Looks Like a Lady
10 Capítulo 9 – Ringue de Luta Livre Com Vestidos
Notas iniciais
Pov Damon
Não sei o que tinha me tomado, não sei se o clima, o meu sentimento conturbado por essa garota, aquela musica, a aura completa em que estávamos tudo estava indo perfeito – até demais para ser para nós – e quando Rose chegou fazendo escândalos e o tal Julian chegou bancando o super herói, se eu pudesse trocaria tudo para continuar com aquele momento, curtir o aconchego daqueles braços, mas não outra coisa que me enfureceu foi o “velhaco” e “minha garota” eu queria arrancar a cabeça dele e revogar ela a mim, marcar em seu corpo que ela era minha, Deus estou ficando louco.
Me afasto de Rose eu precisava de um tempo tinha que por meus pensamentos em uma linha clara de raciocínio, abandono minha pose e tinha que beber e beber algo forte, vou até o bar e peço tequila o barman ia me servir uma dose pequena o parei e pedi para ser uma boa e grande dose, bebo o liquido em dois goles e aquilo desce queimando em minha garganta, ainda não era o necessário, pedi um rum e também bebo-o em um único gole, droga o que será que seria possível para aliviar aquilo?
– Hey amigo não enche a cara não que não tô a fim de limpar vomito de bêbado.
– Vai se foder Enzo.
– Meu deus, porque não estou com um gravador? Damon Salvatore falando um palavrão? Isso é demais para mim. – ele zomba e lhe mostro o dedo do meio.
– Estou ficando louco amigo estou ficando muito louco.
– Também meu caro amigo com aquela menina até eu, quem diria que por debaixo da pose de macho há aquela delicia?
– Suas palavras me foram de grande ajuda!
– Desculpe, mas você viu que corpo?! Ela é de uma beleza totalmente comum, mas ao mesmo tempo diferente e exótica. E mais a maluca da Rose, cara ela pode até ser bonita, mas o que rola?
– Nada, não tem nada ela acha que me ama e que sou seu namorado, mas não sinto nada além da amizade, e ela destruiu meu momento com Elena.
– Hum e que momento hein estavam tão centrados que mal perceberam que tornaram-se o centro da atenções.
– Deus o que os pais dela devem estar achando?
– Não sei pelo que entendi o sr. Gilbert já foi ele teve algum problema em outra filial e saiu as pressas, e bom a sra. Gilbert eu não sei.
– Como fui inconsequente! – apoio a palma da mão na testa.
– Não dramatiza tanto Damon.
– Estou fodido e mal pago, me meti em uma grande furada.
– Boa sorte, amigo, boa sorte.
Suspirei e pedi mais uma dose de bebida, queria agora mesmo ir embora pra longe de todo esse drama, minha vida já não era as mil maravilhas e eu ainda consigo deixa-la ainda pior. Peguei uma ultima dose e fui a caminho do jardim, precisava trocar algumas palavras com minha doce menina, entretanto quando chego a dez passos da porta que dava acesso a ele tenho uma visão não muito agradável.
O tal Julian estava a poucos centímetros de seu rosto e segurava sua face com ambas as mãos, não aguardei parado ali sabendo o que veria a seguir não queria ver os seus adoráveis lábios unidos com o de outro homem que não. Irritado jogo o copo com força no chão – sim isso não é algo habitual meu, mas a raiva e a bebida mexem com meu ser sinto-me quase a explodir – assim que retorno Rose vem até mim e sem a deixar dizer uma palavra a beijo com volúpia e ela retribui após o susto inicial.
Sei que é completamente imoral da minha parte usa-la para descontar esse sentimento incompreensível e agonizante e sufocante que estou, mas foi o único meio que achei para por para fora tudo isso.
Sinto aquele esbarrão separar nossos corpos e só conseguir enxergar a cauda negra do vestido que nos afastou. Elena! Não sei qual o problema dessa garota, ela quem ficou primeiro com o tal acompanhante e vem agora com suas picuinhas e “irritações” por que eu estou com outra pessoa, isso me irrita até as tampas.
***************
Depois de tudo resolvi me isolar num canto e esperar todo aquele carnaval acabar para que eu pudesse me retirar e apenas deitar minha cabeça no travesseiro e esquecer o dia de hoje. Estava terminando meu drink – esse pelo qual já havia perdido a conta de qual era o numero – quando começo a notar um burburinho sobre uma discussão e viro-me para ver, PUTA QUE PARIU, MAS QUE CASSETE ERA AQUILO.
A imagem de uma Elena com feições carregadas em ironia e sarcasmo e pairando na fúria me fizeram sentir algo que mexeu com todo meu corpo – em especial com aquilo que tenho entre as pernas e minha mente que começou a conectar a cenas dela assim nervosa e sarcástica discutindo comigo e arrancando minha roupa e depois a dela – e me deixou desconexo a gravidade do que acontecia, já Rose era a imagem da inocência, ela chorava e parecia mais uma criança pobre e coitada o que meu deu uma pena enorme dela, mas ainda sim o efeito do álcool me fazia enlouquecido para tomar Elena daqui e leva-la a qualquer lugar e fode-la.
Aquele pensamento impuro me consumia tanto que mal notei quando elas começaram a brigar, apenas vi que Elena já não trajava mais seu lindo vestido e seus cabelos estavam presos em um coque tipo um nó e ela agredia Rose tal como um homem enquanto esta por sua vez só tentava dar tapas e unhadas nela o que não sortia efeito.
Caralho que confusão.
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Pov Elena
Depois de ver aquele idiota aos beijos com a vaca e eu ter “sem querer” esbarrado neles, não os vi mais, resolvi curtir a noite e bom foi isso que fiz, dancei, conversei, ri e me diverti muito com meus amigos e aproveitei bem a volta de Julian, ele me fazia muito bem, e fora que foi ele quem me fez acordar da besteira de me jogar nos braços do professor – mesmo meu mais profundo pensamento discordando – tinha até me esquecido de quão bom era usufruir de seu alto astral, e ter alguém que aceitava meu lado mais masculino.
Já estava me sentindo exausta com aquele salto e aquele vestido que poderia não parecer mais pesava, resolvo sentar para comer e beber algo enquanto descansava um pouco e sem que notassem já que escolhi uma mesa mais isolada retirei aquela armação da saia, aquilo foi um alivio, como aquele momento de paz me fez bem, não gosto de muito agito e piorou de festas como essa.
– Oh garota. – a voz da verruga me retira do meu bom momento, mas ignoro-a. – Ei é com você mesma que estou falando. – ela toca meu ombro e viro bem vagarosamente para fita-la.
– O que você quer? – o descaso era evidente em minha voz.
– Simples, tente não ser atirada e ficar muito colada e perto do meu namorado.
– Do seu o que? – sorrio em descrença.
– Isso mesmo, meu namorado, não quero você falando com ele mais que o necessário de aluna e professor. – ela me aponta aquele dedo e eu sinto vontade de quebra-lo.
– Olhe aqui, primeiro não me aponte esse dedo que não sou tuas negas e piorou teus negos, segundo quem você pensa que é pra vir me obrigar a qualquer coisa? E terceiro eu faço o que quiser e como e onde quiser. – debocho dela.
– Sua insolente, você não vai se sair bem se mexer com quem é meu. – isso era uma ameaça?
– Não vou sair bem por quê? Vamos fale logo eu quero saber o que me acontece. – agora em pé a desafio.
– Você não sabe com quem está lidando sua fedelha, você não vai roubar meu homem. – ela começa com drama e a fingir chorar.
– Pare de ser falsa com essas lagrimas de jacaré, e se alguém vem atrás de mim é o “seu” homem, então segura o bofe de ouro e coloca ele tipo imagem de santo fechadinho na estante. – sinto sua mão em meu rosto e agora sim meu sangue ferveu.
Com muita agilidade prendo meu cabelo e já vou pra cima dela que tentava a todo custo me ferir com unhadas e tapas, mas comigo não tinha essa, fechei minha mão em punho e lhe acertei um soco fazendo-a cair, mas ela passa aquelas pernas de rã e me derruba, ignorante não sabe que fez o pior para ela mesma. Golpeio-a ainda mais e sempre certeira e tirando um ou dois tapas que levei estava totalmente bem.
Eu estava ganhando nossa luta, me sentia quase uma lutadora de MMA ganhando no ringue quando sinto alguém me puxar pela cintura e me tirar de cima dela.
– Me solta. – dou uma cotovelada na boca do estomago de quem me segurava e mesmo com um gemido de dor me aperta mais.
– Calma ai super girl. – ouço a voz de Julian e paro de me debater.
– Me deixa acabar com essa vadia. – rosno e ele aperta-me mais.
– Já chega Elena olhe o que você fez com a Rose. – Damon sibila e isso me deixa mais puta.
– Então cuide para sua mulherzinha não mexer mais comigo ou na próxima eu faço ela de carne moída seu idiota.
– Para de ser prepotente Elena.
– Cala boca...
– Elena! – a voz de meu pai corta a confusão e eu chego a gelar.
– Papai.
– Isso são modos? Que baixaria foi essa, isso é inadmissível. – seu telefone começa a tocar e ele se afasta.
– Sempre assim os negócios em primeiro lugar. – já não aguentando mais minhas lagrimas de todos sentimentos juntos banha meu rosto. – Me solta vou embora daqui e não quero ninguém indo atrás de mim. – digo e Julian me solta e se afasta, Damon larga a lagartixa da namorada e fica me encarando e sinto vontade de manda-lo ao inferno, e os outros continuam assistindo a tudo que acontecia.
Estou cansada disso e por mim eu matava essa vaca agora mesmo, mas ela não vale nada do que eu faria e a prejudicada seria eu.
A única coisa que quero e preciso é aproveitar meu fim de semana sozinha como se nada disso tivesse acontecido...
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Pov Caroline
Como minha Leninha estava se divertindo com seus homens, eu resolvi aproveitar minha noite com a pessoa que veio comigo, sei que é errado seduzir meu tio ainda mais comprometido, entretanto não conseguia segurar aquele desejo por ele.
E isso piorou quando na noite anterior eu o vi nu na cozinha – e foi isso mesmo – fui tomar um copo d’água e quando cheguei a cozinha meu coração falho e minha mente deu tilti lá estava meu tio Niklaus nu tomando um copo de leite em frente a geladeira tudo em mim se aqueceu com aquilo.
E agora essa noite é minha chance de aproveitar o que eu realmente quis fazer na noite anterior.

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