Notas iniciais
Olá de novo! ♥

— Ok. Que porra que tá acontecendo com você?

Sebastian escutou a voz da garota e virou-se para encontrar um par de olhos verdes o encarando.

— Agora não, Fabray. – Ele respondeu e virou-se, procurando algum lugar por onde pudesse sair dali e ir até o estacionamento. Infelizmente, só viu grades que bloqueavam o acesso aos outros espaços da escola. O que o deixava com apenas uma opção de saída: a porta por onde havia entrado. E ela estava justamente sendo bloqueada pela líder de torcida.

— Eu não te segui pela escola toda até aqui só pra você me mandar dar o fora. – Quinn continuou. – Diferente do que você pode pensar, o Sr. Schue ficou bem preocupado quando você disse a ele que não estava bem, e iria sair atrás de você no mesmo instante, se não fosse o Puck decidir cantar uma música em homenagem ao cabelo do Joe.

— Hum... O quê? – Sebastian precisou perguntar. Aquela conversa não estava fazendo muito sentido.

— Ao que parece, Puck andou pesquisando o que poderia cantar para o Joe e acho que a primeira coisa que ele digitou no Google foi “cabelo”, então, pelo que eu entendi, ele estava cantando algo do musical de mesmo nome (Hair). – Quinn deu de ombros. – A Berry parecia fascinada, então pode ser que ela também tenha algo a ver com isso. Mas a cara do Kurt... Impagável. – Ela riu. – Você perdeu uma cena e tanto, mas a questão é: o que aconteceu? – Quinn disse, voltando ao seu tom sério.

— Por onde você quer que eu comece? Pela parte em que Santana me salvou de uns trogloditas hoje cedo, a parte em que ela parecia que ia me matar com as próprias mãos, ou a parte em que ela estava praticamente babando em cima da Pierce agora há pouco? – Sebastian cuspiu as palavras.

Quinn piscou duas vezes.

— Tudo bem. – Ela respondeu. – Vamos por partes. Trogloditas?

— Esses retardados que jogam futebol por aqui. – Ele respondeu.

— Ah. – Ela assentiu. – Tentaram bater em você? – Ela se precipitou e segurou o rosto do garoto com as duas mãos, procurando por sinais de hematomas que não estavam ali. Era uma coisa idiota de se fazer, porque, pelo que vira durante a apresentação no coral, Sebastian estava em perfeitas condições físicas. Seu instinto de cuidado, no entanto, era algo muito maior do que ela hoje em dia, tudo por causa de Beth.

Sebastian segurou as mãos dela e se desvencilhou com cuidado, tentando não ser indelicado.

— Está tudo bem. – Ele assegurou. – Sua amiga bancou a heroína antes que eles tivessem a chance de realmente fazer algo. – Sebastian admitiu com amargura.

— Certo. Mas por que você disse que ela iria querer te matar com as próprias mãos?

Sebastian engoliu em seco.

— Ah, cara... – Ele esfregou o rosto com as mãos. – Isso vai ser complicado. Você tem que prometer que vai me ouvir até o final, antes de tirar qualquer conclusão precipitada.

Quinn arqueou sua sobrancelha.

— Sou toda ouvidos.

— Antes que Santana pudesse intervir, uma pessoa fez isso antes. – Sebastian começou. – Um dos caras do nado sincronizado, Austin. Ele impediu um soco que eu ia levar. A partir daí, Santana concluiu que existia uma razão por trás daquilo...

— E ela estava certa? – Quinn apontou, perspicaz.

Sebastian suspirou.

— Sim. Nós saímos uma vez. Uma noite. – Ele admitiu. – E desde que eu cheguei aqui ele tem dado a entender que quer repetir aquela noite, mas, pra falar a verdade, é meio ridículo. Não estou interessado nele. – Sebastian levantou os olhos para encontrar os de Quinn e acrescentou: — Você sabe disso.

Ela assentiu, de cruzou os braços.

— Mas, pelo visto, a Santana não sabe.

— Ela é uma burra, então. – Sebastian replicou, fazendo Quinn cerrar os olhos. – Olha, me desculpa, mas é a verdade. Ela me perguntou sobre ele e, você pode até duvidar, mas eu fui honesto com ela. Eu disse que foi só uma noite, na noite em que nós nos beijamos pela primeira vez, eu fiquei desesperado, e é claro que ela não me deixou explicar...

— Espera. – Quinn esbugalhou os olhos. – O que você disse?

— Que ela não me deixou explicar nada, é óbvio.

— Não. – Quinn sacudiu a cabeça. – Antes disso.

Sebastian suspirou mais uma vez. Aquele fora o mesmo ponto de conflito com Santana.

— Que a noite em que eu... Você sabe... Fiquei com o Austin... Foi no mesmo dia em que eu e Santana nos beijamos pela primeira vez.

— Puta. Que. Pariu! – Quinn exclamou, surpreendendo Sebastian. A garota tinha a aparência de um anjo, mas podia xingar como um demônio. – Você não tem nem noção do tamanho da merda que você fez.

Foi a vez de Sebastian apenas piscar, sem reação.

— Quinn. O que aconteceu nesse dia e eu não estou sabendo?

— Você diz que a Santana é burra, mas, pelo amor de Deus! Você é uma porta! – Quinn balançava a cabeça, incrédula. – Fez toda essa cena porque acha que ela estava “babando” pela Brittany, quando na verdade você não tem a mínima noção...

— De quê? – Sebastian estava confuso. – Quinn, de que é que eu não tenho a mínima noção?

— Eu não tenho o direito de falar sobre isso, Sebastian. Não me diz respeito. – Quinn disse muito séria. – Mas... Você nunca se perguntou por que elas não estão mais juntas?

É claro que com “elas”, Quinn se referia a Santana e Brittany. Mesmo assim, Sebastian ainda não conseguia entender. Como é que o fato de Santana e Brittany não estarem mais juntas tinha a ver com a noite em que...

— Espera aí. – Sebastian finalmente ligou os pontos. – Você quer dizer que... No dia em que eu e Santana nos beijamos pela primeira vez, ela terminou com a Pierce? Por minha causa? Não, não é possível. – Ele passou a mão pelos cabelos, em negação. – Pierce sabe? Sobre tudo? Sobre nós?

— Essas não são as perguntas certas, e nem eu vou responder a isso. Eu só te digo que, não importa o que as pessoas digam, Brittany está longe de ser burra. Ela é mais perspicaz que muita gente por aqui. – Quinn comentou sarcasticamente, o que fez Sebastian se retorcer em desgosto.

— O que são as perguntas certas na sua opinião, ó sabidíssima Fabray? – Sebastian retomou o foco da conversa.

— Enquanto Santana estava terminando um relacionamento pelo qual ela passou anos lutando, por causa de um simples beijo seu, o que é que você estava fazendo? – Quinn perguntou em um tom acusatório que não esperava realmente por uma resposta.

“Fodendo um outro qualquer.” – A consciência de Sebastian gritou, mas ele permaneceu calado.

— Não espere que eu te ajude novamente, Smythe. Não até você fazer a coisa certa, para variar.

Ela se virou e saiu, deixando um Sebastian arrasado para trás.

[...]

Notas finais
Esse capítulo na verdade é só uma parte do próximo. Ia postar só quando terminasse tudo, mas resolvi dar esse presente de Ano Novo pra vocês, então... Feliz Ano Novo, amores! Vejo vocês no próximo! :)