Lola
3 Everything changes..
Notas iniciais
Bem, se passaram alguns dias desde o show e a briga com minha mãe, eu consegui recuperar a bandana, o perfume já estava saindo. Nem sei por que ainda me preocupo com isto, maldita bandana. Eu e minha mãe ainda estamos sem nos falar, que novidade. “Hey, Jude, don't make it bad Take a sad song and make it better Remember to let her into your heart Then you can start to make it better Hey, Jude, don't be afraid”
Meu celular começou a tocar, era a Lana.
–Oi Lana.
–Nossa quanta alegria, sério Lola, você é a pessoa mais infeliz que conheço.
–Nem da pra imaginar porque- falei ironicamente.
–Por que não esta curtindo as férias? Eu estou adorando as minhas, Nova York é muito show, você devia ter vindo junto, agora esta presa ai em Bristol.
–Minha mãe não iria querer dar o dinheiro para eu ir com você Lana.
–Eu poderia falar com meus pais para pagarem para você Lola.
–Bem capaz né Lana, alias eu estou bem feliz aqui ouvindo minhas musicas, sabia que minha mãe e sua família infeliz foram viajar, eu estou aqui sozinha, posso chamar alguns gogo boys, viu férias perfeitas.
–Aham, super feliz, mas não se preocupe, a Laninha aqui já esta voltando, é como dizem tudo que é bom dura pouco.
–Ok, já ta voltando, voltando daqui um mês.
–Um período muito curto na minha opinião, poderia viver para sempre aqui em Nova York. Mas tenho que desligar, quero curtir a cidade.
–Ta Lana, vai curtir sua Nova York e esquece de mim, se não vai perder a viagem falando com a solitária aqui.
–Para de ser dramática, sabe que eu te amo, mas terei que desligar mesmo, vai fazer alguma loucura já que esta sozinha ai, tchau, beijinhos.
Mal educada, desligou sem nem deixar eu ser dramática mais um pouco. Ate que minha amiga louca tem razão, estou sozinha, posso fazer algo diferente, tipo andar pelada pela casa, não Lola isso é muito vergonhoso, vai que tem alguma câmera em casa me espionando. Acho que irei pintar meu cabelo, a velha chata da minha mãe não esta aqui para me impedir.
Coloquei uma blusa de moletom preta, calça jeans e um all star velho, peguei algum dinheiro e fui para algum salão de beleza que aceitasse pintar cabelo na hora.
–Olá senhorita, em que posso ajudar- perguntou um gay no salão que encontrei.
–Olá, gostaria de pintar meu cabelo, sei que esta em cima da hora, mas não custa tentar.
–Eu posso pinta-lo para você, com todo mundo viajando, estamos sem clientes, vamos lavar seu cabelo, venha.
Já perceberam como é ruim sentar nestas cadeiras de lavar cabelo, você fica desconfortável e o pescoço dói pra caralho.
–Pronto, alias você tem um cabelo lindo, bem comprido e loiro, o sonho de qualquer garota. Como vai querer fazer?
–Quero corta-lo e pintar de azul?
–Cortar e pintar de azul? Ai que sacrifício, um cabelo tão lindo, que pena. Tem certeza?
–Tenho sim.
Cara como cansa a bunda fica sentada, ainda mais pra pinta cabelo. Se tem alguma coisa que eu odeio é esperar, mas vale a pena o esforço. Sinto-me em skins de novo, tenho que parar de pensar coisas idiotas, ok.
–Depois de tanto sofrer- olha o cabeleireiro sendo dramático- finalmente terminei, você ficou bem diferente. A única garota que conheço que fica bonita com cabelo azul.
–Uow, obrigado.
Ate que não ficou nada mal, nem foi uma loucura, mas pra minha mãe vai ser só quero ver quando ela vir. A Lana pelo menos deve gostar. O que importa, eu gostei.
Agora cá estou eu, de novo, deitada no quarto totalmente entediada. Nem um bichinho de estimação eu tenho para me fazer companhia, que droga. O jeito é dormir.
Passou-se alguns dias ate que minha mãe louca voltou de viagem, agora é a hora dela pirar totalmente.
–Megan, Megan, chegamos, venha ajudar com as malas- e ainda me faz de escrava. — Mas Megan, que droga de cabelo é esse?
–É meu novo cabelo mãe, gostou- sorri ironicamente.
–CLARO QUE NÃO, DEIXO VOCÊ SOZINHA POR ALGUNS DIAS E VOCÊ FAZ UMA MERDA DESSA, QUE DROGA MENINA, O QUE A IGREJA VAI PENSAR SOBRE ISSO, SENTA AQUI NESSA CADEIRA AGORA, EU VOU PICAR ESTE CABELO.
–VOCÊ NÃO VAI FAZER NADA COM MEU CABELO MÃE, EU GOSTEI, ISSO QUE IMPORTA.
–Megan, você passou dos limites, como irei ter orgulho de falar que você é minha filha agora? Por que você não pode ser como a Isabela, ela é a filha que sempre quis ter. Você fica andando com aquela Lana, não duvido nada que esteja usando drogas.
–Por que você não fica com a Isabela perfeita então? Eu já cansei de você querendo mandar em tudo que faço você nem me trata mais como uma filha, me trata como uma escrava. Está na hora de eu ter minha vida vou embora desta casa.
Corri para meu quarto, estava decidida, tinha que ir embora. Peguei uma mala e joguei algumas roupas dentro, não deu tempo nem de pegar maquiagem. Só sapatos e roupas. Coloque a bandana na cabeça, peguei o celular e carregador e fui embora.
Droga, e agora? Não tenho para onde ir, nem dinheiro tenho. Pensei em ligar para Lana, mas só ia atrapalhar a viagem dela, só a tenho como amiga, não conheço alguém que queira hospedar uma garota que saiu de casa por causa de uma briga idiota. Fiquei andando ate cansar.
Droga, fui parar em uma rua sem saída, bem suja. Como estava cansada de andar, coloquei minha mala no chão e sentei nela, fiquei pensando em algo para resolver isso, ate que uns caras esquisitos me cercaram, agora que eu morro?
–E ai gatinha, não sabe que é perigoso andar sozinha, pode encontrar homens maus que querem se aproveitar da sua inocência?
–Ihhh cara, acha mesmo que essa dai é inocente, é mais uma dessas vadiazinhas.
–CALA A BOCA, NÃO FALE ASSIM DE MIM- ótimo Lola, agora sim que eles vão te matar.
–Uhh a vadiazinha ta nervosa é? Vai ficar muito mais quando eu fizer com você coisas que você nem imagina.
Merda, o que eu faço agora, corro? Não, não sou rápida. Grito? Ata, como se tivesse alguém nesse fim de mundo pra me salvar.
Perdida em meus pensamentos, um deles me agarrou, merda, tentei correr mas o filho da mãe é forte. Gritei, minha ultima opção, agora eu morro, adeus mundos. Ele me jogou no chão com tudo, viado, eles começaram a me rodear. Um deles sentou em cima de mim e começou a tentar tirar minha roupa, tentei lutar contra, mas venho outro e me segurou, tirou minha blusa, gritei mais alto ainda.
–Acha que alguém vai te ouvir princesa? Fica quietinha que dói menos. Só que não hahahah
Quando ele foi tirando minha camisa, paranormalmente dei um chute em suas partes intimas, ele gemeu de dor e caiu, o outro que tava me segurando foi ajuda-lo, aproveitei a deixa para me arrastar pra longo dali, mas como tenho uma sorte filha da mãe, ele me puxou pelo cabelo.
–Se acha esperta é? Agora vou piorar as coisas pra você. Grita vadia, grita.
Ele ficou puxando meu cabelo, fechei os olhos, é agora que eu deixo este mundo, adeus, já to vendo a luz branca e, nossa, que luz forte, ai meu olho.
–Hey cara, não quer deixar a garota em paz?
–Sai daqui playboy, não é problema seu.
–Agora é problema meu.
Quando abri os olhos vi aqueles caras da banda, amigos da Lana. Será que era minha sorte mudando e o baixista ia me salvar igual naqueles livros de romance e íamos ficar juntos para sempre? Ta para com isso Lola, você está quase sendo estuprada e consegue pensar em clichês? Droga, o baixista bonitinho vai me ver sem camisa, droga.
Continua....
Fale com o autor