Notas iniciais
não esqueçam de ler as notas finais e deixar review :)

Acompanhei Stephanie e John em uma passeio de barco naquela manhã. Apesar de não me excluírem em nenhum momento, era inevitável me sentir um pouco perdida e solitária... afinal, eles pareciam um casal de adolescentes apaixonados e eu era um “quase alguma coisa” pra alguém. Parecia impossível não devanear sobre a noite anterior, mas agora de certa forma eu me preocupava. A única certeza que tinha é que verdadeiramente queria Josh comigo o tempo todo e, apesar das coisas não poderem estar melhores entre nós, eu era uma pessoa que sempre corria o risco de estragar tudo de uma hora pra outra. Aliás, era isso que vinha acontecendo com todos os meus relacionamentos. Balancei a cabeça na vã tentativa de afastar os pensamentos. Pelo menos aquilo ainda era melhor do que focar em cigarros. Quando o agradável passeio acabou, eu decidi voltar para o hotel. Me sentia mal por ser um peso morto nos momentos daqueles dois e só atrapalhar, mesmo eles insistindo em negar essa verdade. Cansei de ser um incômodo e deixei eles sozinhos, afinal era esse o objetivo da viagem né? De qualquer forma, eu tinha um show pra ir aquela noite. Por sorte, as horas me ajudaram e fizeram o favor de passarem bem rápido (confesso que dei uma forcinha, nadando um pouco na piscina do hotel e saindo para fazer compras). Enfim, chegou o momento. Me arrumei e cheguei cedo, tive que enfrentar a fila imensa que se estendia por uma rua inteira e continuava crescendo, mas eu estava na frente e com um pouquinho de fé ainda ficaria na primeira fila. Pouco mais de duas ou três pessoas me reconheceram, mas nada preocupante. Definitivamente eu era muito, muito sortuda. Consegui um lugar privilegiado e a poucos metros longe do palco. Eu tinha acesso vip e tudo, mas qual a graça de ir em um show e ficar longe do público? O bom mesmo era sentir a energia e ninguém podia me privar disso, quando acabasse eu acessava os bastidores e pronto, resolvido. As luzes acenderam e a gritaria foi geral, eles abriram com o novo single e a galera foi ao delírio. Eu também, é claro. Josh estava lindo, como sempre. Ele me viu na multidão assim que começaram a tocar e acenou. Pode-se dizer que eu estava parecendo uma louca, pulava e gritava como a muito tempo não fazia, me diverti demais e estava completamente grata por isso. Em certo momento, lá pro meio do show, a iluminação desceu um pouco e Josh sozinho começou a cantar “Io Sono Quel Che Sono”, a mesma música do restaurante. Senti um formigamento estranho nos pés e acho que comecei a suar ainda mais. Abri um largo sorriso no rosto que durou a performance inteira, e só ficou maior quando ele fez questão de arranhar a música bem nas partes que eu também desafinei na vez em que cantei. Aplaudi loucamente quando ele terminou e o show seguiu até o final, esperei o público diluir um pouco e procurei as entradas do backstage, garantida pelo meu passe vip de acesso.

“Aaaah, eis aqui o motivo que está deixando meu guitarrista meio perturbado” – Anthony abriu um sorriso e me abraçou, apesar de estar extremamente suado e descamisado. Mas não importava já que eu também estava da mesma forma, e de bônus... mais descabelada do que nunca.

“Também é bom te ver, Tony” – sorri – “Falando nele, cadê o Josh?” – fechei a boca e ele apareceu na minha frente pelo corredor, bebia desesperadamente uma garrafa d’água. Corri e o abracei (na verdade, pulei no pescoço dele) estava bastante eufórica ainda.

“Gostou?” – Josh perguntou quando o soltei, estava tão vermelho e pingando de suor quanto na noite anterior e eu gargalhei ao pensar nisso.

“Eu é quem te pergunto” – me aproximei para um beijo, ele exibia aquele típico sorriso de lado e me fitou diretamente nos olhos quando entendeu minha referência. Respondeu com um beijo.

“Suados” – Anthony disse de algum lugar não muito distante – “Nojento” – Flea completou, rindo. Nem por isso larguei Josh, nem por nada.

Notas finais
aconselho que vocês vejam esse vídeo :) http://www.youtube.com/watch?v=v5qGDbf2YD0