Londons Sin

63 .Chapter Sixty-Three.


Olsen desmontou e caminhou até Gerard. Havia abaixado a pistola e parecia muito seguro de si.

- O Conte é um nobre homem. Tem um coração muito generoso. Se eu estivesse em sua situação, jamais permitiria que o seqüestrador de minha noiva permanecesse em liberdade... — Gerard permanecia calado. — Portanto, pela hora de meu amigo, darei-lhe o que merece.

Ao terminar de falar, Olsen acertou o rosto de Gerard com a arma. O último cuspiu um pouco de sangue e o olhou, cínico. Em um gesto de fúria, Olsen o socou no estômago e o jogou ao chão, dando-lhe muitos pontapés até que Gerard parecesse-lhe fraco.

Surpreendendo-o, Gerard levantou-se, recuperado, e disse-lhe calmamente:

- Terminou?

Olsen o olhou alarmado. Havia o espancado. Não teria condições de ele estar daquela forma à sua frente. Sem esperar por mais qualquer reação que fosse vinda de Olsen, Gerard avançou sobre ele enquanto dizia, ainda calmamente:

- Agora é a minha vez de me divertir...

Assim dizendo, Gerard permitiu que seus dentes crescessem e cravou-os no pescoço do homem, enquanto o mesmo se debatia e perdia cada vez mais do seu sangue para o faminto Gerard. Faminto não apenas de alimento, mas também de vingança. Ao ver que ele falecia, parou de sugar seu sangue e assistiu a morte do detetive com um leve sorriso nos lábios.

Após lançar-lhe um último olhar para o cadáver, voou o mais rápido que pôde atrás de Lauren e Ryan. Temia por sua amada.

Queria estar perto. Se Ryan tocasse nela mais uma vez com brutalidade, também sentiria na pele a vingança do vampiro.

- Depende do que quer me pedir...

- Ah Frank... — Gwen suspirou de modo impaciente.

- Pode me pedir... Mas não sei se atenderei... Olha, se for pedir para ir embora, pode parando por aí mesmo que...

- Frank! Eu não quero ir embora. — ele sorriu.

- Jura?

- Sim. — ela também sorriu. — O que eu quero... é outra coisa...

- E o que é?

- Quero lutar com vocês na guerra, Frank.

Ele a olhava atônito. Não acreditava no que ouvia.

- Você quer o quê?

- Lutar com você na guerra.

- Não.

- Mas Frank...

- Não me venha com \"mas\", Vampira! Isso é inadmissível! Você não lutará na guerra.

- A própria Yan me disse que esta guerra só acontecerá por minha culpa. Seria injusto se você não me permitisse lutar...

- Guerras não são para mulheres...

- Eu não ligo para a opinião de ninguém!

- Nem para a minha?

- Frank... Por favor! Poupe-me!

- Eu que deveria dizer-lhe isto.

Gwendolyn andou pelo quarto e parou na janela, enquanto olhava para o horizonte.

- Você poderia confiar em mim pelo menos uma vez?

Frank também se levantou e encaminhou-se à ela.

- Vampira, você não compreende? Tenho medo de perdê-la...

Gwen virou-se para ele e olhou-o nos olhos.

- E você não acha que eu também não temo por sua vida? Frank, deixe-me lutar. Somos dois vampiros. Sabemos das fraquezas deles. Temos mais chances de levar a melhor... — Ela se aproximou mais dele e o enlaçou pelo pescoço, enquanto dava-lhe mordidinha em seu pescoço e unia seus corpos de uma forma bem sensual.

- Está tentando me seduzir, Gwendolyn Moore?

- Em partes sim...

- Pensa que conseguirá mudar minha opinião agindo assim?

- Contribuirá um pouco...

Frank riu.

- Você me conhece mais do que eu imaginava ou queria... — com um grande suspiro pesaroso, ele continuou: — Tudo bem, Vampira. Poderá lutar conosco na guerra...

Com um gritinho de felicidade, Gwen o abraçou com as pernas, enquanto sorria e dava-lhe beijos rápidos nos lábios.

- Obrigada, Frank. Muito obrigada. Eu... amo você.

- Também a amo, Vampira. Amo muito... — foram suas últimas palavras antes de possuir-lhe os lábios para um beijo caloroso.

Gerard o seguiram até a cidade quando vira seu pai aproximar-se, decidido, da casa dos Cowell. Achou aquilo um tanto estranho e o seguiu.

- Papai?

Donald virou-se assustado.

- Gerard! O que faz aqui?

- Estava passando... hum... por aqui e o vi. Vai à casa dos Cowell?

- Sim. Com licença, estou com pressa...

- Espere! — Gerard correu atrás do pai. — O que fará lá?

- Resolverei um sério problema...

- Problema? Que problema?

- Gerard, não tenho tempo para contar-lhe...

- Por favor, papai! O que aconteceu?

- Cowell trai o Parlamento.

- Como?

- Ele conta todas as nossas decisões ao Rei.

- Mas... Que sacana!

- Pois bem, irei tirar satisfações.

- E.. Como o fará?

- Com palavras, claro!

- Papai, Cowell mostrou-se um homem não muito confiável. Não será apropriado se, então, for sozinho...

- E então como irei?

- Comigo.