Lone Survivor

2 Capitulo 1: Isolamento


Você sai da sala de estar de seu apartamento apos acordar, ainda tonto e com a visão embaçada, alem de uma dor de barriga insuportável, talvez por causa da falta de alimento ou alguma coisa podre que tenha comido em uma tentativa de aumentar seu tempo de vida, ou talvez pelo simples fato do terror que Você sentia ao ser tocado por aquele ar gélido que impestiava o local de medo com os gritos e movimentos lentos daquelas criaturas brancas.

O seu objetivo principal era a chave de seu apartamento, que estava guardada na despensa, ao chegar lá, Você encontra 6 pedaços mordidos e mofados de carne, estragados por ficarem na umidade por muito tempo.

– Parece que não tem nenhuma outra opção

Você da uma mordida razoável na carne, sentindo a dor em seu estomago aumentar e percebe que comer uma refeição assim e uma medida de desespero e sua moral desce ao perceber que era o único alimento que tem.

Você observa ao redor, vê o seu velho fogão, que esta sem gás, isso talvez fornecesse uma refeição mais adequada, mas sem combustão, não iria adiantar leva-lo de volta a sala. Depois encontra uma pagina de diário atras de seu armário.

– Não vejo utilidade nisso, esta em branco.

Você acha a chave.

– Finalmente!

Você sai da despensa e se direciona a porta, com cuidado, enfia a chave e abre a porta de seu apartamento, ao sair para o corredor principal você olha para o lado e vê o mapa do andar numero 2. Você o guarda na bolsa, para evitar se perder.

Você avança pelo corredor e quando se dá conta tem uma daquelas criaturas pálidas. Você se esconde mas ele te percebe por causa do cheiro de carne podre em sua bolsa. Rapidamente Você abre a bolsa e pega um pedaço de carne podre e joga no poço do elevador, a criatura, atraída pelo cheiro, cai dentro do poço, talvez presa pelas cordas ou sufocada pelas engrenagens, a criatura solta um suspiro agudo e morre.

– Essa foi por pouco — Você diz agoniado.

Um pouco mais aliviado e fora da tensão que aquele monstro provoca, Você continua a andar pelo corredor ainda com medo. Você encontra a porta de entrada para o Ap 205 e entra, na sala de estar você encontra um monstro bem próximo da porta de entrada, e foge despercebido por uma outra porta bem ao lado que leva ao banheiro. Lá dentro, você encontra um grande buraco escuro e vermelho no meio da parede.

– Não, deve ser somente minha imaginação.

Mas Você toca nas extremidades do buraco, a textura e real, aquilo não era somente sua imaginação

– Oque diabos e isso???! — Diz Você, espantado

Você tenta olhar para o buraco na parede com mais atenção, mas não consegue ver nada alem de uma escuridão infinita.

– Certo, aqui vai! -

Você entra no buraco, lá dentro você esta pisando em um chão, mesmo sem velo.

– O-oque e isso?

Você sente a visão embaçar, lentamente ficando mais vesgo enquanto andava por aquele caminho que parecia nunca acabar. Até chegar em uma parte estranha, a parede ao seu lado parecia um monte infinito vermelho, como carne, ou corpos de pessoas. Tudo estava coberto de sangue de repente. Seu coração batia muito mais rápido do que o normal.

– Eu preciso correr

Você corre o mais rápido possível, suando frio, gritos são ouvidos de trás, tudo começa a escurecer até que nada mais pudesse ser visto. Mas você reaparecê no prédio novamente.

– Oque foi isso, isso não pode ter acontecido...eu..e-eu estou ficando doido...isso foi no minimo sobrenatural..isso não e real.

Mas negar isso era impossível. Você tinha sentido tudo na flor de sua pele.

Você da uma olhada em volta, depois olha no mapa. Você estava agora no corredor oposto. Provavelmente, o buraco levou ele até la. Mas seria impossível, pois o buraco era enorme.

– Bom, e melhor ignorar isso. Pelo menos facilitou muito para eu chegar ate esta parte do andar. Tenho que seguir em frente para o 203

Depois de algum tempo andando, Você encontra finalmente o Ap 203. Sem o minimo de esforço você abre a porta. Ao entrar lá, você ouve uma musica e passos. Você se dirige para uma sala perto da varanda seguindo a musica. E lá Você encontra três pessoas, dois adultos e uma senhora.

– Como vai, Chie — Diz Você