Loop - Ligados pela Amizade

4 A Constelação (04/05)


Pluspe Epp Presents: Ligados Pela Amizade (LPA)

Parte 04/05 – A Constelação

Dia Seguinte...

Eu não tinha certeza absoluta se meu jeito de reformular as ideias estavam corretos, mas se passava tantas pela minha cabeça que não tinha outra saída, a não ser mostrar a mim mesmo que estava errado. Entretanto, como provar isso? Precisava reunir os fatores já expostos “à mesa” para averiguação e analisamento.

O primeiro passo a percorrer era seguir até à casa dos Parker e fazer uma simples e direta pergunta.

– Então vocês estão bancando os detetives? – indagou o senhor Parker, ironicamente.

– Não necessariamente, senhor – retrucou Lukash, retirando o capuz – Apenas queremos evidências.

– Ha-ha-ha, você falou igualzinho a um detetive – gargalhou o idoso, demonstrando euforia.

– Que seja, apenas queremos saber onde Giuliano foi antes de sairmos com uns outros amigos. Há algumas semanas – expliquei.

– Bom – pensou o idoso – Acho que isso eu sei responder. Se me recordo bem, foi no médico pegar o resultado do exame. Quando ele chegou em casa, não quis nos mostrar o papel, apenas falou sério que estava tudo bem. Não desconfiamos de nada.

– Ah – suspiramos – Então acho que teremos de ir a esse médico.

– Mas Por Que Esta Pergunta Agora? Suspeitam de alguma coisa? – por Senhor Parker.

– Naaaada, senhor Parker – eu disse sem paciência, empurrando o velho para dentro da casa – Não está na hora de seu café? Aproveita e diz a Senhora Parker que amanhã irei visitar vocês mais uma vez. Ah, e mais, pede uma massagem a ela, pois o senhor está muito tenso.

– Uau. Erllon, você se livrou dele rapidinho – percebeu Matheus.

– Eu estou com pressa, vamos.

Já tínhamos uma possível evidência sobre os fatores. Então ele não mostrou o resultado de um exame que fez no médico a família? E que nem eu sabia de tal. Concluía que o mesmo teria mentido sobre o resultado, tendo então uma doença. Então foi por isso que ele fez aquela pergunta estranha? O que mais me deixou triste foi em saber que não tinha percebido nada de errado com Giuliano. Essa doença, provavelmente, seria letal o suficiente para matá-lo em semanas depois. Eu não iria me aquietar até poder ter todos estes fatos sobre prova.

Próxima Parada: Hospital

Não saberíamos se poderíamos ter os dados sobre os dados de Giuliano, ou então ainda terem esse resultado em posse, pois não somos parentes.

Enfim, chegamos àquele prédio enorme de nove andares. Havia uma fila enorme para coleta de sangue e exames em geral. Então, tivemos de procurar uma para informações.

Quando encontramos, pedimos, educadamente para...

– … poder nos dar informações sobre um paciente? Por Favor, senhora – pediu Matheus Lukash.

– Dependendo das circunstâncias, meninos. Que tipo de parentesco possuem? – a secretária, gorda e com olheiras, indagou.

– Nós eramos amigos deles – e ainda somos, é claro. Quando repliquei, aquele monstro de mulher soltou um pum. Muito mal-educada. Nos afastamos do balcão com a mão no nariz. QUE FEDOR!

– Ah sim, compreendo. Enfim, como se chamam? Preciso registrar no sistema – requereu a gorda. Estava certa em pedir informações.

– Meu nome é Erllon Mattew Tucker!

– Eu sou Matheus Lukash Carter.

– Hum, certo – computou a moça – Podem perguntar.

– Apenas queremos saber o resultado de seu último exame – eu disse.

– Olha, eu não poderia entregar-lhes o documento original, mas como são amigos e foi uma perda muito recente, aqui está.

E ela nos entregou o maldito papel, a prova que queríamos, mas resolvemos não abri-lo naquele exato momento. Matheus me convidou para ir ate à sua casa e lanchar. Já estava escurecendo, provavelmente iria jantar lá.

Lukash tinha dezoito anos e morava sozinho em um apartamento num condomínio. Decidiu sair da casa de seus pais após uma briga séria que tiveram. Desde então, eles vivem pedindo para o filho voltar; mas tudo fora em vão.

“Seu canto” era bem no seu estilo, meu roqueiro, mas sem exageros. Bastou abrir a porta para presenciar que cuidava bem de sua moradia. Abri um meio sorriso. Ele entrou e...

– Por Favor, Erllon, queira entrar, meu amigo, a casa é sua – preciso repetir que sempre que alguém me dizia isto, me sentia da família? Bom, acho que já retransmiti.

– Obrigado.

Ficamos sentados na cama de seu quarto. A janela estava aberta e era possível ver o céu estrelado. Consegui identificar uma constelação, porém não me lembrava do nome. Nem mesmo Matheus.

– Pronto para abrir o envelope? – indagou Lukash, segurando minha mão. Eu estava com dificuldade para respirar por conta do medo.

– Vamos logo com isso...

T O B E C O N T I N U E D

Notas finais
Obrigado por ler =D
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