Looks Like a Lady

7 Capitulo 6 - Você é a rainha do superficial


Notas iniciais
Espere posso vir aqui sem risco nenhum? Não há ninguem querendo me matar? Ok vou ser rapimil... kkk Bom coloquem o coro de Aleluia, os passaros cantando, fogos e etc., voltei! Desculpem a demora eu tive bloqueio, problemas pessoais, falta de tempo, e tudo que se pode imaginar, mas depois da recomendação da Leticia Salvatore eu me vi num gás pra seguir com a fic e mesmo tendo uma pessima semana eu conseguir finalizar ele e revisar, se houver algum erro desculpem-me, mas espero que gostem do capitulo! Aproveitem e prometo não demorar tanto com a fic!

Pov Elena

Só porque eu não queria ser como essas menininhas chatas e apaixonadas, era esse o caminho que eu quase peguei, mas não, não vou deixar isso acontecer, não vou mudar não vou seguir o roteiro de mimimi’s “adolescenticos” dessas meninas, por que eu sou Elena Petrova Gilbert a menina não menina da turma.

Acho que esse belo tapa na cara de ver o Damon beijando aquela tripa desgarrada do agreste foi o que eu precisava para realmente desacreditar de contos de fadas e do romantismo, não foi nada como “oh cravaram uma faca em meu peito acho que vou morrer sem ele”, entretanto aquilo machucou, e isso faz parte dos ciclos da vida nascer, aprontar, crescer, sofrer, aprender e depois morrer, só estou em uma das etapas, nada que me faça querer morrer, só tenho que não me deixar levar.

O que estava me deixando mais fodidamente irritada e angustiada era saber que eu teria duas aulas seguidas com aquele cachorro miserável filho de uma boa cadela do inferno – dramatizei – pode isso produção? Eu teria que manter minha doce e inocente mente quietinha e meus dedinhos apenas colados aos materiais, apenas.

O dia não poderia estar sendo o melhor – ironicamente falando já que tudo não poderia estar pior – eu discuti com as meninas, Jeremy me notifica estar namorando uma de minhas melhores amigas – o que me faz pensar minha amiga está trepando com meu irmãozinho embaixo do meu nariz e isso me parece nojento – Caroline vem me atentando a paciência com o que ela vem querendo fazer com seu tio, o que, diga-se de passagem, eu já lhe avisei sobre os problemas e já a aconselhei, meu querido papai iria fazer uma maldita festa de gala com o pessoal da empresa e seus novos investidores e sócios o que requer um vestido digno de uma princesa para a princesinha do papai – porém eu NÃO sou princesa puta que pariu – minha mãe iria comigo na saída comprar um vestido – e isso significa conversas idiotas de mulheres sobre beleza, namorados, sexo e outras coisinhas a mais que eu não curto – Damon me procurou no intervalo e só me deixou em paz quando me tranquei durante uns 15 minutos no banheiro feminino, eu simplesmente acho que alguém amarrou meu nome na boca de um sapo e jogou numa encruzilhada fazendo uma macumba bem do mal pra mim e como o capeta é meu fã de carteirinha sambou ao me maltratar.

Depois do intervalo ainda tivemos uma maravilhosa experiência de química com sapos – eu não tenho medo, só para avisar e sim um nojo medonho desses troços xexelentos – eu teria que abrir um sapo e teria que revirar o sapo e só de imaginar ficar cavoucando no sapo eu já ficava enojada, a parte legal da aula era ver minhas queridas colegas de classe se estrepando por que estavam abrindo o sapo e mesmo os mais afeminados da turma ficavam de histeria com o experimento o que me fazia querer rir, mas como o professor não era muito bom de amizade preferi não me meter em confusão – na verdade mais confusões ou sei que posso ser expulsa por mal comportamento e poder ser mandada para um internato nos Apalaches claro que não existe uma lá só foi um meio de aumentar que seria mandada para o fim do mundo – cara é demais fazer tanto escândalo por só um sapinho – mesmo sendo nojentos.

Depois de uma aula toda mexendo naquele treco eu enfim sai da aula e podia ouvir os fogos sendo estourados, os pássaros cantando, o som de Aleluia, mas minha felicidade durou pouquíssimo ao notar qual seria minha próxima aula, se você meu caro universitário chutou aula de Literatura você pode ganhar um premio por ser tão esperto.

Sim meu povo a próxima aula era do professor rato xexelento literário, minha raiva por ele estava sendo jogada aos altos, poderia até pensar nela como aqueles santinhos eleitorais que o povo sai jogando no domingo de eleição aos ares.

Respirei fundo juntei toda a minha paciência e ânimo para entrar nos confins do mundo, aquela sala nunca me pareceu tão medonha e agonizante como agora, e ver aquele par de safiras brilhantes me fitando intensamente foi quase como um tiro de bazuca – e foi o momento em que eu quis que o apocalipse zumbi acontecesse e algum engolisse meu cérebro de canudinho – entrei tentando me manter nos trilhos, mas tudo em mim se acendeu com aquele olhar me seguindo minimamente a cada detalhe de movimento que eu fazia, minha vontade era de gritar “Seu filho da puta pare de me encarar maldição, você é um safado cretino e ainda continua assim, olhe para a pulga anoréxica da sua namoradinha” só que aquilo seria pior.

Sentei em meu lugar que amaldiçoei todos os deuses do olimpo por ser na frente dele, mas abri o caderno e comecei a riscar desenhos desconexos por ali e mal percebi o momento em que ele sentou em sua mesa e me encarava do alto com extrema curiosidade – estava me sentindo aqueles ratos de laboratório que estão sob alguma pesquisa e ficam sendo observados 24 horas por dia por 300 pessoas, o que no meu caso era apenas uma, entretanto pareciam 400 pessoas, tá foi complicado, mas foda-se se não entendeu — ignorei o fato e comecei a desenha em letras grandes – enormes – e garrafais VÁ SE FODER, acho que ele se envergonhou ao ler aquilo que disfarçou e caminhou até a porta.

Respirei fundo, pois agora eu realmente estava no inferno conjurada a passar 1 hora com o próprio diabo – acho que nem diabo, porque dançar macarena no covil do demônio era ainda mais legal – ri do meu pensamento, mas acho que exagerei levemente já que muitos a minha volta me olharam como se eu fosse louca.

Depois disso logo todos ou quase todos estavam em seus lugares na sala e o professor queridíssimo começou sua aula, que como sempre era algo – melhor eram as aulas mais extasiantes que tínhamos – o tema dessa vez era Arcadismo, ele estava dando uma grande revisada e dando novos assuntos a cada contexto que surgiam, como sempre no fim da explicação ele nos passou um exercício e sento-se a minha frente.

Juro eu tentei, tentei mesmo, só me concentrar na matéria e no exercício, mas sei lá o que aquele puto escrevia em um papel que estava sorrindo de lado de forma tentadora – sim minha gente eu que nunca fiquei estremecida com algo bobo, fiquei quente e úmida com aquele sorriso – inspirei e expirei eu acho orei para tudo que era possível e impossível para um controle maior, mas estava um caralho para conseguir.

Fechei os olhos e abri lentamente pensando no exercício PENSE ELENA NO EXERCICIO, NÃO PENSE EM QUEM ESTÁ NA SUA FRENTE... EXERCICIO... EXERCICIO... EXERCICIO... EXERCICIO... EXERCICIO... EXERCICIO... EXERCICIO... EXERCICIO...

Não aquilo não estava funcionando eu não sabia o que estava acontecendo comigo, minha mente e corpo e alma e tudo descontrolados e eu estava agoniado, me sentia presa como se não houvesse ninguém para me ajudar, que coisa horrível.

– Está se sentindo bem senhorita Gilbert? – levanto os olhos e ouvir aquela voz melodiosa só piorou tudo.

– Sim está tudo ótimo professor. – volto a atenção a folha de caderno.

– É sério Elena você não parece nada bem...

– É serio estou bem, só estou tentando fazer minha atividade. – fui grosseira aquilo estava insuportável.

– Ok...

Ele volta sua atenção novamente ao que fazia antes e eu tento me concentrar, esfrego os olhos passo a mão pelos cabelos e respiro profundamente, isso está complicado...

Passado alguns minutos e eu ainda não tinha chego nem na metade do exercício, algumas pessoas já tinham vindo a sua mesa e ele olhou rapidamente os cadernos sem a mínima atenção que ele sempre dá, o sinal da aula toca e ele se levanta.

– Pessoal para aqueles que terminaram o exercício um ponto, para aqueles que não mais sorte na próxima, agora vamos seguir a revisão e o próximo tema...

Levanto a mão e peço para me retirar alegando não estar bem o que realmente o preocupou, mas eu só queria alguns minutos para tentar organizar esses malditos pensamentos que teimam em vagar até o “querido” Salvatore.

Fui a passos lentos ao banheiro, merda existiam vezes que o relógio não está do nosso lado que tudo que o que queremos é simplesmente ele voar, mas parece que Cronos teima em pausar ou deixar o tempo passando bem lentamente só para me ver sofrer, diazinho do capeta.

Assim que tive acesso a água joguei no rosto e suspirei, molhei a mão passei na nuca e pescoço, mas me sentia estranha ainda, eu acho que esse ano não poderia ser o “melhor” para esse lado feminino de hormônios sexuais aflorassem em mim e melhor por um professor. Estava ali “tranquilamente” quando ouço a batida na porta e uma voz extremamente conhecida me chamar. CARALHO...

– Elena você está bem?

– Senhor Salvatore estou mais ou menos, já irei retornar para aula. – mentira se pudesse ficava ali ate o fim do dia.

– Elena você está assustando-me diga o que estás havendo com a senhorita?

– Nada professor. – ele sabe ser muito chato.

– Pelo amor de Deus você não estava assim, está me evitando Elena, fiz algo de errado que te irritas?

– Sério Damon? – explodo e grito sem querer. – Nada não fez nada, só quero um minuto já volto pra aula.

– Eu vou senhorita, entretanto tenha em mente que logo, logo teremos uma conversa.- Antes que eu pudesse responder ouço seus passos se afastando.

Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga, Droga.

Não quero conversar com você seu idiota nem hoje, nem amanhã, nem nunca, grito mentalmente e saio dali batendo a porta. Retorno a aula e não consigo pensar em porra nenhuma a concentração mandou 30 beijos no ombro pra mim.

Quando bate o sinal do fim da aula e me vejo livre, ele me segura o braço antes que eu corresse para sair, filho da puta...

– Temos que conversar senhorita e não deixarei sair por aquela porta enquanto não conversarmos tudo minimamente, entendido... – ele sussurra em meu ouvido firme.

Era só o que me faltava, não teria fuga, teria que engolir esse sapo por mais tempo do que queria...

O olho de maneira desafiadora por cima dos cílios e ele faz careta, me deixando ainda mais puta de raiva.

É essa é a dificuldade de ser Elena Gilbert!

Notas finais
E ai o que acharam? Comentem Eu juro não demoro muito... xoxo Queen D.