Locked Out

6 Sméagol [capítulo narrado]


Notas iniciais
MUITA ATENÇAOOOOOOOOO!
Esse capitulo vai ser contado pelo narrador e não pelo personagem, ok? Sempre que for assim, eu avisarem nas notas iniciais. Entao, por favor, sempre leiam as notas iniciais!

– Olá, minha pequenininha – disse

– Simon, o que você está fazendo? – disse Luce tentando livrar os pulsos, mas eles queimavam e sangravam, assim como seus tornozelos. – Me tira daqui!

– Se eu fosse você, não forçava. Sabe esse negócio de metal que tá te segurando? Tá molhado com água-benta. – ele sorriu

– Seu desgraçado... me tira daqui!

Seus membros jorravam sangue, sujando o chão do galpão.

– Me chamou de quê? – ele caminhou até Luce lentamente com as mãos nas costas. "Desgraçado", respondeu.

Ele a surpreendeu tirando as mãos de trás e me mostrando uma miniatura de Cruz. Aproximou-a do peito da menina

– Simon, pare! – ela gritou tentando afundar o corpo naquela pedra áspera, mas não adiantou. Simon estava completamente cego pelo ódio, não queria nem saber se ela estava bem. Ele só queria torturá-la.

Colocou a Cruz com força em seu peito, fazendo-a gritar com aquele contato. Sua pele ardia, queimava, estava sendo corroída como um humano mergulhado em ácido sulfúrico.

Depois de queimar diversas partes de seu corpo, Simon andou até uma parte totalmente escura do galpão e voltou com dentes de alho na mão.

– Come isso, destruidora de corações!

Abriu a boca de Luce com muita força e colocou os alhos. Movimentou-a com suas mãos, para que ela mastigasse.

Doía.

Queimava.

Ardia.

Corroía.

Mas Luce tinha que ser forte, tinha que ser.

Jace.

Era o único pensamento em sua cabeça naquele momento.

Ele deve estar me procurando.

Ele tem que estar me procurando, a menina repetia na mente.

– Quer parar de sentir dor, Lucie? – ele dizia com os olhos vermelhos de raiva, ódio, fúria.

A menina balançou a cabeça num "sim", com lágrimas molhando todo o seu rosto.

Simon pôs um grande pote com muitos doces numa mesa ao lado da "cama" onde Luce estava, pegou um doce e pôs na sua boca, ela mastigou e engoliu. Em segundos foi tomada por uma maravilhosa sensação de prazer. Simon sorriu e a soltou, já sabendo que ela não era mais um perigo, porém ao sair, trancou a porta por fora.

Ela se levantou. A menina começou a se sentir feliz, relaxada. Deitou-se novamente, deixando ser completamente possuída pelo prazer que aquela droga proporcionara. Sim, uma droga, e Luce sabia.

Mas, cinco minutos.

Foi só o que durou.

E ela precisava de mais. Precisava aliviar aquela imensa dor que sentia ao lembrar que não tinha mais a proteção de Jace, o carinho de Paola. E aliviaria sim, engolindo aquelas coisas demoníacas que lhe proporcionavam um bem gigantesco durante cinco minutos.

*

Um imenso grupo de humanóides com olhos arregalados e saltados, pele extremamente branca e incrivelmente magros perseguiam Luce pelo galpão. Ela tentava correr, mas estavam por todos os lados. Chão, parede, teto, em cima da porta, dentro dos armários. Por todo lado. Sussurravam palavras em sincronia, como um exercito muito bem treinado. Se arrastavam como se as pernas estivessem quebradas. Pareciam com Sméagol, de The Lord of Rings, porém mais altos. Dentes podres e verdes, maças do rosto saltadas, mãos esqueléticas. E de repente tudo sumia. Luce se encontrava no canto do galpão, encolhida, com as mãos cobrindo o rosto, chorando. Simon a observava pela janela. Tudo o que ele vira era Luce correndo de um lado pro outro, mal sabia o terror que ela sentia já há dois dias.

Onde está Jace?, ela se perguntava. Começara a se preocupar com a possibilidade de Simon ter feito algo à ele e Paola.

Não!, ela pensou, fora de cogitação.

Sentiu um ar gélido em seu pescoço, como uma respiração. Virou-se. Deparou-se com uma pequena menininha loira, com grandes olhos azuis, boca pequena e nariz fino. "Por que está aqui?", a menina perguntou à Luce. "Eu não sei", respondeu. O rosto da garotinha se deformou, ficando sem cor, apenas preto e branco. A boca se abriu mais do que um humano consegue abrir. Seus olhos viraram grandes buracos pretos. A coisa gargalhou e pulou na cabeça de Luce. Era incrivelmente leve, mas muito bruta. Socava sua cabeça e puxava seus cabelos. Luce gritava e tentava tirar o bicho da cabeça, mas não conseguia tocar em nada. Simon, de fora, tentava imaginar o que estava se passando. Sentiu uma ponta de remorso, mas logo se lembrou de ter sido abandonado — na visão dele — pela menina, então sorriu vitorioso.

– Você merece isso, Lucinda. Você merece isso.

Notas finais
tô com mais pena do que raiva do Simon, d boa hahahahaha.