Lobos
8 Akatsuki
Notas iniciais
8º Capitulo — Akatsuki
– Estamos a apenas uma hora de nosso destino senhor. – Informa o motorista olhando pelo espelho retrovisor do carro.
Kabuto nem sequer o ouve. Tinha em mãos um tablet onde lia as intragáveis notícias publicadas em dezenas de jornais locais, nacionais e internacionais. A cada manchete ou reportagem que lia sentia-se mais frustrado apertando o aparelho eletrônico com mais força.
O país ainda está em choque com o massacre que ocorreu em uma das sedes da Corporação Akatsuki na última noite de quarta-feira.
A Corporação Akatsuki é uma das empresas mais conhecidas e respeitadas no mercado de medicamentos em todo o planeta. Seus laboratórios produzem todo o tipo de medicamento, desde remédios para gripe até medicamentos de uso contínuo e controlado. Além, é claro, das inovadoras pesquisas desenvolvidas com o intuito de ajudar a salvar e melhorar as condições de inúmeras vidas.
Durante esta madrugada, um grupo de homens altamente armados invadiram uma das sedes da empresa causando a morte de todos os funcionários que se encontravam no local, desde guardas até técnicos, ninguém foi poupado.
Ainda não se sabe qual o objetivo do ataque, e se algo chegou a ser levado. O prédio ficou totalmente destruído após vários explosivos terem sido detonados no interior da construção causando o desmoronamento do prédio, que contava com parte das suas instalações sendo subterrâneas. Acredita-se que as explosões foram causadas pelos criminosos e tenham o objetivo de dificultar qualquer identificação do que possa ter sido levado.
As equipes de resgate ainda trabalham no local, objetivando o resgate dos corpos deste trágico incidente. Inúmeros focos de incêndio estão sendo controlados pelas equipes dos bombeiros que ainda permanecem no local.
A segurança ao redor do que sobrou do prédio está sendo feita pela polícia local e acompanhada de perto pelos parentes e amigos dos funcionários. A desolação é enorme, o sentimento de perda, dor e revolta é palpável. O número ainda não está confirmado, mas acredita-se que em média cem funcionários tenham perdido a vida nesse ato terrível.
Nossa equipe conversou com alguns moradores próximos do local da tragédia e conseguimos descobrir que pouco antes das explosões que destruíram a construção, helicópteros foram visto descendo na área. A polícia trabalha com a hipótese de que os criminosos tenham fugido nos helicópteros e que a essa altura já possam estar fora do Estado ou até mesmo do país.
Não é a primeira vez que uma das sedes da renomada Corporação Akatsuki se torna alvo de um ataque terrorista desse porte, porém é a primeira vez em nosso país. Ao longo dos últimos anos inúmeros incidentes como o da noite passada vem se repetindo, com menos frequência, mas continuam. Os ataques ocorrem em todo o globo. A Corporação garante que melhorou seu sistema de segurança no decorrer dos anos com a intenção de oferecer melhor segurança a seus funcionários, mas os ataques sempre ocorrem de forma rápida e destrutiva o que acaba neutralizando qualquer ação defensiva.
Os criminosos, a cada ataque, demonstram um grande aumento em suas habilidades de invasão e destruição, sua assinatura é o assassinato de todos os presentes e a maior destruição possível dos laboratórios. Nos últimos dez anos, mais de quinhentos funcionários da Corporação perderam a vida em ataques similares ao redor do globo...
Impaciente com as notícias, Kabuto joga o tablet sobre o assento vazio a seu lado. Era inacreditável como a imprensa sabia tanto e ao mesmo tempo não sabia nada.
Sabia que por vários dias, até mesmo semanas, o incidente da noite passada seria retratado por toda a mídia. Também sabia que uma equipe de contenção de danos da Akatsuki havia sido atribuída para cuidar do caso. Eles garantiriam que nenhum dado incriminatório fosse encontrado. O bom nome da Akatsuki não poderia e nem seria manchado com mais este incidente.
Ele pouco ligava para as mortes e destruição provocadas pelo ataque. O mais importante foram os dados, as pesquisas e as suas preciosas cobaias, esses eram insubstituíveis. Anos de pesquisa e trabalho árduo haviam sido perdidos em poucos minutos. A equipe de segurança não foi capaz de impedir o avanço dos invasores por tempo suficiente que permitisse que alguma coisa fosse salva. Ele mesmo mal havia conseguido escapar a tempo.
Buscando se acalmar, deixa seu olhar vaguear pela janela e foca-se na paisagem, que neste momento era agrícola. Foi por muito pouco que havia conseguido escapar do laboratório antes do mesmo ir pelos ares ou até mesmo de ser degolado por um dos animais que o atacaram.
Diferente da imprensa, Kabuto sabia quem havia realizado o ataque e que sim, algo havia sido levado. Seus preciosos lobos haviam sido retirados de si e suas pesquisas haviam sido apagadas.
Desde o primeiro ataque há dez anos o sistema da Corporação não era mais integrado, cada sede possuía seu próprio sistema independente das demais filiais, onde uma vez por semana Backups de segurança eram feitos e enviados para as nuvens. O sistema era o melhor que o dinheiro poderia comprar, mas não inviolável como vieram a descobrir em cada ataque posterior. Muitos lobos haviam sido resgatados e muitas pesquisas perdidas no decorrer desses anos, até mesmo seus dados armazenados nas ‘Nuvens’ eram atacados e apagados. Muitas vezes foram obrigados a recomeçarem do zero seus trabalhos.
No momento estava se dirigindo para o laboratório central da Corporação, o mais seguro e secreto dentre todos. Sua existência era pouco conhecida, mas muito bem protegida. Somente o alto escalão sabia de sua existência e principalmente, sua localização.
Depois de conseguir escapar com segurança, havia entrado em contato com seu chefe, Orochimaru, e lhe informado de sua atual situação. É mais que óbvio que ele não havia ficado contente com a notícia. Após muita deliberação havia sido decidido que as cobaias não seriam mais mantidas em laboratórios conhecidos pelo público, e por isso, todas seriam transferidas imediatamente para o laboratório secreto, a verdadeira sede da Corporação Akatsuki.
Ele estava muito próximo de chegar e não se sentia confortável com essa constatação. Sabia que teria de lidar com a fúria de Orochimaru, apenas torcia para que as doze horas passadas desde o incidente da madrugada tenham ajudado a lhe acalmar. Voltar à Matriz de mãos praticamente vazias como estava não era algo que seria perdoado facilmente pelo mais velho.
Voltando a prestar atenção na paisagem, nota que já haviam deixado a estrada secundária que seguiam há algum tempo e agora se encontravam em uma estrada de terra batida, o que significava que estava a apenas alguns minutos do fim de sua exaustiva viagem.
Não se enganara, pois poucos minutos depois o carro onde estava e a comitiva que lhe seguia param na guarita de entrada de uma fazenda.
O portão era ao estilo antigo, de madeira, e não chamava muito a atenção. Os guardas estavam disfarçados, usavam roupas normais de trabalhadores agrícolas e suas armas estavam escondidas. Após uma breve identificação de seus veículos e uma inspeção rápida nos carros foram liberados para continuar a viagem.
De um lado da estrada se encontrava uma pastagem verde a perder de vista, onde dezenas de cabeças de gado se viam a pastar tranquilamente. Do outro lado existia uma plantação de milho tão grande quando o pasto. O terreno era plano e de fácil locomoção, tudo à vista indicava que estava apenas em mais uma das milhares de fazendas que existiam naquela região.
Seu carro e a comitiva param ao chegar a uma casa de dois andares, feita de tijolos. Parecia a casa de um bem sucedido fazendeiro. Portas e janelas grandes, a varanda circundava a residência inteira, suas paredes eram de cor branca com as molduras das portas e janelas em verde escuro, o telhado era de telha de barro pintada de verde.
O local não era do tipo que levantava nenhuma suspeita.
Era pouco mais das quatro da tarde, o dia estava claro e quente. Com discrição, todos descem dos veículos, que ao total eram cinco, quatro carros e um caminhão. Depois dos seguranças que lhe acompanhavam terem desembarcado, foi a vez de sua preciosa carga.
A porta traseira do caminhão, blindado, foi aberta e dois homens subiram no veículo. Kabuto se aproxima da porta aberta e analisa seu interior. Havia um homem preso por algemas no fundo do veículo. Ele estava de joelhos com os braços presos no alto, seu rosto encoberto por um negro capuz.
– Ele está inconsciente? – Questiona aos homens que soltavam o prisioneiro.
– Sim senhor, completamente apagado. – Informa um dos guardas após dar um pontapé nas costelas do encapuzado e ver que ele não respondeu ou reclamou.
– Então o tirem daí logo, não podemos chamar a atenção, sejam discretos. – Informa já se afastando e se aproximando da casa, de onde saía um homem que trazia uma cadeira de rodas. Em silêncio, Kabuto entra na casa e encontra uma sala espaçosa e luxuosa. Permanece a espera de seus homens que trazem consigo o prisioneiro na cadeira de rodas.
Em completo silêncio, eles se dirigem ao interior da residência, onde encontram um escritório. Nele haviam dois homens sentados em imponentes mesas de mogno contendo inúmeros computadores de última geração.
– Na mesa à sua direita. — Informa um dos homens sem nem lhes olhar. – Coloquem a palma de suas mãos para a confirmação de suas identidades.
Sem a necessidade de palavras, um após o outro fizeram o que lhes havia sido pedido, com exceção é claro do prisioneiro. Foram necessários quase dez minutos para que suas identidades fossem confirmadas e eles liberados. Em seguida foram encaminhados para uma nova sala onde encontraram mais dois homens que tinham a função de garantir que eles não estavam grampeados ou carregando algum dispositivo de rastreio. Mais quinze minutos foram perdidos com a burocracia de segurança. Por último, suas armas foram tomadas, desde rifles até canivetes. Somente depois disso é que foram liberados para finalmente irem ao laboratório.
Ainda em silêncio, foram guiados pela casa até uma escada que ligava ao porão. Nessa parte da viajem o prisioneiro teve de ser carregado pelos braços por dois dos guardas e somente ao chegar ao porão foi novamente sentado na cadeira de rodas. O capuz era mantido e suas mãos estavam algemadas. Seu corpo estava pendido para o lado esquerdo e sua cabeça caída para frente.
O porão era um local espaçoso, tinha a dimensão de toda a casa. Era limpo, mas não continha nenhuma janela. Era muito bem iluminado por várias lâmpadas incandescentes. Nas paredes havia vários armários contendo muitos equipamentos caseiros.
O guarda que lhes guiou, abre uma caixa sobre uma das prateleiras do armário e aperta um pequeno e discreto botão. Logo em seguida, um dos armários do lado oposto do porão começou a se mover sozinho para frente e em seguida para o lado revelando uma grande porta de metal que não demorou a se abrir e revelar um espaçoso elevador.
Kabuto e sua equipe entram no amplo elevador, mantendo o prisioneiro no centro. Havia apenas dois botões na lateral do elevador: SUBIR e DESCER. Após apertar o botão DESCER, Kabuto coloca seu indicador para identificação da digital e eles logo sentem o “carro” iniciar a sua descida. Após alguns instantes as portas se abrem e todos involuntariamente prendem a respiração ao encontrarem Orochimaru parado lhes esperando com os braços para trás e no rosto uma expressão de fúria.
– Senhor! – Pronuncia-se Kabuto, sendo o primeiro a se recuperar, logo saindo do elevador sendo imitado por seus homens.
– O animal está apagado? – Questiona Orochimaru olhando para o prisioneiro na cadeira de rodas.
– Sim senhor, nós o dopamos para que não houvesse contratempos.
– Outro contratempo você quer dizer, não é mesmo Kabuto?! – A voz de Orochimaru havia ficado fria e demonstrava claramente o quanto estava irritado. – Como isso pode acontecer? Como pode permitir que os dados fossem perdidos, nada foi salvo. E nossas cobaias? Estamos com poucas e você ainda as perde! – Fala exasperado enquanto movimentava seus braços indignados. – Eu achava que você era mais competente que isso Kabuto.
– Lamento senhor. Peço seu perdão por minha falha. – Kabuto sabia que era mais sábio não desafiar e nem irritar ainda mais Orochimaru, por isso era mais fácil assumir a culpa e se redimir posteriormente. – O ataque foi muito rápido, os guardas não os viram chegando. Eles estavam bem armados, os lobos são rápidos, conseguiram invadir as instalações mais rápido do que poderíamos imaginar. Tivemos tempo apenas de pegar o Itachi e sair.
Orochimaru começa a andar pelo corredor dando as costas para Kabuto e sua equipe que logo o seguem em silêncio. Aquele era o único caminho que poderiam seguir por isso não tinham escolha.
– Estamos agora com apenas treze cobaias, mal dá para continuar com nossas pesquisas. Terei de garantir que as fêmeas se reproduzam.
– Mas as fêmeas que procriaram em cativeiro não tiveram sucesso em repassar o gene, não é mesmo?
– Exato. Nenhuma das crias até hoje apresentou a mutação. Todos os esforços com as inseminações artificiais não surtiram efeito, nenhuma cria apresentou o gene. Foi por isso que decidimos tentar ao inverso, com os machos procriando. Sua cobaia era nosso teste inicial, como bem sabe. – Fala Orochimaru parando de andar e olhando para trás, diretamente para o lobo inconsciente. – Mas ele não colaborou muito nesse aspecto.
– Exato. Fizemos exatamente como orientado, as dosagens de estimulantes sexuais foram acrescentadas em sua comida e bebida de forma diária, sem que ele percebesse, é claro. Mas todas as mulheres que lhe entregamos acabaram sendo mortas por ele. Acho que desconfiou do que estávamos fazendo. Tentamos forçá-lo a possuir uma humana estando amarrado, não tivemos sucesso em fazê-lo gozar, mesmo estando sobre o efeito dos estimulantes.
– Com exceção da humana que me falou no último relatório. – Orochimaru volta a andar, mais lentamente que antes, de certa forma mais calmo.
– Sakura Haruno. Por algum motivo Itachi não lhe matou após possuí-la. E ainda exigiu tê-la novamente depois de alguns dias.
– Disso não sabia. – Comenta Orochimaru parando novamente e olhando para Kabuto esperando ouvir todos os fatos.
– Infelizmente ocorreu antes do ataque. Tínhamos levado mais uma humana pra ele se saciar, mas ele a matou sem tomá-la. E exigiu que nós levássemos a “rosada” como ele a chamou. Novamente ele a possuiu até se saciar mantendo-a viva.
– Isso é inesperado, o que essa humana tinha de diferente das demais? – Questiona Orochimaru para ninguém em especial, pois sabia que ninguém poderia responder a esta pergunta se não o próprio envolvido.
– Fizemos testes na humana antes do ataque de ontem. – Informa Kabuto ajeitando os óculos sobre o rosto. – Ela estava grávida, não cheguei a informar porque o relatório não estava completo ainda.
– Então tiveram sucesso em fazer com que Itachi procriasse, mas infelizmente nós a perdemos, provavelmente morreu no ataque... É uma pena, a cria de um alfa seria forte, por isso escolhemos o Itachi para começar a pesquisa. Teremos de continuar tentando, não somente com Itachi, agora usaremos os demais prisioneiros machos. Temos três machos que podem procriar se incentivados, assim que todos tiverem chegado vamos começar a inclusão dos estimulantes em suas rações. Farei que eles se envolvam entre eles mesmos.
– Com os altos níveis de estimulantes sexuais que vamos aplicar neles é impossível que não se rendam às necessidades da carne. Itachi é mais forte por ser um alfa, mas acredito que os demais sejam mais maleáveis. Assim que tivermos mais cobaias poderemos continuar com os estudos sem problemas. – Concorda Kabuto mais animado com a possibilidade de continuar com suas pesquisas.
– Sim, nossas pesquisas estão muito atrasadas, esses malditos animais estão tendo êxito em nos atrasar, o que é inaceitável. – Comenta Orochimaru voltando a andar.
– Como vão as buscas?
– As mesmas de sempre. Os malditos lobos são bons em se esconder. Mesmo com o ataque que fizeram ao laboratório ontem, não conseguimos rastreá-los.
– Não foi possível rastrear os helicópteros que utilizaram?
– Não, eles conseguiram ficar fora do radar voando baixo. Sabemos apenas que foram para sudoeste, mas desapareceram depois de sair da cidade. Nunca imaginei que Sasuke Uchiha poderia nos dar tanto trabalho assim, quis mantê-lo vivo por ser um alfa, mas me arrependo dessa decisão. Já faz dez anos que ele escapou e vem nos caçando desde então, sempre nos tomando nossas cobaias e apagando nossas pesquisas. É inadmissível a forma como ele consegue descobrir qual laboratório atacar.
– Com o dinheiro que eles conseguiram roubar de nós, podem ter vários “olhos e ouvidos” em todo o lugar.
– É somente esse dinheiro que ele levou que lhe permite continuar a sua excursão para nos achar. Mas agora ele não terá como nos encontrar, a Matriz é completamente oculta. São poucos que sabem da existência dessa instalação e os que sabem são de confiança.
– O subterrâneo de uma fazenda de milho e gado no meio da Espanha é realmente o último lugar do planeta em que eles vão nos procurar. – Comenta Kabuto divertido.
– Assim deve ser. Mas da mesma forma que nós nos escondemos, aqueles animais também se escondem. Eles conseguiram nos tomar mais de duzentas cobaias até hoje. Com certeza estão morando juntos, mesmo assim não conseguimos encontrá-los.
– Em algum momento eles cometerão erros, e nessa hora o acharemos. – Declara Kabuto otimista.
Eles continuam o resto do trajeto em silêncio. Conforme avançavam encontravam cada vez mais pessoas andando para lá e para cá, alguns com pressa e outros totalmente à vontade, mas sempre usando o tradicional jaleco branco.
– Onde Itachi será mantido? – Questiona Kabuto quebrando o silêncio.
– No andar quatro. Vamos mantê-lo longe dos demais, não queremos que ele influencie ninguém e nem que seja influenciado. Podem levá-lo diretamente para lá.
Obedecendo as ordens recebidas eles continuam andando por um corredor à esquerda e logo chegam a um novo elevador. Após descer mais quatro andares voltam a se mover sem pressa, ali havia menos pessoas do que no andar anterior. Inúmeras portas ficavam de ambos os lados do corredor. Eles param de andar quando chegam à última porta do corredor e entram encontrando um quarto espaçoso com uma cama de casal, um guarda-roupas, uma mesa com duas cadeiras, uma estante contendo alguns livros e DVD’s e uma televisão apoiada em um suporte na parede. A esquerda havia outra porta que dava para o banheiro.
Dois guardas erguem Itachi pelos braços e o jogam na cama de qualquer jeito.
– Hm!
Um gemido é expressado por Itachi com o movimento brusco.
– Ele está despertando senhor. – Informa um dos guardas para Kabuto.
– Bem na hora. Vamos sair, com certeza estará de mau humor por ser drogado. Bem vindo a seu novo lar, Itachi. – Desdenha saindo do quarto sendo seguido pelos demais que trancam a porta logo em seguida através de uma trava eletrônica.
OoOoOoOoOo
Itachi retira o capuz alguns minutos depois da saída de Kabuto e seus homens e analisa o quarto a seu redor. Com cuidado, levanta-se e passa a analisar cada canto do quarto e fica satisfeito ao encontrar apenas uma câmera em seu quarto, que logo é destruída.
Pensativo, senta-se na beirada da cama e fica com o olhar perdido por algum tempo, e um fraco sorriso escapa de seus lábios.
– Então você está vivo e livre, irmãozinho?
Sentia-se aliviado por saber que seu irmão caçula estava bem e ainda por cima estava libertando seu povo. Mais de duzentos, segundo Orochimaru.
Finalmente havia conseguido descobrir alguma coisa. Há muitos anos que não tinha contato com mais nenhum de seu povo, com exceção de Hinata, que foi obrigado a atacar há poucas semanas. Era mantido afastado dos demais, até mesmo de sua preciosa Maya, que via apenas uma vez por mês somente por meio de tele-conferência. Havia sido uma ótima ideia fingir que estava dopado, havia descoberto muita coisa.
Seu irmãozinho estava se saindo muito bem sozinho.
Lembrar de seu irmão lhe causava dor, tinha encontrado sua companheira e pra mantê-la viva teve de brutalizá-la. Não era burro, sabia que estavam lhe dando remédios que lhe estimulassem sexualmente, por isso sempre matava as humanas depois de se satisfazer. Mas era impossível fazer isso com rosada, Sakura Haruno.
Saber que a havia engravidado o machucava. Se Sasuke a havia encontrado, e rezava para que sim, deveria lhe odiar nesse momento. Havia marcado e engravido sua companheira, mas sabia que Kabuto não a machucaria se a estuprasse, não quando estavam fazendo de tudo para que procriasse, teve de usar a brutalidade para que não ficasse tão aparente o quanto se importava com ela.
Esperava que seu irmão conseguisse quebrar a ligação que tinha criado com a rosada ao marcá-la e que criasse seu filho. Torcia para que nem seu irmão e nem sua companheira rejeitassem a criança, se assim o fizessem, segundo as leis de seu povo a nova vida deveria ser extinta pouco depois do nascimento.
Um filho, sempre quis ter um filho com a sua amada Maya, mas sabia que era impossível, infelizmente os deuses não permitiram que Maya engravidasse, mas mesmo assim estava feliz por tê-la ao seu lado.
Havia prometido a si mesmo a anos atrás que faria de tudo para proteger sua companheira e encontrar uma forma de escapar daquele inferno e levar seu povo consigo. Agora depositava todas as esperanças em seu irmão.
– Venha irmãozinho, conto com você. Ache-me logo, quero ir pra casa. – Suas palavras sussurradas eram uma súplica... Uma oração.
Continua...
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