Loneliness
4 Four
Notas iniciais
Frank convidara Gerard para ir tomar um café no Starbucks ao lado do hospital, recebendo sim como resposta.
Frank já se assumira homossexual apenas por suas atitudes e modos, mas não era abusado a ponto de agarrar qualquer homem bonito que vinha a sua frente. Era apenas um rapaz carinhoso.
Chegando lá, os dois pediram dois cafés fortes, e se acomodaram na mesa do canto do estabelecimento.
- E então Gerard, me conte o que fazia. No que trabalhava? – Frank o questionava de forma paciente, sempre com um lindo sorriso largo em seu rosto.
- Eu trabalhava em uma das empresas mais importantes de calçados importados, era um dos secretários mais cobiçados de lá.
- Entendo. – Frank abaixou a cabeça.
- Hey, o que houve? – O maior perguntou preocupado.
- Eu sinto muito.
- Sente pelo que?
- Por eu ter segurado você pra conversar comigo aquele dia, se não fosse por mim, bom, você ainda teria seu emprego e não teria uma mente insana.
- Pare agora com isso! Não foi sua culpa. Talvez tenha sido o destino agindo. E como assim mente insana? Você me acha louco? – Gerard riu brincalhão.
- Destino? Aonde acha que ele quer chegar? – Frank riu maliciosamente – E bom, você tentou me matar! Acho que normal você não é! Mas é bonito.
Gerard ficou quieto por um momento, mas logo sorriu e olhou pra Frank. O menor fitava-o de forma interessante, e disso, sentiu algo estranho dentro de si, algo que nunca sentira antes.
Passaram-se horas e os dois conversaram sobre diversos assuntos, família, amigos, vida pessoal e profissional, problemas, sonhos, amor...
- Gerard... Você já se apaixonou por alguém... Quero dizer, por um...
- Homem? – Gerard o interrompeu.
- Isso, exatamente. Desculpe a pergunta.
- Bem, isso não me constrange, pois a resposta é sim.
Frank o olhou sério, com os olhos brilhando de forma intensa, e seu coração começou a acelerar.
- Então você é...
- Sim. – O ruivo riu de forma fofa.
- E eu pensei que estava sendo bobo, agindo desse meu jeito.
- Seu jeito é especial.
Os dois se olharam por minutos, sem dizer uma única palavra, até que o celular de Frank tocou, e desfez o silêncio ali mantido.
- Alô? – Frank se levantou nervoso, tampou a outra orelha com as mãos para ouvir melhor o que diziam no celular.
Segundos depois ele voltou nervoso, dizendo que precisava ir que era urgente, um paciente tentou se matar, e precisavam dele para investigar a causa.
- Ok, nos vemos amanhã? – Gerard o questionou, parecia preocupado se o veria novamente.
- Claro! Vá ao hospital na mesma hora de hoje. Mas por favor, não tente me matar – Riu graciosamente.
- Vou sentir sua falta.
Frank ouvira o que o maior lhe disse, mas teve que sair correndo, então apenas acenou e foi embora.
Gerard estava se apegando a esse rapaz, talvez estivesse sentindo algo mais forte por ele. Quem sabe amor.
Gerard voltou para casa, e em todo o seu percurso, não deixou de pensar em Frank nem se quer um minuto. Aqueles olhos redondos e amendoados fizeram o coração do maior bater mais forte cada vez que os via.
Quando chegou a seu apartamento, se sentiu a pessoa mais feliz do mundo, mas um tempo depois, começou a repensar nos acasos ocorridos antes de se encontrar com Frank. Como ele viveria sem um emprego? E as contas? Como iria se alimentar?
É. Não havia nada para impedir que ele ficasse nervoso novamente, isso lhe irritara de forma intensa.
Pegou o jornal que ganhara na cafeteria, e folheou-o até ver a página de empregos disponíveis. Procurou... Procurou, e arregalou os olhos quando viu que havia uma vaga de assistente de balcão no Hospital Psiquiátrico Jersey’s Sorrow. O salário era pouco para alguém formado em administração, mas servia para sustentá-lo.
Ligou para lá, e pediu mais informações. Disseram-lhe para mandar um currículo, e ele disse que mandaria em pouco tempo. Desligou o telefone, e adiantou de ligar o notebook que há tempos não era ligado, para fazer o currículo e mandá-lo por e-mail.
Tudo feito, Gerard foi tomar um banho.
Ligou o chuveiro, entrou e sentiu a água morna e gostosa cair sobre suas costas, fazendo-o relaxar. Fazia tempos que Gerard não se relacionava com ninguém, fazendo assim, fazer tempo que não sentia prazer.
Frank não deixava de percorrer em sua mente, e o ruivo começara a se tocar, pensando no rosto perfeito que o pequeno tinha.
Ao chegar ao ápice do prazer, Gerard desligou o chuveiro e se enrolou na toalha, ficando parado por alguns minutos, sorrindo e desejando que Frank estivesse ali, o abraçando e o protegendo.
Notas finais
Xo jess.
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