou socos fortes com a outra. Pulo de suas costas quando ele começa a se abaixar para rolar no chão.

Então todas as luzes se apagam.

Inclino um pouco minha cabeça e fecho os olhos, me concentrando para ver se conseguia ouvir alguma coisa. Ouço passos atrás de mim e desvio quando eles ficam próximos demais. Então mais alguém vem em minha direção. Dessa vez, quando ele fica muito próximo, me agacho, fazendo com que Henri ou Crayton caia no chão.

Então tento me localizar. BK está respirando meio pesado atrás de mim. Então o caminho para o outro lado da Sala de Aula está à minha direita. Me viro e começo a correr, prestando atenção em pequenos sons. Diminuo a velocidade quando ouço uma muvuca uns metros adiante. Pelo som metálico, devem ser robôs.

Abro os olhos. Consigo ver um pequeno brilho de uma espada. Não perco tempo e a puxo. Só que vai dar merda se eles tiverem armas...

Rapidamente procuro uma coluna para me proteger caso algum deles estivesse armado. Também procuro alguma arma no chão. Encontro o que parecia ser um revólver e começo a atirar onde ouço barulho. Tiros foram disparados, mas logo se cessaram. Bem quando minhas seis balas acabaram. Então as luzes se acendem.

Levo um tempo para me acostumar com a claridade novamente. Saio de trás da coluna que eu estava e vou para cima dos robôs restantes com a espada. Não me deram trabalho.

Então continuo correndo. Mas uns espinhos começam a surgir do chão. Vou para o teto, mas espinhos começam a surgir do teto também. Mesma coisa com as paredes. O jeito era ficar controlando meu Legado de antigravidade para me desviar. No fim deu tudo certo (embora um espinho tivesse pego no meu pé de raspão) e cheguei ao final da Sala.

– Muito bem, Nove! Muito bem. – Diz Henri dando tapinhas nas minhas costas. Marina já estava cuidando do pequeno ferimento no meu pé.

– Bem, hoje vocês já estão liberados. – Disse Crayton. – Bom trabalho, pessoal.

Vou até Seis com um sorriso convencido no rosto e pergunto:

– E então? Te impressionei muito ou bastante?

Ela sorri e responde:

– Na verdade, achei que me impressionaria mais. – Meu sorriso se desfaz.

– O que? – Pergunto, não crendo. Eu tenho certeza que impressionei ela. Sim, ela só está se fazendo de difícil, como sempre.

– Não fique bravo comigo, eu só pensei que... Quer saber? Deixa para lá. É besteira. – Ela diz, se interrompendo no meio da frase. Ah, agora fiquei curioso.

Ela se vira para ir embora da Sala com os outros, mas puxo seu braço de volta.

– Não, agora me fala. Pensou o que? – Digo. Acho que fui meio bruto agora, mas eu estou curioso, poxa.

Ela pensou um pouco e disse:

– Pensei que você usaria mais a sua superforça e a sua supervelocidade para atacar os robôs e o BK. Mas você ficou afastado e usou um revólver. – Ela diz. – Eu sei que estava escuro e tal, mas sua audição é mais aguçada que a de todos aqui. Se você conseguir treinar mais sua audição, conseguiria ter destruído todos de olhos fechados.

Penso seriamente no que ela diz e afrouxo minha mão em seu braço. Só sobrou nós dois aqui. Seis percebe minha mudança de humor e diz:

– Bom, mas por outro lado, seu manejo de espada continua impecável.

Não digo nada. Ficamos em silêncio por um momento. Sei que estou sendo insensível, mas não posso evitar.

– Aí, viu por que eu não queria falar nada? Agora você está bravo comigo. – Ela diz.

– E desde quando você se importa? – Pergunto, mais friamente do que queria. Não olho nos olhos dela.

– Desde de que tive um pensamento errado de que você era diferente. – Ela diz. Essas palavras fizeram eu me sentir o maior babaca de todo o universo. – Tchau, Nove.

Então ela vai embora.

Notas finais
Críticas são bem-vindas! Estou aqui pra aprender =)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.