Notas iniciais
Mil Desculpas!!! Eu sei que eu demorei para postar, mas eu estava muito ocupada!! É isso, obg gente!! Espero que gostem!!!

Emily's POV

Pulei da cama achando que era segunda-feira e quando olhei para o horário surtei, até que me dei conta que era domingo (ah fala sério, quem nunca fez isso?). Deitei na cama e voltei a dormir. Acordei com o barulho de uma ligação. Era Jamie.

– Oi Amor! Por que você está me ligando? — perguntei já me levantando da cama.

Porque falta uma hora pra gente se encontrar e eu quero saber se você vai precisar de carona para o Runch.– Ele respondeu do outro lado da linha.

– Vou sim, você passa aqui em meia hora? — perguntei já escolhendo uma roupa.

Tudo bem! Beijos, te amo! Até daqui a meia hora!

Também te amo! Quando chegar avisa, beijos! — respondi e desliguei já entrando no banho.

Eu não sou uma pessoa que se importa muito com aparência, eu coloco qualquer roupa que eu goste e que fique confortável. Por isso eu saí com um short jeans com enfeites de um lado e uma blusa preta com cruzes aberta nas costas.

Quando Jamie chegou, eu já estava o esperando lá em baixo. A gente entrou no Runch um pouco antes do horário, mas o Arty e a Kat já estavam lá sentados em uma mesa. Nós nos juntamos à eles e esperamos os outros chegarem.

Quando a Soph e o Luke chegaram, nós fizemos o pedido e começamos a conversar. Eu percebi que Luke estava muito quieto. Resolvi conversar com ele.

– No que você está pensando, Luke?? — perguntei elevando a voz para que todos na mesa me ouvissem.

– Eu só não consigo entender. O que aconteceu com ele?? A polícia fala que eles não acharam o corpo dele, que só tinha o sangue quando eles chegaram, mas o que pode ter acontecido? Por que ele estaria lá? Por que alguém o mataria? O que aconteceu? — ele falou deixando uma lágrima escorrer pelo seu rosto — Isso está me corroendo!!!

– Mas a polícia está investigando… — Arty disse antes que qualquer um de nós pudesse responder.

– Mas eles não ligam! Eles vão falar que não acharam nada e pronto! — Luke gritou chamando toda a atenção para a gente.

– Bom, — Jamie falou depois que todos os outros clientes já tinham voltado a conversar — a gente pode ir lá dar uma olhada amanhã depois da aula. Se… se você achar que consegue…

– Eu… sim. Eu consigo. Vocês fariam isso por mim? — Luke respondeu levantando a cabeça e olhando para todos nós com esperança.

– Nós faríamos qualquer coisa por você Luke! — dessa vez foi Soph que falou — e isso é por Sam também!

– Combinado! — disse Kat — mas vamos precisar de lanternas e outras coisas, então que tal se nos encontrarmos as 16:00 no parque com tudo que possa vir a ser útil?

– Tudo bem! Obrigado gente! Não tenho como agradecer vocês por isso! — Luke respondeu com a voz cheia de ansiedade.

– Nem tem porque você agradecer, não tem nada de mais! — falei quando a comida chegou.

– E também estamos fazendo isso porque vai ser foda! Fala sério, a gente vai passar em um hospício abandonado para procurar pistas de um assassinato!

– Também tem isso! — eu falei — Vai ser aterrorizante! — comecei a rir.

– Pois é! — disse Arty — Vai ser muito bom! A Soph morre de medo!

– EI! EU NÃO MORRO DE MEDO! — agora todo mundo estava rindo. Bom, tirando a Soph.

Comemos e depois compramos picolé e ficamos conversando. Passeamos pelo shopping, fomos expulsos de várias lojas por "incomodar os outros clientes" e basicamente rimos muito!

Depois compramos pipoca no cinema e fomos sentar na praça de alimentação, fingindo que tínhamos acabado de ver um filme — o que não tinha acontecido — e estávamos comentando as "melhores cenas", e de novo, rimos muito.

Passamos no Starbucks– o que é uma tradição — e compramos frappucinos. Começamos a tirar foto dos clientes e depois jogamos verdade ou desafio, e a Kat — que é a mais tímida — teve que dançar no meio de todo mundo.

Depois voltamos pra casa e me preparei para uma segunda-feira e para passar em um hospício abandonado logo depois… o que realmente ia melhorar meu dia, porque eu amo essas coisas de terror!

Acordei com o barulho do despertador e me arrumei para a escola. O colégio foi entediante e quando eu cheguei em casa e pedi uma lanterna para minha mãe ela me fez contar o que iríamos fazer e me proibiu…

Quando entrei no grupo de mensagens descobri que nenhum pai tinha deixado — apesar de nós já termos 16 e 17 anos — e pensei em como Luke deveria estar se sentindo. Por isso liguei para ele.

Alô? Ems?? O que houve? — ele falou com a voz meio abalada e preocupada — está tudo bem?

– Está tudo bem sim, só queria saber como você está… já que ninguém pode ir para Lockswood.

Ah, sim, está tudo bem, o Jamie falou que ele combinou com o Arty para a gente passar a noite lá sexta, sem nossos pais saberem. A gente chega as 17:00 e arruma tudo lá dentro, e começa a busca sábado de manhã. Amanhã vamos comprar coisas tipo óculos noturnos e outras coisas. — ele respondeu sussurrando.

– Que legal!! Posso ir junto? Por que não vai todo mundo? Eu falo que vou dormir na casa da Soph e ela e a Kat falam que vão dormir na minha.

Ok, fala com elas, se elas confirmarem me avisa e eu falo com os garotos. Tchau! — ele falou e desligou logo depois, sem me deixar responder.

Eu contei para as garotas sobre o plano e elas toparam na hora, então falei para Luke, que conversou com os garotos. Então estava confirmado. Iríamos fugir de casa para passar a noite em um hospício abandonado.

No dia seguinte fomos às compras e preparamos uma mala para cada um, todas com: sacos de dormir, almofadas, binóculos noturnos, lanternas, pilhas, walkie-talkies, laptops (para pesquisa), coisas como isqueiros, facas e canivetes, câmeras e outras coisas. Separamos um isopor para comidas e bebidas.

O resto da semana passou muito rápido. Quando chegou sexta, nós voltamos para casa e nos arrumamos. Jamie estava responsável pelo isopor e ele me deu uma carona para o local de encontro.

Quando chegamos lá, juntamos tudo em dois carros, e fomos em direção ao local do crime. Em um carro estavam: Jamie dirigindo, eu, Luke e Soph, levando as comidas; e no outro estavam: o Arty dirigindo e a Kat, levando as 6 malas.

Paramos os carros na frente do hospício, tiramos as malas e o isopor e fomos ajeitá-las enquanto os "motoristas" foram estacionar os carros. Quando eles voltaram já estava tudo no lugar.

A porta de entrada é enorme. O lugar era gigante e cheio de corredores. Logo quando entramos nos deparamos com uma escada imensa do outro lado da sala. Não era uma sala muito grande, mas tinha espaço o suficiente. Era tudo muito escuro. As janelas todas tinham grades, mas já estava escuro.

Os sacos de dormir estavam arrumados em pares e formavam um círculo no meio da sala. Conversamos sobre como ia ser o dia seguinte e depois fomos comer. Quando estávamos indo dormir o Jamie falou:

– Acho melhor nós ligarmos para nossos pais, dizer que está tudo bem e essas coisas.

– Você tem razão! — comecei a procurar meu celular — Alguém viu meu telefone?

– Eu acho que você deixou no carro, me lembro de ter visto um celular no banco quando eu fui trazer o isopor. — Arty que respondeu.

– Acho melhor eu ir buscar, Jamie onde você deixou as chaves? — falei enquanto me levantava.

– Estão aqui — ele respondeu pegando-as — eu vou com você. — e se levantou.

Andamos até a porta, mas quando eu fui abrir não consegui. Tentei de novo, não consegui, comecei a ficar preocupada. Chamei Jamie baixinho e pedi para ele abrir porque eu não tinha força. Ele também não conseguiu. Ok, agora eu estava surtando.

– O que a gente faz agora? — perguntei baixinho para que ninguém escutasse.

– Eles têm que saber, vai que algum deles trancou? — antes que eu pudesse responder, ele elevou a voz e anunciou — GENTE! NÓS NÃO CONSEGUIMOS ABRIR A PORTA, SE ALGUM DE VOCÊS ESTÁ ESCONDENDO A CHAVE, ACHO MELHOR PARAR COM ISSO AGORA!

– O QUE?!?! — Soph gritou — ESTAMOS PRESOS AQUI???????? VOCÊS ESTÃO ZUANDO NÉ?!

– Obvio que não, Sophia! Pode tentar abrir se quiser! — eu comecei a me irritar, mas era porque eu estava com medo.

Não só Soph, como todos os outros vieram tentar abrir a porta. Nenhum deles conseguiu. Voltamos a sentar nas nossas "camas" em silencio, ninguém conseguia dizer nada, estávamos em choque.

– Já sei! — Kat falou — Talvez a porta só abra por fora, e se a gente ligar para nossos pais para nos buscar?

– Boa ideia, eu ia mesmo ligar para minha mãe para dizer que está tudo bem, quando Jamie falou aquilo. — disse Arty já pegando seu celular — Mas agora vou ligar pra dizer que estou preso no hospício que ela mandou eu não vir. Vou ficar de castigo por semanas!

– Todos nós vamos — respondi — alguém pode me emprestar o celular depois que ligarem?

– Hã… gente? Alguém pode me emprestar o celular? O meu está sem sinal! – Luke pediu

– O meu também! — falaram Kat, Soph e Jamie ao mesmo tempo.

– Como assim? — Arty disse — Não pode ser! Quando eu ia ligar para minha mãe tinha sinal, agora também não tem mais! – todos começaram a falar, estava um caos.

– Ok, ninguém tem sinal? — Jamie perguntou alto o suficiente para todos escutarem, mesmo com eles surtando.

– Ninguém tem, mas eu tenho certeza de que tinha sinal antes! — Arty falou com uma voz espantada — estou avisando que tem alguma coisa estranha sobre esse lugar!

– Bom, disso ninguém duvida. — disse Soph — eu estou com medo… o que a gente faz agora?

– Eu não sei vocês, mas eu vou dormir! Amanhã a gente resolve isso, todo mundo está cansado, acho melhor vocês fazerem a mesma coisa! — Luke falou e se deitou e fechou os olhos.

Em seguida todos disseram boa noite e fomos dormir. Estávamos realmente preocupados com como sair daquele lugar, mas isso era assunto para outro dia. Achei que não fosse conseguir dormir sabendo que estávamos trancados naquele lugar assombrado, mas caí no sono rapidamente.

Fazia pelo menos dez minutos que estávamos fugindo, até que viramos ao corredor à direita e cessaram os gritos da criatura que estava nos perseguindo. Paramos e ficamos em silêncio para tentar escutar alguma coisa. Nada. Estávamos livres, pelo menos por enquanto.

– Acho que o despistamos! – disse Kat, ainda ofegante.

– Pois é, acho E ESPERO que sim! – falou Soph.

Comecei a olhar para as paredes e as entradas à nossa frente. Parei um momento e percebi: estávamos perdidos, nunca havíamos estado ali antes. Tudo estava escuro com exceção de um rastro de luz da lanterna na mão do Jamie. Me aproximei dele e peguei a lanterna. Mirei a luz na parede do corredor de onde tínhamos vindo. Havia um líquido preto e gosmento que não estava ali antes.

Comecei me aproximar para ver o que era e quando ia falar em voz alta, Jamie foi mais rápido. Percebi que todos estavam olhando para a parede atrás de mim.

– Sangue... mas... é preto?! – ele se moveu em minha direção. – por que é dessa cor?

– Bom, eu deduzo que seja porque esse... bicho, não seja humano. – sugeri, saindo de perto da parede e virando a luz da lanterna para o corredor à nossa frente – mas mesmo assim acho que temos que prestar atenção nas questões mais importantes.

– Mais importantes que um ser sobrenatural nos seguindo? Acho que essa É a questão mais impor... — ele começou, mas foi cortado pela Kat.

– Ela quis dizer: Quem matou “essa coisa”? Porque esse sangue não estava aí antes e “essa coisa” simplesmente sumiu. Então TEM mais alguém aqui! – ela falou sem nem parar para respirar.

– Isso e também: Onde estamos? Alguém sabe? Porque eu acho que ESTAMOS PERDIDOS! – Soph completou colocando sarcasmo no “acho”.

Sem falar nenhuma palavra comecei a andar como se já soubesse o caminho, e por mais incrível que pareça, todos me seguiram sem perguntar nada. Não sei como, mas sabia exatamente para onde ir. Passamos por várias salas e corredores e eu não reconheci nenhum. Mesmo assim nem hesitei em continuar seguindo de acordo com meus instintos, em algum lugar dentro de mim, eu sabia que aquele era o caminho certo.

Abri uma porta e demos de cara com a sala onde estavam nossas coisas.

Então acordei.

Notas finais
Obrigada gente!! Desculpem de novo pela demora! Prometo postar o próximo capitulo mais rápido! Queria agradecer a 'The Heartless Queen' pelo comentário! Muito obg!! bjosss! - Gabi.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.