Locked Out
4 Kiss him
Notas iniciais
– Não, o Drácula! – ironizou
– Mais respeito com o Mestre! – gritei levantando o dedo indicador
– Mais respeito, Lucinda? Quem é você para falar de respeito? – indignou-se – Eu falei pra você não sair de casa por qual motivo? – ele perguntou e eu me calei – Me responde, Lucinda!
– Por que é perigoso... – sussurrei.
– E mesmo assim você saiu, não é? E o que aconteceu? Se eu não tivesse seguido vocês, estariam mortos! Ou pelos Renegados ou pela luz do sol! Qual foi o problema que te deu, Simon? Você deu um soco no Mestre dos Renegados! Estava pedindo pra morrer!
– Ele desrespeitou a Luce... – Simon murmurou
– Um "gostosa" não mata ninguém! – ele fez uma pausa – A não ser que... – arregalou os olhos para o Simon, que devolveu o olhar desesperado como quem dissesse "cale a boca" – Não...!
– "A não ser que" o quê? – perguntei curiosa
– Que nada! – Simon disse desesperadamente antes que Jace dissesse alguma coisa – "A não ser que" nada.
– Luce, vá se deitar. – disse calmamente
– Mas...– tentei argumentar
– Lucinda, vá.
Me levantei bufando e fui até meu quarto. Me joguei na cama e fiquei tentando dormir, mas o sono não vinha. Peguei o notebook em cima da escrivaninha e entrei no meu twitter. Simon tinha tuitado:
@theonlysimonLO: E quando você vai perceber que eu quero só você?
Eu, claro, respondi. Aquele menino estava amando? Eu tinha que zoar!
@luciegrigoriLO: Hmmm, apaixonado? @theonlysimonLO pensei que você era de todas!
@theonlysimonLO: Infelizmente eu estou apaixonado @luciegrigoriLO, e trocaria todas só por ela
Ok, ele realmente está apaixonado.
Ouvi batidas na porta do meu quarto. Fechei o notebook e o pus de volta na escrivaninha. "Entra", disse.
Jace abriu a porta devagarinho. Seus olhos brilhavam na escuridão do quarto, iluminado apenas pelo abajur do criado-mudo. Andou na minha direção, sentou-se na cama. Pôs a mão em cima da minha, que estava repousada na minha perna, o que fez passar um leve rubor pelo meu rosto (lê-se: virei um tomate). Ele passou os dedos para a palma da minha mão e a levantou. Entrelaçou os nossos dedos... eu não estava entendendo nada.
– Está vendo? – disse muito calmamente – Nossas mãos se encaixam perfeitamente.
– Jace... onde está querendo chegar?
– Nada daquilo foi por acaso Luce. Eu não achei você na loja de brinquedos por acaso. Estava tudo planejado, tudo havia sido moldado.
Eu estava extremamente confusa... não tinha ideia do que aquele homem estava querendo dizer.
– Era pra ser eu e você, Lucie. Nada atrapalharia isso. Eu e você, só nós dois.
– Jace, o que você tá falando? Acho que a Paola colocou álcool na jarra de sangue. – eu disse me levantando e indo já na direção da porta – Paola! – a chamei
– Não! – ele me interrompeu – Eu sei muito bem o que eu estou falando. Lucinda, eu te esperei por tantos anos... tantos séculos.
– Jace, já chega! – tentei me afastar, mas ele me encostou no guarda-roupas.
Olhei em seus olhos. A testa dele estava colada na minha. Um homem com tantos séculos de idade, com a aparência de um homem de 23 anos. Tão bonito... olhos claros, cabelos claros, rosto definido, maxilar trancado... tudo o fazia ficar tão bonito, assim, de perto... Pelo Dracula, o que estou pensando?
Jace entrelaçou as duas mãos nas minhas e as levantou, as arrastando pelo guarda-roupas.
– Jace, para com isso, por favor. – falei ofegante.
Ele enterrou o rosto no meu pescoço, distribuindo beijos. Soltou as mãos das minhas e as desceu pra minha cintura e a apertou. Distribuiu beijos pelo caminho até chegar na minha boca.
Ah, só eu sei o quanto eu achava aquilo errado, mas era tão bom e... Jace não era nada meu, não é verdade? Então que mal faz?
Ele me beijava com voracidade e urgência, como se estivesse esperando por aquilo (e estava!) há séculos. Minhas mãos estavam agarradas em seu cabelo embaraçado e seus braços, envolvendo minha cintura. Ele me pôs no colo e fomos caminhando ainda agarrados até a cama, onde ele me colocou. Sentou-se do meu lado e sua mão ainda apertava minha cintura. O beijo ainda tinha muito desejo. Nos separamos para que ele tirasse a camisa. E pelo amor de Dracula, que maldito corpo lindo é este, Jace?
Ele percebeu que eu olhava para seu corpo e sorriu malicioso. Me sentei e envolvi meus braços em seu pescoço, me sentando em seu colo novamente.
– O que é que está acontecendo aqui?
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