Notas iniciais
Please please
D=
Não fiquem bravos comigo...

Watson havia acabado de acordar, era um pouco mais de 10 horas da manhã e espantou-se por acordar tarde e por encontrar Sherlock já acordado, tomando café da manhã.

- Acordou um pouco mais tarde que o normal caro amigo? — disse Holmes lançando-lhe um divertido sorriso.

- Espanta-me você já acordado! — o loiro se despreguiçou e desabou na poltrona que estava virada de costas para a janela. — Algum novo caso?

- Nenhum. — Sherlock notou a expressão de espanto do jovem doutor, mesmo na sombra da contra luz.

- Nenhum? Bom, quem sou eu para questiona-lo. Apenas sei que acordar cedo, sem motivo, não é uma de suas manias. — Watson bocejou e encolheu as pernas sobre a poltrona.

Era uma manhã quente, clima raro em Londres. O médico vestia apenas uma camisa branca e uma calça leve marrom escura, com seus cabelos todos bagunçados e os olhos sonolentos.

- Também não é mania do senhor acordar tarde e neste estado. Sempre está impecável e preparado para qualquer situação. Parece um maltrapilho. — Sherlock riu enquanto bebericava sua bebida quente.

- Então estamos quites. Também não tenho motivos para estar dessa maneira. Só me avise se for receber visitas.

-Hoje é um belo domingo. Não pretendo receber ninguém. — Holmes lançou-lhe um olhar brilhante e voltou suas atenções para seu café da manhã.

Watson estava encolhido na poltrona, com a cabeça encostada no encosto. Chegaria a cochilar por conta do conforto e da escassa iluminação se não fosse a barulhenta Rua Baker. Deixou seus olhos pousarem na curiosa criatura sentada a mesa. A luz da janela de trás de si dava-lhe um foco único, iluminando-o e incomodando a vista. Estava impecavelmente vestido, do seu jeito exigente, diferente das manhãs em que usa seu casaco velho. Apenas seus cabelos escuros permaneciam bagunçados, daquela mesma e característica maneira sensual de sempre. Nunca havia reparado como ele era lindo. Os lábios tão bem desenhados tomando com cuidado a bebida, os olhos cinzentos percorrendo as linhas do jornal, o perfil firme e masculino, chegando ser delicado. O corpo magro e firme se escondendo por baixo das roupas. As mãos feridas e experientes, muitas vezes a chave para resolução de mistérios, por quantos corpos já haviam passado?

- Vou ficar constrangido se continuar me observando dessa maneira caro Watson! — O loiro se assustou, chegando a tremer levemente. Sherlock apenas o olhou de canto e sorriu.

- Mas como...

- Não questione doutor. Não é porque está no escuro que não percebo seus atos. E talvez tenha que aprender que sentimos quando estamos sendo observados, principalmente, de forma tão sedenta. — Já havia terminado seu café e levantou-se. — Porque não come algo? Irei até meu quarto procurar alguns documentos interessantes. — Ainda mais lindo quando ficava sério, quando se perdia em pensamentos, quando se empunha sobre uma pessoa daquela maneira. O perfume amadeirado que exalava sem esforço, qual sabor deveria ter sua pele? Qual o gosto de sua boca? O jovem médico levantou-se num pulo e parou frente ao moreno, segurando-o pelo braço.

- Sei que você não se negaria as minhas vontades...

- Não mesmo! — O detetive respondeu prontamente.

- E porque não reparamos antes?

- Talvez você nunca tenha reparado...

*O lado oculto de Sherlock Holmes*
Seus olhos devastadores, azuis como céu em inicio da manhã. Tão absurdamente tentadores. Alto e corpo esguio, firme, bem desenhado. Os lábios rosados e doces, ainda melhores quando chamam meu nome. Ainda o gritará em meio a toques tentadores. Um jovem doutor que tem noção da beleza que porta. Seu sorriso de lado, excitante, aquele que deixa escapar quando sorri para mim. Parece que implora inconscientemente para sofrer a tortura que tanto desejo lhe dar. O cheiro másculo de seu perfume, que impregna meu apartamento quando chega. E quando seus sedentos olhos percorrem por meu corpo, sem perceber ele sempre o faz...

... mas eu sempre reparo. Você que talvez, só agora...

- Então quer dizer que...

- Sim meu caro Watson. Você é tão inocente como eu vejo? Ou posso ter me enganado dessa vez? — Holmes sorriu e lançou seu olhar felino para o loiro, este que teve a certeza de que sua pele ficou rubra.

Abriu os lábios na tentativa de dar uma boa resposta, porém suas palavras foram devoradas pelo sedento beijo pelo qual foi tomado. Não teve nenhuma outra ação. Aquela boca, enfim, unida a sua. O perfume, a barba roçando, Sherlock Holmes o devorando lentamente. Watson laçou-o com seus braços, prendendo sua cintura e trazendo-o para mais perto que pode. Queria sentir o corpo tão desejado, de forma que sentia cada detalhe de sua pele. Suas línguas disputavam pela dominância, uma briga excitante e que explorava cada canto das bocas macias e quentes. Nunca imaginou que veria, ou melhor, sentiria Holmes excitado. Aquele atrito dos membros rígidos e pulsantes. O detetive apertou a cintura do médico e mordeu seu queixo, encarando-o com seus olhos provocativos e depois empurrou-o no sofá.

- Você é envolvente meu jovem doutor! — Sherlock foi andando até seu quarto. — Porque não vem até aqui, me ajudar a arrumar meus registros do crimes? — ele lançou-lhe um ultimo olhar ao mesmo tempo que passou a mão pelos cabelos bagunçados, jogando-os para trás e entrando para o cômodo. Watson sentia seu coração bater próximo a garganta e sorria sem controle, tornou a levantar e o seguiu. Tirou a camisa no meio do caminho, afinal, era uma manhã bem quente em Londres.

Notas finais
...afinal, deixar o texto sem sexo e com "gostinho de quero mais" faz parte ué! Rsrs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!