Eu percebia que tinha alguém me olhando. Sabe? Aquela sensação de desconforto, de sentir olhos te perfurando... Mas não me importava. Estava tão absorto em meus pensamentos e nas palavras que se formavam da ponta da minha caneta no papel amassado à minha frente.. que simplesmente não importava, só era um pouco incômodo. Eu já devia ter me acostumado com essa sensação...

Quando terminei o primeiro parágrafo da carta que estava escrevendo, parei e reli. Era a décima sétima vez que eu fazia esse mesmo ritual. Sim, eu contei. Nunca parecia bom o suficiente. Eu sempre quis tentar me expressar mais, mas sempre me faltavam palavras. Havia coisas impossíveis de descrever, como meus sentimentos, os momentos.. Mas eu sempre me esforçava em não parar nesse primeiro parágrafo. Afinal, eu tinha que escrevê-la senão não receberia uma resposta. E era a resposta que me motivava a continuar, mesmo que ela demorasse.

A janela aberta à minha frente mostrava a mesma paisagem de sempre. Nublada, silenciosa, depressiva. Faz muito tempo que não consigo olhar para essa mesma janela e ver outra coisa a não ser o tempo cinzento, mesmo quando faz sol. Isso é muito, muito estranho não é... Às vezes eu rio sozinho por isso. Mas outra coisa que também acontece sempre que olho pela mesma janela do meu quarto é a nostalgia. As lembranças de quando eu costumava rir não só de mim mesmo..

...

_Souta, você não gosta da Mayu, né?

O Hiro sempre perguntava a mesma coisa desde que ele começara a namorar essa garota. Mas é fato que os melhores amigos quase nunca gostam das namoradas dos melhores amigos. Eu nunca fui uma exceção à regra, então isso também se aplicava a mim.

_Tanto faz. – respondi com indiferença. Ele nem estava prestando atenção também. Acho que os fios de cabelo dele eram mais importantes que a nossa conversa; nunca parava de mexer neles.

Nós dois costumávamos passar todas as tardes depois do colégio na minha casa, no meu quarto. Na maioria das vezes jogando, ouvindo música ou conversando sobre alguma coisa aleatória. Meus pais são separados, eu vivo só com a minha mãe numa casa costeira. Ela trabalha fora o dia todo; só volta à noite.

A janela que dá para a praia era a parte preferida dele. Tanto que o Hiro se sentava no parapeito e ficava ali esticado, olhando a paisagem e mexendo no cabelo castanho que caía nos olhos. Era quase sempre a mesma cena que eu nunca cansava de observar da cadeira da mesa do meu computador.

De repente, Hiro parou de mexer no cabelo e suspirou forte. Olhei pra ele de relance. Parecia que estava carregando o mundo nas costas. Não tinha reparado o quanto ele parecia.. cansado nos últimos dias. Ele olhou pra mim e nós ficamos assim durante algum tempo, sem falar nada. Foi tempo demais. Pensei que ia explodir. Tinha tanta coisa me sufocando desde sempre e agora pareciam todas com vontade de sair. De uma vez. Eu sentia uns pulinhos estranhos no peito e uma sensação de enjôo no estômago.

_Preciso te contar uma coisa. – Hiro começou, sério. Ele se levantou do parapeito e se encostou na mesa na minha frente enquanto eu afastava a cadeira para poder vê-lo melhor. Eu não tinha idéia do quê ele estava prestes a falar. – Eu vou embora depois que a gente se formar..

_Como assim..? – eu juro que não entendi da primeira vez. Ou não queria entender. Hiro suspirou de novo, como se fosse com muito esforço que ele ia terminar aquela frase explicativa.

_Você sabe, meus pais são um saco e vão me mandar pra estudar fora depois que a gente se formar no colegial... Fora eu quero dizer.. fora do país.

Silêncio.

_Hiro, a gente se forma no mês que vem!

_Eu sei, por isso tô te contando agora. – ele não olhava pra mim. Olhava para as próprias mãos. Acho que o medo de encarar a realidade às vezes é mesmo muito assustador. – Eles já arranjaram tudo. Já tenho a passagem comprada, o lugar onde eu vou ficar... tudo.

_Você só pode tá de brincadeira.. – levantei da cadeira. Na verdade a minha vontade não era só levantar. Era uma mistura de raiva, de tristeza, de um monte de coisa que eu não soube diferenciar. – E você sabia disso há quanto tempo?? Porque não me disse nada antes?

_Eu ia contar só que... – ele abaixou a voz. Minha respiração estava acelerada. Se fosse eu quem estivesse falando, com certeza iria ficar com medo das minhas próximas reações. Eu mesmo estava com medo de mim. Não sabia o que fazer e ao mesmo tempo tinha tanta coisa que pensava em fazer... – Não queria que ficasse um clima estranho meio de “despedida” entre a gente.

_Ah, e você acha ótimo me contar uma coisa dessas faltando um mísero mês pra acontecer?? Se tivesse me contado antes teria tempo da gente aproveitar mais alguma coisa aqui... sei lá! Um mês não dá pra nada, Hiro!

_Mas era justamente isso que eu não queria. Eu não quero que mude nada. Pra mim ta bom assim. – ele estava sendo sincero. Eu sabia. Foi como se as palavras do Hiro meio que afastassem a nuvem de raiva e todos os sentimentos carregados que estavam ali naquela hora. – Além do mais, ainda falta um mês, Souta. Dá pra aproveitar, confie em mim.

Então ele sorriu. E eu soube, por alguma razão, que um mês podia ser suficiente pra muita coisa. Talvez não pra tudo, mas para uma boa parte.

...

De um modo estranho, nos dias que se seguiram depois que o Hiro me contou que ia se mudar, ele parou de sair com a Mayu. Ela vivia atrás de nós, mas ele sempre dava alguma desculpa esfarrapada do tipo “nós vamos estudar para as provas finais” ou “prefiro jogar videogame a ir ao cinema (com você)”. No fim das contas acabávamos sempre só nós dois, no mesmo lugar; na minha casa. Nossa rotina não mudou muito, mas eu tentei, de certa forma, fazer com que nós pudéssemos passar o máximo de tempo juntos. Nos esquecíamos da escola e dos afazeres. Esquecíamos das horas, que passavam cada vez mais rápido... Quase sempre não fazíamos nada de mais. As vezes que ficávamos em casa conversando, as vezes em que saíamos e caminhávamos beira mar, ou sentávamos vendo as ondas quebrarem na areia... Cada pedacinho desses momentos era importante. Não que nunca tivessem sido, mas se tornaram ainda mais especiais. Com a sensação de perda as pessoas se acostumam a viver cada segundo como se fosse o último, não é isso o que dizem?

Em um desses dias, mais ou menos no meio do mês, Hiro primeiro foi pra própria casa e depois apareceu na porta da minha. Ele estava com uma caixinha de sapato azul-claro nas mãos. Parecia bem alegre e animado. Deixei ele entrar e nós subimos para o segundo andar; para o meu quarto como sempre. Estava chegando o inverno, então o sol não costumava ficar tão forte e quente como antes. A janela ficava o tempo todo aberta, mas nem sempre parecia que estava de dia ainda. O tempo acinzentado e meio chuvoso, típico de inverno costeiro, tomava conta da cidade e deixava a gente meio entediado e depressivo. Nesses dias a gente quase não conversava. Quando um fazia menção em dizer algo, era só olhar pro outro. Não precisávamos de palavras. Só com o olhar um já sabia o que o outro queria dizer. Eu sempre achei isso muito bom e nem parava pra pensar quanta falta eu ia sentir dessas coisas.

Naquele dia, quando decidimos descer para a cozinha e fazer algo para comer, já era tarde; quase 6 horas já. Peguei uma jarra e comecei a preparar um suco. Todos os copos estavam sujos. Tinha preguiça de lavá-los. Então o Hiro abriu o armário, procurando algum outro recipiente limpo. Nem percebi que ele tinha trago a caixa de sapato com ele. Alias, tinha me esquecido totalmente dela. Quando ia perguntar o que tinha dentro, me deparei com um sorriso infantil e ,ao mesmo tempo, satisfeito estampado no seu rosto.

Hiro retirou do armário uma xícara da coleção que minha mãe mais estimara. Ela era a única que tinha sobrado. Branquinha e fosca, de porcelana pintada à mão. Daquelas mais caras e bem feitas. Um trevo de quatro — folhas estava estampado nos mínimos detalhes na sua parte mais côncava. Sempre pensamos que quem as tinha feito era alguém muito talentoso.. e sozinho. Para trabalhar em um objeto tão delicado e frágil era preciso muita paciência e tempo. E só uma pessoa muito talentosa, com muita dedicação e com tempo suficiente para detalhar a folha como ela estava representada; perfeitamente. Parecia nascer do objeto.

A borda era contornada com uma fina fita em dourado, dando um aspecto bastante elegante à porcelana. Em volta dessa fita, em cima e em baixo dela, mais uma vez contornos em tons de verde, duramente trabalhados à mão também. A asa estava quebrada, mas isso não deixava a xícara menos bonita. Pelo contrário, dava um tom de antiguidade mais peculiar. Acrescentava uma memória que a maioria dos outros objetos não tinha.

Ela era um artefato muito antigo, mas estava quase intocada. Se não estivesse sem a asa, provavelmente quem olhasse iria dizer que nunca tinha sido utilizada. Minha mãe detestava que usássemos essa única peça que tinha sobrado da coleção. Coleção que, aliás, fomos o Hiro e eu que quebramos inteiramente.

_Cara, vocês ainda guardam essa xícara? – disse ele, tirando-a do armário e rindo sozinho para o objeto nas mãos, como se tivesse admirando a mais bela das obras de arte.

_Minha mãe não ia jogar fora a única que tinha sobrado. Você sabe que ela adorava essa coleção...

Hiro riu. Eu acompanhei e sorri também.

_Lembra como ela ficou furiosa quando a gente quebrou “sem querer” todas as xícaras dela, os pratos.. até aquele bule gigante!?

Nós começamos a rir feito criança. Tinha certeza de que tínhamos lembrado quase no mesmo instante da cena de uns 10 anos atrás: ele tinha acabado de se mudar para a minha sala no colégio e era a primeira vez que ia na minha casa. Nós tínhamos resolvido não-sei-porque brincar com as coisas da cozinha e acabamos deixando toda a coleção de porcelana da minha mãe “escorregar” da prateleira do armário. Aquela xícara que estava na mão dele era a única que tinha sobrado. A asa dela tinha ido para o lixo junto das outras peças, inteiramente estraçalhada. Era óbvio que eu não ia esquecer daquilo (tanto pela surra que levei quanto pelas risadas que a gente tinha dado naquele dia).

Ficamos um tempo compartilhando das mesmas lembranças. Hiro colocou a xícara na mesa junto da caixa de sapato azul, que, reparei, se mexia estranhamente. Quando notei e ia tentar perguntar novamente o que tinha lá dentro, ele se virou e a abriu. Algo até então não identificado saltou para fora da caixa. Hiro olhou da bolinha de pêlos para mim e sorriu.

_Lembra do Yuki? – disse, passando a mão no hamster que estava escondido até agora. Eu nunca o tinha visto tirar o bichinho de casa. Sabia que ele gostava demais daquele animal. Naqueles anos todos de amizade eu podia contar nos dedos quantas vezes tinha visto tirá-lo da gaiola no seu quarto. Me aproximei e comecei a ver aquela bolinha de pêlos minúscula se movendo com receio na mesa da minha cozinha.

O hamster do Hiro tem a pelagem branquinha como a neve, talvez até por isso mesmo tinha aquele nome. Yuki. Era engraçado porque somente nas patinhas e no peito ele tinha manchas cor de caramelo. Os olhinhos arregalados e amendoados, aflitos e excitados. Observamos a pequena criatura andar um pouquinho e se deparar com a xícara quebrada também em cima da mesa. Nós rimos outra vez quando Yuki entrou dentro da xícara e esta lhe pareceu ser seu habitat natural: ele se enroscou e ficou ali, quietinho.

_Ótimo, ele até já gostou do novo lar.. – comentou Hiro. Olhei com uma interroganção escrita na testa e ele continuou. – Vou deixá-lo com você, ta? Eu sei que você pode cuidar dele pra mim, né?

_Mas porque? Pode levá-lo na viagem, ué. E além do mais porque não deixa com a tua mãe.. ou com a Mayu? – respondi. A última palavra foi meio de provocação, confesso. Hiro riu.

_Não vou levá-lo, posso não ter tempo pra cuidar dele e não quero deixar com a minha mãe.. Ela pode esquecer dele também. Tenho certeza de que se deixar com você ele vai ser bem tratado. O Yuki é uma das coisas mais preciosas que eu tenho. Não quero deixar com qualquer um, tem que ser com alguém especial... E para de falar na Mayu, ela não tem nada a ver!

_Ela não é tua namorada? – fingi que ignorei a parte do “alguém especial”.

_Já era. Se não percebeu, eu passo mais tempo com você que com ela!

Mais uma vez nós ficamos nos fitando por um longo tempo sem dizer nada. O hamster não se mexeu na xícara, só ficava nos observando de leve com os olhinhos curiosos.

_Você vai voltar pra buscá-lo? – perguntei. A voz falhou um pouquinho. Nós estávamos muito perto um do outro.

_Vai ser a primeira coisa que vou fazer quando estiver de volta.

_Como vou saber?

Ele demorou um pouco pra responder. Parecia calcular bem cada palavra que se formava na sua mente. Senti meu estômago revirar e uma sensação esquisita passou pela minha espinha. Era algo bom, mas não gostava de sentir esse tipo de coisa. Expectativa sempre me deixava meio nervoso.

_Porque eu vou deixar outra coisa com você também... Mais importante ainda.

Foi aí que então o meu melhor amigo me beijou. Na boca. Quero dizer, beijo de verdade. Não vou dizer que nunca tinha pensado na possibilidade disso ocorrer, mas do jeito como aconteceu foi bem.. inusitado, digamos. Na verdade eu passei quase o tempo todo desde que ele tinha me dito que ia se mudar pensando em como fazer isso. Beijá-lo, abraçá-lo. Tudo. Eu sempre quis. E quer saber de mais uma coisa? Eu sempre odiei a Mayu sim.

Ele me empurrou forte, fazendo com que minhas costas encontrassem a parede num baque. Mas eu não me importei. Continuei a beijá-lo, mais e mais. Não queria parar. Ele tirou meu cabelo escuro e escorrido da testa e eu, finalmente, passei a mão naqueles seus fios que ele tanto mexia, na nuca, no pescoço... Cada parte dava a mim e a ele uma sensação diferente. Todas ótimas.

Hiro e eu não sabíamos exatamente o que estávamos fazendo. Só fazíamos porque era mais ou menos aquilo que sempre quisemos fazer. Sabe? Como se fosse instinto. Em 17 anos das nossas vidas duvido muito que ele tenha feito isso com outro cara. Eu muito menos; sempre pensei só nele, tinha que ser com ele. E estava sendo, não estava?

Nós continuamos nos beijando forte, nem dava para respirar direito. Quando ficou realmente difícil e o ar começou a faltar demais, nós paramos. Ele encostou a testa na minha, ofegando e soltando baforadas fortes pela boca. Nós tínhamos a mesma altura e eu o achei ainda mais bonito de perto.

_Souta... – sussurrou, acalmando-se. Nossos olhares se encontraram. Seria difícil ficar dias, meses.. talvez anos sem ver aquele mesmo olhar novamente. Usei minhas mãos para puxá-lo para mais perto de mim e o beijei de leve, como se dissesse “está tudo bem” quando na realidade não estava. – Eu quero ficar com você... Mais que isso. Sempre quis.

_Eu também... – murmurei em resposta. Vi seus lábios escorregarem para um sorriso travesso antes que me beijasse outra vez e começasse a passar as mãos na minha cintura por debaixo da roupa, delineando com os dedos a pele até o peito.

_Posso...? – Hiro beijou meu pescoço. Uma das mãos dele se abaixou e estava contornando o cós da minha calça, fazendo menção em abrir o botão que a prendia no meu corpo.

_Faça bom proveito! – não sei o que deu em mim, mas eu tinha que fazer aquilo. Era naquela hora ou nunca. Então eu mesmo tirei minha camisa e desabotoei a calça, deixando a passagem “livre” pra ele.

Aquele dia foi a primeira vez, mas não a última, em que pude sentir as mãos do Hiro em mim. Não só as mãos, tudo. Cada toque, cada beijo, a sua saliva me queimando em cada cantinho que percorria... Nunca tinha me sentido tão bem, tão vivo. Vasculhei e descobri cada pedaço dele também. Aprendi a não tatear no escuro. Só fomos interrompidos pela minha mãe mais tarde e percebemos que o Yuki continuava no mesmo lugar, quietinho: dentro da xícara quebrada.

Todos os dias depois daquele nós nos encontramos com um intuito um pouco diferente; aproveitar cada momento juntos até ele ir embora. E acho que aproveitamos, apesar de que nada parecia nos satisfazer. O tempo era sempre muito curto para as muitas coisas que até então não tínhamos feito e que gostaríamos de fazer. Fico me perguntando se o Hiro não se arrependeu de ter esperado pra contar que ia se mudar só um mês antes..

...

Então quase um ano já se foi. Eu continuo observando a mesma janela acinzentada e tediosa daquele dia, esperando por notícias que sempre chegam através do correio. Odeio esperar. Contudo, se não fizer a minha parte, a resposta nunca vai chegar. Então eu tento escrever o maior número de cartas possíveis.

O Yuki realmente se acostumou à xícara da coleção de luxo da minha mãe. Roubei-a da cozinha e agora só fica no meu quarto, com ele dentro dela. São dele os olhos que ficam me policiando o tempo todo, que partilharam do nosso maior segredo e que me apóiam todos os dias. Apesar de ser pequeno, não é muito.. só pouco pequeno. Tanto que às vezes é capaz de preencher o vazio do buraco chamado “solidão” que se formou no meu peito.

Sabe, eu acho que o Hiro vai voltar em breve. Parece que esse bichinho inocente e companheiro também pressente isso. Entretanto, como não é capaz de falar, até lá, eu fico dizendo a ele que é importante e precioso, tanto pra mim quanto para o verdadeiro dono dele. Quase tão importante quanto a outra coisa que Hiro deixou comigo: o próprio coração. Nesse sentido, digo e repito a mim mesmo também que sou especial, até o fim.

“Recalling my torn, broken, aching heart of these long days And all the memories I wanted to forget for making leaps Recalling, breaking, aching, crying, making sure to me And I take all and grin at my future on the way…

Sorrow is what I hate, but it\'s grown my sensations. Regrets taught me how to make any hard decisions. Peace is always by my side, but I\'ve never felt it once. Love is not the word only for the sweet romance.

Well, I\'m scared, scared, scared, scared to death. And I\'m scared to keep on going on my way. Well, I\'m scared, scared, scared, scared to death. And I\'ll tell myself I\'m special till the end.”

Música de Fundo: BECK – Slip Out (LITTLE More Than Before)

Notas finais
Não sou boa com POV, mas tentei fazer o possível! Achei o desafio relativamente fácil XD só me atrapalhei pq tinha que ser uma oneshot e eu costumo escrever muito *detalhista*. Então ficou resumida, mas acho que coerente. Outra coisa foi que não me detive muito nas descrições dos personagens, por isso fica a cargo do leitor imaginá-los como bem quiserem. A BGM pode ser ouvida no youtube 8D E o Nyah! estragou a formatação.. Então os parágrafos sumiram e eu estou sem tempo pra editar XD
OUTRA COISA! Não é uma songfic, é uma fic que tem uma BGM, ok? Espero que tenha ficado claro isso :)

~> Mais histórias originais no boyslovehyper.livejournal.com ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!