Londres Decadente Ou, A Ascenção Do Vampiro Emm

2 Capítulo 2- Os Problemas dos Baldrys - e más notícias...-


Notas iniciais
Bom, depois de um longo tempo, tenho o segundo capítulo...

II

– Os Problemas dos Baldrys — as más notícias...-

Londres, 1897.

A casa dos Baldrys era velha, mais velha do que a família em si. Fora construída por um banqueiro em 1679. Sofreu um incêndio em agosto do mesmo ano, todos os bens do tal banqueiro foram consumidos pelo fogo. E ele caiu em decadência. Após isso, a casa foi reformada e ocupada por todos os tipos de pessoas. Até ser comprada Por Francis Baldry em 1788. Onde, até hoje moram os últimos Baldrys. Em fortes problemas financeiros por causa de incêndios misteriosos em suas fábricas, perderam quase toda a sua fortuna e influência, se é que ainda possuíam alguma. A casa é grande, pintada de um salmão, já encardido. Suas janelas encaram de forma incansável a cidade á frente da casa. Afastada da realeza a tempos. A família lutava para sobreviver.

“Sinto falta de quando nossos jardins eram envoltos de arcos dourados...”-Disse a matriarca, em um tom seco e saudosista.

“Não temos dinheiro, não podemos pagar um médico para ele, a única vez que o coitado viu um médico foi na infância quando pegou catapora...”

“Vamos deixar ele morrer então?”

“Vocês pelo menos ainda dão ouvidos a mim?”-Repetiu a idosa de chapéu de palha.

“Esse garoto vai morrer cedo. Desde cedo sabia que ele não duraria muitos anos. Não é como o avô. Forte como um touro!”-Disse o homem de fraque, quase calvo que ostentava um bigode vistoso.

“Essa família vai se dissolver mais rápido que eu pensava, e quando isso acontecer. Não vou mais estar aqui!”

“Quem você pensa que está enganando? Para onde você vai?”

“Para a Itália. Portugal talvez, dizem que é uma boa cidade.”

“Você não intenderá um palavra do que eles dizem.”

“Eu posso aprender o espanhol que eles falam...”-Justificou o jovem em seus vinte e poucos, com um cavanhaque e belos olhos azuis.

“Vai demorar tempo...”

A família a cada dia que se passava, ficava com as ligações entre seus membros cada vez mais comprometidas. O clima na varanda não era agradável. O capataz se aproximou. Seu rosto era de uma constituição forte. Queimado pelo sol.

“Os tomates não podem mais crescer ali. Eu recomendaria plantar algumas mudas de feijão, mas ultimamente elas estão os olhos da cara.”

“Não nos fale em dinheiro agora Sam. Não é uma boa época.”

“Claro.”

O capataz se afastou assoviando uma cantiga e foi embora.

“Me surpreende como ele ainda não foi embora daqui. Ele e a empregada são os únicos que ainda conseguimos pagar. A muito custo, claro.”

“Ele não vai embora tão cedo. Ele nos deve muita coisa.”

“E nós o devemos muito dinheiro!”

“Bem, então estamos quites.”

E sem dizer mais nada. O homem calvo de bigode se levantou e entrou na casa.

☾

Notas finais
Acho que é isso... Até!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.