Lorienos Na Escola!

2 Aula de Economia Doméstica e Um Joguinho Básico


Notas iniciais
Tá aí um capítulo novinho. Eram 4h30 quando eu escrevi, então ignorem se tiver algum errinho ortográfico. Vou revisar depois. Mas foi divertido escrever esse cap...

POV SEIS

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Depois de uma semana comprando materiais escolares e aprendendo como agir na escola com Sam, Sarah e John, o primeiro dia de aula finalmente chegou. Eu estava realmente nervosa. Eu nunca fui à escola antes. Estou com medo de fazer algo que chame muita atenção ou acabar perdendo a cabeça com algum aluno, o que, convenhamos, é bem provável que aconteça. Se vier algum engraçadinho pra cima de mim, eu acho que vou soca-lo instintivamente, como fiz quando conheci Oito (ele se teletransportou pra muito perto de mim e acabei socando-o nas costelas...)

Mas enfim, de manhã, Marina veio me acordar para irmos à escola. Até que acordei bem rápido... Enfim, tomei um banho gelado rápido, fiz minha higiene matinal e vesti jeans e uma regata preta (estava calor). Henri e Crayton escolheram uma escola perto do prédio de Nove, caso houvesse alguma emergência. Então fomos todos à pé.

Chegando lá, percebi várias pessoas olhando para nós. Onde quer que passássemos, as pessoas cochichavam. Não consegui ouvir o que elas diziam, já que eu estava meio em alerta. Fomos à secretaria e pegamos nossos horários.

– Ok, – eu disse. – alguém, por favor, me diga que tem economia doméstica comigo agora...

– Eu tenho. – Sam disse. – Podemos fazer dupla, mas já vou avisando, sou um cozinheiro horrível.

– Eu também, mas vamos juntos mesmo assim. – Eu disse sorrindo pra ele, morrendo de medo de ter que fazer dupla com algum desconhecido. Nossa, falei como uma garotinha assustada. Quem sou eu?

Enfim, eu e Sam seguimos para a aula de economia doméstica enquanto os outros iam para as suas respectivas aulas. Nos sentamos num balcão bem lá no fundo da sala. Enquanto a professora não chegava, ficamos conversando.

– Assustada? – Sam me perguntou.

– Pff, claro que não. – Eu disse, tentando disfarçar meu nervosismo. Ele então olhou pra mim com uma sobrancelha levantada. – Tá, só tô um pouquinho nervosa. Mas só um pouquinho.

Sam começou a rir de mim.

– Você consegue enfrentar o líder de uma raça de alienígenas hostis que planejam dominar a Terra, mas tem medo de ir à escola?

– Eu não estou com medo! Só... – Fiz uma pausa e respirei fundo. – É só que eu não sei bem o que fazer. Nunca fui à escola antes... E se me acharem, sei lá, esquisita?

– HAHAHAHAHA, você? Esquisita? – Sam disse, sorrindo. – Aposto que logo logo todos os caras vão começar a bajular você. – Franzi a testa.

– Eu, realmente, espero que eles não façam isso...

– Porém, se isso acontecer, é bom ficar ligada, porque as meninas vão ficar com inveja e vão começar a te atacar.

– Ok, você é péssimo em tentar melhorar as coisas... – Eu digo, já querendo ficar invisível e dar o fora daqui.

Sam abriu a boca pra falar alguma coisa, mas foi interrompido pela professora que entrou na sala. Ela já era uma senhora e tinha cabelos brancos. Se apresentou como Hellen (Sra. Hellen), e disse que iríamos começar o ano com uma receita fácil: cupcakes. Ela passou entregando uma folha com a receita pra cada dupla. Ok, é uma receita fácil.

Começamos a fazer os cupcakes. Mas acho que fizemos alguma coisa errada com a massa. Acho que vi a receita errada e acabei colocando, sem querer, uns 350 gramas de fermento em pó e uma colher (sopa) de açúcar. Então quando colocamos os cupcakes no forno pra assar, eles meio que explodiram, causando um estrondo alto. Ok, estrondo alto é pouco. Foi um estrondo estrondoso...

A professora se assustou (bom, todos se assustaram) e veio correndo até o nosso balcão. Quando ela abriu o forno, começou a sair uma fumaça muito densa, o que acabou acionando um alarme e os “chuveirinhos” que ficam no teto em caso de incêndio ligaram, molhando todo mundo. A professora olhou para mim e Sam, como se fôssemos alienígenas (há há...) e nos mandou para o diretor.

No caminho Sam diz:

– Um ótimo primeiro dia de aula, não acha? – Ele diz, com humor.

– Nem me fale... – Respondo, encarando o chão enquanto caminhávamos.

– Ei, relaxa. Foi um pequeno acidente. Não vai sair nos jornais ou chamar a atenção dos mogs. Não se preocupe. – Sam diz, passando um braço pela minha cintura, sorrindo. Estranhei, mas fiquei quieta. Apenas assenti a cabeça em concordância.

Chegamos na diretoria e esperamos sermos chamados pelo diretor, o Sr. Joshua. Acho que vou chama-lo de Sr. Josh...

Depois de uns 5 minutos de espera, ele nos chamou. Eu e Sam entramos calados e nos sentamos, ainda calados, olhando para o chão.

– Alguém quer me explicar o que aconteceu? – O Sr. Josh pergunta, erguendo as sobrancelhas. Eu e Sam nos entreolhamos e ele diz:

– Tivemos um pequeno acidente com os cupcakes... – Sam explica, meio sem jeito.

– Que tipo de acidente? – O Sr. Josh pergunta, franzindo a testa.

– Nós meio que trocamos os ingredientes e colocamos um pouco de fermento em pó a mais... – Eu digo, fazendo cara de inocente.

O Sr. Josh ergue uma sobrancelha, desconfiado e diz para eu prosseguir.

– Bom, resumindo, os cupcakes acabaram explodindo no forno, causando uma fumaça densa e acionando o alarme de incêndio.... – Digo.

O Sr. Josh pensa um pouco sobre o assunto e diz:

– Bom, como é só o primeiro dia de aula e ambos são alunos novos, vou marcar uma detenção amanhã com 50 minutos de duração apenas, ok?

Assentimos com a cabeça e o Sr. Josh nos liberou. Tivemos que esperar a segunda aula acabar para irmos ao intervalo. Permanecemos o tempo todo calados, eu apenas pensando no grande sermão duplo que receberia quando voltasse para o apartamento.

Quando o sinal tocou, indicando o intervalo, fomos logo para o refeitório encontrar os outros. Em pouco tempo, estávamos todos reunidos em uma mesa afastada.

– E aí, como passaram essas duas aulas? – John perguntou.

– Ah, foi suave, eu e Sam só explodimos um fogão e pegamos detenção. – Eu disse, fingindo indiferença. John olhou para nós, espantado.

– É sério isso aí? – Assentimos.

– Bom, então acho que vamos nos encontrar amanhã à tarde na detenção, porque eu peguei uma também. – Diz Nove.

– O que você fez? – Perguntou Oito, se divertindo com toda essa situação.

– Aparentemente, fui rude com um professor e o desrespeitei. Talvez seja até verdade, mas, em minha legítima defesa, só falei verdades. – Nove diz, dando de ombros.

– Vocês realmente não aprenderam nada com o que eu, Sarah e Sam ensinamos... – John diz, fingindo estar decepcionado. Talvez até esteja, um pouquinho...

Ficamos em silêncio por um momento, até que Sarah diz:

– Já que estamos na escola, acho que devíamos jogar um jogo clássico.

Nos entreolhamos, desconfiados.

– Qual? – John pergunta.

– Verdade ou Consequência. – Ela diz, sorrindo.

– Explica isso aí, atraiu minha curiosidade. – Digo.

Sarah nos explica como o jogo funciona e concordamos em jogar. Pegamos uma garrafinha de coca-cola vazia e rodamos ela. Ficou Ella X Marina. Ella sorri.

– Verdade ou consequência?

Marina pensa um pouco e diz:

– Verdade.

– É verdade que você e o Oito se beijaram duas vezes? – Ella pergunta, dando um sorrisinho maligno e fazendo Marina corar. Oito apenas sorri.

– É. – Marina responde, e todos sorrimos.

Então Marina gira a garrafa novamente. Nove X Eu. Me fodi...

– Verdade ou consequência, queridinha? – Nove pergunta, sorrindo de lado.

– Consequência. – Eu respondo. – E nunca mais me chame de “queridinha”.

– Você escolheu exatamente o que eu queria. – Ele diz, dando uma piscadela. – Na minha sala, tinha um garoto intercambista russo. Te desafio a pegar ele. E tem que ser um beijão, de língua. Agora.

Dou uma risadinha incrédula, mas acabo concordando. Afinal, era um russo bem gato...

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POV JOHN

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Eu sabia que o Nove era sacana, mas por essa eu não esperava. Estávamos observando enquanto Seis ia na direção do garoto russo que Nove apontou. Eles ficaram conversando por uns 5 minutos, até que eles então começam a se beijar. É, ela é rápida...

Com o canto do olho, vejo Sam tentando desviar o olhar da cena. Fico com pena dele. Mas como Sarah disse, é só um jogo. A Seis não vai ter um amor eterno com o russo.

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POV SEIS

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O russo até que beija bem... Mas enfim, me separei dele, dei um sorrisinho e disse:

– Hum, tenho que ir agora, mas foi um beijo e tanto! Parabéns. – Dei um tapinha em seu ombro e voltei à minha mesa, deixando um russo confuso pra trás.

Estava divertido, mas o sinal tocou novamente, indicando o início das outras aulas.

Notas finais
Críticas são bem-vindas! E só uma coisa, imagino o russo como um cara branquelinho, de cabelos loiros curtos e olhos bem azuis. Me deixem sonhar...