Lola
11 Balada
Sábado
– Lola? — chamou-me Connor.– Que foi insuportável? — disse brava, ainda lembrava de que ele me arrastaria até a formatura.– Ainda zangada?– Não... Só que sim.– Chata mesmo hein?! Enfim, estou indo com a Vonnie. Cuide-se, tudo bem? Se acontecer alguma coisa me ligue que eu volto. — ele beija minha bochecha, super meigo né? — Te amo pequena.– Também te amo idiota. — Sou a mais meiga dos dois.Ele saiu estava quase de tarde, eu e Jared combinamos de sair dez horas para voltar a hora que desse vontade, se é que me entende. Vou ser sincera, estou indo cheia de segundas intenções, se eu pegar ele, não solto mais.Finalmente chega a noite, Jared avisou que era para eu começar a me arrumar. Assim fui para meu quarto escolher um vestido, apesar de quase nunca usar. Fiquei uns dez minutos olhando todos os que eu tinha, eram bonitos, mas eu queria um que mostrasse que eu era madura e bonita o suficiente para ele. Você pode estar pensando: "Porra, a Lola tá se humilhando muito por causa de um menino." Mas eu sinto que eu tenho que "causar" esta noite, entende? Quem nunca fez loucuras por um menino que atire a primeira pedra.Por fim, escolhi um vestido preto coladinho, com renda que era bem curto. Coloquei uma plataforma não muito alta (pelo amor de Deus, eu iria levar um tombo) com spikes, acho lindo de mais. A maquiagem não foi exagerada, eu consegui fazer uma sombra muito bonita que minha mãe sempre fazia nela e acabara me ensinando quando eu era pequena.Demorei cinquenta minutos para me arrumar e fui de encontro á Jared na sala, ele estava LINDO, não, tipo: L-I-N-D-O mesmo. Usando uma camiseta com gola V preta, o jeans escuro rasgado e estiloso e com o cabelo bagunçado que dava um toque especial. Por que ele faz isso comigo? O que eu fiz de tão mal para ele? Eu limpo, arrumo, ajudo e...– Você está linda Lola. — elogiou-me sorrindo.– Obrigada. — agradeci, minhas bochechas queimavam. — Você também está...– Obrigado. — sorriu, dessa vez maliciosamente. — Vamos?– Vamos.Chegamos na casa noturna, estava lotada, nunca vi tanta gente junta. Jared entregou nossos tickets para o segurança, que logo em seguida permitiu-nos a passagem. Lá dentro havia muita luz, gente dançando, beijando, bebendo, gritando e, claro, música eletrônica. Eu particularmente gosto de todos os tipos de música, mas eletrônica é a minha preferida.Jared pegou em minha mão e seguimos mais adentro, sentamos em um sofá vermelho e ele me perguntou, ou melhor, gritou:– Gostou?– Sim. — respondi também gritando, a música era muito alta.– O que você quer beber?– O que você vai beber?– Pode ser vodka com limão?– Pode ser.Ele levantou-se e foi buscar no bar que era logo em frente aos sofás. Não deu dois minutos e um intruso rouba o lugar de Jared ao meu lado. Será que o destino não cansa de atormentar?– E ai gata? Por que uma DEUSA dessas tá sozinha? — além de feio, tava bêbado. Que nojo.– Dá licença, já tem gente nesse lugar. Você pode sair? — seja gentil Lola, seja gentil. O Jared já vai voltar...– Na verdade... Não, eu não posso sair. — respondeu sorrindo — Tá bom de mais aqui com você, princesa. — ele veio me abraçar.– Tira a mão dela. — Finalmente Jared voltou.Nisso o homem tira, se levanta com cara de quem vai brigar. Jared parece não ligar muito, ele coloca nossas bebidas na mesinha e encara o bêbado.– Quem é você para mandar em mim? É o que dela? Hã?– Eu sou o namorado dela."Oi? Que foi que disse? Namorado? Posso desmaiar agora ou devo chegar no hospital primeiro?"– Então porque ela tava sozinha aqui, irmão?– Eu só fui pegar nossas bebidas, não é amor? — ele disse olhando para mim.Devia fazer parte do plano, se isso fosse um plano. Meu coração batia rápido, que quase saia pela minha garganta. Por impulso respondi:– Claro, amor. — sorri.– Tá, tá. Tô saindo fora. — finalmente ele andava para fora... — Mas vou te falar, irmão: Que gostosa essa sua mina hein?– Cala a boca, seu filho da puta. Já pedi pra você sair numa boa, se não resolver... — Jared estava furioso com o "elogio" que o bêbado fizera á mim. Ciúmes? Sim ou claro?O homem saiu e continuamos no sofá bebendo, como disse sou fraca de mais para a bebida, que beleza. E o bonitão trouxe a garrafa de vodka para a mesa, então assim que acabava a do meu copo eu enchia de novo. E ele só de gole em gole, me observando. Nós conversávamos, mas não tocamos no assunto, eu podia não estar mais sobria mas eu também não sou tonta.– Quer dançar? — ele me pergunta.– Quero. — Uau, como eu sou idiota.Ele pega minha mão, como um casal mesmo, e fomos para o centro da pista, uma música muito agitada tocava e as pessoas estavam frenéticas. Ele dançava sem preocupações, e eu também (tentei, pelo menos). Percebi que muitos homens olhavam para mim, e quando digo homens são todos maiores de idade. Assim como muitas mulheres olhavam para Jared, e sei que ele percebia.Tentei não ligar para as mãos passando em mim, e para as mãos passando nele. Sei que ele gostava, e a única que não estava curtindo ali era eu, então o que eu posso fazer? Isso mesmo: beber mais! Fui pegar mais vodka enquanto Jared não via.– Quem é a biscate?! — perguntei brava para mim mesma.
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