Notas iniciais
Demorei, eu sei... Não tanto, mas um pouco. Enfim, a culpa não foi minha, foi do meu revisor de texto, o Gui. Sim, ele sempre está envolvido. Espero que gostem desse, acho que vai ser o penúltimo ou antepenúltimo. (Não Gui, não terão 50 capítulos nem a pau.)

Depois de alguns dias muito bons que passei ao lado do meu melhor amigo, ele teve que buscar uma coisa que deixou na casa dele. Não deixei de tirar sarro dele por causa disso. Quando Alejandro viajou, eu comecei a conversar mais com Arya e descobri que ela é uma vampira excepcional, uma excelente pessoa e gosta de coelhos. De coelhos vivos, não de chupá-los. O SANGUE DELES! Pelo menos até onde eu sei né? Mas teria lógica... Enfim, nos tornamos amigas e tudo mais. Uma loooooooooonga semana depois, Alejandro volta.

– Cara, o que você foi buscar?! Você demorou pra caramba! – Alejandro começou a rir e me abraçou.

– Também senti saudades, Potter. – ele estava... sei lá, um pouco diferente. E é óbvio que fiquei preocupada.

– O que aconteceu? Não achou o que queria? Aconteceu algo? – ele me olhou e ficou pensando se falaria ou não. Do nada decidiu que iríamos para o Grill, ele só ia tomar banho. Nesse meio tempo, Damon apareceu e foi falar comigo.

– Problemas no paraíso? – eu apenas revirei os olhos e Damon deu um sorrisinho de lado.

– Não sei... Alejandro está diferente...

– Será que é porque ele está apaixonado por alguém que começa com “A” e termina com “nna”? – Damon disse sarcasticamente antes de beber um gole do Whisky dele.

– Quem? – eu realmente demorei pra sacar que era “Anna”, demorei mesmo. – Oh... Não é possível!

– Descobriu?! Aleluia Senhor! Acho que ele vai te dizer isso hoje, só um palpite. Não destrua o coração do garoto, sim? – Ele se afastou enquanto Alejandro descia. Eu o olhei e o encarei pra valer, mas meus pensamentos estavam distantes. Voltei quando Alejandro começou a me chamar.

– Foi pra Marte ou Plutão? – ele disse fazendo gracinha.

– Não sei... – ri um pouco, ou pelo menos tentei. – No lugar de irmos para o Grill, que tal eu te levar num lugar que eu descobri recentemente? – perguntei sem ter certeza se devia fazer o que eu tinha em mente. “Matar o assassino antes que ele te mate” virou meu novo lema.

Peguei o carro do Damon e o levei para o tal lugar. Era uma clareira na floresta, mas havia uma rocha enorme e dava para ver o nascer e o pôr do sol perfeitamente. Estacionei na beira da estrada e fui até lá, com Ale me seguindo. Eu estava mais silenciosa e sabia exatamente onde pisar sem mesmo ver, mas não posso dizer o mesmo de Alejandro. Cada passo dele parecia alguém gritando numa caverna. Quando chegamos à clareira, tivemos que escalar a pedra, o que foi fácil já que na ultima vez eu havia feito buracos nela, facilitando tudo. Ficamos num silêncio constrangedor que durou mais ou menos 30 minutos. Quem quebrou o silêncio fui eu.

– Aconteceu alguma coisa na viagem? – eu perguntei encarando o céu.

– Apenas descobri algo que eu já sabia há muito tempo, só não queria acreditar e aceitar. – eu fiquei tensa pra caramba. Meus músculos começaram a latejar, sem contar o frio na barriga.

– E o que seria? – perguntei super, hiper, mega, ultra nervosa.

– Sou gay. – ele falou sério e eu comecei a rir, sendo seguida por ele.

– Você me assustou, cara! Seria um tremendo desperdício você ser gay. Tipo, um cara com seus 1,70m e poucos, 22 anos, corpão, bundão... – quando eu percebi que falei “bundão”, eu ruborizei. – Esqueça a ultima parte, okay?

– Não se preocupe! – ele começou a rir, mas a risada durou pouco, pois ele logo ficou sério de novo. – Bem, eu realmente tenho algo pra falar, Annie. Minha doce Annie. – meu sangue gelou. Eu realmente teria que fazer aquilo.

Ele se virou pra mim e aparentemente estava criando coragem pra falar. Eu me aproveitei daquele tempo, respirei fundo e me aproximei. Sim, eu realmente o beijei. Eu não sei por que fiz aquilo. Só sei que todas as células e neurônios existentes em mim me xingavam e ordenavam que eu deveria fazer aquilo. E no final, eu não me arrependi. Ele retribuiu o beijo e o aprofundou. Não darei detalhes, okay? Estes ficarão guardados em minha memória eternamente.

Ficamos mais algumas horas lá, conversando e rindo sobre nossas inseguranças. Não posso deixar de mencionar o fato de que nos beijamos várias e várias e várias vezes, mas elas pareciam tão poucas... A cada beijo que terminava, eu tinha a sensação de que havia sido tão curto. Descobri que Alejandro achava que ia ficar na Friendzone, um Gale da vida. Eu ri horrores quando ele disse isso, quase cai da pedra por causa da minha risada estranha.

Quando íamos voltar pro carro, uma forma brilhante aparece do nada na minha frente: Ithuriel. Ao lado dele, Raziel e Gabriel, cada um de um lado. Enquanto Gabriel sorria pra mim, assim como Ithuriel, Raziel se mantinha sério. Eu sabia que meu tempo estava acabando. Alejandro segurou minha mão, pois viu que eu comecei a tremer, o que eu não havia reparado.

– O tempo está se esgotando pra mim, não é? – eu pergunto, mesmo sabendo a resposta e desejando que seja outra do tipo: "Não era você a escolhida, erramos, sinto muito.". Ithuriel olha para o chão e vejo que Raziel hesita, o que provavelmente é muito raro. Gabriel chega mais perto, olha pra Ale como se pedisse permissão e me abraça, o que me pegou de surpresa e eu meio que chorei. Não foi um choro de verdade, só derramei algumas lágrimas enquanto Gabriel me abraçava e nesse tempo ele me contou o que eu ia fazer e o que ia acontecer em minha mente, para que Alejandro não soubesse. Eu chorei de verdade quando ele parou de "falar". Eu não sentia mais minhas pernas e se não fosse por Gabriel, eu teria caído no chão, embora naquela altura eu já não me importava com mais nada.

– Nós sentimos muito, Anna. Eu não queria que você fosse a escolhida pra isso. Você é apenas uma criança. Tem tanto pra viver! E você é de certa forma minha filha. Seus pais biológicos nunca mereceram você. Eu realmente queria ter podido te criar, mas a regra era deixa-la por conta própria. Porém eu nunca a segui. Tanto eu quanto Ithuriel cuidamos de você. Eu sinto muito mesmo, Annie. Saiba que quando chegar a hora, eu estarei contigo. Eu prometo. – eu não falei nada, o chão havia sumido e eu não sabia mais onde me segurar. Eu estava caindo.

Notas finais
Heeeeeeeeeeeeeeeeeeey Ghosts! O que acharam? Pena da Anna? Do Ale? Shippando Potterwood? Shippando algum casal? Dependendo das ameaças de morte, o próximo capitulo pode ser o ultimo e se for é melhor prepararem lenços e armas porque vão chorar e querer me matar u.u