Londons Sin
59 .Chapter Fifty-Nine.
Gerard voou até a casa de Lauren o mais rápido quanto pôde. Estaria disposto a voar com ela também, porém sabia que ainda era cedo demais para se revelar à amada. Parou em frente a janela dela e a chamou. Ela o atendeu de pronto, devia estar esperando-o por algum tempo. Gesticulou para ela, que jogou-lhe uma mala. Em seguida, ela saltou da janela, caindo nos braços dele.
- Ande, vamos logo. Não podemos ser vistos. — Gerard dizia em um sussurro.- Vamos. — Ambos saíram discretamente da casa da jovem, correndo, em seguida, ao atingirem a rua. Dias atrás, após decidirem por fugir juntos, Gerard andou pela cidade em busca de refúgio durante o longo caminho que percorreriam para sair da mesma. Encontrou uma série de grutas no caminho de Westminster. Preparou-as para a fuga. Precisaria de um lugar para se abrigar do sol durante o dia.Se bem que, analizando pelo lado prático e lógico, seria realmente melhot que fugissem apenas durante a noite. Seria uma forma pouco provável de ser localizados.Correram por um bom tempo e um longo caminho por entre as grandes árvores.Chegaram à uma das grutas. Gerard apontou a entrada para Lauren. Precisavam ser rápidos. Em breve o primeiro raio solar o atingiria e ele não poderia ficar ferido, não naquele momento.Lauren olhou ao redor. Velas e mais velas adornavam o local.- Como elas já estavam acesas?Gerard engoliu em seco. Como explicar a ela que havia as acendido pelo poder da mente antes de adentrar o local?- Eu as deixei acesas antes de buscá-la.- Mas... — ela analizava as velas. — elas foram recém acesas. - É impressão sua, meu anjo.Gerard a tomou para si, no intuito de distraí-la. Ela se aninhou ao peito do amado, acariciando-o com uma das mãos.- Será que agora conseguiremos ser felizes?- Você ainda tem dúvidas? — ele segurou o delicado rosto dela entre as mãos. — Enquanto estivermos juntos, nada e nem ninguém será capaz de nos separar. Mesmo que coloquem um precipício separando-nos.Uma lágrima solitária escorreu pelo rosto de Lauren. Ela não conseguia entender o motivo. Apenas sentia-se estranha. Como se algo de ruim fosse acontecer em breve...Donald seguia para mais uma reunião secreta do extinto parlamento. Fazia tempo que não se reuniam. Estava animado. Muitas idéias em sua cabeça. E... Curiosidade também. Afinal, uma reunião secreta, não traria boa coisa.Chegou ao logal, recitou a senha e entrou.- Donald! — Oscar o cumprimentou animadamente.- Como vai, Oscar?- Muito bem!Donald sorriu secamente. Desde que soubre por Gerard que o noivado foi desfeito por Oscar, passou a ter certa desconfiança daqueles sorrisos falsos e medíocres.- Que bom. Todos já chegaram?- Sim. Só faltava você.- Pois vamos. Não quero atrasar a reunião.Rebecca acordou e rolou para o lado à procura de Michael. Mais uma vez, ao apalpar seu lugar, encontrou-o vazio. Michael estava muito distante e misterioso. O que escondia agora?Ele saía bem cedo e voltava bem tarde. Parecia exausto e nervoso, algo que não era habitualmente. Ela sentia-se preocupada. Justamente quando estava disposta a esquecer o passado e entregar-se de cabeça ao sentimento que apossava seu peito, ele voltara a agir estranhamente. Temia que algo terrível pudesse acontecer. Apesar dos pesares amava-o. Já não conseguia se imaginar sem ele. Mergulhou o rosto no travesseiro e aspirou o perfume másculo ainda existente ali. Em seguida, abraçou o mesmo contra si em uma forma desesperada. Precisava dele. Desesperadamente. Permaneceu abraçada ao travesseiro até adormecer novamente. Teve sonhos sombrios e confusos com Michael, até ser acordada por uma voz suave e envolvente.- Becca...Ela abriu os olhos lentamente. Deparou-se com os olhos esverdeados de Michael, que a olhavam com paixão.- Michael! — jogou-se aos braços dele. — Senti tanto sua falta...- Eu também... Todos estes dias eu tentei chegar mais cedo, mas... Não pude. Hoje eu precisava vê-la... — Surpreendentemente ela o beijou nos lábios de uma forma quente e possessiva. — Uau...- Está vendo o que você me fez?- Não... Ainda nao vi... Mostre-me...Ela sorriu-lhe maliciosa e desabotoou a camisa dele sem desviar os olhos dos faróis esverdeados. Ao terminar a tarefa, jogou a peça ao outro canto do quarto. Michael desviou o rosto em direção ao local e Rebecca o virou para si novamente. Sorriu, mais uma vez, e o beijou. As línguas se buscavam com uma precisão incrível. As mãos se exploravam a cada centímetro. O tempo, para eles, havia parado. No mundo só existia os dois.Michael a despiu da camisola de tecido fino e admirou suas curvas por algum tempo. Com o indicador, percorreu o pescoço feminino, descendo por seu colo, seios, barriga, até chegar ao vale entre as coxas. Em seguida, percorreu o mesmo caminho com a boca e língua, enquanto ela se deliciava e deixava escapar alguns leves gemidos.Rapidamente, despiu-se, também, e a possuiu. Teve que conter todo o desejo e volúpia existente em si. A baijava de forma desesperada, apaixonada... Aos poucos, os movimentos, antes lentos, aumentavam o ritmo e os gemidos de Rebecca. A cada som escapado pelos lábios dela, também apenas elevava o grau de excitação dele. Não demorou muito e chegaram ao auge. Com um urro satisfeito ele jogou-se ao lado dela, enquanto ambos normalizavam a respiração. Ao fazê-lo, se entreolharam e uniram-se novamente, enquanto inciava tudo mais uma vez...
- Boa noite, Sra. Cowell...- Boa noite, Conde.- Vim ver minha noiva.- Só um momento. Vou chamá-la.Georgia subiu as escadas rapidamente e bateu à porta do quartod a filha.- Lauren? Lauren, minha querida, abra a porta. Sou eu, sua mãe.Nenhuma resposta.- Lauren? — batidas mais fortes e barulhentas. — Lauren, abre já esta porta!Silêncio, ainda.- Céus!Geórgia desceu as escadas encaminhada à ala dos criados. Encontrou Lucy, partindo algumas cebolas.- Lucy, onde está a cópia da chave do quarto de Lauren?- Está ali senhora? — apontou para um pequeno painel com várias chaves penduradas.- Qual delas?- A quinta.- Obrigada.Assim dizendo, Georgia subiu novamente as escadas da criadagem e abriu a porta do quarto. Ao adentrá-lo, surpreendeu-se por encontrá-lo vazio. Em um impulso, abriu o armário, encontrando apenas três de seus vestidos. - Oh meu Deus! Ela fugiu! Ela fugiu!Desceu a escadaria principal e jogou-se aos braços do futuro-genro.- Ajude-me Conde. Já anoiteceu! Sabe-se lá o que aconteceu com minha menina...- O que houve?- Lauren fugiu! - Ela o quê? — Ryan olhava atônito para Georgia.
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