Lords Of Destiny
5 Capitulo 5
Notas iniciais
Bem, qual seria a primeira coisa que uma pessoa normal faria se visse que tinha alguém a observando? Gritaria? Correto. Mas não eu, porque simplesmente não sou uma pessoa normal. A primeira coisa que fiz foi acender a luz, mas acabei me esquecendo de me preparar para o baque de ver meu pai sentado na minha cama perto de mim.
– Annie, não se assuste, sou eu, Rick, seu pai. Não vou lhe fazer mal. – ele estava segurando meus ombros como ele fazia quando eu tinha um pesadelo.
– Pa-pai? Mas... O acidente... Vo-você... VOCÊ MORREU NAQUELE RAIO DE ACIDENTE! COMO VOCÊ OUSA LEVANTAR DO SEU TÚMULO E VIR ATÉ AQUI DEPOIS DE TANTO TEMPO?! – eu estava assustada, mas quem não estaria? Ver seu pai, totalmente inteiro e limpo, depois de vê-lo morto numa estrada depois de um acidente não é fácil não, cara!
– Filha... Eu não morri naquele acidente, eu...
–Você simulou sua morte... – Disse, entendendo tudo. – Você deixou a mim e ao meu irmão pensarmos que estava morto! Você nos deixou passar por aquele inferno com tio Garth! Como você ousa pisar aqui?! Como você ousa nos abandonar daquele jeito?! – eu estava histérica e esmurrava meu pai enquanto ele me abraçava e afagava meu cabelo, eu chorava horrores – Como você ousa me deixar...? – falei mais baixo, me afastando em seguida e limpando minhas lágrimas.
– Eu tive que simular a minha morte, aquilo tinha que acontecer. Tudo aquilo tinha que acontecer, confie em mim. Você acha que se eu não precisasse me afastar eu não o teria feito? Eu teria continuado com vocês! A cada dia que se passou desde o acidente, eu fiquei de olho nos passos de vocês. Toda noite eu entrava no quarto de vocês e os observava dormir... – ele deu uma pausa e ficou me encarando, como se decidisse ou não falar o que viria em seguida – Mas não foi pra isso que eu vim aqui, bem, em parte foi, mas o motivo principal é te avisar sobre os planos de sua mãe. Assim como eu, ela e Jack não morreram.
– Eu falei com eles agora a pouco num sonho!... – eu o cortei novamente, mas logo parei de falar quando percebi a verdade – Como ela conseguiu fazer isso? Como vocês conseguiram? O que vocês são?! Bruxos?! – Eu falei essa ultima parte com um pouquinho a toa de sarcasmo, sem contar que eu quase fiz um buraco no piso de tanto andar de um lado pro outro.
– Você acertou. E os seus amigos, os Salvatore, eles são vampiros. Sem contar que há lobisomens e outra infinidade de seres sobrenaturais caminhando pelo mundo. – eu parei de andar e fiquei paralisada.
Alguém bate na porta e aquilo me tira do meu transe. Eu murmuro um “entre” e meu irmão se aproxima de mim.
– Com quem você está falando, Annie? – Eu olho pro meu pai e ele apenas coloca o dedo na frente dos lábios indicando pra que eu não fale nada. – Pra onde você está olhando? – Dave olha pro meu pai, mas é como se ele não o visse, e papai apenas dá de ombros.
– Ahn... Com ninguém. Eu acabei entrando num monólogo sem querer. Desculpe se te acordei. – Dave me encara com uma sobrancelha erguida, como se não acreditasse, e eu o olho totalmente séria. Acho que a lembrança do que minha mãe disse foi mais forte do que minha vontade de chorar nos braços dele. Se ele iria me trair, eu não irei ficar em desvantagem.
– Tem certeza?
– Absoluta. Agora se você puder sair do quarto, vou agradecer porque eu quero dormir. – eu acabo soltando a frase com um pouco de raiva, mas ele apenas dá de ombros e sai, me deixando com meu pai e com minha batalha interna.
– Você foi muito bem. Mas voltando ao assunto, você não deve confiar na sua mãe, ela tem planos maquiavélicos envolvendo você e seu irmão. Ela vai usá-los a seu próprio favor. Embora ela deva achar que você acredita no que ela diz, não acredite. Ela conseguiu o Jack, mas você é a chave de tudo e ela não deve controla-la. E David não deve saber sobre absolutamente nada. Ninguém deve. Eu vou treiná-la para o que está por vir, toda noite te levarei para um lugar seguro aonde ninguém vai nos achar e é lá que vou te preparar.
– Uma pergunta antes de qualquer outra coisa que o senhor diga: Por que o Dave não conseguiu te ver? Não, espera, já sei. Um feitiço? Acho que acertei, porque tem algo brilhando muito fraco ao seu redor, quase não é perceptível.
– Excelente! Exatamente! Está completamente certa. Agora volte pra cama, esse dia promete. – ele me faz deitar na cama, me dá um beijo de boa noite na testa e some.
Algumas horas de sono perturbado depois...
– Acorde sua preguiçosa! Vamos, levante! – dois babuínos bobocas começam a pular na minha cama e eu automaticamente dou uma rasteira em ambos, que caem feito jacas podres no chão. Eu desperto e olho pro chão, vendo ambos os Salvatore gemendo de dor e começo a rir imediatamente.
– O que deu em vocês? – respiro fundo e tento controlar o riso.
– Nós que devíamos perguntar! O que deu em VOCÊ?! Cara, doeu, sabia? – Stefan me olha totalmente revoltado, eu o encaro e começamos a rir.
– Ah, deixem de ser frescos, uma quedinha não mata um vampiro! – Eles me olham como se eu fosse uma abominação e eu fico tipo: Oops... “Oops mesmo, sua maluca! O que deu em você pra falar isso?!” “Cala a boca, idiota, não tô falando contigo.”.
– O que você disse, Annie? – Damon fala totalmente sério.
– Nada. – Falo um pouco rápido e Damon chega mais perto, me obrigando a olhar aqueles olhos azuis perfeitamente perfeitos.
– Você não vai se lembrar do que disse, vai esquecer que somos vampiros ou de qualquer outra coisa ligado a isso. – Ele diz e eu realmente tenho vontade de obedecer, mas apenas o encaro e começo a rir.
– O que? Vai tentar me hipnotizar agora? Fala sério, Dammy! – Os Salvatore se olham e por fim Stefan se pronuncia. – Annie, como você conseguiu bloquear o Damon? Já tomou chá de verbena? Usa isso no banho?
– Não, nem sei o que é bervena. Por que? Eu não bloqueei o Damon... – Eu olhei meio desconfiada para os dois, mas do nada Damon levanta e me joga em cima do ombro.
– É verbena, sua anta. VER-BE-NA. – Ele diz soletrando como se eu fosse uma criancinha e eu apenas reviro os olhos. – Não comente sobre isso com ninguém e agora vamos tomar café. – Stefan se aproveita de meu sofrimento e da um tapa na minha coxa.
– Seu filho da puta! Vou colocar alho na sua cueca! – Grito o mais alto que consigo e Damon só faz rir.
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