Locked Out

9 He takes me again?


Notas iniciais
Desculpem, eu estou passando um pouco mal e não consigo raciocinar direito. Bem, espero que voces gostem do capítulo de hoje, apesar de eu não estar muito satisfeita com ele... mas eu nao poderia deixar vcs sem L.O hoje né? srsrsr bjs!

Aproximei-me de Jace lentamente, tentando evitar olhar nos olhos de Simon, pois sabia o ódio que estaria transbordando ali. Jace puxou-me com cuidado, fazendo eu me aproximar mais dele. Segurou minha mão e foi dando leves e lentos passos para trás, tentando sair da presença daquele ser. Eu não sabia o que fazer. Não sabia se chorava por deixá-lo ou se sorria pelo mesmo motivo. Eu não amava Simon, mas, inexplicavelmente, eu não queria me afastar dele.

– Luce, venha... — Jace sussurrou em meu ouvido.

Convenci-me a olhar nos olhos de Simon, mas preferia nunca ter feito isso. Encharcado de lágrimas de ódio, seus olhos estavam vermelhos como fogo. Suas mãos estavam fechadas com força, seu maxilar, rígido. Meu corpo tremeu só de pensar na possibilidade de ele fazer algo comigo, Jace ou Paola. Ou todos nós.

– Vocês não vão a lugar algum. — Simon pronunciou-se com uma voz irreconhecível. Sua voz estava grossa, aterrorizante como em filmes de terror.

Jace apertou minha mão e abraçou Paola ao lado de seu corpo. Começou a pronunciar palavras em latim e a nos apertar junto a ele. Repentinamente, minha visão foi ficando embaçada, fui coberta por uma fumaça escura e quente, até desmaiar.

*

Acordei num quarto inteiramente branco com uma unica parede quadriculada branca e preta. Olhei lenta e atentamente cada detalhe daquele quarto tão bonito até que encontrei uma pessoa dormindo sentada numa poltrona na frente da cama onde eu estava.

– Jace? — perguntei sonolenta. Ele imediatamente deu um pulo e correu em minha direção.

– Lucie... — ele sentou-se na cama, ao meu lado — Prometa nunca mais me deixar — ele deixava as lágrimas rolarem em seu rosto como um bebê.

– Eu prometo — assenti sonolenta — O que aconteceu?

– Não foi nada — ele disse secando o rosto — Você só nunca tinha entrado num Portus antes. No começo, sempre há efeitos colaterais, mas depois, com o tempo, você acostuma e não sente mais nada.

– Portus? — indaguei confusa.

– É como uma máquina de teletransporte. Os humanos não sabem da existência deles. E nem devem, pois nunca saberiam usá-los e se tentassem, provavelmente morreriam.

– Apenas vampiros?

– Apenas vampiros — ele concordou.

– Ah, ao menos uma vantagem em ser um sanguessuga — ri fraco. Jace olhou fixamente em meus olhos e balançou a cabeça em reprovação, indicando-me que o que eu tinha dito havia sido desnecessário e incorreto, afinal, eu também era um deles — Não? Desculpe.

Ficamos apenas calados, escutando o silêncio, até que ouvimos o barulho de uma porta sendo aberta. Paola.

– Jace, você vem comer os biscoi...- ela se interrompeu quando viu que eu havia acordado — LUCINDA!

Seu grito fez com que minha cabeça começasse a zumbir. Era como se fossem milhões de voz finas e estridentes gritando dentro dela ao mesmo tempo. Meus olhos foram se fechando, tudo foi escurecendo e senti-me a ficar tonta.

*

– Olhe só, quem está de volta! — fui despertada por uma voz familiar.

Abri lentamente os olhos e vi Simon sentado ao meu lado na cama. Tentei mexer-me mas estava presa pelos pulsos e calcanhares; tentei gritar mas estava amordaçada.

– E então, o que você prefere? — Simon se levantou e caminhou até uma estante lotada de instrumentos de tortura — Aqui do lado tem uma cadeira elétrica. Também tem O Saco, qual você prefere? — ele dizia sem ao menos olhar para mim, apenas passeando em frente a estante e assobiando — a do saco é clássica. Você conhece, não é? Aquela que eu te sufoco com o saco até você tossir sangue... amo esse método. Você gosta, Lucie, meu amor? — ele disse que uma voz irônica — Ei, olhe só, achei um bisturi!

Ele pegou o bisturi e voltou-se para mim. Eu me debati na cama, mas não adiantava. Ele levantou minha blusa e começou a passear lentamente com o bisturi por ela, arranhando-a levemente, deixando visível apenas algumas gotinhas de sangue.

– Eu amo suas lágrimas — ele disse sorrindo diabolicamente.

Ele começou a arrastar o bisturi com mais força pela minha barriga, rasgando completamente minha pele. Eu só sabia urrar, tentar pedir para ele parar, mas eu sabia que ele não pararia. Todos os meus pensamentos iam em Jace. Será que ele não me procuraria novamente? Será que demoraria mais sete dias?

Eu fechava meus olhos e chorava na expectativa de que tudo aquilo passasse, que ele percebesse o que estava a fazer e parasse, mas ele estava disposto a me ver sofrendo por um motivo tão besta. Mas o que eu poderia fazer? Urrar não iria adiantar, pensar em Jace também não iria, nada iria.

Ele rasgou toda a pele da minha barriga e, quando meus órgãos já estavam expostos, ele furou profundamente minha garganta.

Eu já não podia mais gritar. Não conseguia entender como meu corpo tinha suportado tudo aquilo, como eu ainda não havia morrido. Eu procurava ar ofegante e desesperadamente, mas não conseguia respirar. Estava me afogando no meu próprio sangue. E por um motivo tão banal.

Valeria a pena ver alguém morrer só por que essa pessoa não te ama como você a ama? Valeria? Era só o que eu me perguntava naquele momento.

Simon abaixou-se a altura da minha barriga e tocou os meus órgãos. Fez uma expressão divertida com o rosto e riu-se.

– Olhe isso! — ele gargalhava — É nojento, mas parece apetitoso!

Ele não faria isso...

Ele mordeu cada um de meu órgãos e foi dando mordidas doloridas e fortes até chegar na minha perna, onde ele começou a morder tão forte que já arrancava pedaços de pele.

Ele fez.

A essa hora, já não havia mais o que fazer. Ele não pararia. Com a dor, eu já não aguentaria sobreviver. Apenas fechei os olhos e tombei a cabeça para o lado, esperando que a morte chegasse e me levasse o mais rápido possível. Eu morreria ali mesmo, nas mãos daquele monstro. Porque? Eu não sei, mas a gente nunca escolhe. E quando a morte chegasse, num ultimo suspiro eu amaldiçoaria Simon para todo o sempre e poderia finalmente dizer:

Adeus.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Tive que refazer esse capítulo inteiro porque quando eu fui postar a internet saiu :c