Loren, The Strange
6 Parte 5 – A essência da liberdade: o começo de um
Loren, the Strange
Parte 5 – A essência da liberdade: o começo de um fim
Ross se levantou imediatamente, ficando cara a cara com o homem de roupas sujas e rasgadas, que se apoiava na parede.
- O que pensa que está fazendo, cara? Invadindo assim a minha casa, na boa... Pode saindo!
- Espera aê, garoto – disse o homem com a voz meio enrolada (bêbado, é claro) – você é o sobrinho do Menezes, não é?
- Sou. Por quê?
- Ah, garoto... eu tenho... – ele tentou se equilibrar inutilmente com as próprias pernas, mas vendo que não daria certo, voltou a se apoiar na parede — Uma notícia muito... Triste – disse com o rosto se contorcendo numa carranca, que não demonstrava tristeza alguma.
- O que é? –perguntou Ross, já com impaciência.
- O Menezes... ele bateu as botas.
- Ah é? Ele morreu? – indagou, sem saber que sentimento expressava diante da noticia.
- Pois é – o homem disse, e então complementou – Trágico.
- Como ele morreu? – perguntou Loren, que a princípio pensara que o bêbado era o tio do garoto.
- Entrou numa briga aê... E levou a pior.
- Ahã – disse Ross – Valeu por me avisar, cara. Você sabe ir até a saída, não é?
O homem resmungou alguma coisa e saiu segurando pelas paredes, sob o olhar atento de Ross.
- Me lembre de trancar a casa na próxima vez – ele disse à garota, depois que o homem bateu a porta com violência.
- Bom, seu tio morreu – lembrou Loren, perguntando logo em seguida – isso é bom ou ruim?
- Hm, sei lá. Nunca gostei dele, você sabe disso. Pelo menos agora eu posso arrumar a casa, não é?
Loren o encarou, com a sobrancelha arqueada.
- Que foi? – perguntou o rapaz.
- Ross, você é menor de idade! – afirmou a garota.
- E daí?
- E daí que...
- Loren, não esquenta, sério – cortou-a, gesticulando com a mão – Faço dezoito mês que vem.
- O que? – a garota arregalou os olhos – Você é repetente, então?
- Sou. Depois que Tristan morreu eu fiquei um ano e pouco a toa, até entrar na sua escola.
- Mas você disse que ele morreu no Natal.
- É. No Natal do ano retrasado.
- Seu louco! Por que não falou nada?
- Ora, você não perguntou! – ele se defendeu, rindo da expressão indignada da garota – Agora relaxa tá bom?
- Beleza, vamos dar uma geral nessa casa – disse a garota, indo para o corredor, onde Bad brincava com uma barata morta.
- Agora? – choramingou o garoto, olhando para o pause do jogo na TV – Agora mesmo?
- Agora!
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Pouco a pouco aquele casebre imundo foi assumindo a aparência de uma casa, que, diga-se de passagem, depois de uma boa limpeza e organização, até que ficou bem bonita. No entanto, depois de toda aquela geral, eu e Ross estávamos mortos de cansaço – até Bad, que de tanto pegar baratas, estava estatelado no chão, em sono profundo.
- É, Loren... Seu gatinho apagou geral – disse Ross enquanto mudava a música no som. Eu estava esticada na cama, lutando para deixar meus olhos abertos – Aff, até me esqueci da temporada do Paranormal State... Acho que ainda dá pra pegar o finalzinho.
- Paranormal State? – eu disse levantando rapidamente – Que horas são?
- Ahm... deve ser – ele apertou a legenda do canal e disse – quinze pras onze.
- Ah não – eu choraminguei, me afogando na cama de novo – minha mãe vai me matar.
- A sua mãe não percebeu que você sai todos os dias a tarde, percebeu?
- Não, ainda não.
- O que ela vai fazer amanhã de manhã?
- Ah – suspirei — vai às compras com a Daisy... De novo.
- Você trancou a porta do quarto? – perguntou Ross.
- Tranquei – respondi com desânimo, então fiquei de bruços na cama, encarando-o intrigada – Pra que todas essas perguntas?
- Bom, se certamente a sua mãe não percebeu onde você está, você pode passar a noite aqui – Ross disse ao desligar o som – e participar do campeonato de Playstation comigo até o amanhecer.
- Tá louco?
- Na verdade, é arriscado demais sair a essa hora da noite. O mais sensato a fazer é ficar aqui, e jogar comigo – disse pegando o controle do Ps2 e entregando a mim – eu deixo você escolher o jogo.
- Não tenho muitas opções, tenho? – eu disse, num longo suspiro.
- Claro que tem! A minha coleção tem mais de 50 jogos.
- Não era bem disso que eu estava falando, Ross.
- Se quiser eu tenho um jogo hentai – disse levantando a capa do jogo.
- Ross! – exclamei indignada, jogando a almofada com força nele.
- Brincadeira.
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Quando Loren escalou a janela de seu quarto – não com toda a habilidade de Bad, é claro – pode sentir o ar quente e abafado chocando-se contra seu corpo, e mais do que nunca quis dar meia volta e se jogar na rua novamente. Mas havia algo estranhamente incomum na casa: a ausência da voz aguda de Daisy, os gritos sem motivos da mãe e os choramingos falsos de Dan. Só restava um silêncio mórbido e sepulcral.
A garota abriu a porta devagar e desceu as escadas sem pressa; mesmo sabendo que a irmã e a mãe poderiam ter saído, Daniel jamais acordava cedo em finais de semana, e pelo modo tranqüilo como Bad circulava pela casa, era obvio que o garoto não estava.
Na cozinha, sob a mesa desarrumada e cheia de migalhas de pão, estava um bilhete desleixado e cheio de rasuras, com a letra da irmã mais velha:
Esquisitinha, eu sei que vc ouviu a gente berrando ontem a noite na porta do seu quarto e se fingiu de morta, sua desgraçada! Se liga que a gente foi a praia junto com o novo namorado da mamãe, e só vamos voltar semana que vem. Vê se vai a escola e se vira pra descolar comida.
Daisy ♥
Loren não sabia o que a deixava mais enojada: o fato do namorado novo querer alguma coisa com a sua mãe, ou o coraçãozinho depois da assinatura da garota. Mas mesmo assim ficou imensamente feliz em estar livre de todos – agradeceu mentalmente por ter ficado com Ross até o amanhecer. Bad sentia falta das baratas.
A essência da sensação de estar livre a fez ter um pensamento insano, tão insano que ela nem percebeu um espírito com uma longa capa negra, sorrindo sarcasticamente atrás de si, pois quando se deu conta, já estava a caminho da casa de Ross — com Bad no seu encalço correndo para alcançá-la.
Loren as vezes tinhas idéias bizarras, mas essa realmente havia passado dos limites. Quando chegou na casa, o espírito já estava lá, a sua espera.
Notas finais
Bom, eu há séculos (um mês) comecei a escrever uma história e, bem, ela ainda não tem nome, mas já está por volta do cap. 7, e fiz baseada no melhor jogo que a Rockstar já fez: Bully! Sem noção, mas eu realmente escrevi uma história bem semelhante a do Jimmy hopkins - só que com personagens mais bizarros. Que alem dos Greasers, Bullies, Nerds, Preppies e Townies, há também os Darks.
Enfim, depois que eu decidir o maldito nome (¬¬) eu vou postá-la.
Até mais!!!
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