Locked Out of Heaven
31 Decisão
Notas iniciais
Brittany S. Pierce estava bem à frente das Cheerios, realizando com perfeição uma rotina de dança proposta pela Treinadora Roz Washington, que assistia as garotas com um ar de satisfação, enquanto Sue parecia estar chupando lentamente um grande limão azedo dada a sua expressão.
Alheia às duas treinadoras, Santana não tirava os olhos de Brittany. Ela estava hipnotizada pelos movimentos cadenciados da loira, que dançava como alguém que tinha nascido para aquilo. Quando Brittany girou, Santana não pôde deixar de notar a bunda da garota... Brittany era bem gostosa e, ao pensar isso, Santana sorriu. Não estava enganada em se definir como lésbica se ela era capaz de pensamentos como esse, não é? Talvez ainda houvesse chances de que tudo o que ocorrera com Sebastian fosse apenas um incidente, uma grande loucura de sua cabeça, resultado de sua bebedeira em uma noite e, na outra, do talento que Sebastian tinha com seu pênis, suas mãos e... “Droga, Santana! Como achar Brittany gostosa te levou a pensar em como Sebastian é gostoso? Que merda!” – Santana bufou. Ao seu lado, Quinn percebeu a inquietação da amiga.
– O que foi? – A loira arqueou uma sobrancelha. As duas estavam sentadas na primeira linha da arquibancada, na parte térrea. Nenhuma das duas dançava, porque Santana, assim como Becky, era co-capitã (e Sue não permitiria que suas duas capitãs se submetessem às ordens de Roz), e porque Quinn prezava pelo seu lugar nas Cheerios, e não iria contra Sue logo após retornar à torcida.
– Nada. Estou pensando em como nossos treinos serão como campos de guerra agora que Roz e Sue nos treinarão juntas. – A garota pensou rápido. Na verdade, era só observar a pequena discussão que se iniciara entre as duas treinadoras logo a sua frente, que ela nem precisou se esforçar para mudar o rumo de seus pensamentos. – Mas tenho que admitir que essa simples rotina de dança foi bem melhor do que vários dos treinos em que tudo o que a Sue faz é gritar com aquele megafone nos nossos ouvidos.
Quinn assentiu.
– Nem me fale. Quase me levantei e me juntei à Brittany na coreografia. – A loira comentou observando Brittany sentar-se no chão do outro lado da quadra, junto a algumas outras garotas. – Falando nisso, eu notei o seu olhar para ela... Comendo-a com os olhos.
– Com ciúmes, Fabray? – Santana abriu um sorrisinho malicioso para Quinn, que revirou os olhos.
– Você não imagina o quanto... – A loira respondeu num tom sarcástico.
– Brittany é linda e, quando ela dança, é impossível não parar para observá-la. Além disso, nós fomos namoradas, Quinn. Não é como se eu tivesse parado de me sentir atraída por ela da noite pro dia. – Santana disse e Quinn considerou as palavras da amiga antes de responder:
– Como eu já disse: uma máquina de hormônios pronta para pular no que quer que se mova na sua frente. – A loira balançava a cabeça em reprovação.
– Alguém paga você pra encher minha paciência? Sim, porque só isso explica o quanto você é irritante. – Santana falava com uma cara emburrada.
Quinn sorriu e, quando ia dizer alguma coisa, a voz de Sue ecoou pelo ginásio, expulsando-as do local. Sem esperar nenhuma resposta, a própria mulher começou a andar para a saída e, acompanhando os movimentos dela com os olhos, Santana pôde ver uma figura masculina bem perto do portão do ginásio. Ok, ou ela estava mesmo ficando louca, ou...
– Santana? – Quinn chamou. A loira já estava em pé, com as mãos dentro do casaco das Cheerios, esperando que a latina se levantasse também. – Vou ao vestiário, você vem?
– Na verdade não. Preciso checar se meu livro de espanhol está no meu armário. – Santana respondeu, ainda encarando a saída do ginásio.
– Como se você precisasse dele... – Quinn revirou os olhos. – Te vejo daqui a pouco?
– Claro. – Santana finalmente começou a andar. Na pressa, acabou esbarrando em outra pessoa que acabava de descer as arquibancadas. – Mike? Desculpa, eu...
– Tudo bem, Santana. – O garoto sorriu, mas ficou sério de repente. – Espera aí... Você me pediu desculpas?
– Tá, que seja. – A latina respondeu impaciente. Ela até poderia ficar curiosa sobre por que Mike estava ali, mas estava pouquíssimo interessada no momento. – Tchau, Mike.
– Tchau... – Respondeu Mike, tentando ignorar o estranho comportamento da garota.
Quando finalmente saiu do ginásio para um dos corredores do McKinley, não havia sinal algum da pessoa que ela pensava ter visto entre os alunos que já começavam a ocupar o corredor. Santana então começou a andar pelo caminho que a levaria até seu armário. Ela enfiou as mãos em seu casaco e franziu as sobrancelhas. Não sabia se ficava preocupada por estar delirando, com raiva por estar delirando com ele, ou novamente preocupada pela possibilidade de ele estar ali.
“Não, não pode ser... Não... Não, Santana. Respira. Por que ele estaria aqui?” – Santana pensava. Não havia nenhum motivo... Mas o fato de haver a possibilidade de ele estar ali, num horário de aula, e ainda por cima sem o seu típico uniforme da Dalton, foi o suficiente para deixar Santana tensa durante toda a manhã.
[...]
Sebastian caminhava pela área externa da escola, onde havia uma grande piscina para os esportes aquáticos, e pensava no que fazer agora que estava realmente ali. Era horário de almoço e ele estava fugindo da movimentação na parte interna do McKinley, a fim de não dar de cara com nenhum integrante do Glee Club até que chegasse o momento certo. Mais cedo, ele quase fora pego por aquela a quem menos ele queria encontrar antes da hora. Fora até o ginásio onde as Cheerios treinavam porque esperava ver Santana de longe, de preferência dançando ou realizando acrobacias, mas ele só pôde vê-la sentada, conversando com Quinn Fabray. Por pouco, ela não o alcançara na saída e Sebastian deu graças aos céus por ela não ter conseguido. Não estava a fim de confrontá-la, não naquele momento. Ela com certeza faria perguntas, e Sebastian não estava preparado para respondê-las. Não ainda. Ele ainda estava planejando cuidadosamente seus próximos passos e, se tratando de Santana, nem todo o planejamento do mundo lhe seria útil. No momento, ele tentava se concentrar em um problema de cada vez, e a maior questão agora era conseguir entrar no Glee Club.
Quando disse aos pais que estava mudando de escola porque queria uma chance a mais de vencer as Nacionais, Sebastian não estava exatamente mentindo. Estar no McKinley era definitivamente uma nova chance, e ele não a desperdiçaria. Agora, só precisava convencer todas aquelas pessoas que o odiavam a deixarem-no entrar para o seu clube... Sebastian bufou. Seria mesmo muito fácil.
Quando estava decidindo-se a começar procurando pelo Sr. Schuester – o treinador do coral –, Sebastian ouviu uma voz chamá-lo às suas costas.
– Sebastian?
O garoto virou-se e deu de cara com um rapaz o encarando.
– Hum... Sim? – Sebastian perguntou confuso. O garoto lhe parecia familiar, mas não era como se Sebastian se lembrasse do nome dele.
– Não se lembra de mim? – Ele adivinhou. – Austin. Nos conhecemos no Scandals.
– Ah. – Sebastian compreendeu. Eles tinham transado. – Hum... Tudo bem?
– Tudo, mas e você? O que faz aqui? – Os olhos cor de mel transpareciam curiosidade.
– Agora eu estudo aqui. – Sebastian respondeu, observando o interesse do rapaz aumentar levemente. – Meus pais me transferiram hoje de manhã.
– Entendo... – Austin assentiu, e Sebastian reparou em seus cabelos molhados.
– Você faz natação?
– Nado sincronizado. Minha treinadora é campeã olímpica, acredita? – Austin comentou, como se aquilo aumentasse muito a credibilidade do esporte, ou como se quisesse impressionar Sebastian.
Bom, nenhuma das duas coisas funcionou.
Antes que um comentário maldoso escapasse da boca de Sebastian, uma garota abraçou Austin por trás. Ela estava vestida com o uniforme das Cheerios e Sebastian já a vira se aproximar, mas não a dera importância até agora. Austin virou-se parcialmente e sorriu para a garota, que o beijou rapidamente nos lábios. Sebastian arregalou ligeiramente os olhos, mas disfarçou antes que algum dos outros dois percebesse.
– Sebastian, essa é Lynn, minha namorada. – Austin apresentou a garota, fazendo a surpresa de Sebastian aumentar. – Lynn, esse é Sebastian, um amigo.
– Prazer. – Sebastian disse simplesmente, estendendo a mão. A garota encarou-o dos pés à cabeça e estendeu sua mão também.
– O prazer é todo meu. – Ela respondeu. – Mas eu achei que conhecia todos os amigos do Austin...
– É que eu acabei de me transferir. Hoje é meu primeiro dia aqui. – Sebastian esclareceu.
– Sei... E de onde se conhecem, então? – Lynn insistiu.
– Vamos, Lynn. Hoje é o primeiro dia dele, não encha a paciência do garoto com um interrogatório. – Austin interviu. – Nós nos conhecemos numa festa. Satisfeita?
– Bem... Se foi numa festa, talvez eu também estivesse lá. – Lynn disse. – E, se esse for o caso, peço desculpas por não me lembrar de você. Eu e Austin sempre ficamos tão bêbados, que eu tenho dificuldades com a memória frequentemente.
– Bem, se você estava lá, eu também te devo desculpas, porque também não me lembro de você. – Sebastian respondeu, segurando o riso. Ele olhou para Austin e o garoto parecia um tanto constrangido. – Em todo caso, é melhor eu ir. Não quero atrapalhar vocês.
– Você não atrapalha em nada. Os amigos do Austin são meus amigos também. – Lynn assegurou.
– Na verdade, eu preciso mesmo ir. – Sebastian replicou.
– Espero esbarrar mais vezes em você, Sebastian. – Austin disse, antes que ele começasse a se afastar. – Se precisar de ajuda para achar alguma sala ou algum lugar aqui dentro, conte comigo.
– Claro, pode deixar. – Sebastian sorriu falsamente. Não tinha muito interesse em se aproximar de Austin. Talvez ele pudesse descobrir porque o garoto tinha uma namorada e se ela sabia que ele transava com caras, mas, além disso, não tinha nenhuma vontade de voltar a esbarrar no garoto, especialmente quando Sebastian sabia que Austin ainda poderia querer alguma coisa com ele. Lynn acenou para ele e Sebastian seguiu seu caminho.
O sinal indicando o fim do horário de almoço havia acabado de soar e a maioria dos alunos, ou já estava em suas respectivas salas, ou andava pelos corredores em direção à próxima aula. Mais uma vez, Sebastian evitou a multidão de pessoas e encaminhou-se para uma sala onde um homem de cabelos louros e encaracolados arrumava papeis em sua mesa distraidamente. Sebastian respirou fundo e bateu na porta já aberta, apenas para anunciar sua presença.
– Senhor Schuester? – Sebastian indagou, apenas para confirmar o que já sabia.
– Sim? – O homem o olhava curioso, provavelmente já começando a reconhecê-lo.
– Meu nome é Sebastian Smythe e eu gostaria de entrar para o New Directions.
[...]
Todos do Glee Club já estavam na sala quando o Sr. Schue entrou, caminhando até o piano e depositando sua bolsa-carteiro ali. Ele tirou seu típico piloto preto da bolsa e foi até o quadro, escrevendo, em letras garrafais, a palavra “DECISÃO”.
– Que tipo de tarefa é essa, Sr. Schue? – Rachel, como de costume, foi a primeira a se manifestar, enquanto muitos de seus colegas ainda encaravam a palavra escrita com uma expressão confusa, como Puck, que tinha até mesmo os lábios entreabertos.
– Na verdade Rachel, essa não é exatamente a nossa tarefa essa semana. Mas é a nossa tarefa do dia. – Sr. Schue respondeu. – Hoje teremos que tomar uma grande decisão. Peço que me ouçam com calma e atenção agora, mesmo que para alguns de vocês isso seja difícil. – O homem encarou todos os rostos que o olhavam com expectativa e respirou fundo. Não seria fácil. – Bem, Sebastian Smythe me procurou hoje mais cedo e ele está interessado em se juntar a nós.
– O QUÊ?! – Santana exclamou, levantando num ímpeto de sua cadeira. Quinn apenas estendeu o braço e puxou a amiga de volta.
– Sr. Schue não pode fazer isso... – Rachel começou.
– Depois de tudo o que ele fez... – Tina balançava a cabeça em negação.
– Quem é Sebastian? – Brittany tentava se lembrar.
– Eu preciso lembrar que Blaine quase perdeu um olho? – Kurt indignou-se, apontando com a mão para o namorado. Uma coisa era aceitar as desculpas de Sebastian. Outra bem diferente era aceitá-lo ali entre eles diariamente.
– Sr. Schue, eu acho que não é justo... – Sam também começou a falar.
– Gente, gente... – Sr. Schue elevou a voz para conter todos os murmúrios dos alunos. – Calma. Ele veio falar comigo e nós tivemos uma longa conversa. Ele disse que está arrependido e que quer nos ajudar a vencer as Nacionais. Ele me pareceu bem sincero.
– Aposto que ele também pareceu ser bem sincero ao querer ser “amigo” do Blaine. – Tina disse. No fundo, ela só pensava em como Sebastian seria mais um na disputa pelos poucos solos que sobravam para o resto do grupo depois que Rachel e Blaine eram escolhidos para cantar.
– Sebastian é mau. Não é uma boa ideia. Ele vai nos apunhalar pelas costas na primeira oportunidade. – Kurt disse, ainda ressentido.
– Falando de mim pelas costas, Kurt? – Sebastian finalmente entrou na sala. – Por que não espera eu me juntar à festa antes de fazer minha caveira por aí?
– Você sabe muito bem o que eu penso sobre você, Sebastian. – Os olhos azuis de Kurt fuzilavam Sebastian.
– Sim, eu sei. Mas acho que você deveria pensar um pouco mais em equipe. – Sebastian então desviou sua atenção de Kurt para o restante do grupo. — Vocês não vão ganhar as Nacionais tão facilmente. Apesar de tudo, precisam admitir que a minha voz é incrível. – Sebastian afirmou e, ao ver o olhar chocado que alguns o lançaram, completou: — O que? Eu não estou mentindo.
– Ninguém te quer aqui, Sebastian. Por que não volta como o perdedor que é pros seus amiguinhos Warblers? Vai abandoná-los logo depois de uma derrota? Quanto espírito de equipe! – Santana estava tão irritada por ele estar mesmo ali, quanto pelo fato de ele não ter olhado na direção dela nenhuma vez.
– Bom, se eu não me engano, Kurt fez o mesmo algum tempo atrás e vocês o receberam de braços abertos. – Sebastian respondeu, ainda sem olhar para ela.
– Como você ousa se comparar ao Kurt? Ele sempre foi nosso amigo e os motivos dele foram bem diferentes dos seus. – Mercedes falou, enquanto Rachel assentia em concordância ao seu lado.
– Olha, eu não vou ficar aqui me humilhando, implorando pra que me aceitem. É pegar ou largar. – Sebastian disse e, observando o silêncio e as expressões nada amigáveis daqueles adolescentes, ele teve medo de realmente não ser aceito, então propôs: — Por que não me deixam cantar uma música enquanto pensam e, depois, fazem uma votação sobre a minha permanência no New Directions?
– Me parece bem justo. – Sr. Schue concordou. – Qual seria a música?
– Mr. Brightside, do The Killers. – Respondeu Sebastian e Finn prontamente se levantou.
– Cara, rock de verdade! – Finn abriu um sorriso. – Anda, Puck! – O moreno chamou o amigo e se encaminhou para a bateria, enquanto Puck, ainda com uma expressão desconfiada para Sebastian, caminhou até os instrumentos e pegou a guitarra. Claramente nenhum dos dois deixaria de tocar uma música da qual gostavam tanto. O restante da banda se posicionou e Sebastian logo ouviu os conhecidos acordes.
Saindo da minha prisão e estou indo muito bem
Devo, devo estar desanimado
Porque eu quero tudo isso...
Sebastian olhou a sala e ergueu os braços, como se quisesse afirmar que realmente queria tudo aquilo.
Começou com um beijo, como foi terminar assim?
Foi só um beijo
foi só um beijo
Sebastian olhou rapidamente para Santana, que tentava não olhar para ele, apesar de aquela ser uma tarefa quase impossível.
Agora estou caindo no sono e ela está chamando um táxi
Enquanto ele está fumando e ela está dando uma tragada
Agora eles estão indo para a cama e meu estômago está embrulhado
E está tudo na minha cabeça
Santana mantinha os braços e as pernas cruzados, além de uma expressão fechada. Mas era difícil não imaginar entre eles o que Sebastian estava cantando:
Mas ela está tocando o peito dele agora
Ele tira o vestido dela, agora,
Me deixe ir...
E eu não consigo olhar, isso está me matando
E tomando o controle
Inveja
Jogando santos dentro do mar
Nadando por loucas canções de ninar
Sufocando em suas justificativas
Mas é apenas o preço que eu pago
O destino está me chamando
Abro meus olhos ansiosos
Porque eu sou o Sr. Otimismo
Estou saindo da minha prisão e estou indo muito bem
Devo, devo estar desanimado, porque eu quero tudo isso
Começou com um beijo, como foi terminar assim?
(Foi só um beijo), foi só um beijo
A essa altura, todos já haviam se contagiado pelo ritmo animado da música e pela energia que Sebastian emanava cantando. Finn tocava a bateria animadamente, assim como Puck já se empolgava com a guitarra. Sr. Shue balançava a cabeça acompanhando a música, e até mesmo Blaine batia o pé, ao lado de um Kurt emburrado. Sebastian inclinou-se para Sugar, sorrindo para ela, que sorria de volta para ele, e isso aumentou a irritação de Santana, que estava sentada ao lado da garota. Do outro lado de Santana, Quinn ria animada. Sebastian continuou seu caminho pela sala e puxou Brittany e Mike, que eram claramente os mais empolgados ali, deixando uma Tina irritada pela animação do namorado. Como era de costume, ambos começaram a dançar juntos, enquanto Sebastian voltava à frente da sala e continuava a cantar.
Agora estou caindo no sono e ela está chamando um táxi
Enquanto ele está fumando e ela está dando uma tragada
Agora eles estão indo para a cama e meu estômago está embrulhado
E está tudo na minha cabeça
Mas ela está tocando o peito dele agora
Ele tira o vestido dela, agora,
Me deixe ir
Brittany depositou as mãos no peito de Mike e ele deslizou para baixo o zíper do casaco dela. E, sem perceber, Santana já estava à milhas de distância dali, imaginando o modo como ela havia tocado Sebastian e como ele tirara seu vestido antes de fazerem sexo pela última vez.
E eu não consigo olhar, isso está me matando
E tomando o controle
Inveja
Jogando santos dentro do mar
Nadando por loucas canções de ninar
Sufocando em suas justificativas
Mas é apenas o preço que eu pago
O destino está me chamando
Abro meus olhos ansiosos
Porque eu sou o Sr. Otimismo
Santana finalmente encarou Sebastian por mais do que alguns segundos e ela pôde perceber que ele também a olhava.
Eu nunca
Eu nunca
Eu nunca
Eu nunca
A música acabou e Sugar prontamente bateu palmas, assim como Brittany e o Sr. Schue. Finn se levantou e bateu um high-five com Puck. Sebastian fez uma reverência com um sorriso no rosto e percebeu que muitas pessoas batiam palmas, mesmo que de má vontade, como era o caso de Rachel, Mercedes e Sam. Entre os que se mantinham impassíveis estavam Kurt, Artie e Tina. Sebastian olhou para Blaine e viu que ele queria estar aplaudindo, mas não estava por causa de Kurt. Santana continuava a encará-lo. “No geral, um balanço até positivo...” – Foi o que Sebastian pensou.
– E então... Estou certo em ser o Sr. Otimismo? – Ele perguntou.
E, por alguns segundos, todos ficaram em silêncio.
[...]
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