Longe, Bem longe . . .
1 A cidade vazia...
Longe, bem longe, eu posso ver uma cidade vazia, cheia de casas vazias e pessoas vazias. Essa é a cidade onde as pessoas já não sorriem mais, é a cidade onde as pessoas que desistiram de lutar, vivem. Nem os pássaros ousam pousar por lá, sabem que não há pessoas alegres e pacientes o suficiente para admirá-los a louvar os céus e terra, por lhes fornecerem água e alimento.
Longe, bem longe, eu posso ver algumas pessoas praguejarem contra Deus e outras chorarem sozinhas, em seu abismo interior. Eis então que uma dúvida me surge à mente:
“Há algo que eu possa fazer por essas pessoas?”.
Um instante se passa e percebo um pardal pousar a minha frente, com meus olhos curiosos o observa e espera uma resposta. E então ele me responde, diz que não há nada a ser feito, que tudo um dia dependeu daquelas pessoas, no entanto elas se mostraram fracas e covardes. Por fim, antes de voar e me deixar a observar aquelas pessoas vazias, longe, bem longe chorarem, ele me diz:
“Aquelas pessoas são dignas de tal lugar!”
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