Lobos de Veneza

13 O entretenimento da vez


Notas iniciais
Pov. Jon

— Seu pai pediu para que eu conversasse com você hoje, Jon. – Ela começou o falatório. Era uma mulher bonita, muito bonita, mas a preferia quando estava calada. Estavam na sala há cerca de dez minutos, sem trocar uma palavra sequer. Desde que começara o tratamento com a psicóloga do colégio, aquela era uma rotina para eles. Tal cena se repetia como um eterno copia e cola infinito. No fim, Jon sempre acabava vencendo-a pelo cansaço.


Naquele dia em especial, que não possuía nenhuma consulta pré—marcada, estava ali por uma ordem do pai. Haviam discutido mais cedo. E, como sempre, sem saber lidar com os problemas que o filho lhe trazia, o grande Stark apenas o despachou para que outra pessoa tomasse conta.


— Jon cuide da sua irmã. – Falara pela décima vez naquele último minuto. — Estou falando sério, Jon Stark. Não me desobedeça mais, você viu o que aconteceu da última vez. – E bingo! O grandioso Ned acertara em cheio na cicatriz de seu filho: a culpa.


Depois de o castigo ter acabado, uma semana antes da volta as aulas, Jon recebera sua moto de volta. Arya ficara radiante, não pelo irmão propriamente, mas sim por que ele a havia prometido que, se ela cooperasse para que o castigo terminasse rapidamente, ele a emprestaria o veículo de duas rodas.

Dito e feito.


No entanto, a vida, o cosmos, ou seja lá como chame, não conspirara ao favor dele. Nem ao favor de Arya. Ela arrancara rápido demais, com velocidade demais e se afastara demais. Jon correra o mais rápido que pôde, na tentativa de acompanha-la e, mesmo de longe, avistara a cena: uma criança corria pela rua e Arya dirigia descontroladamente até ela. Jon gritou e então, após o seu grito, vieram muitos mais, tornando o mundo uma sinfonia deles.


— Tudo bem, Eddard Stark. – Sorrira levantando-se da mesa, tentara ignorar os avisos e desconfianças do pai desde a volta da viagem ao Brasil, mas já havia atingido seu limite. Os irmãos olharam pra ele apreensivos, sabiam que não perderia a oportunidade de provocar o pai mais uma vez. E estavam certos. — Mas onde está a minha moto?


— Jon! – Ned berrara, batendo as mãos sobre a mesa. — Quantas vezes terei de dizer que você não terá sua moto tão cedo?! Todos os seus irmãos, quando não tem outra opção, vão pra escola de ônibus, faça o mesmo. – Faça o mesmo. Jon sufocara uma gargalhada, o pai dissera mesmo aquilo?


— Sinceramente, pai. – Revirara os olhos. — Quantas vezes eu terei de dizer que não sou como meus irmãos? Não sou como eles por muitos motivos e um deles eu nem sequer conheço direito…
— Jon… — Sansa pegara sua mão — Agora pela manhã não, por favor. – Ela odiava as confusões que aconteciam na família, ele sabia disso, mas não conseguia evitar. Precisava saber a verdade sobre sua origem, sobre sua mãe. Estava cansado de ser o bastardo rejeitado, que provocara a separação do pai e de sua esposa.


— Desculpe, Sansa. – Soltara-se do aperto em sua mão com um movimento brusco. — Eu preciso saber quem é minha mãe. – Viirara-se para o pai, aquela seria a centésima vez que perguntaria aquilo, sabia também que aquela seria a centésima vez que sua pergunta não teria uma resposta. — Por que você não me diz, pai? Por quê?


— Vou ligar para o Robert. — Respondera depois de um curto silêncio — Quero que você vá conversar com a Cersei antes da aula.


— Pai…


— Boa aula, meus filhos.

Então Ned virara as costas e saíra sem dizer mais uma palavra.


— Pode ter certeza de que eu não viria aqui de bom grado. – Forçou um sorriso.


— Bom grado… Vejo que andou melhorando seu vocabulário, Jon. – Cersei gargalhou. Droga, ela tinha mesmo um charme. O modo como falava seu nome era instigante. E talvez fosse esse o motivo para que continuasse suas consultas com aquela mulher, gostava do perigo que ela emanava. — Você também poderia melhorar seu humor, jovem Stark.


— Talvez – Inclinou-se, apoiando os cotovelos nos próprios joelhos . — Se você me desse um beijo.


Ao contrário das garotas que coravam, ou se esquivavam quando ele fazia isso, Cersei não recuou. Ela era confiante e experiente. Jon gostava daquilo. Uma ideia travessa rodeou sua mente. O que aconteceria se ele beijasse a psicóloga, a esposa do diretor, ali mesmo? O que aconteceria se ele usasse a meia hora de consulta que o restava para aliviar a tensão que estava acumulada em seu corpo?


— Jon Stark, por um acaso você está tentando seduzir a sua psicóloga? – Ela inclinou-se também, apoiando as mãos nas pernas dele, de modo que os rostos de ambos ficaram quase colados. Estava tão próximo de Cersei quanto ficara de Daenerys.

Daenerys...


— Acho melhor você descer do ônibus, ou ficará responsável durante todo o ano pelas festas e comitês do colégio, inclusive o baile. – Ela falara, arrancando um sorriso de seus lábios. Então ele andara lentamente até parar a frente da loira. Arya ameaçara se levantar, mas fizera um sinal para que ficasse onde estava, não havia esquecido a sua responsabilidade de cuidar da irmã machucada. Envolvera o rosto alvo com suas mãos e em seguida as deslizara pelos braços da garota, até chegar a ponta de seus dedos. Lembrara-se da cena que protagonizaram 2 anos antes, quando um ímpeto de cavalheirismo o tomara e ajudara alguém. Ajudara ela. Segurara-a pela cintura, a respiração dela ficara pesada e então, muito lentamente, ela fechara os olhos. Jon sentira vontade de rir naquele momento, ela queria que ele a beijasse?


— O que há de tão engraçado, jovem…


— Não, nada. Eu só percebi o erro, não devo ser um mau garoto. – Segurou as mãos que estavam apoiadas sobre ele, chacoalhando exageradamente. — Muito obrigada Cersei, é sempre um prazer conversar com você.


— Nem pense em sair desta sala, Jon Stark. – Ela soltou-se do seu aperto e agarrou seu braço, para mantê-lo no lugar. — Seu pai me disse que você insistentemente procura informações sobre coisas que não deveria, ele me pediu para aconselha-lo. — Jon sentiu sua mandíbula contrair-se, Ned não poderia falar de coisas tão pessoais a quem quer que fosse. Era óbvio que Cersei não era alguém de confiança.


— Eu já disse. — Tentou manter-se o mais calmo possível. — Você já me aconselhou o bastante, tenho que ir agora. Aula de Biologia, sabe? O professor não vai muito com a minha cara, já estou atrasado… — Ergueu-se da poltrona acolchoada. — Até nossa próxima consulta, psicóloga.


Caminhou até a saída sem olhar para trás, ainda assim, sentia os olhos da mulher mais velha o acompanhando. Para um dia só, aquele já estava repleto de acontecimentos. Tudo o que desejava era que ele acabasse, para que pudesse chegar em casa e dormir, talvez dormir para sempre. Girou a maçaneta dourada e olhou sobre o ombro, Cersei ainda estava sentada em sua poltrona, ao contrário das outras vezes, não carregava a expressão confusa em sua face, ela sorria abertamente.


— Sabe, eu ouvi uma conversa interessante do meu marido com seu pai uma vez. Eles mencionaram você muitas vezes, o que aquilo queria dizer? Porque não era como se seu pai estivesse reclamando de você. Parecia que eles estavam compartilhando um segredo… Sobre sua mãe talvez? – Virou-se para encara-la, ela estava blefando, só queria atraí-lo. Não era possível que soubesse algo sobre sua mãe, era?


— Do que você está falando?


— Disso mesmo que você ouviu, jovem Stark. E eu sei mais do que você pensa.

— Você não sabe nada.

— Posso não saber de tudo, mas sei, ao menos, quem é a sua mãe.


— Sabe? – Sentiu a raiva crescendo dentro de si, quem aquela mulher pensava que era para falar assim da sua vida? Ela não era ninguém, ela não sabia de nada. — Então guarde essa sua sabedoria para você. Acho que o seu marido não vai gostar de saber que a esposinha fica ouvindo suas conversas, o que você acha?


— Jon Stark…

— Tenho que ir agora, mas, mais uma vez, obrigada pelo aconselhamento.


Bateu a porta, dando um fim, definitivo, a sua consulta com aquela mulher. Olhou o relógio analógico, pendurado na parede branca do corredor, estava mais que atrasado para sua primeira aula. Por sorte, eram no mesmo bloco em que ficava a sala de psicologia, apenas dois andares abaixo, ele conseguiria chegar a tempo.


Laboratório de Biologia. Sorriu ao ver a placa que indicava o nome da sala, talvez o dia fosse ser divertido afinal. A porta estava entreaberta, de modo que podia ouvir as palavras do professor. Adorava aquele homem. Sempre que seu dia estava indo de mal a pior, Jon o provocava até que fosse expulso da aula.


— Bem, acho que por hoje é só. – O mais velho disse batendo palminhas. Sempre encerrava as aulas dessa maneira. — Vejo que a 2.3-1 tem bastante calouros. Que tal uma rápida chamada para conhecermos seus nomes?


— Cheguei bem na hora da chamada. — Abriu a porta ostentando seu sorriso mais simpático. — Bingo.


— Jon Stark. — O descontentamento do professor era evidente.


— Presente.


— Por um momento tive esperanças de que você tivesse reprovado.


— Professor, você sabe que isso é impossível. – Disse, porque era verdade. Apesar dos pesares, as notas de Jon eram impecáveis.


— Eu sei.


— Então, posso me sentar? — Apontou para uma carteira vazia.


— Acho que é melhor você ficar em pé, Stark. Vou começar por você.


— Eu não curto…

— Cale a boca! Ou vai pra diretoria. — Reprimiu uma gargalhada e recostou-se ao birô. Adorava mesmo aquele homem. — Pois bem, prestem atenção, todos. — Parou de prestar atenção instantaneamente e voltou seus olhos para a turma, não conhecia as garotas da primeira fileira, seria divertido lidar com elas. — Stark, retire o nome da sua dupla. — Um chapéu repleto de papéis tomou sua visão.


— Isso é sério? – Fez uma careta, talvez devesse ter prestado atenção no que o outro dizia. — Vamos lá...— Remexeu no chapéu e rezou, silenciosamente, para que uma das novatas estivesse no papel que escolhera. O abriu, era um nome de mulher. Ponto positivo. — Minha dupla é uma tal de Ygritte.


— Uma tal de? — A voz não veio de uma das garotas que queria, mas sim de uma outra. Uma que ele conhecia bem. — Você não sabe nada, Jon.


— Você? — Aquele definitivamente só poderia ser um sonho, ela não deveria estar ali, deveria estar no Brail. — Você… — Todos da sala o encaravam, certamente aquela não era uma reação normal, não para ele. Não poderia falar com ela na frente de todas aquelas pessoas. — Você vem comigo. Agora. Foi até sua carteira e puxou-a pelo braço, então, passando ao lado do professor disse — Vamos começar nossa tour por este lindo colégio. — Sem esperar por qualquer reação da ruiva e do homem mais velho, Jon fez o que queria. Arrastando-a pelos corredores, até parar em um local onde ninguém os ouviria. Pelo menos assim era o esperado.


— Pensei que você… — Cerrou os punhos e sentiu o papel entre seus dedos. Talvez ela houvesse mentido para ele? — Seu nome é Ygritte? E você me disse que era brasileira…


— Eu sou. — Falou ainda sustentando o sorriso no rosto, desde que se revelara a ele, não parara de sorrir uma vez sequer. Assim como havia feito no primeiro encontro, num país distante dali. — Minha família que não. Uma parte é irlandesa a outra…


— Italiana, suponho.


— Talvez você saiba de alguma coisa. Alargou ainda mais o sorriso, deixando os dentes tortos à mostra.


— Talvez…


— Jon? — A voz do irmão soou atrás dele, interrompendo a pergunta que iria fazer. — De onde você conhece a Yggie?


— Yggie? — Eles tinham um apelido tão íntimo? — De onde você conhece a ruiva? — Talvez… — Não vai me dizer que no Brasil…


— Brasil? — O irmão balançou a cabeça negativamente — Eu não a conheço do Brasil, eu a conheci no início da aula.


— O quê? — Que tipo de piada era aquela? Eles não se conheciam nem há um dia? — Eu não acredito que você a conheceu depois de mim e a chama até pelo apelido! — Era inacreditável.


— Qual o problema? O Robb me pareceu confiável, então eu falei meu nome. — Sorriu.

— Sério Yggie, de onde você conhece meu irmão?


— Irmão? O Jon é seu irmão?- A ruiva pareceu entender o tipo de situação em que estava. — Não acredito.


— Nem eu. — Falou colocando as mãos no bolso. Tinha que acordar logo, estava cansado daquele sonho. Quem seria o próximo a aparecer ali? O ex-namorado de Sansa? Ou pior, uma de suas ex-namoradas?


— Eu não consigo entender…

—Nem eu. — Robb ecoou as palavras que antes tinham saído de seus lábios.

— Vocês são irmãos.

— Vocês se conhecem.


— Vocês são amiguinhos. — Forçou um sorriso inocente, que em nada combinava com seu tom de voz irônico. Por que estava agindo daquela maneira?


— Vocês são um porre. — O item que estava faltando à comicidade daquela cena apareceu —Sério, qual a dificuldade de entender essa história? Vou lhes dizer. Essa — Gesticulou exageradamente para Ygritte — É a ruiva que o Jon pegou no Brasil.


— Essa é aquela garota?

— Exatamente, meu caro Robb. — Arya recostou-se no irmão.


— Que primeiro dia de aula agitado… — Disse conformando-se, aquele não era um sonho afinal. Não sabia como, nem por que, mas a sua aposta do Brasil estava bem ali na sua frente, talvez para vingar-se?


— Você nem imagina, João. — A irmã revirou os olhos, o dia também não havia sido satisfatório para ela. No fim, eram mais parecidos do que gostava de admitir.


— Não vai me dizer que você também encontrou um amigo do passado? — Robb perguntou cutucando a barriga de Arya. — Não é o garoto da cadeia, é?

— É sim. — Gesticulou exageradamente mais uma vez, como se fosse apresentar uma nova atração de um circo — Gendry está aqui. — Ygritte então caiu na gargalhada, como se aquilo fosse engraçado. Como se ela soubesse de algo. Jon olhou para ela, quem diabos era aquela garota?

— Seria muito ridículo de minha parte dizer que o Gendry é meu irmão?


— O quê? — Arya gritou desequilibrando-se e quase caiu por causa do pé quebrado. — Você, a ruiva do Jon, é irmã do garoto da cadeia? Que tipo de brincadeira é essa? Alguém contratou você para nos seguir? Um caçador de herdeiros, talvez…
— Primeiro — Ygritte ergueu o dedo a frente do rosto de Arya — Eu não sou a ruiva do Jon, eu tenho um nome e se você pesquisar, verá que eu não preciso seguir nenhum herdeiro. Uma vez que sua família não deve ser nada. Segundo, não chame meu irmão de garoto da cadeia. Uma vez que você também foi parar lá e o abandonou, de uma maneira bem covarde hã?


— Quem você pensa que é pra falar assim comigo?

— Quem você pensa que é?

— Eu? — A irmã soltou um risinho. — Sou Arya Stark.

— Hm, Stark. — Ygritte comprimiu os lábios um contra o outro. — Isso não me diz nada, para mim, você é apenas uma mimada covarde, que abandonou meu irmão na cadeia.

— O que…

— Chega — A ruiva virou as costas para Arya. Ela era louca? — Jon, vamos sair daqui, cansei de brigar.


— Você acha que eu sou seu cachorrinh…
— É a minha dupla por duas semanas, então acho que é melhor você agir como tal. Senão quiser complicar-se ainda mais por aqui, claro — Aproximou-se dele. — Já vi que sua situação não é nada boa.

— Ninguém fala assim comigo…

— Que chato. — Bufou, o agarrando pelo punho logo em seguida e arrastando-o pelo corredor. — Adeus irmãzinha Stark, foi um prazer te conhecer Robb.

Tentou soltar-se do aperto da ruiva, mas ela era forte. Acabou por se deixando arrastar, tinha de conversar com ela, precisava perguntar que tipo de piada era aquela. Uma hora ela falaria alguma coisa, que também estava surpresa por tê-lo encontrado, ou que o estava procurando depois de sua pequena aventura no Brasil. Ou, até mesmo, que havia ficado preocupada. Certamente faria aquilo, todas faziam.


— Sua próxima aula… Também é de artes?- Indagou largando sua mão.

— Por que você está aqui? — Se ela iria fazer algum tipo de rodeio, ele não.

— Para estudar e estou atrasada para próxima aula.

— Não se finja de…

— Jon Stark, a porcaria do mundo não gira ao seu redor! — Ela socou-o de leve. — Eu não queria estar aqui nessa porcaria de país, mas graças a sua irmã idiota, que deixou o meu irmão sozinho… Eu tive que ir atrás dele na cadeia, então fomos pegos. O meu tio nos achou e nos trouxe para cá. Não é nada agradável olhar para o cara que me expulsou de um quarto de hotel, sem ao menos esperar que eu me vestisse… Então, por favor, não dificulte o meu dia, apenas me diga se eu terei o desprazer da sua companhia por mais uma hora.


— Eu… — Jon estava surpreso. Nunca uma garota havia o tratado daquela maneira. Fosse quem fosse, Ygritte não era como uma das garotas que conhecera. Já tinha essa impressão dela desde o Brasil, mas o novo encontro só evidenciara isso. Pela primeira vez, alguém estava ali, o encarando, pronta para competir com ele. De igual para igual. Seria divertido. Remexeu no bolso traseiro da calça e retirou o envelope amassado de lá, dando uma rápida conferida no seu conteúdo. — Sinto muito ruiva, mas vamos ficar juntos mais um pouco.

— Então, onde é a porcaria da sala?

— Você acha que tudo é uma porcaria?

— Menos o resto.

— O resto?

— O resto, como você, é bem pior. — Ela pegou novamente em sua mão. — Vamos, me leve para sala de aula.

— Como queira, madame.

Ygritte sorriu novamente e ele então a arrastou pelos corredores.

Notas finais
Esse capítulo foi para esclarecer e dar introdução a parte BOA da estória. A partir daqui, algumas coisas vão acontecer. Não sei se vocês vão gostar de todas elas, porém. Sei que demorei (mais uma vez) pra caramba com esse capítulo, dessa vez a culpa não foi da minha internet, e sim toda minha. Não consegui escrever uma palavra durante esse tempo, quando me forcei a escrever algo saiu uma boxta. Reescrevi, ficou pior. No fim, fiquei frustrada e joguei tudo pro alto "dane-se essas fanfics!", eu pensei. Mas eu não consegui fazer isso, a ideia de deixar de fazer algo que eu gosto tanto me deixou like a louca. Sem falar que vocês não merecem que eu desista, por vocês (e por mim também) prometo que, mesmo que demore, vou levar esse projeto até o fim. Obrigada pela paciência e pelo carinho nos vossos comentários. Adiantando uns acontecimentos do próximo capítulo: Daeny e Ygritte não vão se dar muito bem e isso vai dar uma dor de cabeça daquelas! Quanto ao Jon, muhahahaha o aguardem. Ah, estão sentindo falta do Joffrito? FANFIC EM HIATUS ATÉ PRIMEIRO DE MAIO! PS:. Postei pelo celular, então a formatação do texto está uma droga. Peguem leve. ♥