Lorien Remains

33 Capítulo 30 - Legado Revelado.


Notas iniciais
Heeeeeeeeeeeeeeeey Guuuuuuuuuuuys o/
Aí está, o cap 30 *-*
Enfim, não tem ação, mas vejam pelo lado bom, uma pergunta respondida nesse cap - tem a ver com o cap 7 e o cap 26.
Enjoy It:

Não sei como eu ainda caía nessa. Agora estava dirigindo á sete horas seguidas. Todos, com exceção de Sarah, dormiam em seus lugares. Seis dormia encostada na janela traseira direita, Sete dormia usando os ombros de Oito como travesseiro, e ele encostava a cabeça também na janela. Sarah estava no banco do passageiro, ao meu lado, conversando comigo.

-Você sente saudades de casa? – pergunto, ainda olhando pra estrada, que agora ficara escura. Estávamos em algum lugar em Illinois, eu acho.

-As vezes sim, — responde – mas quando eu estou com John, não penso muito nisso. E você? Sente falta do que tinha antes? Quer dizer, antes do inferno começar?

-Sinceramente? Não. Acho que me acostumei á viver assim.

Talvez até demais.

-Certo – continuo – Minha vez. Hum... Eu sou horrível nisso, mas, quando você se apaixonou pelo Quatro? E não vale dizer “quando eu o vi”, por que é mentira.

-Eu não sei bem. – ele admite, sorrindo e olhando pro carro á nossa frente, onde Quatro dirige — Pode ter sido quando ele brincou a primeira vez com o BK, ou quando ele me salvou lá na floresta. Mas eu sei que o seu jeito, simplesmente, me conquistou. Bem... – ela boceja – Amanhã continuamos o joguinho. Boa noite.

Olho pra frente e concentro-me em Quatro. Eu tenho que testar isso de algum jeito, certo?

Sabe, penso, ainda concentrado em Quatro. Você tem sorte em ter a loirinha.

O carro dá uma pequena derrapada, como se eu tivesse realmente assustado ele.

Sky? – Sua voz vem na minha mente, e eu sorrio.

Acho que sim.

O quê... Você tá brincando né?

Nem um pouco.

Há quanto tempo você desenvolveu isso?

Bem... Faz muito tempo. Mas não interessa. Não conte á ninguém. Eu não preciso de mais problemas.

Concentro-me ainda mais e, ignorando o perigo, entro totalmente em sua cabeça. Vejo o que ele está vendo, escuto o ronco de BK, que estava deitado em seu colo, posso até sentir a vibração do carro em seu corpo. Agora mesmo, eu poderia controlá-lo se quisesse. Poderia fazer com que ele me obedecesse em qualquer coisa. Infelizmente, o meu tipo de telepatia não permitia revirar suas memórias. Isso sim seria divertido. Faço-o olhar pelo retrovisor e me ver. Eu esta dirigindo, como se nada tivesse acontecido. Como se estivesse no automático. Então volto pro meu corpo. Minha visão fica embaçada por um segundo, mas logo volta ao normal. Vejo Quatro balançar a cabeça, desnorteado, em seu lugar.

Nunca mais faça isso! – Ele ordena. Imagino que sua consciência tenha permanecido enquanto eu me apoderava de seu corpo. – Nunca mesmo!

Calma. Era só um teste, você era o único acordado. Ok, vou te deixar em paz, mas o elo continua. Se quiser algo... Só precisa pedir.

Ok, então.

Saio completamente de sua mente. Minha cabeça dói um pouco, mas não tanto quanto antes. Esse legado não parecia consumir mais toda energia que consumia antes, mas ainda cansava.

Isso vai dar confusão, penso. Mas dane-se.

Deixo escapar um sorriso antes de socar com força a buzina do carro. Ela saiu tão alta que até eu me assustei. Quatro derrapou um pouco da pista. Todos do carro, até a loirinha, que tinha começado á cochilar. Seis, Sete e Oito (N/A: Nossa. Nem tinha percebido que ficou a escadinha ali) pulam de seus lugares, assim como os passageiros do outro carro.

-Ah... – falo cinicamente – Acordei vocês? Desculpa. Mas já que está acordada, Seis, será que você daria á esse carro a honra de ser conduzido pela senhora.

Ela me olhou de um jeito que eu sabia que ela estava cogitando a possibilidade de me levantar com telecinese e me mandar por cima das árvores que cercavam a estrada. Mas isso não vai acontecer. Concentro-me nela.

Dirija.

Ela, como um robô, sai do seu lugar e vem em direção ao volante. Vou ao banco traseiro. Ela entra no carro, bate a porta, põe as mãos no volante e acorda.

-O que eu... – ela fala, fazendo uma cara engraçada.

-Eu mandei você ir – digo – e você foi. Sabe, telepatia é um legado interessante – todos olham pra mim, curiosos, enquanto eu encaro meu pingente lórico, com um sorriso maldoso no rosto – E traz muitos benefícios, além de...

-Por que seus olhos estão vermelhos? – Sete pergunta.

-O quê? – eu pareço acordar de algum tipo de transe – Vermelhos?

-Agora voltaram ao normal. – Seis comenta, me encarando – O que isso significa?

-Sinceramente? – respondo – Coisas que eu não gostaria de enfrentar nesse momento.

Eles me olham curiosos, e eu me sinto um pouco inclinado para ordenar que eles durmam outra vez. Seis acelera o carro e todos tentam esquecer o que acabou de acontecer.

-Calma – digo, tentando não escutar o que todos pensam – Eu não consigo ler mentes, apenas escutar suas vozes. Relaxem.

Eles não parecem terem relaxado. Eles parecem ainda mais nervosos.

Ótimo, uma parte de mim pensa. Melhor assim.

É isso mesmo garoto? – Outra parte pensa – Você quer assustar seus amigos assim?

Sabe o que eu quero? Que tudo isso acabe. E, espero estar errado, mas isso vai acontecer logo.

Notas finais
HAUHEAUHEAUEHUAEHUAHEUAEHAU
É. Telepathea. Acho que a maioria já tinha descoberto, mas taê. :3
Taalveeeez, se a minha imaginação se teleportar de volta pra minha mente, eu poste outro cap hoje mesmo :3
Until Next o/