Notas iniciais
Posso pedir desculpas pela demora? Desculpa pela demora!

– Olha, eu vou esquecer que você votou “não” pra mim ontem, e que, mesmo sendo a minha dupla, você me ignorou o tempo inteiro na reunião do coral. – Sebastian disse, depois de parar ao lado do garoto que mexia em seu armário, e não lhe dava nenhuma atenção, enquanto empilhava alguns livros em seu próprio colo. – Até porque, eu nem mesmo sei o seu nome. Então vamos começar de novo, certo? Eu sou Sebastian Smythe, você é... – Sebastian inclinou a cabeça para o garoto, como se o incentivasse a completar a frase.

O garoto inspirou fundo e ergueu a cabeça, finalmente olhando para Sebastian. Sua expressão não era nem um pouco simpática.

– Artie Abrams, e você não precisa se apresentar. Sei muito bem quem você é. – Artie repousou as mãos em cima dos livros que estavam em seu colo e encarou Sebastian seriamente. – Sebastian Smythe: ex-líder dos Warblers, ladrão de solos e de Michael Jackson...

– Ah, então é isso? – Sebastian questionou, mas o garoto continuou como se não tivesse sido interrompido:

– “A smooth criminal”, considerando todo o incidente com o Blaine. – Artie estreitou os olhos para Sebastian, que franziu o cenho.

– Incidente?

– Sabe, Smythe, eu não teria nenhum problema com você ter jogado uma raspadinha na cara do Blaine, mesmo que isso quase tenha acabado muito mal, e depois ter aparecido aqui querendo entrar pro nosso Glee Club. – Artie começou. – Se formos contabilizar nossos integrantes, Quinn, Santana, Puck e até mesmo o Finn poderiam estar tão sujos quanto você, considerando que já ganhei muitos slushies e insultos por causa deles. Mas não... – Ele negou com a cabeça. – Você quis mexer logo com o meu Michael. Uh-uh, isso não se faz.

– Olha cara, será que não podemos esquecer isso? – Sebastian tentou apaziguar a situação. – Eu estava furioso e queria intimidar vocês, ganhar de vocês... Os Warblers nem mesmo cantaram Michael nas Regionais, então você não pode me acusar de um “roubo” que nem mesmo aconteceu de verdade. – Sebastian fez aspas com as mãos. – Além disso, nós estamos no mesmo barco agora.

Artie ainda não parecia convencido.

– Eu poderia trocar de dupla... – Ele pensou em voz alta. – Tenho certeza de que posso achar alguém que queira ficar com você. E, se não achar, talvez eu possa convencer Santana. Ela claramente te odeia, então talvez aceitasse trocar você pelo Mike, só pra ter a chance de fazer picadinho de você.

Sebastian achou que aquela divagação já estava indo longe demais. Daqui a pouco Artie poderia mesmo querer convencer Santana a aceita-lo e a garota provavelmente derrubaria a escola em cima do Rodinhas. Era melhor Sebastian intervir.

– Se você trocar de dupla, não saberá a ótima ideia que eu tive pro nosso dueto. Então eu e a minha futura dupla detonaremos, enquanto você se lamenta por não ter me ouvido antes de me dispensar. – Sebastian deu de ombros. Artie pareceu considerar por alguns segundos, ainda com um ar desconfiado, até que disse:

– Tudo bem. O que você tem em mente?

Sebastian começou a sorrir.

[...]

– O que achou da tarefa do Sr. Schue? – Quinn perguntou. Ela e Santana estavam sentadas nas arquibancadas do campo de futebol, pois ainda tinham um tempo livre antes do treino das Cheerios começar naquela manhã.

– Se quer saber, estou odiando. – Santana bufou. – Cantar com o Mike não vai ser tão ruim, mas cantar um solo pro Smythe... – A latina fez uma careta e Quinn disfarçou um sorriso. – Se você não fosse cantar para mim, nós duas poderíamos trocar.

– E o que você acha que eu poderia cantar para o Smythe? Eu mal o conheço! – A loira exclamou. – Você é a pessoa mais indicada pra isso... – Quinn tentou argumentar e, vendo que Santana continuava emburrada, continuou: – Vamos, Santana! Você adora a oportunidade de cantar solos. Tenho certeza de que vai achar a música perfeita para cantar para ele.

– Nenhuma música pode ser perfeita se é para ele que eu vou cantar. – Santana retrucou, cruzando os braços.

– Eu duvido muito. – Quinn disse. – De qualquer forma, eu estou adorando essa tarefa. A minha dupla é a Britt e eu ainda vou cantar pra você! – A loira parecia verdadeiramente entusiasmada, o que fez Santana finalmente abrir um sorriso.

– Eu acho bom você cantar algo bem profundo e tocante. Me faça chorar, Fabray! – A latina exclamou dramaticamente.

– Eu já sei exatamente que música cantar pra você. – Quinn olhou para Santana com uma expressão marota e começou a cantarolar: – “Você é tão gay... E você nem mesmo gosta de garotas...”

Santana fechou a cara.

– Eu poderia te processar por homofobia, sabia?

– Pode me processar depois que me disser se já falou com Sebastian depois que ele chegou aqui. – Quinn arqueou uma sobrancelha e Santana não suavizou sua expressão. Pelo contrário. A garota pareceu ficar mais tensa ainda.

– Eu não tenho nada para falar com ele. – Ela disse, voltando a encarar o campo. Algumas Cheerios já começavam a chegar, mas ninguém estava realmente próximo a elas.

– É mesmo? – Quinn perguntou em um tom descrente.

– Se você já sabe a resposta, então por que pergunta? – Santana bufou.

– Porque tenho prazer em te irritar, você já deveria saber disso. – Quinn deu de ombros. – O que você disse?

– Tentei descobrir o que ele pretende vindo estudar aqui, mas ele só disse que quer ganhar as Nacionais.

– E você está decepcionada por isso? – Quinn indagou.

– Não tenho por que estar decepcionada, quando tudo o que quero é que ele fique longe de mim. – Santana disse, encarando seriamente um ponto qualquer no gramado. Então ela voltou a cabeça para Quinn e continuou: – Fiz questão de deixar isso bem claro pra ele.

Quinn balançou a cabeça em negação.

– Do que você tem medo, Santana?

– De baratas que voam. E daqueles filmes dos Jogos Mortais também. – Brittany respondeu, sentando-se ao lado de Quinn. Santana a encarou preocupada, mas a garota não parecia ter ouvido nada demais. Seus olhos azuis pareciam um tanto curiosos e sua expressão estava tranquila como sempre.

– Pensei que gostasse de filmes de terror. – Quinn se virou para Santana.

– Jogos Mortais não é de terror, é de suspense. – Santana revirou os olhos. – E, embora eu reconheça que Jigsaw é foda, ele também me dá arrepios... Além disso, qualquer um que fosse inteligente e louco o suficiente, poderia fazer os Jogos na vida real. Mas e aí, Britt, animada para a tarefa do Glee Club essa semana? – A latina perguntou, mudando de assunto. Quando não estavam sozinhas, era bem mais fácil, e até mais normal, conversar com Brittany.

– Claro! – Brittany sorriu. – Não sei bem ainda o que cantar para o Blaine, mas já tenho a música perfeita para cantar com a Quinn. Inclusive, acho que poderíamos tornar a nossa dupla um trio, e mostrar um pouco da Trindade Profana ao coral. O que acha, Quinn?

– Eu acho uma ótima ideia! – Quinn sorriu, enquanto Santana também já abria seu próprio sorriso. – No que você pensou, Britt?

– Bem, pra começar, precisaríamos da ajuda de alguns dos meninos... Um para cada uma de nós. – Brittany começou a explicar. – Podemos ensaiar a coreografia entre nós e depois repassa-la aos nossos pares, o que acham?

– Por mim, tudo bem. – Quinn concordou e Santana assentiu em concordância.

– Quem vocês estão pensando em chamar? – A latina perguntou.

– Eu vou falar com o Mike hoje mesmo. – Brittany disse.

– Eu não sei ainda. Acho que vou esperar que finalizemos a coreografia, pra só depois chamar alguém. – Quinn respondeu.

– Hum... Tem razão, Quinn. Talvez seja melhor mesmo. – Santana concordou.

– Quanto à nossa música, poderíamos montar a coreografia e os arranjos hoje mesmo. – Brittany sugeriu. — Depois da aula?

– Combinado. – Quinn confirmou. – Vocês acham que poderemos apresentar quando?

– Não vamos precisar de muitos ensaios... – Santana considerou e Brittany assentiu. – Mas teremos que repassar a coreografia aos meninos, então eu acho que depois de amanhã.

– Certo. – Quinn disse, ao mesmo tempo em que ouviam um apito ecoar pelo campo e, logo em seguida, a voz da Treinadora Sylvester convocar as Cheerios pelo megafone.

– Melhor irmos logo. – Brittany disse e as três se levantaram.

[...]

[Finn]

Me esforço apenas para saber seu nome

Dezessete rodadas e eu me enchi deste jogo

Eu estou me esforçando só para saber seu nome

Mas o Paraíso não está nem perto de um lugar como este

Vale tudo, então não pisque porque você pode perdê-lo

Finn e Puck eram os primeiros a se apresentarem naquela semana. Finn estava sentado tocando bateria e Puck tinha a guitarra em suas mãos, sustentada pela correia que envolvia seu tronco. Depois de ouvirem Sebastian cantar The Killers na véspera, não foi difícil decidir que música gostariam de cantar.

[Puck]

Porque o Paraíso não está nem perto de um lugar como este

Eu disse, o Paraíso não está nem perto de um lugar como este

Traga de volta, traga de volta hoje à noite

Nunca pensei que eu deixaria um boato estragar meu luar

[Finn e Puck]

Bem, alguém me contou

Que você tinha um namorado

Que se parecia com uma namorada

Que eu tive em fevereiro do ano passado

Isso não é confidencial

Eu tenho potencial

[Finn]

Pronto? Vamos passar a algo novo

Pegando a estrada, estou indo embora sem você

[Puck]

Porque o Paraíso não está nem perto de um lugar como este

Eu disse que o Paraíso não está nem perto de um lugar como este

Traga de volta, traga de volta hoje à noite

[Finn]

Nunca pensei que eu deixaria um boato estragar meu luar

[Finn e Puck]

Alguém me contou

Que você tinha um namorado

Que se parecia com uma namorada

Que eu tive em fevereiro do ano passado

Isso não é confidencial

Eu tenho potencial

Correndo, correndo por aí

As vozes se encaixavam perfeitamente e todos ali pareciam estar gostando da performance. Mr Schue e Blaine, como sempre, balançavam a cabeça na batida da música. A maioria dos meninos, como Mike, Joe, Sam e Sebastian, parecia ter aprovado a escolha da música desde os primeiros acordes, e até mesmo as meninas já tinham se rendido e começado a dançar. Finn olhou para Rachel, que se aproximara da bateria, e cantou:

[Finn]

Coloque-se no ritmo por mim

[Puck]

Eu disse talvez, baby, por favor

[Finn]

Mas eu apenas não sei agora

Puck, por sua vez, encarava Quinn, enquanto ele caminhava entre as cadeiras das poucas pessoas que ainda estavam sentadas. A loira segurava sua própria cadeira com ambas as mãos e remexia-se no ritmo da música, com uma expressão alegre no rosto. Ele rapidamente sacudiu a cabeça e continuou seu caminho.

[Puck]

Quando tudo o que quero fazer é tentar

[Finn e Puck]

Alguém me contou

Que você tinha um namorado

Que se parecia com uma namorada

Que tive em fevereiro do ano passado

Isso não é confidencial

Eu tenho potencial

[Finn] Correndo, correndo por aí

Brittany tentava fazer movimentos de dança com Artie, girando um pouco a cadeira do garoto, enquanto ele balançava as mãos. Santana girava Quinn, conduzindo-a pelas mãos, e Mike dançava com Tina. Sebastian ainda se achava deslocado no meio deles, mas a música estava tão boa, que ele não ligou muito para isso naquele momento.

[Finn e Puck]

Bem, alguém me contou

Que você tinha um namorado

Que se parecia com uma namorada

Que tive em fevereiro do ano passado

Isso não é confidencial

Eu tenho potencial

[Puck] Correndo, correndo por aí

[Finn e Puck]

Bem, alguém me contou

Que você tinha um namorado

Que se parecia com uma namorada

Que tive em fevereiro do ano passado

Isso não é confidencial

Eu tenho potencial

Correndo, correndo por aí

Quando a música acabou, Mr. Schue puxou os aplausos, enquanto Rachel se sentava no colo de Finn e beijava sua bochecha, e Joe e Sam batiam nas costas de Puck, parabenizando-o.

– É isso aí, rapazes! É exatamente esse o espírito dessa semana! – Mr. Schue disse quando todos retomavam seus lugares. Ele foi até o quadro branco e riscou os nomes de Finn e Puck. – Parabéns!

Os garotos bateram um high-five e, logo depois, Rachel iniciou um monólogo sobre como eles precisavam de mais tempo para se preparar para cantarem juntos, mesmo que ela e Blaine fossem ótimos, porque uma performance não fica perfeita da noite para o dia. Então Mr. Schue os dispensou mais cedo – interrompendo a morena antes que ela se estendesse demais –, concordando que pouco tempo havia se passado desde que ele propusera a tarefa.

[...]

Sebastian mexia em seu armário, que ficava a poucos metros de distância do armário de Mike Chang, onde o garoto também mexia em seus pertences, quando Brittany se aproximou para falar com o asiático, que prontamente sorriu para ela.

– Hey... – Ela disse animada.

– Oi... – Mike respondeu, enquanto parecia organizar alguns livros.

– Preciso de ajuda.

– Com o quê?

– Uma coreografia. – Brittany respondeu, fazendo o garoto sorrir novamente.

– Claro. – Ele prontamente concordou. – Do que se trata?

– É para a tarefa dessa semana. Eu e as meninas vamos cantar juntas, mas queremos parceiros de dança, um para cada uma de nós. – A loira explicou. – Então eu pensei que...

– Eu topo. – Mike confirmou, interrompendo Brittany, que sorriu largamente para o amigo. – Mas, você disse “meninas”? No plural?

– Quinn e Santana. – Brittany esclareceu e Sebastian apurou ainda mais os ouvidos. – Minha dupla é a Quinn, mas me pareceu estranho não ter Santana conosco.

– Então você e Santana estão bem? – Mike perguntou.

– Estamos tentando agir normalmente. – A loira suspirou. – Ainda não entendo direito o que aconteceu, mas... Eu acho que não conseguiria ficar longe de Santana nem mesmo que eu quisesse muito.

– Bem, eu aprovo toda e qualquer oportunidade em que vocês três possam cantar juntas, então pode contar comigo! – Mike disse, depois de alguns segundos de silêncio. Brittany voltou a sorrir. – Quinn e Santana já escolheram seus pares? Quer dizer... Você está me chamando para ser o seu par, certo?

– Sim. Você sabe que, depois de Santana, você é o meu par favorito, certo? – Ela empurrou levemente o ombro do rapaz, enquanto, de longe, Sebastian sentia-se mal por ver o quanto Brittany ainda gostava da latina. A loira continuou: — E depois tem a Quinn, e depois...

– Ok, Britt, eu entendi! – Mike disse, rindo. – Depois da Tina, você também é o meu par favorito. Hey! Falando nisso, o que acha de dançarmos juntos na tarefa dessa semana?

– Como assim? – Brittany franziu as sobrancelhas, parecendo confusa.

– É simples. Santana estará cantando com vocês, certo? – Ele perguntou, e Brittany assentiu. – Então é como se ela agora fosse a dupla da Quinn, o que significa que você poderia ser a minha dupla. O que acha?

– Acho ótimo, mas... Você não deveria tentar trocar com a Sugar, para ser o par da Tina?

– Bem, eu tenho 99% de certeza de que Santana não quer a Sugar como par, então... – Mike deu de ombros.

– Tem razão. – Brittany concordou. – Eu vou perguntar às meninas se tudo bem pra elas a gente trocar, e depois te aviso.

– Ok. – O garoto assentiu. – Se tudo der certo, a gente pode fazer algo realmente elaborado, como Valerie!

– Em menos de uma semana? – A loira parecia incerta.

– Hum... Verdade. – Mike pareceu um pouco decepcionado, mas logo continuou: — Ou então...

Mas Sebastian deixou de prestar atenção na conversa, finalmente batendo a porta do armário e saindo dali. Ele seguiu até o fim do corredor e começou a andar pela escola, até que deu de cara com a garota que acabava de sair de uma das salas de aula.

– Eu estava justamente querendo falar com você. – Sebastian disse, começando a acompanha-la enquanto ela retomava seu caminho.

– E eu posso saber por quê? – A garota respondeu, um tanto mal humorada, fazendo Sebastian encará-la por alguns segundos em silêncio. Ela percebeu o olhar e disse: — Desculpe, tive que ficar até mais tarde nessa maldita aula porque o professor corrigiu um parágrafo inteiro no meu último ensaio sobre a Guerra Fria e... Enfim. O que você quer?

– Ouvi dizer que está precisando de um parceiro de dança... – Sebastian começou.

– Não. Não, não, não. Santana vai me matar! – Quinn exclamou.

– Qual é, Quinn! Você sabe que eu danço bem... – Sebastian insistiu.

– Por que não pede para dançar com ela, então?

– Porque ela não vai querer. – Ele respondeu, como se fosse óbvio. – Eu sei disso e você também sabe.

– Certo. – Ela concordou, a contragosto. – Mas por que você acha que eu vou querer dançar com você?

– Amigos dançam juntos o tempo todo. – Sebastian deu de ombros.

– Você não acha que está forçando a barra um pouco demais para uma amizade recém-nascida?

– Ok. Mas você não acha que, uma hora ou outra, Santana vai ter que se acostumar com a minha presença e baixar um pouco a guarda? – Sebastian apelou.

– Sim, eu acho. Mas isso depende dela, não de mim. – Quinn balançou a cabeça.

– Nesse momento, está dependendo de você sim. – Ele insistiu. A loira virou-se para ele e mediu-o da cabeça aos pés. Não sabia se deveria confiar realmente em Sebastian, mas resolveu que seu discurso de ontem não valeria de nada se ela não agisse de acordo.

– Tudo bem. Você pode dançar comigo. – Quinn disse e Sebastian começou a sorrir para ela. – Mas... – Ela levantou um dedo. – Você fica me devendo uma. Eu vou ter que descascar um abacaxi bem grande quando Santana souber disso.

– Você parece minha mãe falando... – Sebastian observou, fazendo Quinn revirar os olhos. – De qualquer forma, não sei por que você está fazendo tanto caso disso. Pensei que fosse tão durona quanto Santana, e que lidar com ela não fosse problema pra você.

Quinn arqueou uma sobrancelha para ele e disse apenas:

– Você acha Santana durona?

– Durona no sentido “osso duro de roer”, sabe? – Sebastian tentou explicar que não fora um elogio.

– E depois eu que falo igual a uma mãe... – Quinn balançou a cabeça e foi a vez de Sebastian revirar os olhos.

– Tá. Quando ensaiamos, então?

– Amanhã.

– Ok. Obrigada, Quinn! – Ele disse, surpreendendo a garota e dando um beijo em sua bochecha. Logo depois, Sebastian virou-se e foi embora.

Quinn estava feliz por pensar que estava fazendo a coisa certa, pois, para ela, Sebastian claramente estava tentando se aproximar de Santana de uma forma positiva.

Sebastian seguia pelo corredor sem maiores preocupações, achando que sua decisão partira somente do desejo de fazer da vida de Santana um inferno, exatamente como o Sebastian de meses atrás faria, e isso, de certa forma, o reconfortava. Pelo menos ele não mudara totalmente por ela. E, com um pouco de sorte, talvez nunca mudasse.

[...]

Notas finais
Finn e Puck cantaram "Somebody Told Me" porque eu vi que vocês gostaram do Seb cantando The Killers, então... Taí mais TK pra vocês! “Você é tão gay... E você nem mesmo gosta de garotas...” - é um trecho adaptado de "U R So Gay", da Katy Perry, e eu coloquei só porque gosto de trollar Santana Lopez. Ansiosas pra ver o que as meninas vão cantar? E Sebastian e Artie? Não esqueçam que ainda tem o solo da Santana especialmente para o Seb... Alguém arrisca algum palpite?? Eu adoro enrolar vocês, mas quero dizer que no próximo vai ter interação Sebtana, e, se eu estiver boazinha, vai ter também algumas... Coisas. If you know what I mean. u.u Beijo grande e até os comentários!